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domingo, 9 de maio de 2010

Maremoto ou Tsunami: O que fazer? Regras de segurança

Cortesia de wikipédia
Que fazer?
  • 1. Nem todos os sismos causam tsunamis, mas muitos sim. Quando souber que ocorreu um sismo, mantenha-se atento aos avisos/alertas de tsunami;
  • 2. Um sismo sentido na sua area é um dos sinais naturais de alerta de tsunamis. Não fique nas zonas costeiras baixas (inundáveis) depois de ter sentido um forte sismo;
  • 3. Os tsunamis são, às vezes, precedidos por uma forte descida de nível do mar, deixando exposto o fundo do mar. Quando o tsunami se aproxima da costa pode ouvir-se um ruído como o de um comboio em aproximação Estes são dois sinais naturais de alerta de tsunamis;
  • 4. Um tsunami não é uma onda isolada, mas sim uma série de ondas transportando um enorme volume de água, que pode inundar a terra durante horas. A primeira onda pode não ser a maior. Afaste-se das zonas perigosas até que uma mensagem de fim do perigo seja emitida por uma autoridade competente;

  • 5 Um tsunami pequeno num ponto da costa pode ser extremamente grande a poucos quilómetros de distância. Não se deixe enganar pelo tamanho das primeiras ondas;
  • 6. Todos os alertas emitidos para a população devem ser levados a sério, embora alguns sejam para eventos não destrutivos. O Tsunami de Maio de 1960 matou 61 pessoas em Hilo, Hawaii, porque alguns pensaram que era mais um falso alarme;
  • 7. Todos os tsunamis são potencialmente perigosos, mesmo que não causem danos em todas as zonas costeiras atingidas;
  • 8. Nunca vá para a praia/costa para ver o tsunami. Quando puder ver as ondas, já é tarde para poder escapar. Muitos tsunamis são como cheias repentinas, cheias de detritos e destroços. As ondas de tsunami, geralmente, não se ondulam nem rebentam, por isso não tente surfar num tsunami;
  • 9. Mais cedo ou mais tarde, um tsunami atingirá as costas do Atlântico e dos outros oceanos. Se vive numa área costeira, esteja preparado e conheça os sinais naturais de alerta de tsunamis;
  • 10. Durante um alerta de tsunami, a protecção civil, a polícia, e outras organizações de emergência tentarão salvar sua vida. Dê-lhes a sua total cooperação.

 
Se estiver num barco...
  • 1. Uma vez que as ondas de tsunami não podem ser vistas ou sentidas em mar aberto, não volte para o porto (e/ou para a costa) se estiver no mar quando for lançado aviso de tsunami. As instalações portuárias podem ser danificadas e destruídas . Escute os comunicados da rádio da marinha para saber quando é seguro regressar ao porto (e/ou costa);
  • 2. Tsunamis podem causar rápidas mudanças no nível das águas e criar correntes perigosas, imprevisíveis, que aumentam de amplitude quando se aproximam dos portos (e/ou costa). A actividade destruidora das ondas pode continuar por muitas horas após a primeira chegada do tsunami. Contacte a autoridade portuária ou escute os comunicados da rádio da marinha. Antes de regressar tenha a certeza de que as condições no porto são seguras para a navegação e ancoragem;
  • 3. Os barcos estão mais seguros em águas profundas (>400 m) do que amarrados nos portos. Mas, não arrisque sua vida para tentar levar o seu barco para águas profundas no caso do tsunami estar quase a chegar . Antecipe-se da lentidão causada pelo tráfego de centenas de barqueiros que se dirigem para o mar alto;
  • 4. Para um tsunami gerado localmente, não haverá tempo para pôr em funcionamento um barco a motor em águas profundas porque as ondas podem chegar ao litoral (a costa) dentro de poucos minutos. Deixe o seu barco no local e mova-se para uma zona alta;
  • 5. Para um tele-tsunami gerado muito distante, haverá mais tempo (uma ou mais horas) para ancorar o barco. Ouça a hora oficial estimada para a chegada da onda de tsunami e o plano de evacuação estabelecido;
  • 6. A maioria dos grandes portos está sob o controlo de uma autoridade portuária e / ou de um sistema de tráfego das embarcações. Essas Autoridades, neste período, aumentam sua capacidade de operação, incluindo a deslocação forçada de embarcações se fôr considerado necessário. Mantenha-se em contacto com as autoridades quando avisos de tsunami são emitidos.



Cortesia do IDLuíz
IDL.UL/JDACT

quinta-feira, 25 de março de 2010

Chile: O sismo de 27 de Fevereiro de 2010

No pp dia 27 de Fevereiro, às 6 h e 34 min de Lisboa, um sismo de magnitude 8.8 (M=8,8), de acordo com as determinações provisórias das redes internacionais de vigilância sísmica, atingiu gravemente a América do Sul, e em particular o Chile.
A imagem em cima assinala o registo em 3 estações sismológicas do IDLuiz.

Cerca de 8 horas depois do sismo, as redes de comunicações ainda estavam inoperacionais e a dimensão real do desastre era desconhecida. Um tsunami com 2.6 metros de amplitude atingiu Valparaíso, tendo o sistema de alerta do Pacífico emitido de imediato os boletins correspondentes, colocando em alerta mais de 50 países da Bacia do Pacífico:
Cortesia de Miguel Miranda, Prof. Dr.

De acordo com Jorge Miguel Miranda, Presidente do IDL, um sismo de magnitude (M=8.8) corresponde a um dos maiores sismos que já atingiu a Terra, de dimensão comparável com a do sismo de 1755.
À medida que o tsunami progride nas águas do Pacífico, o Sistema de Alerta Precoce do Pacífico, é capaz de assimilar as medidas realizadas pelos sensores submarinos recalculando, com precisão crescente, os impactos nas próximas horas.
Os sistemas de alerta precoce de tsunamis estão já operacionais em muitos locais do mundo e demonstram eficácia crescente. Não sendo possível controlar o fenómeno natural, é contudo possível diminuir os seus efeitos, proteger as populações e minimizar os prejuízos em vidas e bens. Muito mais se pode fazer, quando os gestores das infra-estruturas de comunicações, energia, água, saúde e emergência forem capazes de utilizar a informação fornecida pelos sistemas de alerta para iniciar procedimentos de defesa e resposta.
JDACT/Jorge Miguel Miranda/IDL

CGUL: Encontros informais de Meteorologia

O CGUL/IDL promove semanalmente encontros informais entre os membros do grupo de meteorologia. O objectivo é dar a cada um dos participantes a oportunidade de ver a sua investigação discutida pelos seus colegas. As sessões começam com uma pequena apresentação pelo orador do dia. A intervenção deve ser interactiva e não deverá exceder os 20 min, podendo ser mais curta. O tema poderá ser baseado em resultados recentes obtidos pelo orador, bem como a discussão de um paper recente sobre assuntos intimamente ligados com os seus interesses científicos. Em seguida procede-se a um período de perguntas e respostas, onde a assistência tem oportunidade de expressar a sua opinião. As sessões, embora se pretendam algo técnicas, são abertas a todos os interessados, mas só terão oportunidade de falar as pessoas que se inscreverem na lista de participantes. Segundas-feiras às 12h00, sala 1.3.33A
JDACT