Mostrar mensagens com a etiqueta Património Mundial da UNESCO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Património Mundial da UNESCO. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ilhas Galápagos: O arquipélago apresenta uma biodiversidade elevada e é o habitat de uma fauna peculiar que inclui muitas espécies endémicas como as tartarugas. A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo

Cortesia de turismonomundo

As Galápagos (ou Arquipélago de Colombo) formam um grupo de 58 ilhas, das quais apenas 4 são habitadas, situadas no Oceano Pacífico a aproximadamente a 556 milhas marítimas a oeste da costa do Equador, país a que pertencem e ponto continental mais próximo.
O arquipélago apresenta uma biodiversidade elevada e é o habitat de uma fauna peculiar que inclui muitas espécies endémicas como as tartarugas das Galápagos.
A totalidade das ilhas constitui uma reserva de vida selvagem administrada pelo governo do Equador e que é, desde a visita de Charles Darwin, o principal laboratório vivo de biologia do mundo.

Cortesia de noticias
As ilhas apareceram pela primeira vez em 2 mapas do século XVI, um desenhado por Mercator (1569) e o outro por Abraham Ortelius (1570). Segundo os dados que disponho, foram descobertas em 1535 por Tomás de Berlanga, bispo do Panamá.
Foram chamadas «Ilhas das Tartarugas» (Insulae de los Galopegos).

O primeiro morador de Galápagos foi o irlandês Patrick Watkins1807.





Cortesia de tuaregviatgeses e oceanicanet
Galápagos foi oficialmente anexada ao Equador em 1832 e foi nomeada «Archipiélago del Ecuador». Entretanto, parece que o nome oficial é «Arquipélago de Cólon».








O mais famoso visitante da ilha foi o jovem Charles Robert Darwin, que viajou no seu navio «H.M.S. Beagle» do capitão Robert Fitz Roy, em 15 de Setembro de 1835, permanecendo até 20 de Outubro. Darwin visitou somente 4 ilhas, primeiramente San Cristóbal (Chatham Island), depois Floreana (Charles Island), Isabela e Santiago, durante os 35 dias em que permaneceu nessas ilhas.
O arquipélago dos Galápagos é Património Mundial da UNESCO deste 1978.


Cortesia de photaki

Cortesia de Galápagos Islands/JDACT

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Os Vikings: «Os dinamarqueses navegaram para o sul, em direcção à Frísia, França e partes do sul da Inglaterra. Os suecos navegaram para o leste, desbravando a Rússia, onde Rurik fundou o primeiro estado russo. Os noruegueses viajaram para o noroeste e para o oeste. A América do Norte foi descoberta por Leif Eriksson (filho de Erik, o Vermelho) que a chamou de Vinland»

Cortesia de de historiadomundo


Vikings ou viquingues foram membros marítimos da Escandinávia, que eram comerciantes, guerreiros e piratas. Entre os finais do século VIII e o século XI pilharam, invadiram e colonizaram as costas da Escandinávia, Europa e Ilhas Britânicas. O período de expansão desses povos é denominado Era Viking. Embora sejam conhecidos principalmente como um povo de terror e destruição, eles fundaram povoados e fizeram comércio pacificamente. A imagem histórica dos vikings mudou um pouco ao longo dos tempos, e hoje admite-se que eles tiveram uma enorme contribuição na tecnologia marítima e na construção de cidades.

Hoje, de um modo um tanto controverso, a palavra viking também é usada como um adjectivo que se refere aos escandinavos da época; a população escandinava medieval é denominada frequentemente pelo termo genérico «nórdicos». A actividade mercantil dos vikings está bem documentada em vários locais arqueológicos como Hedeby. Há quem acredite que a palavra viking vem de vikingr do nórdico antigo, língua falada pelos vikings, mas eles não se denominavam assim; este nome foi atribuído a eles devido ao seu significado: piratas, aventureiros ou mercenários viajantes.
Os vikings são escandinavos, que por sua vez, são um povo germânico, sendo provenientes dos Indo-Europeus. Os vikings a partir do século VII começaram a sair da Escandinávia, indo para as regiões próximas, devido a uma superpopulação e até problemas internos, como no caso de Erik, o Vermelho que foi expulso da Noruega e da Islândia por assassinato, além da motivação pelo comércio e pelos saques das cidades europeias.

Erik, o Vermelho
Cortesia de wikipedia

A terra natal dos vikings era a Noruega, Suécia e Dinamarca. Eles e os seus descendentes estabeleceram-se na maior parte da costa do Mar Báltico, grande parte da Rússia continental, a Normandia na França, Inglaterra e também atacaram as costas de vários outros países europeus, como Portugal, Espanha, Itália e até a Sicília e partes da Palestina. Os vikings também chegaram à América antes da descoberta de Cristóvão Colombo, tendo empreendido uma tentativa fracassada de colonização na costa da região sueste do Canadá.

Os vikings eram guerreiros que viajavam pelos mares a partir de sua terra, na Península Escandinava, pilhando e saqueando cidades, mas também estabelecendo colónias e comercializando. Além da Groenlândia, onde Erik, o vermelho criou colónias após ter sido expulso da Noruega e da Islândia, e do Canadá, para onde Leif Eriksson, filho de Erik viajou, eles chegaram a áreas no norte da Europa levando a sua cultura e o modo de vivência. Os vikings costumavam usar lanças, como o deus Odin e machados e os seus capacetes não possuiam chifres, como usualmente são retratados. Viajavam em barcos rápidos chamados drakkars, «dragão», por terem uma cabeça do mítico animal esculpida na frente. A velocidade desses barcos facilitava ataques surpresas e fugas quando necessário.

Cortesia de tyrannosaur
Território e viagens dos Vikings
Cortesia de latitude6200norte

Os dinamarqueses navegaram para o sul, em direcção à Frísia, França e partes do sul da Inglaterra. Entre os anos 1013 e 1042, diversos reis vikings, como Canuto o Grande, chegaram mesmo a ocupar o trono inglês. Os suecos navegaram para o leste entrando na Rússia, onde Rurik fundou o primeiro estado russo, e pelos rios ao sul para o Mar Negro, Constantinopla e o Império Bizantino. Os noruegueses viajaram para o noroeste e oeste, ocupando as Ilhas Faroé, Shetland, Órcades, Irlanda e Escócia. Excepto nas ilhas britânicas, os noruegueses encontraram principalmente terras inabitadas e fundaram povoados. Primeiro a Islândia em 825 (monges irlandeses já estavam lá), depois a Groenlândia (985), foram ocupadas e colonizadas por vikings noruegueses. Em cerca de 1000 d.C., a América do Norte foi descoberta por Leif Eriksson da Groenlândia, que a chamou de Vinland. Um pequeno povoado foi fundado na península norte na Terra Nova (Canadá), mas a hostilidade dos naturais e o clima provocaram o fim desta colónia. Os restos arqueológicos deste local - L'Anse aux Meadows - constituem hoje em dia um sítio de Património Mundial da UNESCO.

Cortesia de littlervadventuresspaces



L'Anse aux Meadows
Cortesia de boardstheforce

Vikings na Península Ibérica

No ano 844 outra expedição normanda arrasa a cidade de Gijón e segue a costa atlântica até chegar a Lisboa e atacá-la. Em seguida tomaram Cádiz e subiram de novo pelo Guadalquivir, saqueando minuciosamente Sevilha durante 7 dias, a partir da qual lançaram ataques por terra.
O saque de Tui no século XI deixaria o cargo episcopal da cidade vazio por meio século. A montante do rio Minho, na margem esquerda e nas arribas ribeirinhas de Melgaço, existem dezenas de misteriosas e grandes cabeças de figuras fantásticas, iguais às que os vikings esculpiam (no monte do Prado). A cidade da Póvoa de Varzim foi colonizada pelos vikingsA cidade de Braga foi muitas vezes saqueada, assim como todo o vale e localidades do vale do Cávado, mencionando-se a cidade do Porto e alguns povoados do vale do Douro.

Cortesia de historyhowstuffworks

Cortesia da UNESCO/wikipedia/Parks Canada/JDACT

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mérida: Fundada em 25 a.C. com o nome de Emerita Augusta, foi durante a ocupação romana uma das mais importantes cidades da Península Ibérica, capital da Lusitânia. Possui vários testemunhos desse passado, tais como o teatro e o anfiteatro romanos. Património Mundial em 1993 pela UNESCO

Cortesia de ayuntamientodemerida
Mérida é um município de Espanha e capital da comunidade autónoma da Extremadura, nas margens do rio Guadiana.
Fundada em 25 a.C. com o nome de Emerita Augusta, foi durante a ocupação romana uma das mais importantes cidades da Península Ibérica, capital da Lusitânia. Possui vários testemunhos desse passado, tais como o teatro e o anfiteatro romanos, entre outros.

Cortesia de ayuntamientodemerida

O circo romano de Mérida foi construído na colónia romana de Emerita Augusta por Octávio Augusto, para os soldados licenciados do exército romano de duas legiões veteranas das Guerras Cantábricas:
  • Legio V Alaudae e Legio X Gemina.
A cidade foi capital da província romana da Lusitânia. O termo emeritus significada em latim «retirado» e referia-se, neste caso, aos soldados distinguidos com honra.

Cortesia de ayuntamientodemerida

O circo é parte integrante do Conjunto Arqueológico de Mérida, um dos principais e mais extensos conjuntos arqueológicos de Espanha. Foi declarado Património Mundial em 1993 pela UNESCO.
A sua construção teve início nos primórdios do século I d.C. (ano 20) durante a época de Tibério e era o maior dos edifícios de espectáculos da cidade, juntamente com o anfiteatro.
Na lápide comemorativa da restauração do Circo de Mérida (337-340 d.C.) surgem mencionados os imperadores Constâncio, Constantino II e Constante, filhos de Constantino I:
  • Neste tão florescente e bem-aventurado século, (...) da época dos nossos senhores imperadores Flávio Cláudio Constantino, pio, feliz e máximo vencedor, Flávio Júlio Constâncio e Flávio Júlio Constante, vencedores e augustos sempre poderosíssimos, Tibério Flávio Leto, ilustríssimo varão (...), ordenou que o circo, destruído pelo tempo, fosse reconstruído com novas colunas, rodeado com água e, assim, continuando Júlio Saturnino, perfeitíssimo varão e governador da província de Lusitânia, o seu aspecto devidamente reconstruído proporcionou à ilustre Colónia dos emiretenses ...
O Teatro Romano de Mérida foi mandado construir pelo cônsul Marco Vipsânio Agripa e inaugurado, possivelmente, entre os anos 16-15 a C. Desde 1933 alberga o Festival de Teatro Clássico com o qual recupera a sua função original. Está composto por um terraço com capacidade, no momento, para 6.000 espectadores, divididos em 3 zonas, pela orquestra, lugar em que nas representações ocupava o coro, o palco e por último o cenário.


Cortesia de ayuntamientodemerida
O teatro sofreu várias remodelações, a mais importante foi em finais do século I, possivelmente na época do imperador Trajano, quando se levantou a actual frente do palco, e outra entre os anos 330-340.

Cortesia de ayuntamientodemerida
O anfiteatro foi inaugurado no século VIII a.C. Tem uma forma oval e uma capacidade para 14.000 pessoas. Era destinado a lutas entre gladiadores e a corridas. O anfiteatro é composto por 6 partes principais:
  • a arena (coberta de areia), onde se davam as lutas e corridas;
  • o local destinado às feras e aos apedrejos dos gladiadores;
  • os corredores (passagens);
  • a spolania, local destinado aos gladiadores;
  • o podium, onde se recebiam os prémios;
  • os corredores de entrada e saída, que eram destinados a combates de gladiadores.
O anfiteatro é ainda composto por 3 anéis, um fosso e as bancadas para os espectadores, nas quais uma parte era reservada às autoridades que patrocinavam os espectáculos e outra às entidades políticas da cidade. Este monumento esteve subterrado durante centenas de anos e só há algumas décadas é que foi descoberto, embora infelizmente tivesse a parte de cima destruída.


Cortesia de ayuntamientodemerida


Your pictures and fotos in a slideshow on MySpace, eBay, Facebook or your website!view all pictures of this slideshow



Cortesia do Ayuntamiento de Merida/wikipédia/JDACT

domingo, 14 de novembro de 2010

Machu Picchu: A «velha montanha», também chamada «cidade perdida dos Incas», é uma cidade localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, actual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. Uma das 7 maravilhas do Mundo

Cortesia de wikipédia

Machu Picchu, «velha montanha», também chamada «cidade perdida dos Incas», é uma cidade  localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba, actual Peru. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Apenas cerca de 30% da cidade é de construção original, o restante foi reconstruído. As áreas reconstruídas são facilmente reconhecidas, pelo encaixe entre as pedras. A construção original é formada por pedras maiores, e com encaixes com pouco espaço entre as rochas.
Consta de 2 grandes áreas:
  • a agrícola formada principalmente por terraços e recintos de armazenagem de alimentos;
  • a urbana, na qual se destaca a zona sagrada com templos, praças e mausoléus reais.
A disposição dos prédios, a excelência do trabalho e o grande número de terraços para agricultura são impressionantes, destacando a grande capacidade daquela sociedade. No meio das montanhas, os templos, casas e cemitérios estão distribuídos de maneira organizada, abrindo ruas e aproveitando o espaço com escadarias. Segundo a histórica inca, tudo planeado para a passagem do deus Sol.



Cortesia de wikipédia

O lugar foi elevado à categoria de Património Mundial da UNESCO, tendo sido alvo de preocupações devido à interacção com o turismo por ser um dos pontos históricos mais visitados do Peru.
Há diversas teorias sobre a função de Machu Picchu.  A mais evidente afirma que foi construído com o objectivo de supervisionar a economia das regiões conquistadas, com o propósito secreto de refugiar o soberano Inca e seu séquito mais próximo, no caso de ataque. Como afirmei anteriormente, pela obra humana e pela localização geográfica, Machu Picchu é considerada Património Mundial pela UNESCO. A 7 de julho de 2007, em Lisboa, o monumento foi eleito e considerado oficialmente como uma das 7 maravilhas do Mundo.

Cortesia de wikipédia



A área edificada em Machu Picchu é de 530 m de comprimento por 200 m de largura e inclui ao menos 172 recintos. As duas zonas estão separadas por um muro, um fosso e uma escadaria, elementos que correm paralelos pela face leste da montanha.
 A zona sagrada é o conjunto de construções dispostas em torno de um pátio quadrado. Todas as evidências indicam que o lugar estava destinado a diferentes rituais. Inclui dois dos melhores edifícios de Machu Picchu, formados por rochas trabalhadas de grade tamanho:
  • O Templo das Três Janelas, cujos muros de grandes blocos poligonais foram ensam postos como um quebra-cabeças; 
  • O Templo Principal, de blocos mais regulares, que se crê que foi o principal recinto cerimonial da cidade. Junto está a casa do sacerdote, ou câmara dos ornamentos.



A estrutura connhecida como Templo Principal
Cortesia de wikipédia

Trata-se de uma colina cujos lados foram convertidos em terraços, tomando a forma de uma grande pirâmide de base poligonal. Inclui duas escadas de acesso, ao norte e ao sul, sendo esta última especialmente interessante por estar talhada numa só rocha. No alto, rodeada de construções da elite, encontra-se a pedra Intihuatana, «onde se amarra o Sol», um dos objectos mais estudados de Machu Picchu, que foi relacionado com uma série de lugares considerados sagrados a partir do qual se estabelecem claros alinhamentos entre acontecimentos astronómicos e as montanhas circundantes

Cortesia de wikipédia

Quase todos os edifícios são de planta rectangular. Há os de uma, duas e até oito portas, normalmente num dos lados maiores do retângulo. Existem poucas construções de planta curva e circular.
São frequentes as construções chamadas huayranas. Estas só possuem 3 muros. Neste caso, no espaço do «muro faltante» aparece uma coluna de pedra para sustentar uma viga de madeira que serve de suporte ao tecto.
Cortesia de wikipédia

As construções normalmente seguem o esquema das «kanchas», ou seja, 4 construções rectangulares dispostas em torno de um pátio central, unidos por um eixo de simetria transversal. A este pátio dão todas as portas.
Há evidências de que estas construções, que são maioria em Machu Picchu, estiveram recobertas com uma camada de argila e pintadas, em amarelo e vermelho, embora a desintegração precoce dos tectos as tornaram vulneráveis à chuva, frequente da região.

Cortesia de wikipédia
De pedra cuidadosamente lavrada nas construções de elite. São blocos de granito, sem brilho e perfeitamente talhados em forma de prismas rectangulares, paralelepípedos como os tijolos, ou poligonais. As faces exteriores podem ser almofadadas, i.e., com protuberâncias, ou perfeitamente lisas. Nesses casos, a união dos blocos parece perfeita e permite supor que não têm nenhum tipo de argamassa. De facto é uma fina capa de material aglutinante que se encontra entre pedra e pedra embora seja invisível por fora. O esforço dessas realizações numa sociedade sem ferramentas de ferro, somente conheciam o bronze, muito menos rígido, é notável.

Cortesia de wikipédia

Não se conservou nenhum tecto original, porém há consenso em afirmar que a maioria das construções o tinham, de duas ou quatro águas. Houve um tecto cónico sobre o torreon e era formado por uma armação de troncos de Alnus acuminata amarrado e coberto por camadas de Stipa ichuun. A fragilidade desse tipo de palha e a elevada pluviosidade da região fez com que os tectos tivessem uma inclinação até 63º. Deste modo, a altura dos tectos muitas vezes duplicava a altura do resto do edifício.

Cortesia de wikipédia

Como é clássico na arquitectura Inca, a maioria das portas, janelas e nichos, chamados falsas janelas, têm forma trapezoidal, mais larga na base que no topo. A trave superior podia ser de madeira ou de pedra. As portas dos recintos mais importantes eram duplas e nalguns casos incluíam um mecanismo de encerramento interior.

Cortesia de wikipédia

Cortesia de wikipédia/UNESCO/JDACT

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As cataratas do Iguaçu: Património Natural da Humanidade. A beleza no seu esplendor

A área das Cataratas do Iguaçu são um conjunto majestoso de cerca de 275 quedas de água no Rio Iguaçu (na Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizam-se entre o Parque Nacional do Iguaçu, Paraná, no Brasil, e no Parque Nacional Iguazú, Misiones, na Argentina. A área total dos parques nacionais, correspondem a 250 mil hectares de floresta subtropical e declarada como Património Natural da Humanidade.
O Parque Nacional argentino foi criado em 1934 e o Parque Nacional brasileiro em 1939, com o propósito de administrar e proteger o manancial de água que representa esta catarata e o conjunto do meio ambiente ao seu redor. Os parques, tanto brasileiro como argentino, passaram a ser considerados Património da Humanidade em 1984 e 1986, respectivamente.
Historicamente, o primeiro europeu a achar as Cataratas do Iguaçu foi o espanhol, Álvar Núñez Cabeza de Vaca, no ano de 1542.
A área das Cataratas têm cerca de 275 quedas de água, com uma altura superior a 70 metros ao longo de 2,7 km do Rio Iguaçu. A Garganta do Diabo principia em forma de «U» invertido com 150 metros de largura e 80 metros de altura. A Garganta do Diabo é a maior, a mais majestosa e a mais impressionante de todas. O desfiladeiro dividido pela linha de fronteira entre o Brasil e a Argentina. A maioria das quedas de água ficam em território argentino, mas de ambos lados os panoramos são fabulosos.
O termo Iguaçu na língua guarani, deriva de y (água», «rio») e guasu ou guaçu («grande»), significa literalmente «água grande», ou seja, rio de «grandes águas». Em espanhol, adoptou-se oficialmente a grafia Iguazú. Porém, etimologicamente é errado escrever Iguazú com a consoante "z", devendo antes ser escrito Iguaçu ou Iguasú. (Ref.: Padre António Guash, Dicionário de Castelhano-Guaraní e Guaraní-Castelhano, Assunção, Paraguai, 1978, pág. 518).

Uma linda lenda tupi-guarani explica o surgimento das Cataratas do Iguaçu. «Há muitos anos atrás, o Rio Iguaçu corria livre, sem corredeiras e nem cataratas. Nas suas margens habitavam índios caingangues, que acreditavam que o grande pajé M’Boy era o deus-serpente, filho de Tupã. Ignobi, cacique da tribo, tinha uma filha chamada Naipí, que iria ser consagrada ao culto do deus M’Boy, divindade com a forma de grande serpente. Tarobá, jovem guerreiro da tribo enamora-se de Naipi e no dia da consagração da jovem, fogem para o rio que os chama, Tarobá, Naipí, vem comigo! Ambos desceram o rio numa canoa. M’Boy, furioso com os fugitivos, na forma de uma grande serpente, penetrou na terra e retorceu-se, provocou desmoronamentos que foram caindo sobre o rio, formando os abismos das cataratas. Envolvidos pelas águas, caíram de grande altura. Tarobá transformou-se numa palmeira à beira do abismo, e Naipí, em uma pedra junto da grande cachoeira, constantemente açoitada pela força das águas. Vigiados por M’Boy, o deus-serpente, permanecem ali, Tarobá condenado a contemplar eternamente sua amada sem poder tocá-la».






A determinadas horas do dia, a visão celestial é deslumbrante com o aparecimento do colorido e diversificado jogo de cores «arco-irís» que aparece na sua forma mais completa.
Wikipédia/Geografia do Brasil/Turismo de São Paulo/JDACT