Mostrar mensagens com a etiqueta Doação à BNP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Doação à BNP. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BNP. O Poeta e ensaísta João Rui de Sousa doa o seu Espólio literário. «De investigador de espólios à guarda do ACPC João Rui de Sousa passa a doador e a autor aí representado. Contribui, também desta forma, para o enriquecimento de um arquivo relevante no domínio da História da Literatura Portuguesa Contemporânea»

Cortesia da bnp 

«João Rui de Sousa, poeta, ensaísta e crítico literário, formalizou, no dia 27 de Maio de 2011, a doação do seu Espólio literário à Biblioteca Nacional de Portugal A cerimónia teve lugar na Sala do Conselho, pelas 16h00, assinando o respectivo Termo, em representação da BNP, o seu director, Jorge Couto. Para a BNP reveste-se de especial significado a doação do espólio de um colaborador de um passado recente, 1982 a 1993, período em que João Rui de Sousa integrou a equipa do Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea (ACPC), a então recém-criada Área de Espólios.
Formado em Agronomia e licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, João Rui de Sousa estreou-se nas letras na revista Cassiopeia (1955) - de que foi um dos fundadores, com António Ramos Rosa, José Terra, José Bento e António Carlos - publicando aí os poemas «A Morte da Paisagem e Poema Contíguo ao Ódio e o ensaio A Angústia e o Nosso Temp», géneros literários de que é autor de referência. Na poesia deu à estampa Circulação (1960), A Hipérbole na Cidade (1960), A Habitação dos Dias (1962), Meditação em Samos (1970), Corpo Terrestre (1972). Em 1983 reúne os poemas aí publicados com inéditos e dá corpo a O Fogo Repartido. Na década seguinte edita Enquanto a Noite, a Folhagem (1991), Palavra Azul e Quando (1991), Sonetos de Cogitação e Êxtase (1994), Obstinação do Corpo (1996) e Respirar pela Água (1998). São já do séc. XXI Os Percursos, as Estações (2000), Obra Poética: 1960-2000 (2002), Lavra e Pousio (2005) e Quarteto Para as Próximas Chuvas (2008), distinguido com o Prémio Nacional António Ramos Rosa e o Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes.


Cortesia da bnp
No ensaio, publicou Fernando Pessoa Empregado de Escritório (1985; 2º ed. revista e aumentada, 2010), Este Rio de Quatro Afluentes (1988), António Ramos Rosa ou o Diálogo com o Universo (1988). Mas é muito vasta a sua colaboração na imprensa – em, por exemplo, Cadernos do Meio-dia, A Capital, Colóquio Letras, Folhas de Poesia, JL, Nova Renascença, Revista da Biblioteca Nacional, O Tempo e o Modo ou na Seara Nova – onde, como ensaísta e crítico literário, contribuiu, de forma indelével, para o conhecimento e interpretação críticos da Literatura Portuguesa da segunda metade de Novecentos e início do presente século. João Rui de Sousa é ainda editor literário da antologia de poemas de Adolfo Casais Monteiro (1973) e das Poesias Completas do mesmo autor (1993), bem como prefaciador de diversas obras de outros autores. Sob a chancela da Biblioteca Nacional, reflectindo o seu labor na Instituição, regista-se o seu contributo para a iniciativa Fernando Pessoa:
  • o último ano (1985), catálogo da exposição comemorativa do cinquentenário da morte do Poeta, de que foi um dos organizadores, a Fotobibliografia de Fernando Pessoa (1988), prefaciada por Eduardo Lourenço, e Poesia e Alguma Prosa, de Mário Saa (2006).


Cortesia da bnp
De investigador de espólios à guarda do ACPC João Rui de Sousa passa a doador e a autor aí representado. Contribui, também desta forma, para o enriquecimento de um arquivo relevante no domínio da História da Literatura Portuguesa Contemporânea. O seu acervo literário é constituído, para já, por parte do epistolário – cartas de/a António Ramos Rosa, Eugénio Lisboa, João Bigotte Chorão, João Palma-Ferreira, Jorge de Sena, José Carlos Gonzalez, Luís Amaro, Luiz Pacheco, Natália Correia, Pedro da Silveira – cujos espólios já integram o ACPC -, e de, entre outros, Egito Gonçalves, Eugénio de Andrade, Fernando Guimarães, Herberto Hélder, Liberto Cruz, Maria Alzira Seixo ou Matilde Rosa Araújo». In Biblioteca Nacional de Portugal, Doações.

Cortesia da BN de Portugal
JDACT

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Biblioteca Nacional de Portugal: Doação do filósofo Delfim Santos. «O espólio, que agora a Família generosamente doou à Biblioteca Nacional de Portugal, integrando o seu Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, será entregue por fases. Permitirá aos investigadores estudar sobre fontes primárias o percurso e pensamento de Delfim Santos, autor cujas obras completas têm a chancela da Fundação Calouste Gulbenkian»

Cortesia da bnp

O espólio do filósofo e pedagogo Delfim Santos (1907-1966) foi doado à Biblioteca Nacional de Portugal pelos herdeiros do escritor representados pela viúva, Doutora Maria Manuela Hanemann Saavedra de Sousa Marques Pinto dos Santos.

Delfim Pinto dos Santos, natural do Porto, licenciou-se em Ciências Histório-Filosóficas na Faculdade de Letras do Porto, onde teve como mestre Leonardo Coimbra e por condiscípulos Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, José Marinho ou Santana Dionísio. Tendo iniciado a vida activa na arte da ourivesaria, na empresa de seu pai, aos 18 anos completa, em um ano como aluno externo, os estudos preparatórios na Escola Mouzinho da Silveira e o curso geral no Liceu Alexandre Herculano.

Concluída a licenciatura em 1931, inicia uma profícua carreira como docente, em colégios particulares, depois no Liceu Normal de José Falcão em Coimbra, onde inicia o estágio que vem a concluir no Liceu Normal de Lisboa (Pedro Nunes). Em 1934, é professor no Liceu Gil Vicente, em 1942 professor de Filosofia no Liceu Camões e, em 1943, ingressa, como assistente da Secção de Ciências, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde, em 1948, ano em que obteve uma bolsa para especialização em orientação vocacional e profissional nos EUA, passa a professor extraordinário e, em 1950, a professor catedrático.

Cortesia de bnp

Na segunda metade da década de trinta do século passado, Delfim Santos aprofunda os seus conhecimentos, como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, em Viena (1935), Berlim, Londres e Cambridge, familiarizando-se com a Filosofia das Ciências e a Metafísica do Conhecimento. Em 1937, inicia o leitorado em Berlim e desenvolve divulgação cultural no Instituto para Portugal e Brasil da Universidade dessa cidade. Em 1940, doutora-se na Universidade de Coimbra, com a tese Conhecimento e Realidade. Em 1958 é professor no Instituto de Altos Estudos Militares, cargo que manterá até 1962. Em 1963 é Director do recém-formado Centro de Investigação Pedagógica da Fundação Calouste Gulbenkian e, em 1966, pouco antes de morrer, é nomeado Director do Instituto Pedagógico de Adolfo Coelho da Faculdade de Letras de Lisboa.

Ao longo da sua carreira Delfim Santos participou e proferiu conferências em diversos congressos nacionais e estrangeiros e colaborou em numerosas publicações periódicas, entre as quais a revista A Águia, de que chegou a ser director, Revista de Portugal, Presença, Revista do Porto, Inquérito, Diário Popular, Revista da Faculdade de Letras, Litoral, O Mundo Literário, Escola Portuguesa, Revista Brasileira de Filosofia, Arquivos da Universidade de Lisboa ou Diário do Norte. Algumas dessas colaborações foram editadas em separatas. Publicou ainda, por exemplo, Linha Geral da Nova Universidade de Coimbra (1934), Situação Valorativa do Positivismo (1938), Da Filosofia (1939), Conhecimento e Realidade (1940), Notes pour une Étude sur Descartes (1944), Fundamentação Existencial da Pedagogia (1946), Meditação sobre a Cultura (1946), A Criança e a Escola (1959), tendo prefaciado e preparado introduções e versões de obras de autores como Friedrich Nietzsche, Régis Jolivet, Hermann Hesse e Karl Jaspers.


Cortesia de museusportugal e delfimsantos 

O espólio, que agora a Família generosamente doou à Biblioteca Nacional de Portugal, integrando o seu Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, será entregue por fases. Permitirá aos investigadores estudar sobre fontes primárias o percurso e pensamento de Delfim Santos, autor cujas obras completas têm a chancela da Fundação Calouste Gulbenkian». In Biblioteca Nacional de Portugal.

Cortesia de BNP/JDACT

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Raul de Campos: Doação do Espólio à Biblioteca Nacional de Portugal. «Foi 1º violino do Teatro de São Carlos e regente da Orquestra Típica Portuguesa. Também teve uma extensa actividade, como violonista, em hotéis, cinemas, cafés e casinos. Compôs operetas, canções de Coimbra, fados, peças para coro, autos, música para crianças, etc., sempre inspirado pela música popular portuguesa»


Cortesia da bnp

Doação do Espólio de Raul de Campos à BNP.
Hoje, dia 1 de Junho de 2011, pelas 15h00, terá lugar a assinatura do Termo de Doação do Espólio do compositor Raul de Campos. Em representação das partes assina Ana Maria de Campos Mourão, na qualidade de doadora, e o Director-Geral da BNP, Jorge Couto.

Cortesia da bnp

Violinista, maestro, compositor e professor, Raul de Campos (1883-1947) nasceu em Lisboa. Terminou o curso superior de violino no Conservatório Nacional aos 16 anos, tendo sido aluno de Vítor Hussla, Alagarim, Alexandre de Bettencourt, Júlio Neuparth, Vechi e Freitas Gazul.
Foi 1º violino do Teatro de São Carlos e regente da Orquestra Típica Portuguesa. Também teve uma extensa actividade, como violonista, em hotéis, cinemas, cafés e casinos.
Compôs operetas, canções de Coimbra, fados, peças para coro, autos, música para crianças, etc., sempre inspirado pela música popular portuguesa.
Foi co-fundador e director da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais e do Sindicato Nacional dos Músicos. Organizou as tunas e orfeões do Colégio Militar e da Escola Académica, entre outras. Colaborou com os jornais O Diabo e Canção do Sul.

Cortesia da bnp

O Espólio doado à BNP é composto por manuscritos (autógrafos e cópias), impressos musicais e ainda algum material de arquivo relacionado com a sua actividade profissional, juntando-se assim à lista de compositores portugueses, como Augusto Machado, Vianna da Motta, Armando José Fernandes, Luiz de Freitas Branco, Joly Braga Santos, Jorge Croner de Vasconcellos e Ruy Coelho, cujos espólios integram já a colecção de Música da BNP.
 
Cortesia da BN de Portugal/JDACT