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domingo, 12 de agosto de 2012

Centro de Previsões Climáticas/NCEP/NWS. ‘Estatus’ do Sistema de Alerta de ENSO, El Niño/Oscilação Sul. Vigilância de El Niño. «Prevê-se que se desenvolvam condições de El Niño durante os meses de Agosto ou Setembro de 2012. Quase todos os modelos dinámicos, favorecem o desenvolvimento de El Niño»


Cortesia de NCEP/NWS

‘Prevê-se que se desenvolvam condições de El Niño durante os meses de Agosto ou Setembro de 2012’, prognóstico de 9 de Agosto de 2012.

Durante o mês de Julho de 2012, as condições de ENSO-neutral continuavam a reflectir-se, apesar das temperaturas sobre a ‘media’, na superfície do mar (SST, sigla em inglês) na parte leste do oceano Pacífico.

Anomalias ‘promedio’ na semana de 1 de Agosto de 2012, calculadas no período de 1981-2010

Reflectindo este aquecimento, a maioria dos valores nos índices semanais de El Niño permanecem próximo dos  +0.5°C.

Séries de tempo de áreas ‘medianas’ para as anomalias na temperatura,°C, da superfície do oceano (SST) nas regiões de El Niño [Niño-1+2 (0°-10°S, 90°W-80°W), Niño 3 (5°N-5°S, 150°W-90°W), Niño-3.4 (5°N-5°S, 170°W-120°W), Niño-4 (150°W-160°E y 5°N-5°S)]. As anomalias de SST são variações semanas do período base de 1981-2010.

As anomalias do conteúdo calórico do oceano (temperatura ‘media’ nos 300m superiores do oceano) permaneceram altas durante o mês, consistentes com uma extensa região com temperaturas sobre a ‘media’ na sub-superfície através do Pacifico equatorial.

Anomalias no conteúdo calórico, °C, para áreas ‘medianas’ do Pacífico equatorial (5°N-5°S, 180°-100°W). Período base de 1982-2010.

Secção de profundidade (0-300m) e longitude nas anomalias na temperatura da parte alta do oceano Pacífico, °C, para a semana de 1 de Agosto de 2012. As anomalias são ‘medianas’ entre 5°N-5°S. Período base de 1982-2010.

Ainda que as temperaturas na superfície e na sub-superfície estejam sobre a ‘media’, muitos aspectos da atmosfera tropical estavam inconsistentes com condições de El Niño. Os ventos na alta atmosfera e os ventos alísios nas camadas baixas estavam cerca da 'media’ ao longo do equador, enquanto que a convecção tropical aumentava sobre a Indonésia.

Anomalias na radiação de onda longa ‘media’ (OLR, sigla em inglês, W/m2) para o período de 7 de Julho a 1 de Agosto de 2012. As anomalias OLR calculam-se como desvios no período de 1979-1995.

Todavia, a convecção aumenta cerca do oeste da Linha Internacional de Mudança de Data, a qual eventualmente reflecte uma progressão para o El Niño. A ausência de uma clara resposta atmosférica nas anomalias oceânicas positivas indicam condições no desenvolvimento de El Niño neutral.
Quase todos os modelos dinâmicos, favorecem o desenvolvimento de El Niño desde Julho-Setembro de 2012. Como nos meses anteriores, alguns dos modelos estatísticos previam condições de ENSO-neutral durante os meses restantes de 2012, mas a ‘media’ dos prognósticos estatísticos de El Niño-3.4 aumentam em comparação com o mês anterior. Apoiado pelos modelos de prognósticos e a continuação do aquecimento através do Oceano Pacífico, existe um aumento na fiabilidade do desenvolvimento de El Niño de fraco a moderado durante a Primavera e Inverno de 2012-13. As condições de El Niño esperam-se que se desenvolvam durante Agosto ou Setembro de 2012.
A próxima discussão prognóstica de ENSO está programada para o pf dia 6 de Setembro de 2012».

Prognósticos das anomalias da temperatura da superfície do oceano (SST) para El Niño 3.4 na região (5°N-5°S, 120°W-170°W). Cortesia do Instituto de Investigação Internacional (IRI, sigla em inglês) para Clima e Sociedade.

In Centro de Previsão do Clima, Centros Nacionais de Previsão Ambiental, NOAA / Serviço Nacional do Tempo.

Cortesia de NECP/NWS/JDACT

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Estado de Alerta de ENSO. Advertência de La Niña. «Prevê-se que as condições de La Niña continuem durante o Inverno, 2011-2012, no Hemisfério Norte»

Cortesia de noaa

El niño/southern oscillation (ENSO) diagnostic discussion. Iissued by climate prediction center/ncep/nws. 10 november 2011.
ENSO alert system status: la niña advisory

Synopsis: La Niña is expected to continue through the Northern Hemisphere winter 2011-12
«During October 2011, below-average sea surface temperatures (SST) associated with La Niña conditions strengthened across the east-central equatorial Pacific Ocean (Fig. 1). As a result, the recent weekly SST index values in the Niño-3.4 and Niño-3 regions dropped to near –1.0°C (Fig. 2). Also, the oceanic heat content (average temperature in the upper 300m of the ocean, Fig. 3) remained below-average, reflecting an extensive area of below-average temperatures at depth (Fig. 4). The atmospheric circulation over the global tropics featured strong week-to-week variability during October in response to the Madden Julian Oscillation (MJO). Averaged over the month, convection remained suppressed near the Date Line in association with La Niña, but was near-normal over Indonesia as the MJO acted to offset the increased convection typically associated with La Niña (Fig. 5). In addition, anomalous low-level easterly and upper-level westerly winds shifted into the western Pacific and over Papua New Guinea. Collectively, these oceanic and atmospheric patterns reflect the continuation of La Niña conditions, although modified slightly by the MJO.

A majority of the models now predict La Niña to continue through the Northern Hemisphere winter (Fig. 6) and then gradually weaken after peaking during the November – January period. The models are roughly split between those that predict La Niña to remain weak (3-month average in the Nino-3.4 region less than -0.9°C) and those that predict a stronger episode. Over the last half-century, La Niña events that were preceded by ENSO-neutral conditions during the Northern Hemisphere summer (May-August) were less likely to attain strong amplitude (less than –1.5°C) the following winter. This observation, in combination with the model forecasts, favors a weak-to-moderate strength La Niña during the Northern Hemisphere winter.

During November 2011-January 2012, there is an increased chance of above-average temperatures across the south-central U.S. with the odds favoring below-average temperatures over the north-central U.S. Also, above-average precipitation is favored across the northern tier of states, excluding New England, and drier-than-average conditions are more probable across the southern tier of the U.S. (see 3-month seasonal outlook released on 20 October 2011).

This discussion is a consolidated effort of the National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), NOAA’s National Weather Service, and their funded institutions. Oceanic and atmospheric conditions are updated weekly on the Climate Prediction Center web site (El Niño/La Niña Current Conditions and Expert Discussions). Forecasts for the evolution of El Niño/La Niña are updated monthly in the Forecast Forum section of CPC's Climate Diagnostics Bulletin. The next ENSO Diagnostics Discussion is scheduled for 8 December 2011. To receive an e-mail notification when the monthly ENSO Diagnostic Discussions are released, please send an e-mail message to: ncep.list.enso-update@noaa.gov». In Climate Prediction Center, National Centers for Environmental Prediction, NOAA/National Weather Service, Camp Springs, MD 20746-4304

Figure 1. Average sea surface temperature (SST) anomalies (°C) for the week centered on 2 November 2011. Anomalies are computed with respect to the 1971-2000 base period weekly means (Xue et al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).

Figure 2. Time series of area-averaged sea surface temperature (SST) anomalies (°C) in the Niño regions [Niño-1+2 (0°-10°S, 90°W-80°W), Niño 3 (5°N-5°S, 150°W-90°W), Niño-3.4 (5°N-5°S, 170°W-120°W), Niño-4 (150ºW-160ºE and 5ºN-5ºS)]. SST anomalies are departures from the 1971-2000 base period weekly means (Xue et al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).

Figure 3. Area-averaged upper-ocean heat content anomaly (°C) in the equatorial Pacific (5°N-5°S, 180º-100ºW). The heat content anomaly is computed as the departure from the 1982-2004 base period pentad means.

Figure 4. Depth-longitude section of equatorial Pacific upper-ocean (0-300m) temperature anomalies (°C) centered on the week of 30 October 2011. The anomalies are averaged between 5°N-5°S. Anomalies are departures from the 1982-2004 base period pentad means.

Figure 5. Average outgoing longwave radiation (OLR) anomalies (W/m2) for the four-week period 10 October – 4 November 2011. OLR anomalies are computed as departures from the 1979-1995 base period pentad means.

Figure 6. Forecasts of sea surface temperature (SST) anomalies for the Niño 3.4 region (5°N-5°S, 120°W-170°W). Figure courtesy of the International Research Institute (IRI) for Climate and Society. Figure updated 18 October 2011.

Cortesia da NOAA/JDACT

sábado, 11 de junho de 2011

El Niño/Oscilação Sul (ENSO, em inglês): Estado de Alerta de ENSO. Advertência Final de La Niña. «Espera-se que continuem, pelo menos, no Verão de 2011 no Hemisfério Norte»

Cortesia de noaa

Estado de Alerta de ENSO: Advertência Final de La Niña.
Sinopse: Condicões de ENSO-neutral se desenvolveram. Espera-se que continuem, pelo menos, no Verão de 2011 no Hemisfério Norte.
Uma transição de La Niña a condições de ENSO-neutral ocorreram durante o mês de Maio de 2011 como foi indicado pelas anomalias, geralmente pequenas, na temperatura da sub-superfície do oceano (SSTs em inglês) através do Oceano Pacífico Equatorial a leste da Linha de Variação.(Fig. 1). Os últimos valores semanais do índice de El Niño (Fig. 2) mostraram SSTs próximo da média no centro e leste-central do Pacífico Equatorial (índice de +0.7°C do Niño-1+2).



Figuras 1 e 2
Cortesia noaa

As anomalias do conteúdo calórico da sub-superfície oceânica (temperaturas médias nos 300m superiores do oceano, Fig. 3) permaneciam elevadas, mas relativamente constantes durante o mês, reflectindo uma grande área de temperaturas acima da média em profundidade (Fig. 4). Consistentemente com outras transições a condições de ENSO-neutral, as anomalias na circulação atmosférica continuavam mostrando alguns rasgos consistentes com La Niña, ainda que más débil. La convecção aumentou sobre o leste da Indonésia e esteve suprimida sobre o centro do Pacífico Equatorial (Fig. 5).



Figuras 3, 4 e 5
Cortesia noaa

As tendências actuais observadas, junto com os prognósticos da maioria dos modelos de ENSO, indicam que as condições de ENSO-neutral continuarão durante o Verão de 2011 no Hemisfério Norte (o índice do Niño-3.4 entre –0.5°C y +0.5°C; Fig. 6). A partir de então, a maioria dos modelos e todos os multi-modelos (identificados por uma linha grossa) predizem a continuação de ENSO-neutral durante o resto do ano de 2011». In NOAA, 9 de Junho de 2011.

Figura  6
Cortesia de noaa

Cortesia de NOAA/JDACT

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tim Flannery. O Clima está nas Nossas Mãos: «A parte El Niño do ciclo começa com um despertar de ventos tropicais, permitindo que a superfície tépida da água flua novamente para Oriente, subjugando a fria «Corrente Humboldt» e libertando humidade para a atmosfera. À medida que os gases com efeito de estufa aumentam na atmosfera, começaremos a viver condições do tipo El Niño com mais frequência»



Cortesia de southwestclimatechange


Portões mágicos, El Niño e La Niña
«O efeito do aquecimento global no clima da Terra é um pouco como colocar um dedo em cima de um interruptor de luz. Por um momento nada acontece mas, se aumentarmos a pressão, há um ponto em que subitamente algo muda e num estalido dá-se a passagem de um estado a outro.
A climatologista Julia Cole refere-se aos saltos do clima como «portões mágicos» e defende que, desde que as temperaturas começaram rapidamente a subir na década de 1970, o nosso planeta testemunhou dois desses acontecimentos, em 1976 e em 1998.

Em 1998, surgiu uma ligação do portão mágico ao ciclo El Niño-La Niña, um ciclo com a duração de 2 a 8 anos e que traz consigo eventos climáticos extremos à maior parte do mundo. O nome El Niño, que em castelhano se refere «a Cristo criança», foi inventado por pescadores peruanos que se aperceberam de uma corrente tépida que com frequência se fazia sentir nas suas zonas de pesca na altura do Natal. La Niña significa a menina e refere-se a um período de arrefecimento no oceano ao largo da América do Sul.



Cortesia de wikipedia
Durante a fase de La Niña, os ventos sopram na direcção do Ocidente atravessando o Pacífico, empurrando a superfície morna da água em direcção à costa australiana e às ilhas a norte desta. Com as águas tépidas levadas para Ocidente, a fria «Corrente Humboldt» pode emergir percorrendo a costa do Pacífico da América do Sul, transportando consigo nutrientes que alimentam a pescaria mais prolífera no mundo, a anchoveta.

A parte El Niño do ciclo começa com um despertar de ventos tropicais, permitindo que a superfície tépida da água flua novamente para Oriente, subjugando a «Humboldt» e libertando humidade para a atmosfera, o que leva a que os habitualmente áridos desertos peruanos fiquem alagados. A água mais fria emerge agora no distante Pacífico ocidental. Ela não se evapora tão prontamente como a água tépida, portanto a seca atinge a Austrália e o Sueste Asiático.
Quando um El Niño é suficientemente intenso, pode devastar dois terços do planeta com secas, inundações e outros fenómenos climáticos extremos.




Cortesia de wikipedia
O ano El Nino de 1997-98 foi baptizado pelo Fundo Mundial para a Natureza, actual WWF, como «o ano em que o mundo se incendiou». A seca dominou uma grande parte do planeta. Em todos os continentes lavraram incêndios, mas foi nas normalmente húmidas florestas tropicais do Sueste Asiático que os mesmos atingiram o seu auge. Aí, 10 milhões de hectares arderam, dos quais metade eram floresta tropical antiga. Na ilha do Bornéu, perderam-se 5 milhões de hectares, uma área quase do tamanho da Holanda.
Muitas das florestas ardidas nunca recuperarão dentro de uma escala de tempo significativa para os seres humanos. E provável que o impacto na fauna única do Bornéu nunca venha a ser totalmente conhecido.

À medida que os gases com efeito de estufa aumentam na atmosfera, começaremos a viver condições do tipo El Niño com mais frequência.
Eventos do tipo El Niño severo podem alterar permanentemente o clima. O evento de 1998 libertou energia térmica suficiente para fazer subir a temperatura global em cerca de 0,3ºC. Desde então, as águas da zona central do Pacífico Ocidental atingiram com frequência os 30ºC, enquanto o «jet stream» se desviou para o Pólo Norte. O novo regime climático também parece tender a produzir mais El Niños extremos. Os investigadores que pretendem documentar a resposta da natureza às alterações do clima recorrem muitas vezes aos apontamentos tirados por observadores de pássaros, pescadores e outros observadores da natureza.

Cortesia de severewx.atmos
Alguns desses registos são muito extensos. Uma família inglesa registou a data em que ouviu os primeiros coaxares de rãs e sapos na sua propriedade, todos os anos entre 1736 e 1947. Antes de 1950 existe pouca evidência de qualquer tendência nestes registos mas, ao longo dos últimos 55 anos, emergiu um padrão muito forte em todo o planeta. As espécies mudaram-se para mais perto dos pólos, a uma média de cerca de seis quilómetros por década. Recuaram para as encostas de montanhas a uma média de 6,1 metros por década. Similarmente, a actividade de Primavera adiantou-se em cerca de 2,3 dias por década». In Tim Flannery, O Clima está nas Nossas Mãos, História do Aquecimento Global, Oficina do Livro-Estrela Polar, 2008, ISBN 978-972-8920-93-0.

Cortesia de Oficina do Livro/JDACT

sábado, 7 de maio de 2011

El Niño, Oscilação sul, ENSO: Estado de Alerta de ENSO, advertência de La Niña. Espera-se que se desenvolvam condições de ENSO-neutral durante os meses de Maio a Junho de 2011 e que continue durante o Verão no Hemisfério Norte

Cortesia de noaa

El Niño, Oscilação sul, ENSO
Centro de Previsões Climáticas/NCEP/NWS
Estado de Alerta de ENSO, advertência de La Niña

Sinopse: Espera-se que se desenvolvam condições de ENSO-neutral durante os meses de Maio a Junho de 2011 e que continue durante o Verão no hemisfério norte.

Cortesia de noaa

Durante o mês de Abril de 2011, La Niña continuou a enfraquecer devido a um aumento na anomalia da temperatura da superfície e subsuperfície do Oceano Pacífico equatorial. Os últimos índices semanais do El Niño reflectem temperaturas da superfície do mar (SST) abaixo da normal no Pacífico central e leste central (-0,6ºC na região de El Niño 4 e Niño 2.4), e temperaturas da superfície da superfície do mar cerca da normal e acima da normal na parte leste do Oceano Pacífico (-0,1ºC na região do El Niño 3 e +0,8ºC na região El Niño 1+2), figuras 1 e 2.


Figuras 1 e 2
Cortesia de noaa
As anomalias do conteúdo calórico da subsuperfície oceânica (temperaturas normais nos 300 metros do oceano, figura 3) aumentaram levemente, figuras 4 e 5.

Figura 3

Figuras 4 e 5
Cortesia de noaa
Além disto, as anomalias nos vento de leste nos níveis baixos e de oeste nos níveis altos da troposfera persistiram na região. Colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem um a debilidade da La Niña, mas com uma continuação nos impactos globais.
As tendências observadas, são iguais aos prognósticos de quase todos os modelos matemáticos de ENSO, indicando que La Niña continua a enfraquecer nos próximos meses, com a indicação de ENSO neutral para MAIO-JUNHO-JULHO de 2011, fig 6.

Figura 6
Cortesia de noaa
 
Cortesia de NOAA/NCEP/NWS/JDACT

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Centro de Previsões Climáticas: Estado de Alerta de ENSO, Vigilância de La Niña / Advertência final de El Niño

Centro de Previsões Climáticas/NCEP/NWS
Estado de Alerta de ENSO (El Niño Oscilação Sul) : Vigilancia de La Niña / Advertencia Final de El Niño. Comunicado de ontem, dia 3 de Junho de 2010.

Cortesia da NOAA

Sinopse: Condicões favoráveis para la transição de La Niña durante Junho - Agosto 2010.

Transcrevo na íntegra o Comunicado emitido ontem (3 de Junho de 2010) pela NOAA, em língua castelhana.  
«El Niño se disipó durante el mes de mayo 2010 ya que las anomalías positivas de la temperatura de superficie del mar ecuatorial (SST por sus siglas en inglés) disminuyeron rápidamente a través del Océano Pacífico Ecuatorial y las anomalías negativas de las SST surgieron a través de la mitad este del Pacífico (Fig. 1). Todos los índices de El Niño disminuyeron entre 0.5°C a 1.0°C durante el mes (Fig. 2).
Cortesia de NOAA
Desde finales de febrero, las anomalías del contenido calórico de la subsuperficie (temperaturas promedio en los 300m superiores del océano, Fig. 3) han disminuído continuamente. Las temperaturas bajo lo normal han aumentado en la profundidad y actualmente se extienden a la superficie en parte del océano Pacífico (Fig. 4).
Cortesia de NOAA
Además, durante el mes de mayo, el aumento en convección persistió sobre Indonesia, mientras el área de convección suprimida se fortaleció y expandió sobre el Pacífico tropical central (Fig. 5). Los vientos alisios del este en los niveles bajos se fortalecieron sobre el oeste del Pacífico y el Pacífico central-ecuatorial, y las anomalías en los vientos del oeste en los niveles altos prevalecieron sobre el Pacífico este-central. Colectivamente, estas anomalías oceánicas y atmosféricas reflejan el deceso de El Niño y el regreso de condiciones de ENSO-neutral.
Cortesia de NOAA
La mayoría de los modelos predicen condiciones de ENSO-neutral (entre -0.5°C a +0.5°C en la región de Niño-3.4) hasta principios del 2011 (Fig. 6). Sin embargo, durante los meses pasados, un creciente número de modelos, incluyendo el Sistema de Pronósticos del Clima (CFS por sus siglas en inglés) de NCEP, indican el comienzo de condiciones de La Niña durante los meses de junio-agosto de 2010.
Cortesia de NOAA
La confianza en estos modelos de pronósticos más fríos ha aumentado, siendo apoyado por las observaciones recientes que muestran las tendencias de enfriamiento en el Océano Pacífico y señales de asociación con la circulación atmosférica. Por lo tanto, las condiciones están favorables para una transición a condiciones de La Niña durante los meses de junio-agosto 2010.
Esta discusión es un esfuerzo consolidado de la Administración Nacional Oceánica y Atmosférica (NOAA por sus siglas en inglés), el Servicio Nacional de Meteorología de NOAA y sus instituciones afiliadas. Las condiciones oceánicas y atmosféricas son actualizadas semanalmente en la página de Internet del Centro de Predicciones Climáticas
Condiciones_actuales_de_El_Niño/La_Niña_y_Discusión_de_Expertos). Los pronósticos sobre la evolución de El Niño/La Niña son actualizados mensualmente en la sección Foro_de_Pronóstico del Boletín de Diagnóstico Climático del Centro de Predicciones Climáticas (CPC por sus siglas en inglés). La próxima Discusión Diagnóstica de ENSO está programada para el 8 de julio de 2010». In Cortesia de NOAA.
Cortesia da NOAA/JDACT

domingo, 30 de maio de 2010

El Niño, Oscilação Sul (ENSO): Enfraquecimento do El Niño. Aumento da possibilidade do desenvolvimento da La Niña durante o segundo semestre de 2010

O fenómeno El Niño em 19 de Maio
Cortesia NOAA
Todos as previsões apontam para uma uma transição nas condições do El Niño, como estava previsto, para uma característica neutral em Junho de 2010 e assim continuará durante o Verão no Hemisfério Norte.

O fenómeno El Niño tem vindo a enfraquecer a sua actividade, com as anomalias das temperaturas da superfície do mar (doravante SST) a diminuinrem no Oceano Pacífico Equatorial. No entanto, as anomalias de SST ainda excedem +0,5ºC em grande parte do Oceano, mas o conteúdo calórico na sub-superfície tem diminuindo de forma constante. Os ventos alísios equatoriais de leste nos níveis baixos na troposfera mantiveram-se quase normais, enquanto que os ventos de oeste, anómalos nos níveis altos prevaleceram sobre o Oceano Pacífico Central durante a maior parte do mês de Abril. Assim sendo e colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem o enfraquecimento do El Niño.
Quase na totalidade dos modelos prevêem uma diminuição das anomalias do SST na região Niño 3-4 durante o Verão de 2010 no H. N. No entanto, os modelos também afirmam que para o período de Julho - Setembro do ano em curso, haja o surgimento das condições da La Niña (fenómeno oposto). Deste modo, haverá um aumento crescente das anomalias negativas de SST na região Niño 3-4. Estes prognósticos, associados a vários indicadores oceânicos e atmosféricos, sugerem um aumento da possibilidade do desenvolvimento da La Niña durante o segundo semestre de 2010.
A próxima discussão sobre o ENSO está programada para a primeira semana de Junho, o mês em que se inicia a época dos ciclones tropicais no Atlântico Norte, Caraíbas e Golfo do México.
Richard Reynolds
Análise dos valores da temperatura da água  em 22 de Maio
Cortesia NOAA
Richard Reynolds
Anomalia dos valores da temperatura da água em 22 de Maio
Cortesia NOAA

Os valores médios da temperatura da água em Junho
Cortesia de Richard Reynolds
Se há o surgimento da La Niña no Pacífico Central e para que haja equilíbrio térmico, a temperatura da água superficial do Atlântico Norte irá registar um aumento do seu valor médio. Este facto implica, de entre outros fenómenos atmosféricos, que a actividade dos ciclones tropicais seja real e preocupante.
Na actualidade. O Golfo do México e Caraíbas.
Imagem de satélite das 17:45 UTC
Cortesia da NOAA/JDACT