«Faz vinte anos que Francisco González natural de Los Santos de Maimona, província de Badajoz, decidiu «lançar-se» no mundo da arte. Queria construir uma casa no campo, um simples “capricho” com um toque pessoal. González afirma que não conhecia o Parque Guel nem a Sagrada Família nem nenhuma das obras de Antoni Gaudí. No entanto, o fruto do seu trabalho aos fins-de-semana, reproduz o género artístico do artista catalão.
Como imitar a Gaudí sem conhecer a sua obra? González limitou-se a ir explanando as suas ideias em pequenos projectos, até que no ano de 1992, colocou a primeira pedra do “Capricho de Cotrina” na sua terra natal.
A parecença com a obra do modernista catalão levou a que tenham «baptizado» Paco González como o “Gaudí Extremenho”. In El País.
Antoni Placid Gaudí i Cornet (Reus ou Riudoms, 25 de junho de 1852 — Barcelona, 10 de junho de 1926) foi um arquitecto catalão, um dos símbolos da cidade de Barcelona, onde se educou e passou grande parte da vida. Aparece como um arquitecto de novas concepções plásticas ligado ao modernismo catalão (a variante local da art nouveau).
A influencia de Antoni Gaudí em Barcelona é muito forte. Pode encontrar-se as suas obras em vários bairros da cidade. Poderá visitar as suas obras no Parque Guell, a casa Batlló, a casa Milà, ou a Sagrada Família, que todavia está em construção segundo os planos de Gaudí.
As obras de Gaudí combinam o estilo de arquitectura da cidade e um movimento de modernismo da mesma. Seus primeiros trabalhos possuem claras influências da arquitetura gótica (refletindo o revivalismo do século XIX) e da arquitetura catalã tradicional. Nos primeiros anos de sua carreira, Gaudí foi fortemente influenciado pelo arquiteto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável por promover o retorno às formas góticas da arquitetura.
Com o decorrer dos anos, Gaudi, passou a adoptar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projectando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Algumas de suas obras-primas, mais notável é o Templo da Sagrada Família. Esta «catedral» possui um poder quase alucinatório.
Gaudí é conhecido por fazer extenso uso do arco parabólico catenário, uma das formas mais comuns na natureza. Para tanto, possuía um método de trabalho incomum para a época, utilizando-se de modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade. Gaudí usava correntes metálicas presas pelas extremidades: quando elas ficavam estáveis, copiava a forma e reproduzia-as ao contrário, formando as conhecidas cúpulas catenárias. Também utilizou a técnica catalã tradicional do trencadis, que consiste em usar peças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Para a feitura da Catedral da Sagrada Família, considerada a obra-prima de Gaudí, este encontrou no empresário Eusebi Güell o parceiro e o cliente ideal. Güell foi o seu mecenas principal.
Politicamente, Gaudí foi um fervoroso nacionalista catalão, aderindo desde jovem ao Movimento Nacionalista da Catalunha, assumindo algumas posições críticas face à Igreja Católica, tendo sido preso por falar em catalão numa cerimínia protocolar.
Antoni Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde estudou arquitectura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí procurou o luxo durante a juventude. Em Barcelona a sua arquitectura assume foros de excepção, num ambiente essencialmente funcionalista de uma cidade de desenvolvimento industrial. Gaudí deixou-se influenciar por inúmeras tendências, não tendo nunca dedicado a sua arquitectura à tentativa de cópia de um estilo determinado. Uma das mais fortes influências que recebeu foi a de Viollet-le-Duc através do qual conheceu parte do seu gótico inspirador.
Uma primeira fase que se pode identificar na arquitectura de Gaudí poderá ser chamada de mourisca uma vez que o arquitecto buscou inspiração naquele tipo de construções, as formas, as cores, os materiais, tudo aponta na mesma direcção.
Outra fase importante da obra de Gaudí foi aquela que decorreu sob o mecenato de Güell. Este rico habitante de Barcelona era o retrato do industrial bem sucedido. A sua casa estava aberta aos artistas e Gaudí foi também acolhido e aí contactou com a chamada Arte Nova, que viria a usar mais tarde. As encomendas de Güell a Gaudí montam a cinco obras de arquietctura.
Uma outra fase identificável na obra de Gaudí é o que se pode classificar de período gótico. Gaudí utilizará os princípios deste estilo, bem como algumas das suas formas mais típicas. No entanto, o gótico em Gaudí manifestar-se-á também em inovações ousadas, como são, por exemplo, os seus arcos parabólicos. Já arquitecto de créditos firmados, Gaudí buscou um estilo próprio. São exemplos, as casas Batló e Milá.
De tal forma ousadas eram essas construções que o público de Barcelona, apesar da estima e do prestígio de Gaudí, não deixou de as alcunhar e de as considerar quase aberrantes. A obra de Gaudí por excelência foi, no entanto, o templo da Sagrada Família, obra a que dedicou uma parte importante da sua vida e em que trabalhou nos últimos 12 anos de existência. Uma obra ainda não concluída.
Gaudi morreu aos 72 anos de idade, vítima de atropelamento.
Sou um homem afável, com uma certa distinção pessoal, modesto e acessível. Permaneço um homem do Interior, com formação coimbrã e lisboeta, quiçá, sempre provinciano e a meu modo sou culto e educado.