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sexta-feira, 11 de março de 2011

Silva Porto: «A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na própria Natureza. É tido como um dos fundadores do naturalismo em Portugal»

(1850-1893)
Porto
Cortesia de miguel7

António Carvalho da Silva foi um pintor, que mais tarde adoptaria para apelido o nome da sua cidade natal, ficando conhecido por Silva Porto.

Estudou na Academia Portuense de Belas Artes, estagiou em Paris (1876-1877) e em Itália (1879). Em 1880 realiza uma exposição de quadros paisagísticos inundados de luz, tendo D. Fernando adquirido o quadro Charneca de Belas. Fez parte do chamado Grupo do Leão, juntamente com António Ramalho, João Vaz, José Malhoa, Cesário Verde, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro. Entre outros galardões, recebeu a medalha de ouro da Exposição Industrial Portuguesa de 1884 e a primeira medalha do Grémio Artístico.


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A sua pintura, cheia de luz e cor, é sobretudo inspirada na própria Natureza. É tido como um dos fundadores do naturalismo em Portugal. Encontra-se largamente representado no Museu do Chiado, em Lisboa, e no Museu Nacional de Soares dos Reis no Porto.

Cortesia de wikipédia/JDACT

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Museu Nacional Soares dos Reis: Exposição TRANSPARÊNCIA-ABEL SALAZAR E O SEU TEMPO, UM OLHAR. O afastamento da vida académica permite-lhe desenvolver uma produção artística variada na temática e na expressão plástica

(1889-1946)
Guimarães
Cortesia do Correio do Porto

Cortesia de aarteemportugal

Um Projecto da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.
Organização: Museu Nacional Soares dos Reis; Casa-Museu Abel Salazar; Reitoria da Universidade do Porto.

Transparência - Abel Salazar e o seu tempo, um olhar
Museu Nacional Soares dos Reis
Até 27 de Novembro de 2010

Com a devida vénia do Correio do Porto.

«Abel Salazar, médico cientista e artista plástico, é um caso singular no panorama cultural português e uma das personalidades mais prestigiadas da I República, que não pode ser avaliado somente numa perspectiva disciplinar. A exposição TRANSPARÊNCIA – ABEL SALAZAR E O SEU TEMPO, UM OLHAR, organizada em torno da sua obra plástica, pretende contribuir para uma melhor compreensão e posicionamento histórico do seu trabalho à luz do pensamento actual.
Abel Salazar não só aprofundou o estudo do corpo biológico, através da microscopia, como estreitou os laços com o corpo social através da arte, utilizando diversas técnicas: o desenho, a pintura, a escultura. Além disso, produziu uma importante obra teórica, em que convergem arte, ciência e filosofia, que organiza todo um corpo de saber. Para pensar a sua obra no presente é importante entender não só a exemplar coerência interna do seu discurso e da sua prática, como também a relação que estabelece com os movimentos artísticos mais relevantes da época, nuns casos de empatia (como é o caso do impressionismo) noutros de oposição e corte ideológico (como é o da «arte pela arte» modernista) mas nunca de completa identificação.

Cortesia de mnsr.imc-ip
 Estarão expostas cerca de duas centenas de obras de arte (pintura e desenho) da autoria de Abel Salazar e de alguns dos artistas mais relevantes do naturalismo, do impressionismo e do modernismo português, como Henrique Pousão, Silva Porto, António Carneiro, Columbano Bordalo Pinheiro, Amadeo de Souza Cardoso, Mário Eloy, Almada Negreiros, Vieira da Silva, Júlio Pomar, etc.
As obras expostas são provenientes das colecções da Casa-Museu Abel Salazar, do Museu Nacional Soares dos Reis, do Museu do Chiado, da Fundação Arpad Szenes/Viera da Silva e de colecções privadas.
O catálogo, além da documentação fotográfica da exposição e uma cronologia do tempo de Abel Salazar, contém estudos da autoria de Manuel Valente Alves, Maria do Carmo Serén e José Luís Porfírio». In Manuel Valente Alves, Comissário da Exposição.


O afastamento da vida académica permite a Abel Salazar desenvolver uma produção artística variada na temática e na expressão plástica: gravura, pintura (paisagens, retratos, ilustração da vida da mulher trabalhadora e da mulher parisiense), pintura mural, aguarelas, desenhos, caricaturas, escultura e cobres martelados (caso único entre os artistas contemporâneos).
Para Amândio Silva, Director artístico da Casa-Museu durante quase 50 anos, Abel Salazar «como pintor foi sempre um intérprete de uma realidade social do seu tempo. As variadas técnicas que sofregamente o vemos experimentar são umas das facetas mais notáveis do seu temperamento de artista e da sua capacidade polivalente».




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Cortesia de circuloarturbual

Cortesia do Correio do Porto/Museu Nacional Soares dos Reis/JDACT

domingo, 16 de maio de 2010

O Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto): O primeiro Museu Público de arte do país. Foi fundado em 1833 sob a égide do liberalismo.

Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
O Museu Nacional de Soares dos Reis está instalado no Palácio dos Carrancas, construção de finais do séc XVIII que sofreu várias adaptações para esta nova função.
O Museu Nacional de Soares dos Reis é o primeiro museu público de arte do país, tendo sido fundado em 1833 sob a égide do liberalismo. Destinou-se a recolher os bens confiscados aos conventos abandonados do Porto e aos extintos de fora do Porto (mosteiros de S. Martinho de Tibães e de Santa Cruz de Coimbra). O saque decorreu durante a guerra civil que opôs absolutistas e liberais, chefiados pelo regente D. Pedro, duque de Bragança.
Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
Com a designação de Museu Portuense de Pinturas e Estampas, instalou-se no Convento de Santo António, na zona oriental da cidade (Jardim de S. Lázaro), sob direcção do pintor João Baptista Ribeiro. Seguia um programa cultural e pedagógico inovador, de apoio aos artistas da Academia Portuense de Belas Artes e divulgação da arte mediante a organização de exposições públicas. Foi confirmado por D. Maria II em 1836, no âmbito das reformas da instrução pública levadas a cabo pelo ministro Passos Manuel.
Em 1839 o acervo do Museu transitou para a direcção da Academia Portuense de Belas-Artes, o que levou a um fortalecimento da relação entre o museu e o ensino artístico no século XIX. O contributo da galeria de S. Lázaro consistia na organização das exposições trienais que tiveram como resultado a reunião de pintura e escultura do Porto oitocentista. Esta colecção forma uma das partes mais consistentes do acervo documentando o retrato, a cena de costumes e a paisagem de influência naturalista.

Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
No âmbito das reformas institucionais da República em 1911, com uma política museológica descentralizada e tendente à especialização, inscreve-se a criação do Museu Soares dos Reis, evocativo do primeiro pensionista do Estado em escultura pela Academia Portuense de Belas Artes: António Soares dos Reis, o célebre autor do Desterrado.

Com o Estado Novo valoriza-se a conservação do património e acentua-se o papel do museu como lugar de memória de toda uma nação que se quer forte e coesa. É neste sentido que em 1932 o museu centenário adquire o estatuto de Museu Nacional, o que lhe vai proporcionar a independência face à tutela académica e a expansão patrimonial.

Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
A instalação no Palácio dos Carrancas em 1940 faz parte do percurso recente do Museu, na altura sob direcção de Vasco Valente. O edifício neoclássico foi adaptado a novas tendências museográficas de iluminação zenital (laminar) e dotado de condições de preservação nas galerias de arte, com recurso a critérios de exibição de ambientes no andar nobre, evocativos de estilos ou épocas.
Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
Esta fase integra-se no âmbito das Comemorações Nacionais de 1940 cujo programa previa certames de grande exaltação patriótica. A inauguração da exposição A Obra de Soares dos Reis celebrou o início de uma etapa importante na história do museu que situava a cultura do Porto num lugar de relevo.
Finalmente em 1942 procedeu-se ao depósito das colecções do extinto Museu Municipal do Porto, com secções muito variadas desde a pintura às artes decorativas passando pela lapidária e a arqueologia conferindo ao museu clássico de Belas-Artes um carácter misto.
À medida que se estruturava o acervo promovia-se o estudo e divulgação das colecções e estabeleciam-se novas práticas culturais, com destaque para as exposições temporárias e a edição da revista Museu pelo Círculo Dr. José de Figueiredo.

Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
A atracção de novas colecções marca a tendência do MNSR na década de 1950. O vector que a define orienta-se para a procura de uma certa modernidade manifesta pela aquisição de obras de autores contemporâneos, adeptos de correntes artísticas ainda em definição. Deve-se à direcção do escultor Salvador Barata Feyo, professor de escultura da Escola de Belas Artes do Porto, o qual foi director interino do MNSR entre 1950 e 1961.
Dos anos 60 até à actualidade têm vindo a registar-se esforços no sentido do incremento das relações com o público. Notar que aquela época ficou marcada pela realização de experiências inovadoras nos domínios da divulgação cultural, com a realização de exposições temporárias e a acção educativa.
A vertente educativa desenvolveu-se sob a direcção de Manuel de Figueiredo, em que o Museu viu emergir o Serviço de Extensão Escolar, com actividade dirigida a crianças, que participavam nas visitas orientadas (em regime de diálogo) e num atelier infantil. O sentido didáctico destas acções educativas alargou-se a todos os graus de ensino, traduzindo o aumento do interesse da Escola pela instituição museológica.
A dinâmica revolucionária do 25 de Abril de 1974 traduziu-se em novos apelos a artistas jovens, deixando em definitivo para trás uma óptica coleccionista e propondo-se a abertura do espaço fechado do museu clássico a uma nova arte e a um novo público, geradores de vitalidade e dinamismo.

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Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
Reporta-se a meados de 1970 a colaboração com o Centro de Arte Contemporânea (CAC), de cuja actividade se partiu para o projectado Museu Nacional de Arte Moderna, actual Fundação de Serralves. Documenta uma época que pôs em causa definitivamente o carácter conservador e tradicional da instituição museológica, revelando um certo impulso actualizador, iniciado já com Barata Feyo nos anos de 1950.

Quadro de José Malhoa
Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis
A última década do século XX, na sequência da criação do Instituto Português de Museus, assinala o projecto de remodelação do Museu Nacional de Soares dos Reis da autoria do arquitecto portuense Fernando Távora. Visou melhorar a exposição permanente e o alargamento dos espaços de reserva, a criação de áreas de exposições temporárias, auditório, zonas de lazer e serviços. A preservação e o estudo das colecções, a divulgação cultural e a actividade do serviço de educação, com apoio de uma sala multimédia, configuram um enquadramento novo em matéria da salvaguarda do património e acção educativa do Museu.
Cortesia do Museu Nacional de Soares dos Reis/JDACT