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segunda-feira, 16 de maio de 2011

O Pensamento e as Interpretações: Parte XXIX. A Vaidade. «O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção. Porque tem receio de mostrar o seu complexo de superioridade. Ele acha que é imprudente e que é até disparatado, mas que faz parte da sua natureza. Portanto, apresenta uma espécie de capa e de fisionomia de humildade, modéstia, submissão»

Cortesia de compreguica

O Orgulho e a Vaidade
«O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros. Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser,  pois tal é a natureza humana, vaidoso sem ser orgulhoso. É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma. Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito. O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em acção». In Fernando Pessoa.
 
Cortesia de alvarohfernandes
Os Portugueses são Profundamente Vaidosos
«Os Portugueses são profundamente vaidosos. Quando me dizem que eu sou muito vaidosa, eu, nisso, sinto-me muito portuguesa. Quando, por exemplo, os Franceses me dizem, com uma linguagem muito catedrática, «eu conheço muito bem os Portugueses através de toda essa onda de emigração, eles são muito humildes e dizem que o lugar onde gostariam de morrer seria em França», eu digo «tenha cuidado, o português mente sempre. É como o japonês, mente sempre». Porque tem receio de mostrar o seu complexo de superioridade. Ele acha que é imprudente e que é até disparatado, mas que faz parte da sua natureza. Portanto, apresenta uma espécie de capa e de fisionomia de humildade, modéstia, submissão. Mas não é nada disso, é justamente o contrário. Houve épocas da nossa História em que a sua verdadeira natureza pôde expandir-se sem cair no ridículo, mas há outras em que não. E então, para se defender desse ridículo, o português parece essa pessoa modesta, cordata, que não levanta demasiados problemas, seja aos regimes seja na sua vida particular». In Agustina Bessa-Luís.

Cortesia de aconteceempetropolis

A Vaidade da Tua Imagem
«Só podes ter esperanças de ser fiel se sacrificares a vaidade da tua imagem. É dizeres: «Eu penso como eles, sem distinção.» Ver-te-ás desprezado. Mas sendo, como és, parte desse corpo, queres lá saber do desprezo! Em vez de te importares com ele, agirás sobre esse corpo. E carregá-lo-ás com a tua própria inclinação. E irás buscar a tua honra à honra deles. Porque não há outra coisa a esperar. Se tens motivos para teres vergonha, não te exponhas. Não fales. Rumina a tua vergonha. Essa indigestão que te forçará a restabeleceres-te na tua casa é excelente. Porque depende de ti. Mas aquele acolá tem os membros doentes. Que faz ele? Manda cortar os quatro membros. É doido. Podes procurar a morte para que ao menos em ti respeitem os teus. Mas não podes renegá-los, porque então é a ti que te renegas». In Antoine de Saint-Exupéry.

Cortesia de O Citador/JDACT

domingo, 3 de abril de 2011

«L Princepico» em Mirandês: O objectivo, diz a ASA,«por um lado, dar a conhecer a língua mirandesa, que as pessoa geralmente ouvem falar mas que não têm visto escrita e, por outro lado, tornar conhecidos os personagens numa outra versão»

Cortesia de jn

Com a amizade de RR.

«O Principezinho», personagem criada por Antoine de Saint-Exupéry, já fala mirandês. «L Princepico» é o título da edição nesta língua, feita pela editora ASA, disponível nas bancas a partir da próxima semana.
O clássico de Antoine de Saint-Exupéry, de 1943, já vendeu mais de 50 milhões de exemplares em todo o mundo e, segundo a editora francesa Gallimard, é «o livro mais traduzido em todo o mundo depois da Bíblia», com versões «em cerca de 200 línguas ou mais, incluindo dialectos europeus, asiáticos e africanos».

Em declarações à agência Lusa, Maria José Pereira, responsável pela edição do livro e editora da divisão de banda desenhada da ASA, explicou que o objetivo da edição de «L Princepico» é, «por um lado, dar a conhecer a língua mirandesa, que as pessoa geralmente ouvem falar mas que não têm visto escrita e, por outro lado, tornar conhecidos os personagens numa outra versão».

Cortesia de falcaodejade
Reconhecendo que a edição em mirandês desta «obra emblemática do século XX» tem um público reduzido de interessados e coleccionadores, Maria José Pereira recorda que esta não é a primeira incursão da ASA pelo mirandês, tendo, há alguns anos, editado dois livros do Astérix nesta língua.
A editora adiantou ainda que surgirão novidades sobre «O Principezinho» num «futuro muito próximo», que passam por «outras edições que estão a ser ultimadas» e por «uma série de desenhos animados», em fase de produção, mas que, sabe-se já, passará em Portugal, embora ainda não haja uma data precisa.
A obra foi traduzida para mirandês por Ana Afonso, com o apoio de Domingos Raposo, que falou à Lusa do «desafio» de traduzir um clássico «cheio de valores» para a sua língua materna. Esta foi a primeira tradução para mirandês de Ana Afonso, a convite do cônsul de França no Porto, que, em cada lugar que passa, procura línguas ou e dialectos para os quais possa traduzir «o seu livro preferido».


Cortesia do JN/JDACT