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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exposição. O Território do Desenho. Os grandes formatos dos Anos 60. Museu Nacional Soares dos Reis. Mestre Ventura Porfírio. «Um criativo de nervos modernos, de inteligência sem cortinas, de sensibilidade acordada, tem a obrigação cerebral de criar e modular a opinião, e de abraçar a arte várias vezes no mesmo dia. Um abraço onde quer que esteja…»


Cortesia de wikipedia e jdact

Exposição. Amanhã, sexta-feira, dia 7 de Junho às 18h00 no Museu Nacional Soares dos Reis.

A Directora Geral do Património Cultural e a Directora do Museu Nacional Soares dos Reis convidam para a inauguração da Exposição do Mestre Ventura Porfírio. O Território do Desenho. Os grandes formatos dos Anos 60, comissariada por seu filho José Luís Porfírio. 

«Recebe uma bolsa do Grémio de Ação Municipal de Castelo de Vide e entra para o 2º ano da Escola de Belas Artes do Porto em 1926. Contacta com escritores como Alberto Serpa, José Régio e Adolfo Casais Monteiro; o estímulo e rivalidade de colegas como Dominguez Alvarez e o companheirismo e amizade de toda a vida com Augusto Gomes, Abel Moura ou Basto Fabião serão decisivos na sua formação. Participa na formação e nas ações do grupo Mais Além.
Entre 1935 e 1937 é bolseiro do Instituto de Alta Cultura, estudando em Madrid, Paris e Bruxelas. Em 1938 assume o cargo de Conservador do Palácio Nacional de Queluz, que desempenha até à sua reforma por motivo de doença em 1973.
Em 1956 obtém a 2ª medalha no Salão de Primavera da Sociedade Nacional de Belas Artes com um Auto-Retrato; em 1958 a obra Poeta de Deus e do Diabo, retrato de José Régio, marca um importante ponto de viragem na sua produção. Em 1959 inicia experiências de desenho abstracto, em diferentes formatos e técnicas que vão prolongar-se até 1976.
Entre 1983 e 1989, faz uma intervenção de fundo no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Castelo de Vide, destinado aos actos públicos mais importantes do Município. A sua intervenção engloba trabalhos de arquitctura, artes decorativas e pintura mural.
Por proposta da Câmara Municipal de Castelo de Vide, a Casa e Jardim do Pintor e Mestre Ventura Porfírio foi classificada em 2003 pelo IGESPAR como de Interesse Municipal». In CM de Castelo de Vide e Wikipédia.



Após a Exposição na Fundação de Nossa Senhora da Esperança, no ano de 2012, o Museu Nacional Soares dos Reis convida-nos para a inauguração da Exposição do Mestre Porfírio. O Território do Desenho. Os grandes formatos dos Anos 60.

A saudade de um amigo.

A amizade de RR

JDACT

domingo, 1 de abril de 2012

Exposição. Ventura Porfírio. O Território do Desenho, Os Grande Formatos dos Anos Sessenta. «... procura mostrar tanto a variedade como a unidade de um trabalho alicerçado numa longa prática e numa vontade experimentar mudando, novas fórmulas expressivas, assim a diversidade dos desenhos é perfeitamente intencional e dela resulta uma espécie de mapa...»

(1908 –1998)
Castelo de Vide
Cortesia da fnsdaesperanca


Exposição. Ventura Porfírio


O Território do Desenho
Os Grande Formatos dos Anos Sessenta
«Resolveu a Fundação de Nossa Senhora da Esperança iniciar a sua actividade no domínio das artes plásticas com uma exposição dedicada a Ventura Porfírio. A partir de uma obra que cobre mais de sessenta anos de actividade escolheu-se um conjunto relativamente pequeno de desenhos todos próximos no tempo; tais desenhos foram produzidos no final de um período de intensa actividade deste artista, a década que medeia entre 1958 e 1967, em que realizou centenas de trabalhos, muitos deles de reduzidas dimensões.
Este Território do Desenho procura mostrar tanto a variedade como a unidade de um trabalho alicerçado numa longa prática e numa vontade experimentar mudando, novas fórmulas expressivas, assim a diversidade dos desenhos é perfeitamente intencional e dela resulta uma espécie de mapa ou de mostruário das possibilidades do desenho; afinal o seu território que Ventura Porfírio conhecia perfeitamente e explorava a seu belo prazer.
Entre a rapidez e a demora, entre a forma e a fronteira do informe, entre a semelhança e o contraste estes 13 desenhos convidam-nos a uma viagem ao mesmo tempo real e imaginária nesse território sempre cheio de surpresas e de coisas novas que é o Desenho». In Fundação de Nossa Senhora da Esperança.


Exposição patente no Convento de S.Francisco – Castelo de Vide. Do dia 07 de Abril a 10 de Maio de 2012.
Horário: 10h00 / 12h30; 14h00 /18h00

Com a amizade de RR
JDACT

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Casa Museu José Régio: O ambiente em que viveu José Régio. Uma colecção de arte sacra, de arte popular e de artesanato

O Museu José Régio ou Casa-Museu José Régio em Portalegre está instalado na casa onde viveu o escritor José Régio durante 34 anos. É um museu simultaneamente biográfico e etnográfico, pois além de escritor, José Régio era um ávido coleccionador. José Régio é o pseudónimo de José Maria dos Reis Pereira, um professor, poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, fundador da revista literária Presença e colaborador da revista literária Seara Nova. Foi professor de Português no então Liceu Nacional de Portalegre (actual Escola Secundária Mouzinho da Silveira), de 1928 a 1967. Um dos seus poemas mais famosos é a Toada de Portalegre, no qual menciona a casa onde actualmente funciona o museu: «vivi numa casa velha, grande, tosca e bela à qual quis como se fosse feita para eu morar nela». In José Régio, Toada de Portalegre
Cortesia da CMPortalegre
No museu respira-se o ambiente em que viveu José Régio, portalegrense de adopção. O quarto e a sala de trabalho do poeta encontram-se tal e qual ele os deixou.

O edifício data dos finais do século XVII e terá sido um anexo do Convento de São Brás, do qual ainda existem alguns vestígios, nomeadamente da capela. Serviu como quartel-general aquando da Guerra Peninsular (vulgo invasões francesas) e muito mais tarde foi uma pensão. Quando José Régio se hospedou na pensão quando chegou a Portalegre, começando por alugar um quarto modesto, mas à medida que o tempo foi passando e as suas necessidades de espaço foram aumentando, foi ocupando mais quartos, acabando por se tornar o único hóspede.

Além das suas actividades literárias, José Régio foi um grande coleccionador, principalmente de arte sacra, arte popular e artesanato. Em 1965 vendeu as suas colecções à Câmara Municipal de Portalegre com a condição desta adquirir a casa, restaurá-la e transformá-la em museu, ficando ele com o usufruto até à sua morte. Tal não aconteceu, pois José Régio viria a falecer em 22 de Dezembro de 1969, enquanto que o museu só abriria a 23 de Maio de 1971.
Antes de morrer, o escritor voltou para a sua terra natal, Vila do Conde, onde também conseguiu abrir um museu na sua própria casa.

Cortesia da Casa Museu de José Régio em Vila do Conde
O espólio do museu resultou do gosto de José Régio pelas antiguidades e pelo coleccionismo que segundo diz, nasceu-lhe cedo por influência do seu avô, mas foi no Alentejo que se ampliou e desenvolveu. A região era fértil para essa actividade, e rapidamente se espalhou que havia um professor do liceu que comprava coisas velhas. Começou por ser um passatempo, mas depressa se transforma numa actividade regular, quase um vício.
Entre o vasto número de objectos destacam-se os de arte sacra, quer de origem conventual, quer de origem popular e o artesanato local de cariz simultaneamente utilitário e decorativo. Para além de algumas obras conventuais e um um oratório, juntou uma extensa colecção de Cristos nas mais diversas apresentações e representações, a maior parte em madeira, Santo Antónios, santos chatos (com as costas achatadas), os reis da casa de David (representação da ascendência de Jesus), barros de Portalegre e mobiliário rústico. Na sua quase totalidade, estas peças eram produzidas por mestres iletrados, mas com certo jeito natural e muito talento manual. Os Cristos faziam parte do enxoval das noivas, em tempos idos. Os barros de Portalegre são fortemente expressivos nas suas cores intensas e formas simultaneamente poderosas e graciosas, adequadas à intensidade sensitiva de quem vivia muito próximo da natureza.
Há também uma colecção assinalável de faianças, sobretudo pratos de Coimbra denominados «ratinhos», trazidos pelos migrantes sazonais que vinham do norte para fazer as ceifas no Alentejo, e que os trocavam por roupa e tecidos antes de voltarem a suas casas. O termo «ratinho» era o nome a esses migrantes pelos alentejanos, pois as suas silhuetas nos campos faziam lembrar ratos, por vestirem normalmente de cinzento e estarem constantemente curvados.

Cortesia da Casa Museu, os gatos de lareira (Fernando Galhano) e cadeiras
Aos locais adquiria os estanhos, os cobres, os ferros forjados, e outras curiosidades do artesanato alentejano, como marcadores de pão e bolos, chavões ou pintadeiras (para marcar o pão nos fornos comunitários), dedeiras ou canudos (protecção dos dedos dos ceifeiros) e trabalhos em chifre, como as cornas (recipientes para azeitonas) e os polvorinhos. Estes objectos eram principalmente obra de pastores, daí serem usualmente designados de "arte pastoril", e são apontados como representando a psicologia dos próprios autores — se tivessem à mão um pedaço de madeira, de cortiça, cana ou chifre, dele faziam surgir pintadeiras, dedeiras, polvorinhos (recipientes para pólvora), tarros e tarretas (recipientes em cortiça), com inscrições, datas e nomes.

Cortesia da Casa Museu
Retrato de José Régio, óleo sobre tela, de mestre Ventura Porfírio, 1958

De destacar ainda um quadro de um amigo de Régio, Ventura Porfírio, em que o poeta aparece retratado no seu escritório, outro quadro que representa Portalegre no fim do século XIX e uma extensa colecção de almofarizes. O museu tem duas cozinhas. Uma delas tem exposta a colecção de pratos "ratinhos" e peças em ferro, como suportes dos espetos. O ferro forjado foi bastante utilizado para as formas dos mesmos suportes (nas cozinhas) e para a decoração de portas e janelas, aliando a arte à funcionalidade. Na outra cozinha estão os trabalhos pastoris.
Além do espólio descrito, a Casa-Museu possui um variado acervo literário dividido entre a própria casa, as reservas e o centro de estudos.
Devido à falta de espaço, nem todas as peças estão expostas, nomeadamente as colecções de numismática e medalhística, e parte das colecções de escultura, faiança, trabalhos pastoris, ferros forjados e registos. As colecções expostas estão distribuídas por 17 salas de exposição permanente e por uma sala de reservas, ocupando os dois pisos do edifício.

No pf dia 31 de Maio, o Serviço Educativo do Centro de Artes do Espectáculo associa-se às Comemorações dos 80 anos da chegada de José Régio a Portalegre. A vida e Obra de José Régio.
Cortesia de wikipédia/CMPortalegre/JDACT