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domingo, 31 de agosto de 2014

Música Celta no 31. Salette Tavares. «No surgir da manhã chamei-te imagem na ternura maravilha do meu olhar de sede recolhi-te gota de desejo canto encontrado na sombra de meus dedos»

jdact


«O poço não é o mar
a rua não é o rio
janela não é castelo
o frio não vazio.
O olho não é a lua
o barco não é o peixe
caranguejo não é beijo
caravela não é vela.
A neve não é o lírio
o sorvete não é mel
sintoma não é suspiro
e folha não é papel.
Mariposa não é cor
laranja não é limão
ilusão não é amor
favo não é coração»


«No surgir da manhã chamei-te imagem
na ternura maravilha do meu olhar de sede
recolhi-te gota de desejo
canto encontrado na sombra de meus dedos.
De sonho te vesti.
Fui eu que te inventei os gestos, o sorriso,
o porte que te moves e respiras,
e, lentamente no meu seio atento,
todo o resto de calor que em mim trazia
foi sol que se vai pôr
multiplicado de volúpia e de fulgor»

JDACT

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Celta. Loreena Mckennitt, «Tan sucio está de soledad y barro que ya no ve la rosa del verano que sentencia con fúnebre perfume su desahuciado nombre en la navaja. La azada de su sexo ya oxidada no llegará a estrenar la primavera»

jdact


«En qué infierno proclama su dolor
la sombra más oscura?
Y si lo siente, ¿qué hondura exige,
a qué pozo hay que llegar para saciar
la sed de amargo vino negro
que hiere y emborracha con certero
navajazo las vísceras del sol?
Y si la sombra se enamora,
¿qué azabache ha de elegir
para adornar sus pechos y su sexo?
¿en qué boca de lobo morirá degollada?
(dentelladas nupciales de la bestia que en celo
excomulga a la albura con su pezuña atea)
¿de qué profunda mina sacará los metales
para hacerse las arras?
¿qué príncipe de luto riguroso,
en el tablero medieval del tiempo,
acuchilla a la dama con su espada de ónix
ganando la partida a la Edad Media?
Coronada de endrino,
con collares del más serio carbón,
¿no eres tú sombra mía la luz de lo más negro?
Al doblar tu esqueleto
y descubrir tus ojos en la testuz del alba,
¿no es acaso lo que llamamos muerte?»
Poema del Alma

JDACT

sábado, 12 de outubro de 2013

Enya. Celta. «As coisas que mais ocorrem na vida e são tidas pelos homens e/ou mulheres como o supremo bem resumem-se, ao que se pode depreender das suas obras. Por elas a mente se vê tão distraída que de modo algum poderá pensar em qualquer outro bem…»

Cortesia de wikipedia


«O homem começa por existir, isto é, o homem é de início o que se lança para um futuro e o que é consciente de se projectar no futuro. O homem é primeiro um projecto que se vive subjectivamente, em vez de ser musgo, podridão ou couve-flor; nada existe previamente a esse projecto; nada existe no céu ininteligível, e o homem será em primeiro lugar o que tiver projectado ser. Não o que tiver querido ser. Porque o que nós entendemos ordinariamente por querer é uma decisão consciente, e para a generalidade das pessoas posterior ao que se elaborou nelas. Posso querer aderir a um partido, escrever um livro, casar-me: tudo isto é manifestação de uma escolha mais original mais espontânea do que se denomina por vontade.
(...) Escreveu Dostoievsky: «Se Deus não existisse, tudo seria permitido.» É esse o ponto de partida do existencialismo. Com efeito, tudo é permitido se Deus não existe, e, por conseguinte, o homem encontra-se abandonado, porque não encontra em si, nem fora de si, a que agarrar-se. Ao começo não tem desculpa. Se, na verdade, a existência precede a essência, não é possível explicação por referência a uma natureza humana dada e hirta; dito de outro modo, não há determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade. Se, por outro lado, Deus não existe, não encontramos em face de nós valores ou ordens que legitimem a nossa conduta. Assim, não temos nem por detrás de nós nem à nossa frente, no domínio luminoso dos valores, justificação ou desculpas. Estamos sozinhos, sem desculpa. É o que exprimirei dizendo que o homem está condenado a ser livre.
Se suprimi Deus Pai, cumpre que alguém invente os valores. Temos de tomar as coisas como elas são. Aliás, dizer que inventamos os valores não significa senão isto: a vida não tem sentido a priori. Antes de vivermos, a vida é coisa nenhuma, mas é a nós que compete dar-lhe um sentido, e o valor não é outra coisa senão o sentido que tivermos escolhido».


JDACT

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Loreena Mckennitt: A Cultura Celta com elementos orientais





Loreena Isabel Irene McKennitt  é uma cantora canadense. Compositora, pianista e harpista, além de muitos outros dotes artísticos, Loorena é conhecida pelo seu estilo de música em estilo new age, celta e com tendências do Médio Oriente. Antes de iniciar um álbum, Loreena costuma estudar bem de perto os locais que vai «retratar» nas suas músicas.
Loreena juntou à cultura celta elementos da música oriental, introduzindo um toque erudito e utilizando instrumentos folclóricos, aliados aos sons eletrónicos obtidos através de sintetizadores. Tudo isto somado, o som aliado remete-nos para épocas indefinidas.