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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Instituto de Meteorologia. 65º Aniversário do Serviço Meteorológico Nacional: No Auditório, amanhã, dia 7 de Outubro de 2011 pelas 12h00

Cortesia do imip

A cerimónia comemorativa do 65º Aniversário do Serviço Meteorológico Nacional terá lugar no Auditório do IM no dia de amanhã (7 de Outubro de 2011) pelas 12h00.

Participam no evento o Secretário de Estado do Mar (futura tutela do IM) e o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (Michel Jarraud).

A cerimónia será precedida de sessão técnico-científica a iniciar pelas 9h15.
Agradeço o amável Convite do IM, IP, à frente do nosso tempo.

JDACT

domingo, 19 de setembro de 2010

Alexandre O’Neill: Um dos grandes génios da poesia moderna portuguesa

Cortesia de poetasportuguesesecxx

Singela homenagem a MLCT.

O Amor é o Amor
O amor é o amor — e depois?!
Vamos ficar os dois
a imaginar, a imaginar?...

O meu peito contra o teu peito,
cortando o mar, cortando o ar.
Num leito
há todo o espaço para amar!

Na nossa carne estamos
sem destino, sem medo, sem pudor
e trocamos — somos um? somos dois?
espírito e calor!

O amor é o amor — e depois?
Alexandre O'Neill, in «Abandono Vigiado»

O Beijo
Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul cobrindo o Tejo.
Querela de aves, pios, escarcéu.
Ainda palpitante voa um beijo.

Donde teria vindo! (Não é meu...)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor que recebeu
Mandado de captura ou de despejo?

É uma ave estranha: colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.

E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam, loucas!
De inveja as gaivotas a gritar...
Alexandre O'Neill, in «No Reino da Dinamarca»

Cortesia de O Citador/JDACT

domingo, 1 de agosto de 2010

A Palavra que dá VIDA: Ontem brindei ao viver com muitos amigos em meu redor

Mais um ano que passou! Ontem brindei ao viver com muitos amigos em meu redor. Valorizei cada momento vivido enquanto a natureza cantava segundo uma pauta muito antiga.

Autopsicografia
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa

Liberdade
Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.
Sophia de Mello Breyner Andresen

Os poemas são pássaros que chegam
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
Mário Quintana
JDACT