MONTALVO E AS CIÊNCIAS DO NOSSO TEMPO
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David Mourão-Ferreira
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domingo, 29 de dezembro de 2019
Um Amor Feliz. David Mourão-Ferreira. «Também conheço algumas mulheres, providas de útero e de nádegas, que não passam de nuvens. De tudo isto o mais feio é só a palavra nádegas»
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jdact «(…) Veio depois o Natal; e você publicou, nessa altura, o seu primeiro livro de poemas. Precisamente na antevéspera de Natal...
sábado, 28 de dezembro de 2019
Um Amor Feliz. David Mourão-Ferreira. «O fulgor dos seus joelhos, que a despeito das meias azuis-escuras se pressentiam ainda bem queimados pelo sol, irradiava em torno uma luzinha pestanejada, como que vinda de um calorífero meio escondido»
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jdact «(…) Em vez de logo a convidar a visitar o meu atelier (o que sem dúvida teria feito se ela fosse apenas bonita) ou de piedosam...
segunda-feira, 11 de junho de 2018
Um Amor Feliz. David Mourão-Ferreira. «Mas, terminado o jantar e refluídos todos os convivas para o salão das ditas telas e dos ditos objectos, eis que a belíssima semiestrangeira dos olhos mais que verdes, mais que azuis…»
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jdact «(…) Logo a seguir perdi-os de vista, sorvidos ambos na voragem da apresentação a outras figuras alegóricas, no entrechocado ...
Um Amor Feliz. David Mourão-Ferreira. «Nessa noite, se não me engano, a minha mulher e eu simbolizaríamos a Medicina e a Arte: tudo era demasiado genérico para que pudéssemos simbolizar»
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jdact «(…) E foram precisamente os olhos, por me parecerem de todo inacessíveis, por a tornarem de todo inacessível, que me deram n...
sábado, 22 de abril de 2017
Maria Adelaide. M Teixeira-Gomes. «Francisca, deixa-me brincar contigo. Se quiseres vai buscar pão... Corri a casa: mãe…»
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jdact «(…) O mês que durou a nova instalação foi encantador. Maria Adelaide transformava-se e assumia uma individualidade que a extrem...
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Maria Adelaide. M. Teixeira-Gomes. «E quando se despediu, de manhã, foi novamente inspeccionar tudo, percebendo-se-lhe no olhar certa pena de deixar aquele cenário luxuoso, cuja beleza começava a apreciar»
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jdact «(…) Eu habitava ainda então na casa paterna, onde tinha um vasto aposento inteiramente independente, com saída para a rua. Mari...
sábado, 14 de janeiro de 2017
Maria Adelaide M Teixeira-Gomes. «Ontem nem quis pegar na minha Glória à vista de ninguém, mas quando a apanhei sozinha no berço ia-a comendo com beijos»
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jdact «Maria Adelaide completara dezasseis anos quando lhe colhi as primícias, e, à semelhança do que sucede com frequência na terra o...
quarta-feira, 30 de março de 2016
Cartas de Amor. Fernando Pessoa. «O meu amor já me não quer já me esquece e me desama tão pouco tempo a mulher leva a provar que não ama»
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jdact e wikipedia O Namoro «(…) Vivia muito isolado, como se sabe. Muitas vezes não tinha quem o tratasse, e queixava-se-me. Es...
quinta-feira, 10 de março de 2016
Os Amantes. David Mourão Ferreira. «Em tudo o mais, o cenário habitual de uma praia do mar do Norte. Diante, erguia-se também, de sobre o mar, a neblina que o limitava. As ondas, cor de chumbo, passavam a nascer cada vez mais longe»
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jdact Nem tudo é história «Noites e noites a fio, quase de madrugada, desenrolava-se a mesma cena: um grande automóvel preto, um ...
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Cartas de Amor. Fernando Pessoa. «Bombom é um doce eu ouvi dizer não que isso fosse bom de saber, o doce enfim não é para mim... Do Fernando tenho também um cachimbo. Ele fumava muito. Cachimbo e cigarros. Até tinha as pontas dos dedos amarelas»
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jdact e wikipedia O Namoro «(…) Era duma delicadeza e duma ternura imensa. Quase todos os dias me levava um presente, que escon...
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Cartas de Amor. Fernando Pessoa. «Eu tinha 19 anos quando conheci o Fernando. Fazíamos, portanto, uma diferença de 12 anos. Ele achava-me muita graça. Por ternura, tratava-me por Bébé, Bébé pequenino, Bébézinho e até me fez alguns versos…»
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jdact e wikipedia A Primeira carta «(…) O Fernando levantou-se, com o candeeiro na mão, para me acompanhar até à porta. Mas, de...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Cartas de Amor. Fernando Pessoa. «O Fernando era muito supersticioso, especialmente com cães a ganir. Dizia que quando ia para casa à sua passagem, os cães ganiam, e que isso significava haver qualquer coisa nele que os fazia ganir»
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jdact e wikipedia Como conheci o Fernando «(…) Como não era costume na época andarem as raparigas sozinhas, fui acompanhada por...
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