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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Música Popular. Encanto. Banda do Casaco. «Esta mesma cegueira de olhos abertos divide-se em três espécies de cegueira. Em cegueira da primeira, da segunda, e da terceira espécie. A primeira é de cegos, que vêem e não vêem juntamente; a segunda que vêem uma coisa por outra; a terceira que vendo o demais, só a sua cegueira não vêem»

Cortesia de telmamaodeferro e jdact


«Aquele que se tenha erguido acima do cesto das esmolas e não se tenha contentado em viver ociosamente das sobras de opiniões suplicadas, que pôs a funcionar os seus próprios pensamentos para encontrar e seguir a verdade, não deixará de sentir a satisfação do caçador; cada momento da sua busca recompensará os seus dissabores com algum prazer; e terá razões para pensar que o seu tempo não foi mal gasto, mesmo quando não se puder gabar de nenhuma aquisição especial».



Com a amizade de Telma Mão de Ferro
JDACT

quinta-feira, 7 de março de 2013

Cabo Verde. Cesaria Évora. Malaquias Costa. «Entregou a vida à cultura popular e em especial à música, que amava acima de tudo. Durante anos teve por mister tratar de barbas e cabelos [...] Que a música só, naquela época, não enchia barrigas. Sempre trauteando uma modinha tradicional, e mais esta, e mais aquela, “conhece”?»



Cortesia de wikipedia e jdact

«Uns foram cantando e dançando ao som quase enlouquecido do seu violino. Outros foram gravando a sua música. O seu sobrinho-neto, Vicente Neves-Tchenta, registou-lhe a palavra, quando lhe disse: Vivi em pleno a minha paixão pela música. Nasci numa ribeirinha pequena, em Santo Antão, que tinha sempre água, por isso nunca me faltou comida na mesa. Fiz amigos em toda a parte e nunca me dei mal com ninguém, tenho uma família que me ama e que eu adoro e, afinal, é isso que conta. Por isso, quando tiver que partir, vou feliz. Aliás, feliz viveu, numa alegria contagiante de quem aproveita os dias e as noites sofregamente. A cultura cabo-verdiana fica mais pobre sem o seu rabequista decano». In Expresso.


JDACT

domingo, 1 de julho de 2012

Folclore. Guilherme Nuno. «Morrer é o fim de cada um de nós. Morrer desastradamente como o Guilherme Nuno é uma injustiça. Ele merecia muitos anos de vida. Nós todos precisávamos dele»



jdact

NOTA: Ao arrumar uns livros na minha biblioteca, encontrei na letra F uma revista solta. Era uma homenagem a Guilherme Nuno, após o brutal acidente de viação que o vitimou, juntamente com sua esposa. Foi em 19 de Julho de 1971.

Pinharanda Gomes. Perda dolorosa e irreparável.
«Constituiu para mim um terrível choque a leitura do jornal de hoje, quando, desprevenidamente, me encontrei a ler a notícia da inesperada morte do bom amigo e grande folclorista português Guilherme Nuno, cuja dedicação à cultura popular, e cuja capacidade de trabalho, aliadas a uma notável sensibilidade de artista, faziam dele uma das grandes esperanças portuguesas por um folclore verdadeiro em Portugal.
Devia-lhe muitas atenções, uma das quais e não a menor, terá sido a de me ter querido entre os colaboradores da ‘Revista’, e de como tal me ter considerado, muito embora, nem sempre, e agora o lamento, eu tenha correspondido com a mesma generosidade do Guilherme Nuno.
Morrer é o fim de cada um de nós. Morrer desastradamente como o Guilherme Nuno é uma injustiça. Ele merecia muitos anos de vida. Nós todos precisávamos dele.
Aceite,  as minhas sinceras mágoas por uma perda tão dolorosa e irreparável como esta. E faço votos para que a dedicação, o espírito e o exemplo do Guilherme Nuno sejam pontos cardiais de futura acção de “Folcore”. Que Deus o tenha na Sua mão direita». In Pinharanda Gomes, Revista Folclore, nº 20, Agosto/Outubro, Ano III, 1971.

Cortesia de Folclore/JDACT