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sábado, 31 de dezembro de 2011

Instituto de Meteorologia. 65 Anos ao Serviço do País e dos Cidadãos: Passa a Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Cortesia de IM

O que me interessa sobretudo na História do SNM, INMG, IM IP, seria dar-lhe conteúdo actual, melhor, manter a designação de Meteorologia de Portugal (como acontece em todos os países ligados à ONU). No presente, ao mudarem a sua designação para Instituto Português do Mar e da Atmosfera, IP, que aparece no DR nº 249, o seu conteúdo eterno pode manter-se no seu seio, mas ao fim de 65 anos de vida cheia de sucessos e de salvaguarda de vidas humanas e materiais, para ser simples no pensamento, acaba por parecer como um arqueológico episódio do passado.

A História é sempre simples quando é entendida pela lógica. O IM, IP vai ser sempre humilde para entender a História do Presente. A vontade dos homens nem sempre será entendida como fonte de Criação. Nos grandes momentos, quiçá, na actualidade, todos são heróis dos Descobrimentos, viajam sempre na ideia vaga que desempenham a perfeição.

O descobrir, pode não ter o aplauso do público, mesmo que este tenha estudado muita geometria ou trigonometria.

Cortesia de IM
 
JDACT

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Os Templários na Formação de Portugal: Introdução. «Existe ainda, no nosso país, uma cultura de investigação muito ligada às fontes documentais em prejuízo das denominadas «fontes não-escritas», ou seja, do estudo dos monumentos, das obras de arte, dos símbolos gravados nos documentos»

Mapa dos Templários em Portugal
Séculos XII-XIII
Cortesia de esquilo 

Os Templários na formação de Portugal
«No quadro do renascimento actual da abordagem das grandes questões da espiritualidade, o interesse pelos misteriosos cavaleiros do Templo não tem parado de crescer por todo o mundo ocidental, incluindo Portugal. No nosso país, existe mesmo uma simpatia generalizada por estes monges-guerreiros, nomeadamente nos locais onde a sua presença foi mais forte. Tomar é disso um exemplo paradigmático. Contudo, e paradoxalmente, o estudo da presença templária em Portugal está por realizar. Tanto os investigadores nacionais, como os especialistas internacionais desta temática, só nos últimos anos e em número escasso têm mostrado algum interesse pela obra do Templo no território lusitano. De qualquer modo, é necessário um aturado e metódico estudo científico das fontes escritas e não-escritas. Estamos convencidos de que tal pode contribuir bastante para iluminar o nosso conhecimento acerca dos primeiros séculos da nacionalidade e de algumas das características que constituem a identidade portuguesa.

Cortesia de virtualiaomanifesto

Nascendo ao mesmo tempo que o reino português, a ordem do Templo teve, nestes lugares, uma expansão fulgurante, passando a dominar praticamente toda a região entre o Tejo e o Mondego (na época, zona do instável território fronteiriço). Situou-se igualmente, desde os primeiros tempos, em Sintra e Braga.
Se é um facto que a Terra santa de Jerusalém não teria ficado na posse de um reino cristão ocidental durante os séculos XII e XIII, sem o contributo dos cavaleiros do Templo; não é menos verdade que tão-pouco Portugal se teria formado tão rapidamente e com tanta solidez sem esse mesmo apoio. Apesar disso, a historiografia oficial tem persistido em se alhear dessa realidade. Esta omissão é parcialmente compreensível.
Existe ainda, no nosso país, uma cultura de investigação muito ligada às fontes documentais em prejuízo das denominadas «fontes não-escritas», ou seja, do estudo dos monumentos, das obras de arte, dos símbolos gravados nos documentos.

Cortesia de virtualiaomanifesto
As tradições populares têm sido inventariadas, embora haja um longo trabalho a desenvolver na descodificação das mensagens que elas emitem através dos arquétipos ocultos. Como exemplo do estudo das fontes não-escritas, temos a utilização da arqueoastronomia para melhor compreender os monumentos pré-históricos, menires e antas, que têm evidenciado o elevado saber astronómico desses construtores. É indubitável que este tipo de investigação é necessário para entrar no mundo dos Templários. Estes misteriosos cavaleiros deixaram toda uma mensagem através dos seus monumentos e dos símbolos que neles insculpiram. Assim sendo, é imprescindível um conhecimento sólido da ciência dos símbolos e da tradição esotérica para tornar inteligível o universo templário. os símbolos deixados pelas culturas de todo o planeta são hoje estudados em universidades de todo o mundo e, ultimamente, o esoterismo tem deixado de ser tabu para muitas cátedras. Todavia, existe em Portugal, mesmo entre os universitários, um divórcio entre os historiadores tradicionais e os investigadores ligados ao esoterismo, à antropologia, à filosofia... Este divórcio gera, quanto a nós, falta de rigor e dá espaço às «fantasias esotéricas» (que de esotérico nada têm) que abundam no mercado». In Paulo Alexandre Loução, Os Templários na Formação de Portugal, Edições Esquilo, 9ª edição 2004, ISBN 972-97760-8-3.

Cortesia de Esquilo/JDACT

domingo, 29 de agosto de 2010

O Museu da Cidade: Projecto Integrado de Estudo e Valorização da «Cerca Velha» de Lisboa

Cortesia do Museu da Cidade

«Cerca Velha» de Lisboa
Localização: Vertente Sul da colina do Castelo.

Cortesia do MdaC

As descrições mais antigas deste importante sistema defensivo datam do séc. XI, altura em que a cidade de Lisboa se encontrava sob o domínio muçulmano. Os recentes trabalhos arqueológicos desenvolvidos ao longo do seu traçado comprovaram, no entanto, que alguns dos seus alinhamentos remontam ao período romano. Com uma extensão aproximada de 2 km, em parte demolida ou camuflada pelas construções, conserva ainda visíveis troços e torres de grande monumentalidade, sobretudo nos lanços oriental e ribeirinho. Durante séculos foi a única estrutura defensiva da cidade, moldando e condicionando a malha urbana que chegou até aos nossos dias. Continua a ser um elemento marcante na paisagem urbana actual, não só como um importante testemunho do passado mas também como um organismo vivo em constante interacção com as vivências daqueles que hoje habitam a cidade (por exemplo, o local das antigas portas continua a servir de ligação entre o espaço intra-muros e a área exterior).

Arco de Jesus, antiga porta do Furadouro
Cortesia do MdaC
Foi classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, com a designação de Castelo de S. Jorge e restos das cercas de Lisboa.

Este projecto multidisciplinar, coordenado pelo Museu da Cidade e no qual participam diversos serviços da autarquia de Lisboa e outras entidades externas, apresenta uma base de investigação científica cujos resultados constituirão uma mais valia para a valorização/divulgação do monumento. Deste modo, de entre outros objectivos, pretende-se:
  • Estabelecimento de um programa de valorização da muralha que consistirá na criação de um percurso pedonal devidamente identificado com sinalética orientadora e informativa; instalação de suportes informativos complementares nos locais de maior complexidade interpretativa; encaminhamento do público para pontos estratégicos – Observatórios – onde poderão percepcionar o traçado da muralha muitas vezes apenas fossilizado na malha urbana actual; disponibilização de material de divulgação diverso;
  • Confirmar ou infirmar o traçado proposto na obra do Olisipógrafo Augusto Vieira da Silva; esclarecer a origem e cronologia dos traçados conhecidos e sua evolução; confirmar a origem e localização de algumas portas e a orientação dos principais eixos viários; contribuir para o conhecimento da estruturação e evolução da malha urbana;
  • Dar continuidade aos trabalhos multidisciplinares que o Museu da Cidade tem vindo a desenvolver desde 2001, alguns inseridos em obras municipais, outros realizados já no âmbito do estudo, conservação e integração da muralha para fruição pública. De salientar as acções conseguidas através do apoio de entidades privadas, cuja sensibilização e interesse por esta temática, tem vindo a crescer.
  Rua da Judiaria, troço de muralha com cubelo.
Modelação 3D da «Cerca Velha»
 reconstituição paleotopográfica da colina do castelo
Cortesia do MdaC
 
Cortesia do Museu da Cidade/JDACT