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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Comunicação. 2009. Geraldo L. Lino. «De facto, as evidências mostram que o aquecimento atmosférico verificado a partir de meados da década de 1970 finalizou em 1998 e, desde então, a tendência tem sido de uma ligeira queda das temperaturas globais…»

Cortesia de wikipedia

Verdadeiras emergências globais
«(…) O alarmismo ambientalista em geral, e o aquecimentismo em particular, têm contribuído para desviar as atenções das verdadeiras emergências mundiais, que não existem apenas em modelos matemáticos computadorizados e são ameaças reais e presentes, que estão a exigir acções urgentes em um novo nível de cooperação e coordenação internacional, motivado por um Princípio do Bem Comum, e não pelos habituais interesses corporativos e hegemónicos das grandes potências. Os problemas ambientais mais sérios do mundo, particularmente nos países em desenvolvimento, são os relacionados à escassez de infra-estrutura de água e saneamento básico, como a poluição hídrica e as doenças transmitidas pela água (que, segundo o UNICEF, matam uma criança a cada 15 segundos em algum lugar do mundo). No Brasil, menos da metade da população tem acesso à rede de esgotos: a contaminação da água e a falta de saneamento são responsáveis por 63% dos internamentos pediátricos e 30% das mortes de crianças com menos de um ano de vida. Uma pesquisa efectuada em 2007 pelo British Medical Journal entre médicos de todo o mundo apontou por larga margem o saneamento como a principal conquista da medicina nos últimos 150 anos, um privilégio ainda fora do alcance de mais de 40% da população mundial.
A falta de acesso a fontes energéticas modernas por grande parte da população mundial. Na África, 90% da população têm as suas necessidades diárias atendidas pela queima de esterco e lenha, os combustíveis mais primitivos conhecidos pelo homem. Embora com números menores, o mesmo ocorre em grande parte da Ásia, América Latina e Caribe. Como 80% do consumo mundial de energia primária é atendido pelos combustíveis fósseis, não é difícil antecipar as consequências potenciais das restrições aos seus usos. Ademais, tais combustíveis são usados para gerar cerca de dois terços da electricidade do planeta, sendo o resto proporcionado quase totalmente por centrais hidro-eléctricas e nucleares (ambas, também crescentemente na mira dos ambientalistas). Até à segunda metade do século, dificilmente, os combustíveis fósseis perderão a sua importância. A fome e suas consequências matam uma criança a cada seis segundos, segundo a FAO. Cerca um bilhão de pessoas em todo o mundo padecem de fome crónica, quadro que certamente se agravará com a presente crise económico-financeira mundial. Além do imoral desperdício de vidas produtivas, o custo económico anual de semelhante tragédia, em perdas de produtividade, rendas, investimentos e consumo, é estimado entre 500 bilhões e um trilhão de dólares. E quando foi a última vez que alguém viu grandes ONGs ambientalistas (WWF, WRI, UICN, Greenpeace, International Rivers Network etc.) e/ou a comunicação social fazendo campanhas ruidosas em prol do saneamento básico ou da electrificação em massa da África, Ásia e América Latina?

Conclusão. É preciso despolitizar a Climatologia
Antes que o aquecimentismo transformasse a Climatologia em uma ciência politizada, os períodos mais quentes que o actual costumavam ser chamados óptimos climáticos, pela constatação de que não só a biosfera, mas a própria Humanidade, têm se adaptado mais confortavelmente aos períodos mais quentes do que aos mais frios. De facto, o frio é muito mais problemático para as actividades humanas que o calor, como se constata facilmente na agricultura, saúde pública e outras áreas. Aliás, é possível que os problemas causados pelo clima nas próximas décadas sejam, precisamente, na direcção oposta à alardeada pelos aquecimentistas. De facto, as evidências mostram que o aquecimento atmosférico verificado a partir de meados da década de 1970 finalizou em 1998 e, desde então, a tendência tem sido de uma ligeira queda das temperaturas globais, a qual poderá se acentuar devido a uma combinação de actividade solar fraca e uma fase de arrefecimento do oceano Pacífico (que cobre 35% da superfície terrestre). Se tal tendência se confirmar, as temperaturas mais baixas poderão acarretar sérios problemas para a agricultura mundial, num mundo em que os excedentes de produção de alimentos passaram a se concentrar em alguns países e no qual as antigas políticas nacionais de segurança alimentícia passaram a ser consideradas distorções de mercado pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Assim sendo, pode ser que em poucos anos estejamos realmente sentindo saudades do aquecimento global». In Geraldo Luís Lino, Comunicação, 2009, Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas, autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenómeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, Capaz Dei, 2009, Oikos, Volume 9, Rio de Janeiro, 2010, ISSN 1808-0235.

Cortesia de Oikos/JDACT

domingo, 6 de setembro de 2015

Comunicação. 2009. Geraldo L. Lino. «… os cientistas financiados por governos não precisam ser desonestos para que a ciência seja distorcida; eles precisam apenas fazer o seu trabalho...; milhares de cientistas têm recebido verbas para encontrar uma conexão entre as emissões de carbono…»

Cortesia de wikipedia

O ambientalismo como ideologia e instrumento político
«(…) Na estrutura de comando do ambientalismo, encontramos: governos, EUA, Reino Unido, Canadá, Holanda e outros; órgãos governamentais, principalmente, agências de ajuda internacional USAID, DFID, CIDA etc.); fundações privadas, Rockefeller, Ford, MacArthur, C.S. Mott etc; ONGs internacionais, WWF, UICN, World Resources Institute, Friends of the Earth, Aspen Institute etc.
Os seus objectivos podem ser assim sintetizados:
  • obstaculizar a industrialização e o desenvolvimento socioeconômico no III Mundo, transferindo a influência sobre o processo dos Estados nacionais para entidades não-governamentais (governanção global); 
  • induzir pessimismo e descrença quanto às perspectivas da ciência e da tecnologia para o progresso, num processo de moldagem de crenças e modos de pensar dos estratos educados das sociedades; 
  • deter o crescimento demográfico; 
  • controlar reservas de recursos naturais.
A indústria aquecimentista
A institucionalização do movimento ambientalista internacional como uma entidade que acabou ganhando uma espécie de vida própria se mostra com toda clareza no conluio de interesses estabelecido em torno do aquecimento global antropogénico, que vai além da agenda do Establishment anglo-americano. De facto, o aquecimentismo converteu-se numa verdadeira indústria que já movimenta valores da ordem das centenas de bilhões de dólares por ano, envolvendo verbas oficiais e privadas para pesquisas científicas e tecnológicas, incentivos fiscais para tecnologias de baixo carbono, campanhas de ONGs e propagandísticas, lobbies parlamentares e o florescente mercado de créditos de carbono.
Desde 1990, apenas o governo dos EUA gastou 32 bilhões de dólares em pesquisas referentes às mudanças climáticas, mais US$ 36 bilhões no desenvolvimento de tecnologias e assistência sectorial ao exterior. Somente em 2009, tais gastos atingiram a casa de US$ 7 bilhões, além de outros US$ 3,4 bilhões para projectos de sequestro de carbono. Para muitos cientistas, semelhante cornucópia representa uma atracção irresistível, além de implicar numa orientação das pesquisas científicas para uma busca forçada de explicações antropogénicas para as mudanças climáticas. Por outro lado, as verbas para as pesquisas que não consubstanciam as teses alarmistas têm passado longe de tal generosidade.
Como resumiu a jornalista australiana Joanne Nova: os cientistas financiados por governos não precisam ser desonestos para que a ciência seja distorcida; eles precisam apenas fazer o seu trabalho...; milhares de cientistas têm recebido verbas para encontrar uma conexão entre as emissões de carbono humanas e o clima; poucos têm recebido verbas para fazer o oposto; jogue 30 bilhões de dólares em uma questão qualquer, como poderiam pessoas brilhantes e dedicadas não achar 800 páginas de conexões, vínculos, previsões, projecções e cenários? (o que é impressionante é o que não encontraram, evidências empíricas). Mas a maior fonte de rendimentos aquecimentistas são os mercados de créditos de carbono, que movimentaram nada menos que 130 bilhões de dólares em 2009. Algumas estimativas elevam esse potencial para a casa dos trilhões de dólares, caso venham a ser aprovados acordos internacionais de vinculação obrigatória para a limitação das emissões de carbono provenientes do uso de combustíveis fósseis, como se pretendia na fracassada Conferência de Copenhague (COP-15), em Dezembro de 2009.
O chefe do Comité Assessor para Mercados de Energia e Ambientais da Comissão de Comércio de Futuros de Mercadorias (CFCC) dos EUA, Bart Chilton, prevê que, até 2014, o mercado de carbono poderá chegar a 2 trilhões de dólares em transacções anuais, convertendo-se no maior mercado de commodities do mundo. Seu colega Richard Sandor, executivo-chefe da Bolsa de Valores Climáticos (Climate Exchange PLC) de Londres, a maior do mundo, é ainda mais optimista, antevendo um mercado de 10 trilhões de dólares anuais, a maior commodity não financeira do mundo. Nada mal, para instrumentos financeiros desprovidos de qualquer valor económico real, excepto para quem os transaciona, verdadeiros futuros de fumaça». In Geraldo Luís Lino, Comunicação, 2009, Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas, autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenómeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, Capaz Dei, 2009, Oikos, Volume 9, Rio de Janeiro, 2010, ISSN 1808-0235.

Cortesia de Oikos/JDACT

Comunicação. 2009. Geraldo L. Lino. «… na pesquisa e na modelagem climáticas, devemos reconhecer que estamos lidando com um sistema acoplado caótico e não-linear e, por conseguinte, que a previsão de futuros estados climáticos a longo prazo não é possível»

Cortesia de wikipedia

Modelos matemáticos não constituem evidências
«(…) Na ausência de evidências sólidas, os adeptos da tese antropogénica das mudanças climáticas recorrem às projecções dos modelos matemáticos utilizados para simular a dinâmica climática. Nos relatórios do IPCC, tais projecções são apresentadas com grande apuro gráfico e visual, para causar o maior impacto possível nos leigos e, principalmente, nos tomadores de decisões. O facto de que esses modelos são rodados em supercomputadores de grande capacidade também contribui para atribuir-lhes uma indevida aura de precisão científica. A questão é que os chamados Modelos de Circulação Geral (MCG) não representam o mundo real e estão muito longe de simular adequadamente a dinâmica climática, pelo simples motivo de que o clima é um sistema extremamente complexo, caótico e não-linear, incapaz de ser reduzido com precisão a sistemas de equações. De forma simplificada, um MCG típico divide a atmosfera em caixas de centenas ou alguns milhares de quilómetros de comprimento, algumas centenas de quilómetros de largura e algumas dezenas de quilómetros de altura, e tenta quantificar e simular a evolução dos flluxos de energia e os seus reflexos nos parâmetros climáticos, dentro das caixas e entre elas. Como cada caixa abarca vários graus de latitude e longitude e uma multiplicidade de ambientes físicos e biológicos (tipo de superfície, relevo, cobertura vegetal etc.), pode-se imaginar a complexidade do processo, que não pode proporcionar senão uma aproximação grosseira do mundo real. Não por acaso, as discrepâncias entre os modelos e as observações costumam ser consideráveis, mesmo quando eles são rodados para trás, para tentar explicar o comportamento passado do clima.
Nenhum deles, por exemplo, antecipou que o ciclo de aquecimento iniciado por volta de 1975 se encerraria em 1998 e que, desde então, as temperaturas se estabilizariam e começariam a diminuir, como vem ocorrendo. Como o nível de entendimento de numerosos factores intervenientes na dinâmica climática é reduzido, nos modelos, muitos desses factores têm que ser parametrizados de forma subjectiva pelos modelistas, ou, em português claro, chutados. Em sistemas complexos como o clima, extremamente sensíveis a quaisquer variações mínimas dos seus factores causais, essa parametrização é uma fonte de introdução e amplificação de incertezas, que se reflectem, por exemplo, nas amplas faixas de variação dos cenários alarmistas do IPCC (um exemplo é o papel das nuvens, que varia praticamente em cada modelo). Diga-se de passagem que a faixa de incertezas quanto às temperaturas para o final do século aumentou nos dois últimos relatórios do IPCC: de 1,5-5,8ºC, em 2001, passou para 1,1-6,4ºC, em 2007.
Em seu relatório de 2001, o próprio IPCC reconhece as imperfeições dos modelos: na pesquisa e na modelagem climáticas, devemos reconhecer que estamos lidando com um sistema acoplado caótico e não-linear e, por conseguinte, que a previsão de futuros estados climáticos a longo prazo não é possível. Em suma, os modelos climáticos constituem ferramentas úteis para trabalhos académicos, mas de modo algum devem ser usados para orientar a formulação de políticas de alcance global.

O ambientalismo como ideologia e instrumento político
Para se entender plenamente a origem do aquecimentismo, é preciso rever as origens do movimento ambientalista internacional. Ao contrário do que pensa a maioria, o ambientalismo não é um fenómeno sociológico espontâneo com fundamentos científicos e racionais, mas uma ideologia criada e fomentada como uma iniciativa política de elites hegemónicas do Hemisfério Norte (principalmente o eixo anglo-americano), a partir das décadas de 1950-60. O processo foi assim descrito pelo sociólogo Donald Gibson, da Universidade de Pittsburgh: no final da década de 1950 e início da de 1960, uma antiga inclinação existente entre alguns membros da classe superior estava prestes a se tornar um assunto nacional; esta inclinação iria redefinir as conquistas da ciência e da tecnologia como acções malignas que ameaçavam a natureza ou como fúteis tentativas de reduzir o sofrimento humano que, diziam, era o resultado da superpopulação; essa tendência, em parte articulada como uma visão de mundo nos escritos de Thomas Malthus, toma o que podem ser preocupações razoáveis sobre temas como a qualidade do ar e da água e as reveste de uma ideologia profundamente hostil ao progresso económico e à maioria dos seres humanos...; o impulso geral era claro, os EUA e o mundo deveriam se mover para acabar com o crescimento populacional e a protecção do meio ambiente deveria receber uma importância igual ou maior do que a melhoria dos níveis de vida...; o crescimento económico e a tecnologia eram vistos como problemas». In Geraldo Luís Lino, Comunicação, 2009, Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas, autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenómeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, Capaz Dei, 2009, Oikos, Volume 9, Rio de Janeiro, 2010, ISSN 1808-0235.

Cortesia de Oikos/JDACT

Comunicação. 2009. Geraldo L. Lino. «… nós inalamos oxigénio e exalamos CO2; se puder regulamentar e declarar que o que exalamos das nossas bocas é um poluente tóxico, você conseguirá um nível de controle que George Orwell…»

Cortesia de wikipedia

O clima está sempre em mudança
«(…) A elevação do nível do mar desde o auge da última glaciação registou um aumento de 120 m, no período entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que dá uma taxa de elevação da ordem de 1 metro por século, muito maior que os cerca de 0,2 m registados desde 1870. Mesmo dentro do Holoceno, as temperaturas e os níveis do mar já foram mais elevados que os actuais. Há cerca de 5000-6000 anos, os oceanos encontravam-se a cerca de 3-4 m acima dos níveis actuais. No período Medieval, entre os séculos X e XII, as temperaturas eram até 2ºC superiores às actuais (facto que tem causado tantos constrangimentos aos cientistas que se aferram aos cenários catastróficos que eles têm recorrido a fraudes abertas para ocultá-lo). Diante desses números, acarretados por fenómenos sobre os quais, evidentemente, a Humanidade não teve qualquer influência, constata-se que todas as variações observadas desde meados do século XIX, causa de todo o alarido sobre a suposta influência humana no clima, encontram-se com muita folga dentro das faixas de variações naturais da dinâmica climática. Cabe, então, a pergunta: onde estão as evidências concretas da acção humana no clima em escala global? A resposta objectiva é: não existe sequer uma única. Nas palavras do conceituado climatologista francês Marcel Leroux: a hipótese na qual se baseia o aquecimento global, particularmente no tocante aos gases de efeito estufa, nunca foi demonstrada de facto: por conseguinte, não existe qualquer prova tangível e inquestionável de que o cenário do IPCC esteja realmente acontecendo.

O dióxido de carbono não é um vilão ambiental
O papel de vilão ambiental atribuído ao dióxido de carbono (CO2) pelos alarmistas climáticos não resiste ao exame das evidências. Para começar, como sabe qualquer estudante de Ciências, o CO2 atmosférico pode ser considerado o gás da vida, já que dele depende toda a fotossíntese das plantas, que formam a base das cadeias alimentares da biosfera. Por isso, concentrações de CO2 superiores às actuais seriam altamente benéficas para a vegetação e, consequentemente, o restante da biosfera, Humanidade inclusive. Existem literalmente dezenas de milhares de experiências de laboratório demonstrando que quase todas as espécies vegetais existentes, inclusive as cultivadas pelo homem, se beneficiariam com mais CO2 na atmosfera. Como afirma uma das maiores autoridades mundiais na área, o Sherwood Idso, presidente do Centro para o Estudo do Dióxido de Carbono e Mudanças Globais (EUA): a literatura sobre a ciência das plantas está replecta de resenhas e análises sobre o assunto e, há bem meio século, milhares de viveiros comerciais já enriqueciam o ar das estufas com CO2 extra para aumentar a sua produção, como fazem até hoje.
Além disso, o Quaternário é um dos períodos de menores concentrações de CO2 registadas na história geológica da Terra, ao longo da maior parte da qual têm prevalecido níveis 5-15 vezes mais altos que os actuais. Apenas em outra época, a transição Carbonífero-Permiano, há cerca de 300 milhões de anos, houve tão pouco CO2 na atmosfera como no Quaternário.


De facto, durante a última glaciação, entre 110.000 e 12.000 anos atrás, as concentrações atmosféricas de CO2 atingiram níveis tão baixos que chegaram próximos aos níveis mínimos de sobrevivência de grande parte da biota vegetal. Outra premissa errónea é a de que o aumento das concentrações de CO2 acarretaria uma elevação das temperaturas, que o IPCC e o lobby aquecimentista apresentam como se fosse uma relação matematicamente determinada. No mundo real, as coisas são diferentes. Como se vê na imagem, em grande parte da história geológica da Terra, as curvas que representam as temperaturas e as concentrações de CO2 não mostram uma boa correlacção entre si e, quando o fazem, como tem ocorrido no Quaternário, as temperaturas têm mudado antes do CO2, e não o oposto, como sugere a teoria aquecimentista. Quando a atmosfera e os oceanos se aquecem, estes liberam CO2 (a solubilidade do gás na água do mar é inversamente proporcional às temperaturas), o que estimula o crescimento da vegetação terrestre; a vegetação absorve o CO2 e incorpora o carbono em raízes e troncos maiores e mais carbono é sequestrado nos solos. O intervalo deve-se ao prazo necessário para a liberação do CO2 dissolvido nos oceanos. Possivelmente, ninguém exprimiu melhor o absurdo da pretensão de regulamentar o CO2 do que o jornalista Marc Morano, director-executivo do sítio Climate Depot. Numa entrevista ao jornal Pittsburgh Tribune-Review (15/08/2009), ele fulminou: nós inalamos oxigénio e exalamos CO2; se puder regulamentar e declarar que o que exalamos das nossas bocas é um poluente tóxico, você conseguirá um nível de controle que George Orwell sequer imaginou em seu livro 1984». In Geraldo Luís Lino, Comunicação, 2009, Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas, autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenómeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, Capaz Dei, 2009, Oikos, Volume 9, Rio de Janeiro, 2010, ISSN 1808-0235.

Cortesia de Oikos/JDACT

Comunicação. 2009. Geraldo L. Lino. «… essa é a condição que a Humanidade tem enfrentado ao longo de toda a sua existência no planeta. Para restringir-nos apenas ao Quaternário, as grandes oscilações de temperaturas, níveis do mar, humidade do ar e extensão dos glaciares»

Cortesia de wikipedia

Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas
«As presentes discussões sobre o chamado aquecimento global e as mudanças climáticas supostamente causadas pelas actividades humanas nada têm a ver com evidências científicas, mas com uma agenda determinada por interesses políticos, económicos e académicos restritos. A despeito de todo o alarmismo sobre o assunto, não existe uma única evidência factual sólida que permita atribuir às actividades humanas, especialmente o uso de combustíveis fósseis (petróleo, gás natural e carvão mineral), quaisquer elevações anormais de temperaturas e dos níveis do mar, retracção dos glaciares, extinção de espécies, proliferação de doenças e numerosas outras consequências rotineiramente apresentadas com grande alarido mediático. Não obstante, tais prognósticos catastróficas têm servido de base para a adopção de uma agenda global de descarbonização da economia mundial, desnecessária e irracional, além de desviar as atenções das verdadeiras emergências globais, como as consequências das deficiências de infraestrutura de saneamento básico, energia moderna e outros requisitos de sociedades civilizadas. Por conseguinte, é preciso reorientar os debates e a formulação de políticas para o campo da verdadeira ciência e do bom senso, mas, para isto, é preciso que uma massa crítica de cidadania esteja convencida de alguns factos elementares sobre o assunto. A seguir, apresenta-se uma pequena lista deles.

Consenso e cepticismo
As distorções que têm envolvido a apresentação dos temas climáticos à opinião pública em geral começam pela descaracterização de princípios básicos da actividade científica. Um exemplo é o alegado consenso que existiria na comunidade científica sobre a influência humana no clima em escala global, que seria encarnado no trabalho do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, doravante IPCC, (em inglês), órgão ligado às Nações Unidas. Ocorre que consenso é uma expressão que não tem sentido na ciência, que não se baseia em prevalências numéricas, mas em um compromisso permanente com a redução das imperfeições do conhecimento dos fenómenos universais. Na história das ciências, com frequência, uma única descoberta divergente tem sido suficiente para obrigar a uma reavaliação do conhecimento prevalecente.
Outra distorção é a apropriação da palavra cépticos para qualificar os cientistas e outros profissionais críticos da atribuição da responsabilidade humana como factor preponderante nas mudanças climáticas recentes. Ora, o cepticismo saudável deve ser uma condição intrínseca de qualquer cientista que se preza, uma vez que o questionamento permanente do conhecimento disponível é condição sine qua non para o progresso científico. Como afirma o livreto Sobre ser um cientista: conduta responsável na pesquisa, publicado em 1995 pela Academia Nacional de Ciências dos EUA, o cepticismo organizado e vigilante, bem como uma abertura às novas ideias, são essenciais para se precaver contra a intrusão de dogmas ou tendências colectivas nos resultados científicos.

O clima está sempre em mudança
O alarmismo aquecimentista passou a conferir à expressão mudanças climáticas um carácter intrinsecamente negativo, como se este não fosse o estado natural do clima ao longo de toda a história geológica da Terra, de facto, em termos históricos e geológicos, não existe um clima estático. Ademais, o género Homo, ao qual pertence a nossa espécie, surgiu junto com o Quaternário (os últimos 2,5 milhões de anos), o período geológico de mais rápidas e drásticas variações climáticas, com bruscas variações entre os períodos glaciais prevalecentes em 90% dele e os períodos interglaciais mais quentes. Toda a Civilização tem existido dentro de um interglacial, o chamado Holoceno, que teve início há cerca de 12.000 anos, e todos os últimos interglaciais foram mais quentes que o actual.

Ou seja, essa é a condição que a Humanidade tem enfrentado ao longo de toda a sua existência no planeta. Para restringir-nos apenas ao Quaternário, as grandes oscilações de temperaturas, níveis do mar, humidade do ar e extensão dos glaciares (cobertura de gelo e neve) têm sido a marca registada do período. As temperaturas médias têm variado entre cerca de 8-10ºC abaixo e 4-6ºC acima das actuais (a actual temperatura média na superfície do planeta é 15ºC); os níveis do mar, entre 120-130 m abaixo e 4-6 m acima dos actuais; e, durante as eras glaciais, vastas massas de gelo com espessura de até 4 km cobriam grande parte do Hemisfério Norte, descendo até ao paralelo 40ºN, nas proximidades da actual Nova York.
As transições entre os períodos glaciais e os interglaciais têm sido relativamente rápidas, até mesmo na escala humana. A passagem para condições glaciais pode levar algumas poucas centenas de anos, mas já ocorreu em menos de um século. As transições glacial-interglacial costumam ser ainda mais rápidas, como ocorreu com o advento do Holoceno, quando as temperaturas subiram 6-8ºC em menos de 100 anos, sendo que a metade deste aquecimento (3-4ºC) pode ter ocorrido em apenas duas décadas. Em latitudes mais altas, já se registaram elevações de 10-15ºC em menos de oito décadas. Essas taxas de variação são muito maiores que a irrisória elevação de 0,8ºC observada entre meados do século XIX e o final do XX». In Geraldo Luís Lino, Comunicação, 2009, Alguns factos básicos sobre mudanças climáticas, autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenómeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial, Capaz Dei, 2009, Oikos, Volume 9, Rio de Janeiro, 2010, ISSN 1808-0235.

Cortesia de Oikos/JDACT

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Colheitas de arroz na Ásia: A partir de estudos científicos em seis dos principais países produtores de arroz, todos do Leste e Sueste Asiático, confirmam que as alterações climáticas originam «quebra» nas produções de arroz

Cortesia de BBCNews´
As alerações climáticas, vulgarmente associadas ao aquecimento global, provocam «queda» nas colheitas de arroz na Ásia. O grão de arroz é um dos alimentos básicos na dieta alimentar de grande parte da população mundial.


A partir de estudos científicos em seis dos principais países produtores de arroz, todos do Leste e Sueste Asiático, demonstram que as mudanças climáticas prejudicam o desenvolvimento das plantações. Foram analisadas 227 propriedades rurais, onde se observaram alterações do clima e rendimento das lavouras de arroz nos últimos anos. Nas Filipinas, por exemplo, um estudo iniciado em 2004 constatou que o rendimento das plantações caía 10% a cada aumento de 1°C na temperatura nocturna. Estes dados foram elaborados em laboratório levantando, por isso, questões do foro científico.

Deste modo, o novo estudo foi fazer experiências directamente nos latifúndios, modernos ou não. Os principais pontos de pesquisa foram certas regiões da Índia, no estado de Tamil Nandu, e na China, nos arredores de Xangai. Os dados confirmam, com o aumento das temperaturas mínimas (registadas durante a noite) há prejuízo nas plantações.
Ao que parece, isso acontece porque o arroz respira mais com as noites mais quentes, gasta mais energia e tem menor eficiência na fotossíntese. Assim, a planta não se desenvolve tanto quanto deveria. De dia, ao contrário, o efeito é benéfico, mas o impacto é menor do que o prejuízo nocturno. O saldo é negativo.

Os cientistas querem saber, agora, se noutras culturas, além do arroz, pode haver influência das mudanças climáticas. Uma avaliação dos investigadores afirma que os pequenos aumentos de temperatura, até 3°C, podem ser inofensivos, mas se ultrapassar esta referência, deve afectar todas as lavouras, sem excepção.
A crise da fome, que existe enquanto não há baixa produção de alimentos, poderá ser agravada se este facto começar a acontecer. In BBC News.

Cortesia da BBC/JDACT

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Bambu


Sabiam que o bambu é classificado como uma planta C4?*

O bambu possui uma via adicional que incorpora carbono e com isso faz mais fotossíntese. Os bambus, assim como as árvores e os oceanos, usam o carbono através da fotossíntese, para gerar carbo-hidratos. Quando uma árvore ou bambu cresce é retirada da atmosfera certa quantidade de carbono que fica retido na planta. O bambu gera mais O2 que o equivalente a três árvores. De acordo com a literatura, algumas espécies de bambu chegam a absorver mais de 12 toneladas por hectare de CO2 da atmosfera. É a planta que tem a maior taxa de crescimento da terra, contribuindo para que esta planta seja um importante absorvedor de carbono. Tem um período de 5 anos para que a semente se desenvolva no solo mas, no primeiro ano, o bambu alcança 70% do seu tamanho total. A planta é composta por 48% de carbono, originando que 10 colmos ou uma moita adulta absorvem, no mínimo, 604 kg de CO2. Segundo diversas instituições, isto tem uma equivalência a 240 litros de combustível (gasolina/gasóleo). Como exemplo, se consumirmos 50 litros de combustível por semana, plantando 11 tipos de variadades de bambu, irá compensar esta poluição por um ano. Como absorve maior quantidade de CO2, um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento global devido ao efeito de estufa, o BAMBU favorece a manutenção ambiental do nosso planeta.

JDACT/Roberto Riscala/Blog Lopes

*(apresentam especificidades anatómicas, fisiológicas e bioquímicas que constituem o mecanismo C4. Uma característica anatómica particular é que as suas folhas apresentam dois tecidos fotossintéticos distintos, Hopkins, 1995, isto é, utilizam uma via adicional que envolve moléculas de quatro carbonos).