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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A História Secreta dos Jesuítas Edmond Paris. «O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes…»

jdact

«(…) Os homens mais perigosos são aqueles que aparentam muita religiosidade, especialmente quando estão organizados e detêm posições de autoridade, contando com o profundo respeito do povo, o qual ignora o seu sórdido jogo pelo poder nos bastidores. Esses homens chamados religiosos, que fingem amar a Deus, recorrerão ao assassinato, incitarão revoluções e guerras, se necessário, em apoio à sua causa. São políticos ardilosos, inteligentes, gentis e de aparência religiosa, vivendo num obscuro mundo de segredos, intrigas e santidade mentirosa. Esse padrão humano, espiritualmente falando, pode ser verificado entre os escribas, fariseus e saduceus do tempo de Jesus Cristo. Os pastores primitivos observavam muito do antigo sistema babilónico, além da Teologia judaica e da Filosofia grega. Todos eles perverteram a maior parte dos ensinamentos de Cristo e dos seus apóstolos, construindo as bases para a máquina do catolicismo romano, que estava por vir. Piamente, atacaram, perverteram, acrescentaram e suprimiram da Bíblia. Esse espírito religioso anticristão, trabalhando através deles, pode ser visto novamente quando Inácio de Loyola criou os jesuítas para, secretamente, atingir dois grandes objectivos da instituição católica romana: Poder político universal; Uma igreja universal, no cumprimento das profecias de Apocalipse. No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão que a única possibilidade de sobrevivência para a sua igreja seria através do reforço dos cânones. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição (maldita), mas pela infiltração e penetração em todos os sectores da sociedade. O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III.
Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se as suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Actualmente, têm a sua missão praticamente concluída. A Bíblia coloca o poder de uma igreja local nas mãos de um pastor de Deus. Os astutos jesuítas, no entanto, conseguiram com sucesso tirar aquele poder das denominações evangélicas ao longo do tempo, tendo conseguido agora lançar quase todas as denominações protestantes nos braços do Vaticano. Isso foi exactamente o que Inácio de Loyola se propôs a atingir: uma igreja universal e o fim do protestantismo. Na medida em que o leitor for se aprofundando na leitura do livro, perceberá a existência de um paralelo entre os sectores religioso e político. Revela a infiltração dos jesuítas nos governos e nações do mundo, para manipulação do curso da História, erguendo ditaduras, enfraquecendo democracias, abrindo caminho para a anarquia social, política, moral, militar, educacional e religiosa». In Alberto Rivera

«Um escritor do século passado, Adolphe Michel, lembrava que Voltaire estimava em seis mil o número de obras publicadas sobre os jesuítas àquela época. A que número chegaremos dois séculos depois?, perguntava Adolphe Michel, apenas para terminar em seguida: Não importa. Enquanto houver jesuítas, livros terão de ser escritos contra eles. Nada mais pode ser dito de novo sobre eles, mas as novas gerações de leitores surgem todos os dias, e esses leitores procurarão por livros velhos? A razão a qual acabamos de mencionar seria mais do que suficiente para justificar a retomada desse assunto exaustivamente discutido. De facto, muitos dos primeiros livros retratando a história dos jesuítas não podem mais ser encontrados. Apenas em bibliotecas públicas ainda podem ser consultados, o que os torna inacessíveis à maior parte dos leitores. Com o propósito de informar sucintamente ao público em geral, pareceu-nos necessário um sumário dessas obras. Há também outra razão, tão importante quanto a que acabamos de mencionar. Ao mesmo tempo em que as novas gerações de leitores surgem, novas gerações de jesuítas aparecem, e estes, trabalham ainda hoje, com os mesmos métodos tortuosos e tenazes com os quais tão frequentemente no passado fizeram funcionar os reflexos defensivos de nações e governos. Os filho de Loyola, mais do que nunca, são a ala dominante da Igreja Romana. Tão bem disfarçados quanto antigos, continuam a ser os mais eminentes ultramontanos; os agentes discretos mas eficazes da Santa Sé em todo o mundo; os campeões camuflados da sua política; a arma secreta do papado. É ao mesmo tempo uma retrospectiva e actualização da história do jesuitismo. Pelo facto da maioria das obras referentes aos jesuítas não mencionarem o papel primordial deles nos eventos que estão subvertendo o mundo nos últimos anos, acreditamos ter chegado o momento de superarmos essa lacuna ou, mais precisamente, iniciarmos com nossa modesta contribuição um estudo ainda mais profundo sobre o assunto. Fazemo-lo, sem ignorar os obstáculos a serem enfrentados pelos autores não, apologistas, desejosos de tornarem públicos escritos sobre esse assunto tão incandescente. De todos os factores integrantes da vida internacional, em momentos cheios de confusões e transtornos, um dos mais decisivos, e ainda não suficientemente reconhecidos, reside na ambição da Igreja Romana». In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

Cortesia de FBN/JDACT

domingo, 30 de novembro de 2014

A História Secreta dos Jesuítas. Edmond Paris. «… misticismo por alguém possuidor de uma inteligência brilhante. A mente fraca, entregue ao misticismo, encontra-se em área perigosa, mas o místico inteligente representa um perigo muito maior, pois seu intelecto trabalha em maior profundidade e amplitude…»

Cortesia de wikipedia

Fundação da Ordem Jesuíta
«(…) Ele deixou os livros de lado e começou a imaginar e sonhar. Um típico caso de sonhar acordado, uma continuação na vida adulta do jogo imaginário infantil. Se deixarmos que este invada o domínio físico, o resultado é uma neurose e uma alienação da vontade: o que é real fica em segundo plano. À primeira vista, esse diagnóstico parece difícil de ser aplicado ao fundador de uma Ordem tão activa. O mesmo ocorre em relação a outros grandes místicos e criadores de sociedades religiosas, todos aparentemente muito capacitados para organizações. Acreditamos, no entanto, que todos fossem incapazes de resistir a suas imaginações superactivas e, para eles, o impossível torna-se possível. O mesmo autor também diz sobre o assunto: Quero ressaltar o resultado óbvio da prática do misticismo por alguém possuidor de uma inteligência brilhante. A mente fraca, entregue ao misticismo, encontra-se em área perigosa, mas o místico inteligente representa um perigo muito maior, pois seu intelecto trabalha em maior profundidade e amplitude. Quando o mito assume o controle da realidade, através de uma inteligência activa, torna-se mero fanatismo; uma infecção da vontade que sofre de um alargamento ou distorção parcial. Ignácio de Loyola foi um exemplo típico desse misticismo activo e distorção da vontade. A transformação do cavaleiro-guerreiro em fundador da Ordem mais militante da Igreja Romana foi muito lenta; haveria muitos passos vacilantes antes dele encontrar sua verdadeira vocação.
Na primavera de 1522, ele deixou o castelo ancestral com a ideia de se tornar um santo semelhante àqueles cujas façanhas edificantes havia constatado naquele grande livro gótico. Além disso, segundo ele, a própria Virgem lhe teria aparecido numa noite, segurando nos braços o menino Jesus. Um soldado desobediente e presunçoso, disse um de seus comandantes; levava uma vida desregrada em tudo que tratasse de mulheres, jogos e duelos, acrescentou seu secretário Polanco. Tudo isso foi relatado por um de seus filhos espirituais, R Rouquette, que tentou de alguma maneira explicar e desculpar esse temperamento explosivo que, posteriormente, se tornou ad majorem Dei gloriam (para a glória suprema de Deus). Como é o caso de muitos heróis da Igreja Católica Romana, era necessário um golpe físico violento para mudar sua personalidade. Ele havia sido mensageiro do tesoureiro de Castilla até à desgraça do seu chefe. Depois tornou-se cavaleiro sob as ordens do vice-rei de Navarra. Tendo vivido tal qual um cortesão, o jovem começou a sua vida de soldado defendendo Pampeluna (Pamplona) contra os franceses, comandados pelo conde de Foix.
O ferimento que decidiu o futuro de sua vida foi-lhe infligido nessa ocasião. Com a perna quebrada por um tiro, foi levado pelos franceses a seu irmão, Martin Garcia, no castelo de Loyola, iniciando-se o martírio das cirurgias sem anestesia, pois o trabalho não havia sido bem feito. Sua perna foi quebrada novamente e recolocada no lugar. Apesar de tudo isso, Ignácio acabou ficando coxo. É compreensível que apenas uma experiência como essa poderia causar-lhe um esgotamento nervoso. O dom das lágrimas, o qual lhe foi, então, outorgado em abundância (e que seus biógrafos acreditam como um favor dos céus), pode ser o resultado de sua natureza profundamente emocional, afectando-o mais e mais. Enquanto estava deitado, sofrendo as dores do ferimento, seu único divertimento era a leitura de A Vida de Cristo e A Vida dos Santos, os únicos livros que encontrou no castelo. Praticamente iletrado e ainda afectado por aquele choque terrível, a angústia da Paixão de Cristo e o martírio dos santos tiveram um forte impacto sobre ele; essa obsessão levou o guerreiro aleijado ao caminho do apostolado. Após uma confissão detalhada no monastério de Montserrat, Ignácio tencionava ir a Jerusalém. A peste era comum em Barcelona e, como todo o tráfego marítimo estava interrompido, teve de permanecer em Manresa por aproximadamente um ano.
Passava o tempo em orações, longos jejuns e auto-flagelação, praticando todas as formas de maceração. Além disso, nunca perdia a chance de se apresentar diante do tribunal de penitência, apesar de sua confissão em Montserrat ter aparentemente durado três dias. Tal confissão minuciosa teria sido suficiente a um pecador menos escrupuloso. Tudo isso descreve claramente o estado mental e nervoso desse homem. Finalmente, ao se libertar da obsessão de pecado, decidiu que aquilo era, nada mais nada menos, que um truque de satã, e devotou-se inteiramente às ricas e variadas visões assaltavam sua mente conturbada. Foi por causa de uma visão, diz H. Boehmer, que ele começou a comer carne novamente. Uma série completa de visões que lhe revelou os mistérios do dogma católico e o ajudou a vivê-lo verdadeiramente. Dessa forma, ele medita sobre a Santíssima Trindade como sendo um instrumento musical de três cordas:
  • o mistério da criação do mundo a partir de alguma coisa nublada e a luz vinda de um raio de sol;
  • a milagrosa vinda de Cristo na Eucaristia, como flashes de luz penetrando na água consagrada, quando o sacerdote a toma durante a oração;
  • a natureza humana de Cristo e da Virgem Santíssima, sob a forma de um corpo branco deslumbrante;
  • satã como uma forma sinuosa e cintilante, semelhante a uma imensidão de olhos brilhantes e misteriosos.
Não é este o começo da produção da imagem jesuítica conhecida? Em Abril de 1527, a Inquisição (maldita) leva Ignácio à prisão para julgá-lo por acusações de heresia. O inquérito examinou aqueles incidentes estranhos ocorridos entre seus devotos; as declarações excêntricas do acusado sobre o poder excepcional que sua castidade lhe conferia, e sua teoria bizarra sobre a diferença entre os pecados mortais e veniais. Essas teorias tinham afinidades assustadoras com as teorias dos jesuítas casuístas do período seguinte. Libertado, mas proibido de realizar reuniões, Ignácio partiu para Salamanca e logo deu início às mesmas actividades. Suspeitas parecidas entre os inquisidores o levaram novamente à prisão. A liberdade só lhe seria possível mediante a suspensão de tal conduta. Assim foi; viajou a Paris para continuar seus estudos na faculdade de Montaigu. Seus esforços para doutrinar seus colegas estudantes dentro de seus métodos singulares criaram-lhe novos problemas com a Inquisição (maldita). Tornando-se mais prudente, passou a se encontrar com apenas seis de seus amigos de faculdade. Dois dentre eles viriam a se tornar recrutas profundamente estimados: Salmeron e Lainez. O que teria ele de especial, que pudesse atrair de forma tão poderosa jovens a um velho aluno? Talvez o seu ideal e um certo charme, além de um pequeno livro, na verdade um livrete que, independente de sua pequena dimensão, tornou-se um dos livros de maior influência nos destinos da humanidade. Esse livro foi editado tantas vezes que o número de cópias é desconhecido; também foi objecto de mais de 400 comentários. É o livro guia dos jesuítas e, ao mesmo tempo, o resumo do longo desenvolvimento pessoal do seu mestre: os Exercícios Espirituais».
In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

Cortesia de FBN/JDACT

terça-feira, 27 de maio de 2014

A História Secreta dos Jesuítas. Edmond Paris. «O fundador da Companhia de Jesus, o basco espanhol Inigo Lopez Recalde, nasceu no castelo de Loyola, na província de Guipuzcoa, em 1491. Foi um tipo de monge-soldado dos mais estranhos já engendrados pelo mundo católico»

Cortesia de wikipedia

«(…) Vejamos agora como o papa João XXIII se expressou ao se referir aos jesuítas: Perseverem, queridos filhos, nas actividades que já vos trouxeram méritos reconhecidos. Assim vós alegrareis a Igreja e crescereis com incansável fervor: o caminho do justo é como a luz da aurora... E que a luz cresça e ilumine a formação dos adolescentes... No seu livro, Le Silence de Pie XII, publicado por du Rocher, Mónaco, 1965, o autor Cario Falconi escreve em especial: A existência de tais monstruosidades, extermínios em massa de minorias étnicas, civis prisioneiros e deportados, ultrapassa de longe qualquer conceito de bem e mal. Desafia a dignidade dos seres individuais e da sociedade em geral de tal forma, que leva a denunciar aqueles que poderiam ter influenciado a opinião pública, sendo eles simples civis ou dirigentes de governos. Para manter o silêncio diante de tamanho ultraje, deve-se levar em conta uma colaboração inequívoca. Esta estimularia a vilania dos criminosos, instigando a sua crueldade e vaidade. Mas se todo o homem tem o dever moral de reagir quando confrontado com tais crimes, as sociedades religiosas e seus dirigentes são duplamente obrigados a isso e, acima de tudo, a Igreja Católica.
Pio XII nunca expressou uma condenação directa e explícita da guerra de agressão, muito menos com respeito aos crimes indescritíveis cometidos pelos alemães ou seus cúmplices durante a guerra. Ele não se manteve em silêncio por não saber o que estava acontecendo; sabia da gravidade da situação desde o começo, talvez até melhor do que qualquer outro chefe de Estado do mundo. O pior ainda está por vir! O Vaticano prestou ajuda na execução desses crimes, alugando alguns de seus prelados para que estes se tornassem agentes pró-nazistas. Também enviou para a Croácia seu próprio representante, R.P Marcone que, auxiliado por Stepinac, vigiava as actividades de Ante Pavelitch e seus assessores. Onde quer que procuremos, o mesmo espetáculo edificante se apresenta. Muito sofrimento, condição de vida desumana, desespero e milhões de mortes nos chamados campos de concentração nazistas: este foi o resultado do apoio da Igreja Católica a Hitler. Dessa forma, vós ajudareis a levar avante nossos desejos e preocupações espirituais... Nós concedemos nossa bênção apostólica de todo o coração ao vosso prior, a vós e a vossos coadjutores, e a todos os membros da Companhia de Jesus.
E do papa Paulo VI: Desde o tempo de sua restauração, esta família religiosa tem recebido a carinhosa ajuda de Deus, e tem enriquecido rapidamente e com grande progresso. Os membros da Companhia têm realizado grandes façanhas, tudo para a glória de Deus e para o benefício da religião católica. A Igreja precisa de soldados de Cristo com valor, armados com uma fé destemida, prontos para enfrentar dificuldades. É por isso que temos muitas esperanças na ajuda que vossa actividade possa trazer, e que a nova era encontre a Companhia no mesmo caminho honrado que ela seguiu no passado (pronunciado em Roma, próximo à Basílica de São Pedro, em 20 de Agosto de 1964, durante seu segundo ano como papa). Em 29 de Outubro de 1965, o jornal Osservatore Romano anunciou: O reverendíssimo padre  Arrupe, prior dos jesuítas, celebrou a Missa Sagrada pelo Concilio Ecumênico em 16 de Outubro de 1965. Eis a apoteose da ética papal: Um pronunciamento simultâneo sobre um projecto de beatificação de Pio XII e João XXIII. Para fortalecer a nós mesmos em nossa busca de uma renovação espiritual, decidimos iniciar os procedimentos canónicos para a beatificação destes dois pontífices grandes e iluminados e que são tão queridos a todos nós(?) (papa Paulo VI). Que este livro revele a todos aqueles que o lerem a verdadeira natureza deste mestre romano, cujas palavras são tão melífluas (brandas e harmoniosas) quanto ferozes são suas acções secretas.
O fundador da Companhia de Jesus, o basco espanhol Inigo Lopez Recalde, nasceu no castelo de Loyola, na província de Guipuzcoa, em 1491. Foi um tipo de monge-soldado dos mais estranhos já engendrados pelo mundo católico: de todos os fundadores de ordens religiosas, ele talvez tenha sido o de personalidade mais marcante na mente e comportamento de seus discípulos e sucessores. Esta pode ser a razão para aquela aparência familiar ou marca, facto que chega ao ponto da semelhança física entre eles. Folliet questiona este facto, mas muitos documentos provam a permanência de um tipo jesuíta através dos tempos. O mais interessante destes testemunhos se encontra no museu Guimet. Sobre o fundo dourado de uma tela do século XVI, um artista japonês pintou, com todo o humor de sua raça, a chegada dos portugueses e dos filhos de Loyola, em particular, nas ilhas nipónicas. O espanto desse amante da natureza e das cores fortes é explícito na maneira como representa aquelas sombras longas e escuras, com suas faces desoladas, sobre as quais se capta toda a arrogância do dirigente fanático. A semelhança entre o trabalho do artista oriental do século XVI e nosso Daumier, de 1830, está aí para todos verem.
À semelhança de tantos outros santos, Inigo, que posteriormente romanizou seu nome e se tornou Ignácio, parecia longe de ser aquele predestinado a iluminar os seus contemporâneos. A sua juventude atormentada foi repleta de erros e mesmo crimes hediondos. Um relatório policial afirma que era traiçoeiro, brutal e vingativo. Todos os seus biógrafos admitem que ele não recuava nem mesmo diante de seus melhores amigos, no que envolvia a violência dos instintos, então uma coisa comum. Era necessário um golpe físico violento para mudar sua personalidade». In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

Cortesia de FBN/JDACT

terça-feira, 6 de maio de 2014

A História Secreta dos Jesuítas. Edmond Paris. «… quando o Tratado obrigou os bispos a jurarem um voto de obediência ao governo nazista, os campos de concentração já estavam abertos. Deveria o papa ser trazido a tribunal como sendo um criminoso de guerra?»

Cortesia de wikipedia e jdact

«(…) Joseph Rovan, autor católico, comenta o acordo diplomático entre o Vaticano e o Reich nazista em 8 de Julho de 1933: O Tratado trouxe ao governo nacional-socialista, considerado por quase todo o mundo como sendo formado de usurpadores, quando não bandoleiros, o selo de um acordo com a força internacional mais antiga, a epístola pastoral de 3 de Junho de 1933, na qual todo o episcopado alemão está envolvido. Que forma toma este documento? Como é que começa? Com optimismo e com esta declaração de satisfação: Os homens na direcção deste novo governo, para nossa grande alegria, deram-nos a garantia de que colocam a si próprios e ao seu trabalho em bases cristãs. Uma declaração de tamanha sinceridade merece a gratidão de todos os católicos (Paris, Plon, 1938). Desde o início da I Guerra Mundial, vários papas têm surgido e desaparecido, mas as suas atitudes têm-se mantido invariavelmente, as mesmas com respeito às duas facções que se têm confrontado na Europa. Muitos autores católicos não poderiam esconder a surpresa, e pesar ao escreverem sobre a indiferença desumana demonstrada por Pio XII face aos piores tipos de atrocidades cometidas por aqueles em seu favor. Dentre muitos testemunhos, citaremos um entre os mais moderados nas suas palavras contra o Vaticano, por Jean d'Hospital, correspondente do Le Monde: A memória de Pio XII está cercada de apreensão. Devido à seguinte polémica feita por observadores de todas as nações: Mesmo dentro das paredes do Vaticano, será que ele sabia de certas atrocidades cometidas durante esta guerra, iniciada e conduzida por Hitler? Tendo à sua disposição, a todo tempo, de todas as regiões, relatórios regulares dos bispos, poderia ele desconhecer o que os dirigentes militares alemães não podiam disfarçar, a tragédia dos campos de concentração; civis condenados à deportação; os massacres a sangue-frio daqueles que ficavam pelo meio do caminho; o terror das câmaras de gás onde, por razões administrativas, milhões de judeus foram exterminados? E se por acaso sabia de tudo isso, porque ele, fiel dignatário e primeiro pregador do Evangelho, não veio a público, vestido de branco, armas estendidas na forma da cruz, para denunciar um crime sem precedentes e bradar: Não!?
Apesar da diferença óbvia entre o universalismo católico e o racismo hitleriano, essas duas doutrinas haviam sido harmonicamente reconciliadas, de acordo com Franz Von Papen. A razão pela qual esse acordo escandaloso era possível consistia em que o nazismo é uma reação cristã contra o espírito de 1789. Voltemos a Michael Schmaus, professor na Faculdade de Teologia de Munique, que escreveu: Império e Igreja consistem numa série de escritos que devem ajudar na construção do Terceiro Reich, já que reúne um Estado nacional-socialista e a cristandade católica. Inteiramente alemães e inteiramente católicos, estes escritos favorecem relações e intercâmbio entre a Igreja Católica e o nacional-socialismo; eles abrem caminho a uma cooperação frutífera, como está realçado pelo Tratado. O movimento nacional-socialista é o mais intenso e abrangente protesto contra o espírito dos séculos XIX e XX. A ideia de um povo de único sangue é o ponto fundamental de seus ensinamentos e todos os católicos que obedecerem às instruções dos bispos alemães terão de admitir que assim é. As leis do nacional-socialismo e as da Igreja Católica têm o mesmo objectivo. (Begegnungen Zwischen Katholischem Christentum und Nazional-Sozialistischer Weltanschauung Aschendorff, Munster, 1933).
Esse documento prova o papel fundamental assumido pela Igreja Católica na ascensão de Hitler ao poder; na verdade, tratava-se de uma combinação pré-estabelecida. Ilustra o tipo de acordo monstruoso entre o catolicismo e o nazismo. O ódio ao liberalismo, que é a chave de tudo, torna-se absolutamente claro. Vejamos o que Alfred Grosser, professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Paris, diz: O conciso livro de Guenter, The Catholic Church and Nazi Germany (New York, 1964), diz que todos os documentos concordam ao demonstrar a cooperação da Igreja Católica com o regime de Hitler. Em Julho de 1933, quando o Tratado obrigou os bispos a jurarem um voto de obediência ao governo nazista, os campos de concentração já estavam abertos. A leitura de citações compiladas por Guenter é a prova irrefutável disso. Encontramos algumas evidências impressionantes de personalidades, tais como o cardeal Faulhaber e o jesuíta Gustav Gundlach. Apenas palavras vazias podem ser encontradas para negar tais evidências que provam a culpabilidade do Vaticano e de seus jesuítas. A ajuda destes é a principal força por detrás da ascensão iluminada de Hitler que, juntamente com Mussolini e Franco, apesar das aparências, eram fantoches de guerra manipulados pelo Vaticano e seus jesuítas. Os aduladores do Vaticano deveriam ter baixado suas cabeças, envergonhados, quando um membro do Parlamento italiano exclamou: As mãos do papa estão cheias de sangue! (fala de Laura Diaz, membro do Parlamento por Livorno, pronunciada em Ortona, em 15 de Abril de 1946), ou quando os estudantes do Cardiff University College escolheram como tema para a conferência: Deveria o papa ser trazido a tribunal como sendo um criminoso de guerra? (La Croix, 2 de Abril de 1946)». In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

Cortesia de FBN/JDACT

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A História Secreta dos Jesuítas. Edmond Paris. «Durante os anos seguintes, Pio…viu coisas ainda piores, sem se alterar. Não é de surpreender que os dirigentes católicos da Alemanha competissem entre eles na servidão ao regime nazista, encorajados que eram pelo seu ‘mestre’ romano»

jdact e cortesia de wikipedia

«(…) Apesar da tendência generalizada cada vez maior de uma laicização (exclusão da religiosidade); do progresso inelutável do racionalismo, que reduz um pouco a cada dia o domínio do dogma, a Igreja Romana não poderia desistir do grande objectivo, o qual tem sido seu propósito desde o início: reunir sob o seu domínio todas as nações da Terra. Essa missão monumental deve continuar, independentemente do que aconteça, tanto entre os pagãos quanto entre os cristãos separados. O clero secular tem, em especial, a tarefa de sustentar as posições adquiridas, o que é particularmente difícil hoje em dia, enquanto fica a cargo de certas ordens regulares o aumento do rebanho de fiéis, pela conversão dos hereges e pagãos, um trabalho ainda mais árduo. A tarefa é de preservar ou adquirir, defender ou atacar e, na frente de batalha, está a força de combate da Companhia de Jesus, os jesuítas. Essa companhia não é secular nem regular nos termos de seus estatutos; é, no entanto, um tipo subtil, intervindo quando e onde for conveniente, dentro e fora da Igreja. Resumindo: A Companhia de Jesus é o agente mais qualificado, mais perseverante, mais destemido e mais convicto da autoridade papal, como a descreveu um de seus melhores historiadores. Veremos de que maneira esse corpo de janízaros (tropa de choque) foi formado e que tipo de serviço inestimável dedicou ao papado. Verificaremos também o quanto esse zelo foi realmente efectivo, a ponto de se tornar indispensável à instituição que servia, exercendo tamanha influência que seu prior era chamado, e com razão, de o Papa Negro, pois tornava-se cada vez mais difícil distinguir, no governo da Igreja, a autoridade do papa e a do seu poderoso coadjutor.
O papa, não satisfeito em dar apenas o seu apoio pessoal a Hitler (maldito), concedeu dessa forma o apoio moral do Vaticano ao Reich nazista! Ao mesmo tempo em que o terror estava começando a reinar do outro lado do Reno, e era secretamente aceito e aprovado, os assim chamados camisa marron já tinham posto quarenta mil pessoas em campos de concentração. Os massacres organizados e perseguições se multiplicavam, ao som dessa marcha nazista (maldita, mil vezes maldita): Quando o sangue judeu escorrer pela lâmina, nos sentiremos melhor novamente. Durante os anos seguintes, Pio XII viu coisas ainda piores, sem se alterar. Não é de surpreender que os dirigentes católicos da Alemanha competissem entre eles na servidão ao regime nazista, encorajados que eram pelo seu mestre romano. Seria importante ler os delírios ensandecidos e as acrobacias verbais de teólogos oportunistas, dentre eles Michael Schmaus, o qual foi posteriormente elevado por Pio XII a alto dignatário da Igreja, e descrito como o grande teólogo de Munique pela publicação La Croix, em 2 de Setembro de 1954. Ou ainda um certo livro intitulado Katholisch Konservatives Erbgut, sobre o qual alguém escreveu: Esta antologia oferece-nos textos dos principais teóricos católicos da Alemanha, de Gorres a Vogelsang, fazendo-nos crer que o nacional-socialismo nasceu pura e simplesmente de ideias católicas (Gunther Buxbaum, Mercure de France, 15 de Janeiro de 1939).
Os bispos, obrigados a fazer um voto de obediência a Hitler (maldito), devido ao Tratado, sempre tentaram superar uns aos outros em sua devoção. Sob o regime nazista, constantemente encontramos o suporte fervoroso dos bispos em todas as correspondências e declarações de dignatários eclesiásticos. Tais documentos trazem à luz as acções secretas e pérfidas do Vaticano para a criação de conflitos entre as nações, quando serviam aos seus interesses. Com a ajuda de artigos conclusivos, mostramos o papel desempenhado pela Igreja na ascensão dos regimes totalitários na Europa. Estes testemunhos e documentos constituem uma denúncia esmagadora e, até ao momento, nenhum apologista se atreveu a desmenti-los. No dia 1 de Maio de 1938, o jornal Mercure de France lembrou do que havia dito quatro anos antes, e ninguém o desmentiu: Que o papa Pio XII foi quem fez Hitler. Ele veio ao poder, não tanto através dos meios legais mas, principalmente, por causa da influência do papa no Centrum (partido católico alemão). O Vaticano acredita que cometeu um erro político ao ajudar Hitler (maldito) indicando-lhe o caminho do poder? Parece que não... Pelo menos parecia que não quando isso foi escrito, ou seja, no dia seguinte ao Anschluss, ocasião na qual a Áustria se uniu ao Terceiro Reich; nem posteriormente, quando as agressões nazistas se multiplicaram; nem mesmo durante toda a II Guerra Mundial. Na verdade, no dia 24 de Julho de 1959, João XXIII, sucessor de Pio XII, conferiu Franz Von Papen, seu amigo pessoal, o título honorário de camareiro secreto. Este homem havia sido espião nos Estados Unidos durante a I Guerra Mundial e um dos responsáveis pela ditadura de Hitler e pelo Anschluss. Só algum tipo especial de cegueira pode nos impedir de ver factos tão claros». In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

Cortesia de FBN/JDACT

segunda-feira, 17 de março de 2014

A História Secreta dos Jesuítas. Edmond Paris. «De todos os factores integrantes da vida internacional de um século cheio de confusões e transtornos, um dos mais decisivos, e ainda não suficientemente reconhecidos, reside na ambição da Igreja Romana»

Cortesia de wikipedia

«Os homens mais perigosos são aqueles que aparentam muita religiosidade, especialmente quando estão organizados e detêm posições de autoridade, contando com o profundo respeito do povo, o qual ignora seu sórdido jogo pelo poder nos bastidores. Esses homens chamados religiosos, que fingem amar a Deus, recorrerão ao assassinato, incitarão revoluções e guerras, se necessário, em apoio à sua causa. São políticos ardilosos, inteligentes, gentis e de aparência religiosa, vivendo num obscuro mundo de segredos, intrigas e santidade mentirosa. Esse padrão humano, espiritualmente falando, pode ser verificado entre os escribas, fariseus e saduceus do tempo de Jesus Cristo. Os pastores primitivos observavam muito do antigo sistema babilónico, além da Teologia judaica e da Filosofia grega. Todos eles perverteram a maior parte dos ensinamentos de Cristo e de seus apóstolos, construindo as bases para a máquina do catolicismo romano, que estava por vir. Piamente, atacaram, perverteram, acrescentaram e suprimiram da Bíblia. Esse espírito religioso anticristão, trabalhando através deles, pode ser visto novamente quando Inácio de Loyola criou os jesuítas para, secretamente, atingir dois grandes objectivos da instituição católica romana: Poder político universal; Uma igreja universal, no cumprimento das profecias de Apocalipse.
No momento em que Inácio de Loyola apareceu em cena, a Reforma Protestante tinha danificado seriamente o sistema católico romano. Ele chegou à conclusão que a única possibilidade de sobrevivência para a sua igreja seria através do reforço dos cânones. Isso aconteceria não pelo simples aniquilamento das pessoas, conforme os frades dominicanos se incumbiam de fazer através da Inquisição (maldita), mas pela infiltração e penetração em todos os sectores da sociedade. O protestantismo deve ser conquistado e usado para o benefício dos papas, era a proposta pessoal de Inácio de Loyola ao papa Paulo III. Os jesuítas começaram a trabalhar imediatamente, infiltrando-se em todos os grupos protestantes, incluindo-se aí suas famílias, locais de trabalho, hospitais, escolas, colégios e demais instituições. Actualmente, têm sua missão praticamente concluída. A Bíblia coloca o poder de uma igreja local nas mãos de um pastor de Deus. Os astutos jesuítas, no entanto, conseguiram com sucesso tirar aquele poder das denominações evangélicas ao longo do tempo, tendo conseguido agora lançar quase todas as denominações protestantes nos braços do Vaticano. Isso foi exactamente o que Inácio de Loyola se propôs a atingir: uma igreja universal e o fim do protestantismo. Na medida em que o leitor for se aprofundando na leitura do livro A História Secreta dos Jesuítas, perceberá a existência de um paralelo entre os sectores religioso e político. O autor, Edmond Paris, revela a infiltração dos jesuítas nos governos e nações do mundo, para manipulação do curso da História, erguendo ditaduras, enfraquecendo democracias, abrindo caminho para a anarquia social, política, moral, militar, educacional e religiosa. Um escritor do século passado, Adolphe Michel, lembrava que Voltaire estimava em seis mil o número de obras publicadas sobre os jesuítas àquela época. A que número chegaremos um século depois?, perguntava Adolphe Michel, apenas para terminar em seguida: Não importa. Enquanto houver jesuítas, livros terão de ser escritos contra eles. Nada mais pode ser dito de novo sobre eles, mas as novas gerações de leitores surgem todos os dias, e esses leitores procurarão por livros velhos? A razão a qual acabamos de mencionar seria mais do que suficiente para justificar a retomada desse assunto exaustivamente discutido.
De facto, muitos dos primeiros livros retratando a história dos jesuítas não podem mais ser encontrados. Apenas em bibliotecas públicas ainda podem ser consultados, o que os torna inacessíveis à maior parte dos leitores. Com o propósito de informar sucintamente ao público em geral, pareceu-nos necessário um sumário dessas obras. Há também outra razão, tão importante quanto a que acabamos de mencionar. Ao mesmo tempo em que novas gerações de leitores surgem, novas gerações de jesuítas aparecem, e estes, trabalham ainda hoje, com os mesmos métodos tortuosos e tenazes com os quais tão frequentemente no passado fizeram funcionar os reflexos defensivos de nações e governos. Os filhos de Loyola, mais do que nunca, são a ala dominante da Igreja Romana. Tão bem disfarçados quanto antigos, continuam a ser os mais eminentes ultramontanos; os agentes discretos mas eficazes da Santa Sé em todo o mundo; os campeões camuflados de sua política; a arma secreta do papado.
Pelo facto da maioria das obras referentes aos jesuítas não mencionarem o papel primordial deles nos eventos que estão subvertendo o mundo nos últimos cinquenta anos, acreditamos ter chegado o momento de superarmos essa lacuna ou, mais precisamente, iniciarmos com nossa modesta contribuição um estudo ainda mais profundo sobre o assunto. Fazemo-lo, sem ignorar os obstáculos a serem enfrentados pelos autores não, apologistas, desejosos de tornarem públicos escritos sobre esse assunto tão incandescente. De todos os factores integrantes da vida internacional de um século cheio de confusões e transtornos, um dos mais decisivos, e ainda não suficientemente reconhecidos, reside na ambição da Igreja Romana. Seu desejo secular de estender sua influência ao Oriente fez dela o aliado espiritual do Pan-Germanismo e, ainda, sua cúmplice na tentativa de conquistar poder supremo, em duas ocasiões, 1914 e 1939, trazendo morte e ruína aos povos da Europa. O público praticamente ignora a responsabilidade absoluta do Vaticano e seus jesuítas no início das duas guerras mundiais, uma situação que pode ser parcialmente explicada pelos fundos gigantescos à disposição do Vaticano e seus jesuítas, dando-lhes poder em muitas esferas da vida social, especialmente a partir do último conflito. Na realidade, o papel desempenhado por eles nesses eventos trágicos, quase nem chegou a ser mencionado até o presente momento, à excepção dos apologistas, ansiosos por disfarçá-lo. É com o objectivo de corrigir isso e estabelecer os factos verdadeiros que apresentamos nesta e em outras obras a actividade política do Vaticano na actualidade, actividade esta que também conta com a participação dos jesuítas». In Edmond Paris, Histoire secrète des jésuites, A História Secreta dos Jesuítas, tradução de Josef Sued, 1997, Chick Publications, 21ª edição, Fundação Biblioteca Nacional, 2000, ISBN 093-795-810-7.

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