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terça-feira, 13 de julho de 2010

A Vila de Pias: Na linha ondulante da paisagem aparecem as pequenas casas da vila de Pias, apenas interrompidas pela alta Torre do Relógio. A verdadeira descoberta nesta simpática vila de casas brancas é quem lá vive

Cortesia de Dias dos Reis
A vila de PIAS é uma freguesia portuguesa do concelho de Serpa e está situada na margem esquerda do rio Guadiana a meio caminho entre Serpa e Moura, a 15 km de distância de Serpa e a 13 km de Moura. A freguesia de PIAS situa-se numa planície a cerca de 200 metros de altura e expande-se por suaves declives e por zonas bastante planas.
Cortesia da JFPias
Na linha ondulante da paisagem aparecem as pequenas casas da vila de Pias, apenas interrompidas pela alta Torre do Relógio. A verdadeira descoberta nesta simpática vila de casas brancas é quem lá vive. Esteja atento e se tiver oportunidade não deixe de ouvir o canto alentejano. Feito de vozes masculinas, é cantado pausadamente ao ritmo dos pés a bater na terra. Aqui ainda pode encontrar trabalhos em ferro forjado, feitos por mãos pacientes, e peças de madeira. Nesta terra abundante de pão, azeite e vinho, prove a gastronomia feita de produtos simples, como a sopa de poejos, os cogumelos do campo ou o cozido de couves. Mas se preferir, o porco preto e a caça são as especialidades.
A origem do nome de «Pias» deve-se ao facto de antigamente ter havido nesta zona a produção de manufacturas em granito, que eram extraídas das saliências rochosas e que serviam para dar de comer e beber aos animais. Também era atribuído o nome de «Pias» às covas deixadas nas rochas após extraírem as mós, as pias, as soleiras que no Inverno se enchiam de água. O florescimento desta indústria e a sua diversificação levou a que muitos cabouqueiros se viessem a instalar nesta zona e em face da indústria praticada, o nome do local se passasse a chamar de Pias ou Aspias.

Um pouco da sua história.
As lutas do século passado, entre Regeneradores e Progressistas, tiveram o seu reflexo na freguesia. Os Progressistas, nas suas campanhas, prometiam dar de aforamento algumas glebas, a desmembrar da Herdade de Cangueiros, a quem votasse neles. Os Regeneradores, por sua vez, prometeram a construção de uma nova igreja, visto a antiga ser insuficiente para comportar o número de fiéis. Os Viscondes das Altas Moras iniciaram a sua construção mas não a concluíram, deixando as paredes com 4 a 5 metros de altura.
A Torre foi concluída depois com um subsídio de 2 contos dados pelos referidos Viscondes e um outro dado pelo Rei D. Carlos. A igreja seria, segundo a tradição oral, da invocação de Santa Feliciana, em homenagem à Senhora Viscondessa, ou a Santa Maria que gozava de enorme devoção popular. Contudo até à construção da nova Igreja de Santo António, foi a mesma conhecida pelo nome de Igreja Nova. Seria de uma só nave com capela-mor, duas capelas laterais e coro. O povo continuou a construção do templo, tendo terminado em 1891 a construção da Torre e colocado o sino e o relógio.
Quando foi adaptada a mercado, ainda lá existiam os pilares e as pedras de mármore branco, trabalhadas com caneluras e que serviriam de capitéis para suportar o arco que separaria a capela-mor da nave. As pedras foram mais tarde partidas e aproveitadas para calçada. Em 1976, o Padre Sabino, ajudado por uma Comissão, começou a transformá-la num Salão Gimno-Desportivo.
Cortesia de JFPias
A antiga Igreja de Santo António não se sabe a data da sua construção, apenas se sabe que em 1699 foi visitada pelo Dr. Manuel Alves Cidade, segundo registos existentes.A igreja foi demolida em 1960, por acordo do Pároco e outros entre os quais se destacou um lavrador local. Este acordo lesou gravemente o parco património histórico e cultural de Pias. Optaram por esta solução quando poderiam ter optado pelo acabamento da igreja junto da Torre do Relógio ou pela construção de uma nova igreja num local mais central da povoação.
Cortesia de JFPias
A Igreja de Santo António era de uma só nave, com coro e abóbada. Tinha altar-mor com sacrário e trono. A sacristia ficava do lado do Evangelho e era bastante ampla para servir de Cartório Paroquial e conter o arcaz, onde se guardavam as vestimentas e paramentos.
Do lado da Epístola ficava a Casa do Despacho que servia de arrecadação para os andores e outros objectos de culto. No corpo da igreja e logo a seguir ao arco que separava este da capela-mor, havia dois altares laterais um em frente do outro, existia o baptistério, o púlpito e a entrada para o coro. As imagens eram muitas e bonitas. Além do Orago, Santo António, havia as do Sagrado Coração de Jesus, Santa Maria, Nossa Senhora das Dores, Senhor dos Passos, Menino Jesus, São José, São Sebastião, São João Baptista, Nossa Senhora de Lurdes, Nossa Senhora de Fátima, Santa Rita, Santa Bárbara e Santa Úrsula.
Havia ainda os quadros e cruzes da Via Sacra e um quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Cortesia de geocaching
A Ermida de Santa Luzia fica localizada a 2 Km da vila de Pias, na estrada Pias-Moura. A ermida tem um enquadramento rural, fica relativamente isolada da vila. Está rodeada por terrenos agrícolas, junto ao antigo cemitério. Foi edificada durante a Idade Moderna, provavelmente, nos inícios do século XVI.
Cortesia de geocaching
Possui uma capela popular, de estilo manuelino. Pequena capela com fachada com sineira lateral, uma só nave abobadada, possui pilares de apoio do arco triunfal com bases e capitéis manuelinos.


Cortesia de joraga
Grupo Coral e Etnográfico  «Os Camponeses de PIAS»
Trajes
Entre outros destacam-se: lavrador, ganhão, feitor, pastor, cabreiro, vaqueiro, porqueiro, ceifeiro, almocreve e o homem das eiras.
Ao longo dos anos o grupo foi galardoado com os seguintes prémios:
  • 1º Lugar de "traje" e "cante" - 1973 (Elvas), 1992 (Castro Verde) e 1998 (Mértola);
  • Prémio de "Originalidade e Fidelidade" em Castrovillari, Itália.
Das muitas actuações destacam-se:
  • Lisboa - Expo 98;
  • Barcelona-Espanha 1998;
  • Participação em espectáculos musicais com Rio Grande, Ala dos Namorados, Janita Salomé, Maria Bethânia e Caetano Veloso;
  • Participação no CD "Vozes do Sul" que em 2000 ganhou o prémio "José Afonso";
  • Participação em vários programas de televisão.



Cortesia de skyscrapercity

Cortesia da CMSerpa/JFPias/com a amizade de ACR/JDACT

sábado, 10 de abril de 2010

27ª edição da Ovibeja: De 28 de Abril a 2 de Maio de 2010

«Todo o Alentejo deste Mundo» volta a estar presente na 27ª edição da Ovibeja que decorrerá entre os dias 28 de Abril a 2 de Maio de 2010, no Parque de Feiras e Exposições de Beja.
A grande feira do Sul apresentará uma programação intensiva de colóquios e debates dedicados aos temas centrais da agricultura alentejana e nacional. A agricultura e pecuária em extensivo, as novas culturas decorrentes do regadio do Alqueva, o desenvolvimento rural, a sustentabilidade económica e as fileiras estratégicas como o olival e a vinha, são alguns dos temas que estarão em discussão.
Os produtos regionais, como a doçaria, enchidos, queijo, vinho, e gastronomia vão merecer especial destaque na próxima Ovibeja. Depois do sucesso do «Pavilhão Azeite Alentejo» apresentado na última edição, a comissão organizadora vai continuar a apostar em exposições temáticas interactivas onde o azeite volta a ser o tema central.

A 27ª OVIBEJA tem como objectivo primordial a divulgação da economia, tradição e cultura do Povo Alentejano e assume-se como factor de relevo no desenvolvimento regional na vertente económica e social.
Concursos e exposições de gado, corridas de toiros, demonstrações equestres, artesanato, comércio, provas desportivas, exposições empresariais e institucionais preenchem a oferta do certame para além de uma intensa programação cultural, com espectáculos e concertos para animar as famosas «Ovinoites».
A 27ª OVIBEJA, ao abrigo da celebração do Ano Internacional da Biodiversidade, está a propor aos alunos do Segundo Ciclo do Ensino Básico um concurso de desenhos sobre a temática da diversidade natural. Trata-se de um desafio que pretende estimular a criatividade das crianças através do desenho e que, antes de mais, objectiva alertar as novas gerações para as problemáticas relacionadas com a importância da preservação da diversidade das espécies, com a protecção dos ecossistemas, com as alterações climáticas e com o ambiente em geral. Ao Concurso de Desenho Infantil «A Biodiversidade» podem candidatar-se os alunos do segundo Ciclo do Ensino Básico – 5º e 6º Anos – que frequentem estabelecimentos de ensino oficiais no continente, regiões autónomas e escolas portuguesas no estrangeiro. São admitidos, até 16 de Abril de 2010, desenhos elaborados com os mais diferentes materiais. No entanto, as obras a concurso deverão ser remetidas exclusivamente em suporte digital (JPEG) para o endereço electrónico ovibeja@acos.pt. A 28 de Abril, dia de inauguração da 27ª OVIBEJA, serão divulgados em http://www.ovibeja.com/ os dez melhores desenho. O júri é composto por um elemento da Direcção da ACOS, um elemento da Direcção Regional de Educação do Alentejo e outro de uma entidade local ligada ao Ambiente. O regulamento do concurso está na integra em http://www.acos.pt/.
ovibeja/JDACT