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segunda-feira, 29 de março de 2010

Pablo Picasso: Uma vida a «saber pintar como uma criança»


Pablo Picasso, de nome completo, Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, nasceu em Málaga e  foi um pintor, escultor e desenhista espanhol.

(1881-1973)
Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, todos os tipos de materiais. Ficou conhecido como o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.
Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. A primeira obra, preservada, era um óleo sobre madeira, pintada aos oito anos, chamada «O Toureiro». Picasso conservou esse trabalho toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Os períodos das cores na vida de Picasso:
Período Azul, (1901 a 1905), Picasso pintou a solidão, a morte e o abandono. Consiste em obras sombrias em tons de azul e verde azulado, ocasionalmente usando outras cores. Desenhava prostitutas e mendigos. Este modo veio de viagens pela Espanha e do suicídio de seu amigo Carlos Casagemas. Ele pintou vários retratos, culminando com a pintura obscuramente alegórica de La Vie. O mesmo tom está na água-forte The Frugal Repast, que mostra um cego e uma mulher perspicaz, ambos emagrecidos, sentados perto de uma mesa vazia. A cegueira é um tema recorrente no período e está  no retrato Celestina. O arlequim se tornou um símbolo pessoal para Picasso.
Período Rosa, (1905–1907), é caracterizado por um estilo mais alegre com as cores rosa e laranja, e novamente com muitos arlequins. Muitas das pinturas são influenciadas por Fernande Olivier, sua modelo e paixão na época.
Período Africano, (1907–1909), começou com duas figuras inspiradas na África em seu quadro Les Demoiselles d'Avignon. Ideias deste período levaram ao posterior Cubismo.
Cubismo analítico, (1909–1912),  é um estilo de pintura que Picasso desenvolveu com Braque usando cores castanhos monocromáticas. A pinturas de Picasso e Braque eram muito semelhantes nesse período.
Cubismo sintético,(1912–1919), é um desenvolvimento posterior do Cubismo no qual fragmentos de papel, de parede ou jornais, eram colados em composições, marcando o primeiro uso da colagem nas artes plásticas.
Classicismo e surrealismo, no período seguinte ao caos da primeira guerra mundial, Picasso produziu obras em um estilo neoclássico. Este «retorno à ordem» é evidente no trabalho de vários artistas europeus na década de 20, incluindo Derain, Giorgio de Chirico, e os artistas do New Objectivity Movement. As pinturas e textos de Picasso deste período frequentemente citam o trabalho de Ingres.

Durante os anos 30, o minotauro substituiu o arlequim como motivação que ele usou em seu trabalho. Seu uso do minotauro veio parcialmente de seu contato com os surrealistas, que normalmente o usavam como símbolo, e aparece em Guernica de Picasso.
Entre o começo e o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), dedica-se também à escultura, gravação e cerâmica. Como gravador, domina as diversas técnicas: água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido. É considerado um dos pioneiros em realizar esculturas a partir de junção de diferentes materiais.
Em 1943, Picasso conhece a pintora Françoise Gilot e tem dois filhos, Claude e Paloma e encontrou um pouco de paz e pintou «Alegria de Viver».
Aos 87 anos, produziu em sete meses uma série de 347 gravuras recuperando os temas da juventude: «o circo», «as touradas», «o teatro», «as situações eróticas». 
Como uma honra especial a ele, no seu 90º aniversário, são comemorados com exposição na grande galeria do Museu do Louvre. Torna-se assim o primeiro artista vivo a expor os seus trabalhos no famoso museu francês. Pablo Picasso morreu em Mougins, França com 91 anos de idade.
Diz-se que levou toda a sua vida a saber pintar como uma criança.
ghaile123/Wikipédia/JDACT

Edouard Manet: Um dos pintores da arte moderna


Édouard Manet (1832-Paris-1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. «Os gostos de Manet não vão para os tons fortes utilizados na nova estética impressionista. Prefere os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicados da época. O trabalhado das texturas é apenas sugerido, as formas, simplificadas. Os temas deixaram de ser impessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e em certos quadros, seguiam a estética naturalista de Zola e Maupassant.»
O estilo de Manet tinha os seus opositores no tocante aos temas, mas também pela técnica, que escapava às convenções académicas. Frequentemente inspirado pelos mestres clássicos e em particular pelos espanhóis do «século de ouro», Manet influenciou certos precursores do impressionismo, em virtude da pureza de sua abordagem. A liberação das associações literárias tradicionais, cómicas ou moralistas, com a pintura, deve o facto de ser considerado um dos fundadores da arte moderna. As principais obras foram, «Almoço na relva ou Almoço no Campo», «Olímpia», «A sacada», «O tocador de pífaro» e «A execução de Maximiliano».
Manet era um jovem amigável e sociável. Quando começou a fazer sucesso foi prontamente aceito em círculos de intelectuais e aristocratas parisienses e frequentava assiduamente os Jardins das Tulherias.

A obra A música na Tulherias marca o seu rompimento com o realismo em sua primeira obra impressionista. Manet morreu com 51 anos e está enterrado no cemitério de Passy, em Paris.
laoniricArte1/JDACT

domingo, 28 de março de 2010

Joana de Vasconcelos: Sem Rede, exposição antológica

É a primeira exposição antológica de Joana Vasconcelos em Lisboa. As suas esculturas são instalações com ar lúdico e crítico e de grande efeito visual, criadas muitas vezes através da introdução de desvios de funcionalidade de objectos que se podem assemelhar a peças de mobiliário ou equipamento.
A sua obra tornou-se mais conhecida do público português a partir de 2005, quando apresentou «A Noiva», (imagem em cima) um lustre feito com vinte mil tampões higiénicos femininos (na colecção António Cachola) e que foi escolhido como peça da entrada da Bienal de Veneza de 2005.
Joana de Vasconcelos expõe a sua colecção no Museu Berardo até 18 de Maio.
Sapato executado a partir de panelas tipicamente portuguesas, «Dorothy»
CCB/Comissariado Miguel Amado, Piso -1
JDACT