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sábado, 11 de junho de 2011

Adriano Lucas: A condecoração de Grande Oficial da Ordem do Mérito. «Um tributo à liberdade de imprensa»


Cortesia de independentepelafregueia e jdact

«A condecoração de Adriano Lucas, que faleceu a 21 de Março deste ano, com o título de Grande Oficial da Ordem do Mérito representa «um tributo à liberdade de imprensa», considera Adriano Callé Lucas. «Foi algo, a liberdade de expressão, por que o meu pai sempre se bateu», realçou o filho do antigo director do Diário de Coimbra (DC), no final da sessão solene do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portugueses, em que se distinguiram ainda mais quatro personalidades de Coimbra.
Na opinião do actual director do Diário de Coimbra, a homenagem a título póstumo, ao engenheiro Adriano Lucas tem a particularidade de «ajudar os outros jornais e empresas em busca da verdade e da independência face aos poderes».

Responsável pelo Diário de Coimbra nos últimos 60 anos, Adriano Lucas dedicou grande parte da vida à Comunicação Social, em especial à imprensa diária regional, e foi ele também o representante dos jornais diários portugueses na comissão que elaborou a primeira Lei de Imprensa do pós-25 de Abril. Engenheiro, empresário e gestor de várias empresas, o homem que passa a estar na lista das personalidades condecoradas pela República serve também de inspiração a um prémio municipal de jornalismo.

Cortesia do dc

Condecorados quatro professores da Universidade de Coimbra.
Se a memória de Adriano Lucas mereceu aplausos em Castelo Branco, também o mérito de mais quatro personalidades ligadas à Universidade de Coimbra, Maria Helena da Cruz Coelho, Fernando Seabra Santos, Luís Maló de Abreu e Miguel Castelo Branco. Quem não quis perder o momento em que quatro personalidades da Cidade do Conhecimento foram homenageadas foi Artur Santos Silva, presidente do Conselho Geral da UC». In Diário de Coimbra.

Cortesia de D. de C./JDACT

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Diogo do Couto. Década Quarta da Ásia: «O teor do discurso constitui uma clara prova da sujeição do cronista aos desígnios próprios do ambicioso Vidigueira, desejoso de enraizar em Goa o culto dos Gama. Mais tarde, sempre por sua iniciativa, seria colocada, sobre a porta do cais dos vice-reis, da banda de fora, uma estátua do descobridor, que daria muito que falar»


Cortesia de foriente

Introdução à leitura da Década Quarta de Diogo do Couto.
«Por meados deste período de trabalho encarniçado, a corte, que se mostrara tão favorável a Diogo do Couto, começou a interrogar-se sobre o homem. A breve prazo iria até pôr em questão a nomeação, comunicada em 1595. Conhecem-se duas causas para esta mudança de atitude:
  • a posição de Matias de Albuquerque relativamente aos papéis da Índia,
  • e informações prejudiciais, chegadas à mais alta esfera, sobre as capacidades de Diogo do Couto, e a sua «pureza de sangue».
Devido a esta mudança de atitude, o sucessor de Matias de Albuquerque, que foi D. Francisco da Gama, viria a ter nas mãos o destino do diligente e rápido cronista. Podia-lhe ter cortado a crónica. Não o fez. Era bisneto de Vasco da Gama, a quem Luís de Camões cantara. E tinha desígnios muito próprios sobre a Índia, que considerava domínio dos Vidigueira. Convinha-lhe um homem de letras, que não só cantasse os fastos do seu governo, como defendesse na praça, e fixasse em escritura, os direitos da sua família, tal como ele os entendia.


Cortesia de foriente

O rei escrevia-lhe que distinguisse entre os documentos que podiam ou não ser confiados a Diogo do Couto; que expusesse a sua opinião sobre o regimento do arquivo; que ponderasse se havia de ser Couto a passar as certidões; que lesse as Décadas que ele ia compondo, e desse sobre elas a sua sentença; que, de acordo com o arcebispo de Goa (frei Aleixo de Meneses), se pronunciasse sobre o homem, de quem era informado que tinha «falta em seu nascimento». Se Couto lhe parecesse a pessoa indicada para organizar o arquivo, e escrever a história da Ásia, que o ajudasse em tudo. Caso contrário, escolher-se-ia pessoa mais capaz.
Couto era tão hábil e dissimulado no seu trato com as altas personagens, como crítico e amargo no seu foro interior. D. Francisco deu boas informações dele ao rei. Em contrapartida, o «soldado-escritor» assumiu o compromisso, tácita ou explicitamente, de defender a causa dos Vidigueira, escrevendo a história de um ponto de vista compatível, e colaborando na promoção do culto dos Gama no Estado. Esta aliança fora rapidamente concluída antes mesmo de o vice-rei receber as instruções do rei, que mais decisivamente o faziam juiz da sorte do nosso autor.

Cortesia de foriente

A tomada de posse de D. Francisco em Goa teve lugar no dia 1 de Junho de 1597. Pelo Natal inaugurou-se nos Paços da cidade um retrato de Vasco da Gama em tamanho natural, e Couto foi o orador oficial da cerimónia. O teor do discurso constitui uma clara prova da sujeição do cronista aos desígnios próprios do ambicioso Vidigueira, desejoso de enraizar em Goa o culto dos Gama. Mais tarde, sempre por sua iniciativa, seria colocada, sobre a porta do cais dos vice-reis, da banda de fora, uma estátua do descobridor, que daria muito que falar.
Entretanto o cronista não esmorecia nas diligências em prol da sua própria obra. Nas naus de 1597, que deram à vela em 17 de Janeiro de 1598, iam o manuscrito da «Década 4», ou os manuscritos das «Décadas 4 e 5».
Couto referir-se-á mais tarde a um só, ou a ambos, quando evocar esta armada em diferentes ocasiões.

Em 1598 agrava-se o estado de Filipe II que morrerá nesse ano em 13 de Setembro; e multiplicam-se, relativamente à Índia, as medidas, que já vinham do ano anterior, favoráveis aos fidalgos dos quatro costados e aos cristãos velhos, e contrárias a judeus, cristãos-novos, gentios e mestiços.
Entretanto Couto continua a trabalhar na «Década 6», e nada faz crer que tenha sido incomodado por este rigor novo. Somente D. Francisco concebe um projecto que não lhe deve ter dado alegria. Não tinha um cronista à sua disposição? Pois que o cronista fizesse uma pausa nas suas Décadas, e, em vez de escrever a História da Ásia, consagrasse antes a sua pena a narrar as façanhas dos Gamas naquelas partes. E isto, desde o início, desde Vasco da Gama, desde a partida do seu bisavô, de Belém». In Diogo do Couto, Década Quarta da Ásia, volume I, coordenação de M. Augusta Lima Cruz, Fundação Oriente, 1999, ISBN 972-27-0876-7.

http://www.angelus-novus.com/admin/livros/uploads/soldado_pratico_E.pdf

Cortesia da Fundação Oriente/JDACT

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Diogo do Couto. Década Quarta da Ásia: «A primeira de Couto, a mais «antiga», seria a quarta. Na sequência, caberia à que havia de começar em fanfarra pela proclamação do Filipe, o número dez. Para dar a conta certa, e começar e terminar cada uma com factos marcantes (início e termo de governos em Goa), havia que encolher nalguns casos o lapso de tempo abrangido»

Cortesia de foriente

Introdução à leitura da Década Quarta de Diogo do Couto.
«Em fins de 1589, escreveu pessoalmente a Filipe II. Dizia ter quase pronta uma «Crónica geral da Índia», a partir do marco referido. E requeria que se criasse urgentemente um arquivo em Goa, onde se conservassem e organizassem todos os documentos relativos à história oriental dos Portugueses. Dessa futura Torre do Tombo, candidatava-se ele mesmo a guarda-mor.
Sabe-se como Diogo do Couto teve de escrever segunda vez (senão terceira ou quarta) muitos dos seus livros. Também teve de reescrever esta carta, que ficou sem efeito. Em fins de 1593 repetiu o seu duplo pedido. Em sucessivas instruções, datadas quase todas de 1595, Filipe II defere as pretensões do ex-soldado. Manda que o vice-rei entregue ao cronista todos os papéis de que este precise;
  • «que se faça uma casa» em Goa, «que sirva de Torre do Tombo»; e que o recém-nomeado cronista e guarda-mor tenha por ano trezentos pardaus de ordenado.

Cortesia de foriente

Em carta ao próprio Couto que viria a figurar como peça liminar da «Década 5», “encomenda”, que ele lhe envie o troço da crónica do seu tempo, que dizia ter concluído. Mas quer mais do que esse. Não devia consentir-se solução de continuidade na história. Couto devia preencher a lacuna, fazendo partir a obra, de que ficava encarregado, da data a que chegava a última Década de Barros.

Encartado cronista, o soldado não perdeu tempo. Planeou imediatamente, em décadas, a fim de continuar pelo cânone precedente, uma periodização da história, a partir do marco atingido por Barros, até à baliza inicial da sua crónica moderna. E encetou a redacção da primeira das seis, com as quais ficaria preenchida a lacuna. A última (impressa) de Barros era a terceira. A primeira de Couto, a mais «antiga», seria a quarta. Na sequência, caberia à que havia de começar em fanfarra pela proclamação do Filipe, o número dez. Para dar a conta certa, e começar e terminar cada uma com factos marcantes (início e termo de governos em Goa), havia que encolher nalguns casos o lapso de tempo abrangido.

Cortesia de foriente

O vice-rei, Matias de Albuquerque, não terá ficado tão feliz como Diogo do Couto com as reais decisões. As coisas da Ásia, do governo da Ásia, discutiam-se em papéis, as instruções da coroa vinham em papéis, que era impossível facultar a quem quer que fosse. Curiosamente, em maré de deferimento, o Prudente não tivera em conta o segredo de Estado.

Matias mandou começar os aposentos para o arquivo, facultou papéis a Diogo do Couto, mas com conta e medida, não se desviando de urna política de reserva, partilhada pelos vereadores da cidade. E explicou ao rei os fundamentos desta atitude, que contrariou o cronista, e da qual este se queixaria.
A «Década 4», correspondente ao período que vai de 1526, termo da terceira de Barros, a 1535, foi escrita de fins de 1595 a certa altura de 1596. A «Década 5», correspondente ao período que vai de 1536 a 1545, foi escrita em 1596 e 1597. A «Década 6», correspondente ao período que vai de 1545 a 1554, foi começada em 1597. Estas três Décadas constituem o fruto do labor inicial, com que Diogo do Couto correspondeu aos despachos favoráveis do rei espanhol». In Diogo do Couto, Década Quarta da Ásia, volume I, coordenação de M. Augusta Lima Cruz, Fundação Oriente, 1999, ISBN 972-27-0876-7.


Cortesia da Fundação Oriente/JDACT

domingo, 8 de maio de 2011

Diogo do Couto. Década Quarta da Ásia: «Em Moçambique, teria encontrado Luís de Camões, "tão pobre que comia de amigos". Estava o poeta a aperfeiçoar os Lusíadas e a organizar uma colectânea de poesias líricas. ...Camões teria pedido a Couto, cujo conselho seguia muitas vezes, que escrevesse um comentário do poema a que Couto acedeu...»

jdact

Introdução à leitura da Década Quarta de Diogo do Couto.
«Pelo tempo em que D. Sebastião tomou posse do Governo, decidiu Couto, entendendo que a sua folha de serviço, era já bastante eloquente, tornar ao reino «a requerer o prémio dos seus trabalhos», como diz Severim. Para isso embarcou na Índia em princípios de 1569, na armada em que vinha de regresso o vice-rei D. Antão de Noronha. Todas as naus, excepto uma que não conseguiu tomar terra, e seguiu directamente para Lisboa onde chegou na força da peste negra, arribaram à ilha de Moçambique. Antes de chegarem às alturas de Angoche, falecera o .vice-rei, que Couto estimava, até porque era muito amigo de «dar mesas» e ele, Couto, achava isso muito bem, e nelas participava com frequência e gosto.

Cortesia de topatudo
Em Moçambique, teria encontrado Luís de Camões, «tão pobre que comia de amigos». Estava o poeta a aperfeiçoar os Lusíadas e a organizar uma colectânea de poesias líricas. Segundo Severim e a versão Porto/Madrid da Década 8, e outros que provavelmente bebem nestas fontes, Camões teria pedido a Couto, cujo conselho seguia muitas vezes, que escrevesse um comentário do poema. Couto teria acedido, e teria levado o seu trabalho até certa altura do canto V. «Outros impedimentos» tê-lo-iam impedido de ir mais longe. Porém, nem por isso deixavam de ser «muito estimados» aqueles «fragmentos». Severim precisa que, na altura em que escreve (por 1623), o «volume original» dos «fragmentos» se encontra em poder de D. Fernando de Castro, que o houvera de D. Fernando de Castro Pereira, a quem, por particular amizade, Diogo do Couto enviara o manuscrito inacabado.

Cortesia deinfopedia
Na versão primeiro impressa da Década 8 escreve Couto que chegou a Cascais em Abril de 1570, a bordo da nau Santa Clara. Desembarcou com o correio da Índia, estava a corte em Almeirim. Aqui aguardou audiência nada menos que do rei D. Sebastião. Por suas palavras: «em Almeirim o esperei, aonde veio ter daí a dois dias, e de mim soube tudo o que quis».
Dos seus próprios assuntos, escrevera Couto, enquanto cronista, que foi «bem despachado», mas sem especificar que despachos obteve. Não lhe abriram no reino as portas do futuro: logo na armada seguinte voltou a embarcar para a Índia. Este rápido regresso merece ser ponderado em função de certos passos e queixas amargas. De Camões traz a Década 8 que morreu «em pura pobreza». No segundo diálogo diz o Soldado Prático que quem conseguiu ir a Portugal a despacho, «ou será forçado morrer de fome neste reino, ou deixar tudo e tornar-se para a Índia, sem ser respondido». Não se aplicará a alternativa, respectivamente, ao próprio poeta e ao próprio Couto?» In Diogo do Couto, Década Quarta da Ásia, volume I, coordenação de M. Augusta Lima Cruz, Fundação Oriente, 1999, ISBN 972-27-0876-7. 

http://www.angelus-novus.com/admin/livros/uploads/soldado_pratico_E.pdf
 
Cortesia da Fundação Oriente/JDACT

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Semana Académica. Coimbra: A Cidade do Conhecimento. Decorre entre 6 e 13 de Maio de 2011

Cortesia de aac

A Queima das Fitas de Coimbra 2011 decorre entre 6 e 13 de Maio 2011. David Fonseca, Diabo na Cruz, Deolinda e Editors são alguns dos nomes que constam no cartaz da Queima das Fitas de Coimbra 2011, sendo o primeiro dia reservado à Serenata Monumental.

Entre as actividades da Queima das Fitas Coimbra 2011, destacam-se a Serenata, o Cortejo, a Garraida, actividades desportivas e a Benção das Pastas. A Queima das Fitas de Coimbra é uma das maiores festas estudantis de Portugal, juntando anualmente milhares de estudantes oriundos de diversos pontos do país.
Os concertos da Queima das Fitas realizam-se na Praça da Canção.

JDACT

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Coimbra: Parte I. A Cidade do Conhecimento. Após uma itinerância atribulada entre Lisboa e Coimbra durante os séculos XIII e XIV, a universidade viria a estabelecer-se estavelmente em Coimbra em 1537, tendo o Rei D. João III cedido o próprio Paço Real para as instalações



Cortesia de sweetua

Cidade de ruas estreitas, pátios, escadinhas e arcos medievais, Coimbra foi berço de nascimento de seis reis de Portugal, da Primeira Dinastia, assim como da primeira Universidade do País e uma das mais antigas da Europa.
Os Romanos chamaram à cidade, que se erguia pela colina sobre o Rio Mondego, Aeminium. Mais tarde, com o aumento da sua importância passou a ser sede de Diocese, substituindo a cidade romana de Conímbriga, donde derivou o seu novo nome. Em 711 os mouros chegaram à Península Ibérica e a cidade passa a chamar-se Kulūmriyya, tornando-se num importante entreposto comercial entre o norte cristão e o sul árabe, com uma forte comunidade moçárabe.
Em 871 torna-se Condado de Coimbra mas apenas em 1064 a cidade é definitivamente reconquistada por Fernando Magno de Leão.


Cortesia de tremoalho
Coimbra renasce e torna-se a cidade mais importante abaixo do rio Douro, capital de um vasto condado governado pelo moçárabe Sesnando. Com o Condado Portucalense, o conde D. Henrique e a rainha D. Tereza fazem dela a sua residência, e viria a ser a capital do condado, substituindo Guimarães em 1129. É aliás esta mudança da capital para os campos do Mondego que se virá a revelar vital para viabilizar a independência do novo país, a todos os níveis, económico, político e socialQualidade que Coimbra conservará até 1255, quando a capital passa a ser Lisboa.
No século XII, Coimbra apresentava já uma estrutura urbana, dividida entre a cidade alta, designada por Alta ou Almedina, onde viviam os aristocratas, os clérigos e, mais tarde, os estudantes, e a Baixa, do comércio, do artesanato e dos bairros ribeirinhos populares.
Desde meados do século XVI que a história da cidade passa a girar em torno da Universidade de Coimbra, sendo apenas já no século XIX que a cidade se começa a expandir para além do seu casco muralhado, que chega mesmo a desaparecer com a reformas levadas a cabo pelo Marquês de Pombal.

Cortesia de molon

Cortesia de azulcobaltoccc
A primeira metade do século XIX traz tempos difíceis para Coimbra, com a ocupação da cidade pelas tropas de Junot e Massena, durante a invasão francesa e, posteriormente, a extinção das ordens religiosas. No entanto, na segunda metade de oitocentos, a cidade viria a recuperar o esplendor perdido, em 1856 surge o primeiro telégrafo eléctrico na cidade e a iluminação a gás, em 1864 é inaugurado o caminho de ferro e 11 anos depois nasce a ponte férrea sobre as águas do rio Mondego.
Com a Universidade como referência inultrapassável, desta surgem movimentos estudantis, de cariz quer político, quer cultural, quer social. Muitos desses movimentos e entidades não resistiram ao passar dos anos, mas outros ainda hoje resistem com vigor ao passar dos anos. Da Univesidade surgiram e resistem ainda hoje em plena actividade, o Orfeon Académico de Coimbra, em 1880, o mais antigo coro do país, a própria Associação Académica de Coimbra, em 1887, e a Tuna Académica da Universidade de Coimbra, em 1888. Com o passar dos anos, inúmeros outros organismos foram surgindo.
O Orfeon Académico de Coimbra representou o país um pouco por todo o mundo, em todos os continentes, levando a música coral portuguesa e o Fado de Coimbra a todo o mundo.


Cortesia de trekearth
 «Usualmente, Coimbra é chamada de «Cidade do Conhecimento», «Cidade dos estudantes» ou «Lusa-Atenas», principalmente por ter uma das mais antigas e prestigiadas universidades da Europa. A Universidade de Coimbra (UC) é a herdeira do Estudo Geral solicitado ao Papa pelo Rei D. Dinis e por um conjunto de prelados portugueses em 1288, e que viria a obter confirmação pontifícia em 1290, tendo-se estabelecido inicialmente em Lisboa. Após uma itinerância atribulada entre Lisboa e Coimbra durante os séculos XIII e XIV, a universidade viria a estabelecer-se estavelmente em Coimbra em 1537, tendo o Rei D. João III cedido o próprio Paço Real para as instalações.
Estas instalações foram adquiridas pela Universidade no reinado de Filipe I, sendo desde então conhecidas por Paço das Escolas. É também em Coimbra que existe a mais antiga e maior associação de estudantes do país, a Associação Académica de Coimbra fundada a 3 de Novembro de 1887. Esta organização representa todos os alunos da UC.
Para além da bem conhecida Universidade de Coimbra com as suas 8 faculdades, existem muitas outras escolas e institutos de ensino superior públicos e privados.



Cortesia de skyscrapercity
 Alguns monumentos da «Cidade do Conhecimento»:
  • Aqueduto de S. Sebastião ou Arcos do Jardim;
  • Biblioteca Joanina;
  • Convento de Santa Clara-a-Nova;
  • Igreja da Graça;
  • Igreja de Santo António dos Olivais;
  • Jardim da Manga;
  • Jardim Botânico;
  • Mosteiro de Celas;
  • Mosteiro de Santa Clara-a-Velha;
  • Mosteiro de Santa Cruz;
  • Portugal dos Pequenitos;
  • Sé Velha de Coimbra;
  • Sé Nova de Coimbra;
  • Torre de Almedina;
  • Torre de Anto;
  • Quinta das Lágrimas.
A cidade deve muito ao carácter inter-disciplinar da Universidade de Coimbra, que a mantém na ribalta da investigação científica. A universidade, principalmente através do Instituto Pedro Nunes e respectiva incubadora de empresas e também do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), tem aprendido a cooperar com o tecido empresarial em vários domínios e efectivado a transferência de competências para as empresas. A inovação tecnológica na área da saúde é um dos exemplos desse novo modelo de desenvolvimento em que a cidade tem apostado e o futuro Coimbra Inovação Parque.



Cortesia de aimagemdamelancolia  

Continua.

Cortesia da CMCoimbra/wikipédia/JDACT