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terça-feira, 17 de junho de 2014

Exposição. Desenho e Fotografia. Fundação Robinson. Portalegre. «… da autoria Adriano Guerreiro, com a inauguração pelas 18 horas de hoje. Tendo por base a obra literária A Divina Comédia de Dante Aliguieri, explora as questões relacionadas com os Sete Pecados Mortais»

Cortesia da FRobinson

«A Fundação Robinson recebe no Núcleo da Igreja do Convento de São Francisco, de 17 de Junho a 17 de Agosto de 2014, a exposição de desenho e fotografia Os Sete Pecados Mortais, da autoria Adriano Guerreiro, com a inauguração pelas 18 horas. Tendo por base a obra literária A Divina Comédia de Dante Aliguieri o Desenho explora as questões relacionadas com os Sete Pecados Mortais descritos no purgatório de Dante e a Fotografia explora as questões relacionadas com esses mesmos pecados na actualidade».
De forma aleatória:








Com a amizade de Laura P. Romão
JDACT

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fundação Oriente. Exposição. Fotografia. «… essa memória que se construiu com a eternidade das civilizações das utopias do Oriente, as suas singularidades, mas também a exuberância que transmitimos ao nosso barroco, a suavidade da fé na renovação da vida…»


Cortesia da fo

Exposição Memórias de Viagens do Olhar
Até ao pf dia 20 de Outubro de 2013. Museu do Oriente.
No pf dia 5 de Julho, pelas 18h00, visita guiada pelo autor.

Fotografia de Júlio de Matos
«Júlio de Matos desestrutura a nossa memória, essa memória que se construiu com a eternidade das civilizações das utopias do Oriente, as suas singularidades, mas também a exuberância que transmitimos ao nosso barroco, a suavidade da fé na renovação da vida, a sofisticação das formas que assombram a nossa decadência dos realismos, o mistério da permanência. Maria do Carmo Serem, coordenadora do Departamento de Formação e Comunicação do Centro Português de Fotografia do Ministério da Cultura, refere-se desta forma à fotografia de Júlio de Matos.
Natural de Braga, o fotógrafo traz ao Museu do Oriente cerca de uma centena de fotografias tiradas nas suas múltiplas viagens pela Ásia e que revelam a sua grande preocupação pela sobrevivência de culturas ancestrais, como algumas da Índia, da China ou do Cambodja.
Júlio de Matos que, desde cedo, se interessou pela fotografia e pelo trabalho de laboratório, fez aprendizagem em Design Industrial com Gerald Gulotta do Pratt Institute de Brooklin, Nova Iorque. Após concluir em 1976 o Curso Superior de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, pôde aperfeiçoar os seus conhecimentos de fotografia, ao ter-lhe sido concedida a ITT–International Fellowship, através do Fullbright- Hays Schollarship Program para estudos de pós-graduação no MFA in Photography Program no Rit-Rochester Institute of Technology, Nova Iorque.
Entre 1979 e 1981 estudou com Charles A. Arnold Jr. Owen Butler, Bea Nettles, John Pfahl, Elliot Rubinstein, Richard D. Zakia e outros.
Realizou várias exposições individuais e colectivas em Portugal, França, Itália, USA, e está presente em diversas colecções, nomeadamente nas colecções do RIT (EUA) e do Museu de arte Moderna na Fundação de Serralves». In Fundação Oriente.



Cortesia de F. Oriente/JDACT

sábado, 5 de janeiro de 2013

Álbum de Braga. Manoel Carneiro & Irmão. 1904 e/ou 1905. «… contendo várias fotografias dos monumentos, jardins e vistas de Braga, incluindo algumas locais de interesse público, nomeadamente, S. João da Ponte, Bom Jesus, Sameiro e Falperra»

jdact

A antiga casa de Bernardo Carneiro, fundada em 1865, deu lugar à empresa Manoel Carneiro & Irmão, situada na rua Rodrigues de Carvalho, 79 a 85, antiga rua do Souto, Braga. Como artigos de novidade tinham a edição dos álbuns e postais de Braga.


No ano de 1904 e/ou 1905 editaram Álbum de Braga, contendo várias fotografias dos monumentos, jardins e vistas de Braga, incluindo algumas locais de interesse público, nomeadamente:
  • S. João da Ponte;
  • Bom Jesus;
  • Sameiro;
  • Falperra. 



Cortesia de Manoel Carneiro & Irmão/JDACT

JDACT

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pre-Raphaelites: Victorian Avant Garde. Molduras, as artes plásticas na Antena 2. Rui Gonçalves Cepeda. «A exposição, na Tate Britain (Londres), até 13 de Janeiro de 2013, apresenta um conjunto de cerca de 150 obras: pintura, desenho, escultura, vitral, fotografia, mobiliário, e tapeçaria organizadas de forma cronológica»

Cortesia de Wikipedia/antena2
jdact

«A revolução social, acontecida durante os finais do século XVIII, serviu de guia para a revolução industrial e tecnológica que se seguiu. A Europa durante o século XIX foi palco de um extraordinário e vasto conjunto de transformações que afectaram os vários extremos da sociedade. Conjuntamente com as guerras de independências das colónias inglesa, espanholas e portuguesa no continente americano, o século XIX é, também, sinónimo das Grandes Exposições em Paris, Londres, e Nova Iorque, das invenção e descobertas cientificas, ao nível da química (fotografia), da metalúrgica (os caminhos de ferro), da história da evolução do ser humano ('A Origem das Espécies'). O Neo-Classicismo e Romantismo (vestígio do Iluminismo) foram substituídos pelos Impressionismo, Simbolismo, Cubismo, etc. nas Belas Artes.
É durante este período que surge a Pre-Raphaelites Brotherhood (PRB) em Londres, em 1848. Formada por um núcleo de artistas, quase familiar, composto por irmãos, filhas, esposas e amigos (John Everett Millais, Dante Gabriel Rossetti e os seus irmãos, William Michael Rossetti e Christina Georgina Rossetti, William Holman Hurt, e muitos outros) os PRB quiserem distanciar-se da filosofia imposta até esse momento no meio artístico Britânico. Primordialmente, um meio claramente sob a influência do pensamento desenvolvido pelo pintor do século XVIII, Joshua Reynolds (1723-1792), especializado em retratos idealizados sob o cânone determinado pela Antiguidade Grega-Clássica, e pelo classicismo da Alta-Renascença; mas também pelas linguagem artística desenvolvida e representada nos retratos, principalmente de mulheres, concebidos por Thomas Gainsborough (1727-1788), nas paisagens inglesas de John Constable, ou, ainda, na linguagem pictórica desenvolvida nos poemas de cor criados por J. M. W. Turner (1775-1851), definida por três ingredientes essenciais: forma, luz e cor, e seguida por muitos pintores. A composição era essencial.

Os PRB re-interpretaram as figuras familiares da arte da época Vitoriana (coincidente com o longo reinado da Rainha Vitória, 1837-1901) e introduziram "novos" elementos nessa linguagem. O movimento tomou como seus os princípios defendidos pelo principal crítico de arte da era Victoriana, John Ruskin (1819-1900), da prolongada e extenuante examinação dos detalhes, à semelhança com a natureza, e realista, à variedade, à contemporaneidade, e às emoções - Timothy Hilton veio recentemente defender que uma pessoa não pode pensar no Pre-Raphaelismo sem reflectir sobre o amor, algumas vezes no deleite, mas nunca na felicidade, pois esta nunca é expressa. Eles procuraram através de pinturas de inspiração religiosa democratizar o sagrado: The Girlhood of Mary Virgin (1848-9), por Dante Gabriel Rossetti (1828-1882), Christ in the House of His Parents (The Carpenter's Shop) (1849-50), por John Everett Millais (1829-1896); pintaram a vida social contemporânea e os seu problemas, Work (1852-65), por Ford Madox Brown (1821-1893), por exemplo, celebra a nobreza e o sagrado do trabalho; e, especialmente, os problemas relacionados com a sexualidade: The Awakening Concience (1853-4), por William Homan Hunt (1827-1910), é um exemplo da moralidade e salvação presentes nas pinturas religiosas e de cenas da vida moderna. No entanto, e apesar de os curadores da exposição querem apelidar o movimento como de vanguarda, a 'Pre-Raphaelites Brotherhood' (PRB) está mais próxima de ser um movimento reformista das belas artes que surgiu durante a era do reinado da Rainha Vitória (a era Vitoriana é notória pelo emprego de crianças em fábricas e minas e pela ausências de nus na pintura), ao relacionar arte com sexualidade no espaço contemporâneo e ao se inspirar na pintura religiosa do pré-Renascimento (séculos XIII e XIV). Este Pré-Raphaelismo estará, provavelmente, mais associado com a Revolução Industrial Inglesa, com conflito entre a doutrina científica e a dogmática religiosa, e às ilustrações de histórias de fadas para crianças, editadas durante este período. Por outro lado, a segunda metade da exposição, apresenta-nos um conjunto de trabalhos que transitam da abordagem realista à natureza, sociedade e religião para uma exploração das possibilidades estéticas. Por volta de 1860, o Pré-Raphaelismo procura dar mais valor à 'beleza' do que à 'verdade' e metamorfoseia-se num movimento estético - através do uso da fotografia Julia Margaret Cameron conseguiu transportar esta forma expressiva de uma forma mais representativa e impactante do que as pinturas Pre-Raphaelites -, onde, numa primeira fase, a face e o corpo da mulher são o sujeito: The Beloved ('The Bride') (1865-6), por Rossetti; ou o simbolismo de The Rock of Doom e Perseus Slaying the Sea Serpent (1875-77), por Edward Burne-Jones, (1833-1898) onde o corpo nu em dialogo com o mitológico oferece uma imaginária distinta da violência constrangedora da era Vitoriana. E, já numa segunda fase, os processos de manufactura e produção emanaram da Revolução Industrial, permitiram a William Morris (1834-1896) e Burne-Jones dar origem ao movimento Arts & Crafts. Este movimento toma os seus princípios na ideia do socialismo utópico. Num período em que a classe trabalhadora começa a usufruir de algo anteriormente reservado à classe dominante - tempo de lazer -, a procura de objectos com capital estético passa a ser uma condição imposta socialmente; e a necessidade de entretenimento para ocupar este novo tempo disponível provoca os excessos e a despreocupação que irá culminar na primeira grande guerra.

Como escreveu recentemente o critico e director do Institute of Contemporart Art, de Londres, Gregor Muir, sobre os Young British Artists (YBA), os PRB foram uns 'Lucky Kunst', num período da história da arte em que a Reino Unido teimava em ficar na retaguarda dos desenvolvimentos artísticos. A exposição " Pre-Raphaelites: Victorian Avant-Garde", na Tate Britain (Londres), até 13 de Janeiro de 2013, apresenta um conjunto de cerca de 150 obras: pintura, desenho, escultura, vitral, fotografia, mobiliário, e tapeçaria organizadas de forma cronológica em sete salas temáticas». In Rui Gonçalves Cepeda, Pre-Raphaelites: Victorian Avant Garde, Antena 2, Teresa Pizarro.

Cortesia de Molduras/JDACT

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Leigh Ledare. ‘An Invitation’. Molduras, as artes plásticas na Antena 2. Rui Gonçalves Cepeda. «O contracto legal, entretanto assinado entre as duas partes, a Srª Y, como sujeito e objecto da comissão, e Ledare, como mediador entre o sujeito e o objecto fotografado, permite ao artista incorporar as fotografias…»



Galeria Pilar Corrias. Foto de andykeate
jdact

«A expectativa abstracta natural foi incorporada, literalmente, num determinado corpo, com uma existência legal definida em e por si mesma. As necessidades e expectativas humanas naturais estão assim protegidas e são garantidas pela e na Lei - na ordem da palavra escrita que substitui o absolutismo por um governo, no qual os governantes estão sujeitos ao consentimento dos governados. Independentemente se é possível de ser realizada ou não, a Lei estende-se para as formas de como somos formados como sujeitos, não unicamente ao nível da identidade, mas também ao nível da projecção de desejos, motivações e aspirações. O trabalho do fotógrafo norte-americano, Leigh Ledare, explora esta ambivalência.
Durante sete dias consecutivos, em Julho de 2011, Leight Ledare realizou uma série de fotografias eróticas da Srª Y na moradia onde reside com o seu marido e filhos. Já na casa dos quarenta, a Srª  Y é uma respeitada escritora e mulher de uma proeminente e reconhecida figura pública. O contracto legal, entretanto assinado entre as duas partes, a Srª Y, como sujeito e objecto da comissão, e Ledare, como mediador entre o sujeito e o objecto fotografado, permite ao artista incorporar as fotografias encomendadas numa Edição Pública de trabalhos baseados nas imagens, desde que sancionadas pelo casal e a identidade tanto da Srª Y (incluso características físicas identificadoras), como do seu marido e respectivos familiares permaneça oculta. Por seu lado, Ledare, aceitou destruir os negativos e os ficheiros digitais relacionados com as fotografias assim que tenha criado a Edição Privada (que permanecerá no âmbito privado do casal) e a Edição Pública (para apresentar no âmbito do domínio público). Durante os sete dias, ao trabalhar sobre as indicações da Srª Y, Ledare apresentou-se nesta relação performática privada como um objecto a captar fotograficamente um objecto. Aqui! O artista não diz nada. Simplesmente presta os seus serviços para a criação de um arquivo da Srª Y, enquanto Ser - a vida a ser vivida ou a lei a ser aplicada! Nas palavras de Judith Butler, a desconstrução da identidade não é a desconstrução da política; pelo contrário, esta estabelece como política os próprios termos através dos quais a identidade é pronunciada (Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity, 1990). É esta uma questão sobre tempo e história? Um problema de memória! Na sociedade contemporânea neoliberal o acto de registar fotograficamente o corpo despido de uma figura pública, o seu espaço privado enquanto este permanece sobre o domínio do âmbito privado, excluído do âmbito público é um acto desigual e destrutivo. Devido essencialmente ao carácter do próprio acto inicial. Um olhar para o passado, ideológico e que desmantela qualquer possibilidade de ligação a um bem comum. A política ideológica neoliberal está fundada nos ideais de liberdade e igualdade: dos direitos humanos, livre exercício religioso e sexual, eleições livres e justas, a abolição das barreiras internas ao comércio e a exploração de um mercado livre - compra e venda de mercadorias sem regulamentação ou supervisão de preços, este são determinados de acordo com a oferta e a procura - ou a democracia do espaço virtual - a internet ou os reality-shows televisivos que as pessoas voluntariamente utilizam para expor a sua vida pessoal. Mas, o neoliberalismo é, em verdade, um acto de apagar a memória que não pode reclamar qualquer ortodoxia histórica porque no seu historicismo ele participa activamente na negação de toda a verdade e história.



Leigh Ledare

O contexto? Informa sobre a vulnerabilidade e ambiguidade dos limites que definem o processo documental, bem como sobre a criação de arquivos para um espaço na memória de acordo com o conjunto completo de normas e regras estabelecidos pela Lei. Em An Invitation, Thursday 21st July, 2011, dois artigos, European Back A Sweeping Plan To Rescue Greece e Obama Closes In On Deal For Cuts In Boehner Talks, escritos por Landon Thomas Jr. e Stephen Castle, e Carl Hulse e Jackie Calmes, respectivamente, acompanhados por uma imagem do ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, da directora-geral do F.M.I., Christine Lagarde, e da Chanceler alemã, Angela Merkel, ao que parece ser numa alegre conversa entre os três, ocupam quase a totalidade da primeira página do jornal New York Times do dia 21 de Julho de 2011. No centro, sobreposta ao texto e à fotografia e, com 1/4 do tamanho da página, está uma imagem a preto e branco de uma mulher despida a segurar o que pode ser uma manta ou um vestido às riscas. De pé sobre o sofá coberto por almofadas a Srª Y, posa para a câmara. O cenário é composta ainda por uma tapeçaria e dois quadros a encher uma das paredes, enquanto, ao lado do sofá, encontra-se uma mesa com um candeeiro e algumas fotografias de familiares.
Na legenda Ledare escreve a branco sobre um rectângulo negro "attack in Norway/swimming in the afternoon." Enquanto em An Invitation, Saturday 23rd July, 2011 a imagem da Srª Y, deitada de braços aberto e completamente despida, sobre um lençol branco, sobrepõem-se a outro acontecimento de conhecimento mundial, Attacks on Capital and Island Camp Kill Scores in Norway.

Se por um lado o artista documenta sobre importantes acontecimentos num espaço de difusão público, ao utilizar como suporte a primeira página de um jornal de grande circulação, no qual estão descrito assuntos de reconhecimento imediato por parte do leitor, por outro lado, ao inserir uma imagem privada, neste espaço público, ele traz para o âmbito público a ambivalência presente na autoria da sua obra. Por exemplo, é certo que o corpo de trabalho concebido por Nan Goldin, Larry Clark como, também, por Nobuyoshi Araki, expressam questões sobre o corpo, sexo e pornografia no seus discursos, no entanto, as imagens, de An Invitation, estão localizadas para além do aspecto transgressivo, como é apresentado por estes fotógrafos. Elas estendem-se para outra posição devido essencialmente à narrativa da prática discursiva de Ledare e ao facto deste corpo de trabalho resultar de um convite que lhe foi dirigido. Estende-se para além da 'transgressão', no sentido da mediação da linguagem e das convenções na arte contemporânea.
"I reminded Mrs Y once more that I would approach the photographs as through I were a newspaper photographer, conveying information that pertained to the assignment she'd given me. It would be her job to direct me. Not what she anticipated in soliciting an erotic photographer. Important./End of the day. I'm doing my job. I'm doing my work", escreve Ledare numa das obras. No trabalho com a sua mãe, Tina Peterson, em Pretend You're Actually Alive (2008), por exemplo, a ambivalência entre o que deve permanecer no espaço privado e o que é do domínio público é colocada a um nível de igualdade e apresentada de forma livre e sincera no espaço público. Sem barreiras. A extensão existe, em particular, não nas imagem onde a mãe está a posar nua para a câmara ou a fazer sexo com um dos seus namorados, que actualmente são parte do instituído, mas sim no espaço ocupado pelos fragmentos do quotidiano da Tina vestida, momentos de maior intimidade e vulnerabilidade, quando articulado e limitado pelas imagens socialmente 'proibidas'. A exposição An Invitation, na Pilar Corrias, apresentou a série composta por sete trabalhos (foto-litografia, serigrafia e texto) dispostos sobre as paredes da galeria, e uma mesa expositora no centro da sala, mesmo após a entrada, com cópia do contracto assinado entre as duas partes». In Rui Gonçalves Cepeda, Leigh Ledare, ‘An Invitation’, Pilar Corrias Gallery, Londres, Antena 2, Teresa Pizarro.
A amizade do Rui.
Cortesia de Molduras/JDACT

domingo, 27 de maio de 2012

Fotografia. Raul Ladeira. Entreabertas. «A passagem do tempo deixa nas pessoas e nas coisas sulcos, manchas, cores e texturas que escapam aos nossos olhares apressados e saciados de lugares comuns. É essa beleza que Raul Ladeira faz sobressair, fotografando quem viveu e se confrontou às intempéries da vida…»



raulladeira

Parte 1.
«Estas imagens de Raul Ladeira são magníficas. Janelas entreabertas para uma realidade bem nossa, e com a qual, pessoalmente, me identifico bastante, elas mostram a beleza daquilo que não só nos passa despercebido como é, muitas vezes, depreciado. A passagem do tempo deixa nas pessoas e nas coisas sulcos, manchas, cores e texturas que escapam aos nossos olhares apressados e saciados de lugares comuns. É essa beleza que Raul Ladeira faz sobressair, fotografando quem viveu e se confrontou às intempéries da vida, mas também as coisas simples, os gestos e os momentos coloridos e luminosos que compõem a nossa existência.

raulladeira

Finalmente, são talvez esses momentos de atenção que mais nos preenchem. Quando um certo silêncio interior aquieta o bulício exterior e uma insustentável ternura nos dilata o coração, pousando-nos sobre o mundo ao de leve e com um olhar carinhoso. Encontro nas fotografias de Raul Ladeira o sopro de silêncio de onde brota essa ternura e é para mim uma alegria que a […]». In Raul Ladeira, Entreabertas, Tsering Paldron, Amara (Associação pela Dignidade na Vida e na Morte), Banco Espírito Santo, Parque Natural da Serra de S. Mamede, Corlito, 2005.




A amizade de JL
Cortesia de Amara/JDACT

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

FCG. Exposição individual de fotografia de Roberto Huarcaya. «As fotografias são “propostas que nos vão dando pistas, informação sobre diversas coordenadas temporais, espaciais e formais, sobre este lentíssimo processo de misturas, desenvolvimento e tensão…”»


Foto de Isabel Guerra
Cortesia de fcg

Subtil Violência
Exposição individual de fotografia de Roberto Huarcaya

«O trabalho do fotógrafo peruano Roberto Huarcaya, vencedor do Prémio Petrobrás Buenos Aires, Photo 2010, vai ser apresentado pela primeira vez em Portugal na exposição” Subtil Violência”, que abre ao público no dia 16 de Novembro, a partir das 19h00, no Palácio Galveias.
Com curadoria de António Pinto Ribeiro, a proposta de Huarcaya resulta de um projecto de investigação em torno das representações visuais alusivas à construção da comunidade histórica peruana, partindo de referências locais, no sentido de expandir a sua leitura e as suas influências ao nível nacional, regional, continental e, finalmente, global.


Cortesia de thomaslockehobbs

As fotografias que agora se apresentam são, nas palavras do próprio artista, “propostas que nos vão dando pistas, informação sobre diversas coordenadas temporais, espaciais e formais, sobre este lentíssimo processo de misturas, desenvolvimento e tensão, de mudanças constantes, que levam o país a transitar, de um modo disperso, para esse propósito de se constituir como nação.”
Roberto Huarcaya nasceu em Lima, em 1959. Estudou Psicologia e Cinema, em Lima, e Fotografia em Madrid. Em 1989, começou a dedicar-se à fotografia.

A exposição “Subtil Violência”, patente até 15 de Janeiro de 2012, é organizada pelo Programa Gulbenkian Próximo Futuro em parceria com o Programa Gulbenkian de Ajuda ao Desenvolvimento, com a colaboração da Casa da América Latina e o apoio da Embaixada do Peru. A entrada é livre». In Fundação Calouste Gulbenkian.

Cortesia da FC Gulbenkian/JDACT