quinta-feira, 2 de abril de 2015

Matemática. Charadas. Curiosidades. Desafios. João Paranhos Queiróz. «Essas provas concluem que o sentido visual directo do número possuído pelo homem civilizado “raras vezes ultrapassa o número quatro”, e que o sentido táctil é ainda mais limitado»

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Resposta dos enigmas. Mensagem anterior:
Os números representam as vogais: 2=A, 3=E etc. Ao decifrar a mensagem, lê-se: Amanhã eu roubarei as jóias da coroa. Este será meu maior triunfo;
Fish, 22 anos; Hill, 33 anos; Giles, 66 anos;
£48;
No ns 5 da Aston Avenue;
Um caixão;
A casa ns 24. O padrão: 4x4 = 16-4-12:4 = 3 + 4- 7x4 = 28-4-24.

História dos Números
«A noção de número e suas extraordinárias generalizações estão intimamente ligadas à história da humanidade. E a própria vida está impregnada de matemática: grande parte das comparações que o homem formula, assim como gestos e atitudes quotidianas, aludem conscientemente ou não a juízos aritméticos e propriedades geométricas. Sem esquecer que a ciência, a indústria e o comércio nos colocam em permanente contacto com o amplo mundo da matemática.

A Linguagem dos Números
Em todas as épocas da evolução humana, mesmo nas mais atrasadas, encontra-se no homem o sentido do número. Esta faculdade lhe permite reconhecer que algo muda em uma pequena colecção (por exemplo, seus filhos, ou suas ovelhas) quando, sem o seu conhecimento directo, um objecto tenha sido retirado ou acrescentado. O sentido do número, na sua significação primitiva e no seu papel intuitivo, não se confunde com a capacidade de contar, que exige um fenómeno mental mais complicado. Se contar é um atributo exclusivamente humano, algumas espécies de animais parecem possuir um sentido rudimentar do número. Assim opinam, pelo menos, observadores competentes dos costumes dos animais. Muitos pássaros têm o sentido do número. Se um ninho contém quatro ovos, pode-se tirar um sem que nada ocorra, mas o pássaro provavelmente abandonará o ninho se faltarem dois ovos. De alguma forma inexplicável, ele pode distinguir dois de três.

O corvo assassinado
Um senhor feudal estava decidido a matar um corvo que tinha feito ninho na torre do seu castelo. Repetidas vezes tentou surpreender o pássaro, mas em vão: quando o homem se aproximava, o corvo voava de seu ninho, colocava-se vigilante no alto de uma árvore próxima, e só voltava à torre quando já vazia. Um dia, o senhor recorreu a um truque: dois homens entraram na torre, um ficou lá dentro e o outro saiu. O pássaro não se deixou enganar e, para voltar, esperou que o segundo homem tivesse saído. O estratagema foi repetido nos dias seguintes com dois, três e quatro homens, sempre sem êxito. Finalmente, cinco homens entraram na torre e depois saíram quatro, um atrás do outro, enquanto o quinto aprontava o pau e a armadilha à espera do corvo. Então o pássaro perdeu a conta e a vida.
As espécies zoológicas com sentido do número são muito poucas (nem mesmo incluem os monos e outros mamíferos). E a percepção de quantidade numérica nos animais é de tão limitado alcance que se pode desprezá-la. Contudo, também no homem isso é verdade. Na prática, quando o homem civilizado precisa distinguir um número ao qual não está habituado, usa conscientemente ou não, para ajudar o seu sentido do número, artifícios tais como a comparação, o agrupamento ou a acção de contar. Essa última, especialmente, se tornou parte tão integrante de nossa estrutura mental que os testes sobre nossa percepção numérica directa resultaram decepcionantes. Essas provas concluem que o sentido visual directo do número possuído pelo homem civilizado raras vezes ultrapassa o número quatro, e que o sentido táctil é ainda mais limitado». In pesquisa feita por João Paranhos Queiróz, Matemática, Charadas, Curiosidades, Desafios, Wikipédia.

Cortesia de Wikipedia/JDACT