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domingo, 1 de julho de 2012

Fábrica Robinson. Portalegre. Ana Sofia da Silva. «É o próprio Wheelhouse que cria o primeiro sindicato operário da história da actividade corticeira, mas também uma creche para os filhos dos operários e a cooperativa de abastecimento operária, algo completamente inovador na nossa cidade»




Cortesia de ass

Com a devida vénia a Ana Sofia da Silva (12 anos) publico o seu trabalho.

A Fabrica Robinson
«Historicamente, podemos encontrar referências a uma unidade transformadora de cortiça na cidade de Portalegre desde o ano de 1835. Segundo os registos, uma família inglesa de nome Reynolds, explorava, nessa data, uma pequena fábrica de cortiça.
Por essa mesma altura, outro cidadão da nação inglesa, George Robinson, começou a interessar-se por um negócio similar, pelo que tentou documentar-se mais profundamente sobre a matéria-prima que, desde há muito trabalhava em Halifax, na Inglaterra.
Rapidamente, se afeiçoou ao “modus vivendis” português e decidiu fixar-se com a família em Portalegre. Nas traseiras da 1ª casa que adquiriu no sítio da Boavista, instalou o primeiro núcleo de produção de rolhas.
Por volta de 1840 adquire aos seus conterrâneos Reynolds, o direito de exploração da unidade que estes tinham instalado no edifício em ruínas do extinto Convento de São Francisco.
Para fazer progredir a sua actividade, este empresário adquiriu extensas áreas de montado, e fez contratos locais, com 50 anos de duração, para tiragem de cortiça, diversificando produções.
Este empresário inglês introduziu em Portalegre um novo conceito de industrialização, instalando nova tecnologia e novas máquinas, nunca vistas no sector corticeiro.
A pequena unidade rapidamente se transformou num importante centro corticeiro.
Mas será o seu filho, George Wheelhouse Robinson a figura mais marcante da história da fábrica de cortiça de Portalegre. Inteligente, dinâmico e de uma formação técnica e humana fora do comum para época, o jovem Robinson ficará para sempre associado à historia industrial e social, desta pequena cidade do interior alentejano.
Introduz profundas alterações tecnológicas (máquina a vapor, gerador eléctrico, novos métodos de corte e brocagem de rolhas, etc.), racionaliza “lay-out’s” produtivos, melhora produtividades.
Mas não se fica por aqui, também expande o negócio e alarga a sua actividade industrial à Estremadura Espanhola, adquirindo diversas fábricas em San Vicente de Alcântara.
Além de se preocupar com a produção, este inglês preocupa-se sobretudo com a segurança dos seus operários
No inicio do século XX, a “Fábrica da Rolha” como então era conhecida, empregava mais de 2000 trabalhadores.
É o próprio Wheelhouse que cria o primeiro sindicato operário da história da actividade corticeira, mas também uma creche para os filhos dos operários e a cooperativa de abastecimento operária, algo completamente inovador na nossa cidade.
Patrocina algumas actividades de apoio aos mais necessitados.
Está na origem da Associação de Bombeiros de Portalegre, fundada em 1899 e em 1903, funda a sua própria Corporação de Bombeiros Privativos. Em termos fabris nunca deixou de introduzir novas metodologias produtivas e entre 1910 e 1915 instala a primeira produção de aglomerados de cortiça para revestimento.No seu entendimento a cortiça processada deverá permanecer fiel à sua origem 100% natural.


“A Queda” da Robinson
Seguem-se anos difíceis para a fábrica de Portalegre. A perturbação trazida à Europa pelos ventos da 2ª Guerra Mundial e a postura “indiferente” do Governo de Salazar terão tido o seu contributo no agudizar das dificuldades.
A fábrica chegou a estar encerrada por um período de cerca de 3 anos. Em 1942, os herdeiros da casa Robinson vêem-se obrigados de se desfazer da centenária fábrica.
Um grupo português passa a comandar os destinos da fábrica, mas, respeitosamente, conservará a denominação de origem. Num período de 10 anos, a centenária fábrica recupera a vitalidade produtiva e comercial e no início dos anos 40, inicia-se na produção dos aglomerados puros expandidos, mais conhecidos como aglomerado negro. As preocupações de “qualidade” passam a ser uma regra básica para o desenvolvimento produtivo. Os anos 60 correspondem a um novo período áureo para a actividade da fábrica Robinson o qual se prolongará pela década de 70.
A revolução de Abril, traduziu-se em profundas alterações sociais vividas no Alentejo, deixando marcas na actividade da velha corticeira.
Os sinais de envelhecimento tornam-se cada vez mais evidentes: nas máquinas, nos edifícios e na vontade dos homens.
Na década de 80 foram anunciadas mudanças estruturais que acabam por não acontecer com a profundidade desejada.
Os anos 90 veio demonstrar que a velha forma de produzir, teria de ser acompanhada por um espaço comercial no universo dos produtos corticeiros, pois só assim se viabiliza a continuidade da actividade corticeira da Fábrica Robinson numa nova unidade a implantar na zona industrial de Portalegre.
Para trás ficam mais de 160 anos da história corticeira que interessa estudar e preservar do ponto de vista social e arqueológico-industrial.
No emblemático Espaço Robinson, do Largo do Jardim Operário, encontra-se agora um espaço multidisciplinar, denominada como Fundação Robinson». In Ana Sofia Ferreira da Silva, Portalegre, 12 anos de idade.


Cortesia da Autora/JDACT

História e Geografia de Portugal. Igreja do Bonfim. Portalegre. Ana Sofia da Silva. «Os cunhais e cornija do templo são talhadas em cantaria, destacando-se na empena o frontão trapezoidal com círculo no tímpano e profusa decoração de motivos vegetalistas e zoomórficos. Lateralmente erguem-se as torres sineiras simétricas, terminadas por uma esguia cobertura piramidal»


Cortesia de ass

Com a devida vénia a Ana Sofia da Silva, 12 anos de idade.

Igreja do Bonfim - Portalegre
«A Igreja do Senhor do Bonfim é um importante santuário de Portalegre, para onde convergem muitos romeiros do Alto Alentejo, e situa-se no denominado Bonfim de S. Tomé.
O santuário portalegrense foi mandado construir pelo bispo D. Álvaro Pires de Castro Noronha, sendo lançada a primeira pedra em 1720. Em 1774, com o bispo D. Pedro de Melo e Brito da Silveira e Alvim, realizaram-se outras remodelações e restauros, situação que se voltou a repetir no século XIX.
A frontaria é elevada, constituída por um portal com meias colunas adossadas e capitéis decorados, sustentando um frontão curvilíneo, sobre o qual se encontra um pequeno escudo, tiara e composição de querubins. Acima deste rasga-se o janelão do coro, sobrepujado com a gravação do ano de 1770.
Os cunhais e cornija do templo são talhadas em cantaria, destacando-se na empena o frontão trapezoidal com círculo no tímpano e profusa decoração de motivos vegetalistas e zoomórficos. Lateralmente erguem-se as torres sineiras simétricas, terminadas por uma esguia cobertura piramidal.
O interior é constituído por uma só nave, com coro alto e capela-mor. As paredes da nave são forradas por painéis de azulejos figurados, em tonalidades de azul e branco, obra setecentista legendada e referindo episódios da vida de Cristo, para além de simbologia religiosa envolta em movimentadas cercaduras barroquizantes. Acima do revestimento cerâmico dispõem-se uma sequência de telas com molduras em talha dourada, painéis "rocaille" do século XVIII que representam cenas da vida de Cristo. No centro da nave, adossados às paredes laterais, encontram-se dois púlpitos, um em frente do outro, com dossel e caixa de talha dourada. Lateralmente estão dois retábulos de talha dourada, o da esquerda de invocação de N. Sra. do Rosário, enquanto o da direita é consagrado a N. Sra. do Loreto.
O coro alto desenha um arco abatido assente em duas pilastras, tendo um elegante gradeamento de madeira. Debaixo deste estão pinturas a fresco, obra do século XVIII.
Precede a capela-mor um arco triunfal de pedra e revestido por estrutura de talha dourada, flanqueado por dois nichos misulados e abrigando as esculturas de S. Pedro e S. Paulo.
A ousia apresenta as suas paredes forradas a talha dourada e duas telas narrando o
Calvário e a Descida da Cruz. A sua cobertura apresenta-se com estuques pintados e dourados. Imponente e movimentado retábulo barroco fecha a capela-mor.
A sacristia guarda algumas obras sagradas de valor, como os seis quadros setecentistas com temas hagiográficos ou as várias peças de mobiliário dos séculos XVII e XVIII
». In Ana Sofia Ferreira da Silva, 12 anos de idade, Portalegre.

Cortesia da Autora/JDACT