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sábado, 14 de janeiro de 2012

FCG. As Histórias de Paula Rego em Paris. «A mostra apresenta uma artista figurativa que domina a técnica e os recursos estéticos dos grandes mestres, desenvolvendo uma linguagem plástica que interpela o espectador, comovendo-o ou violentando-o»

Exposição entre o dia 26 de Janeiro e o 1 de Abril de 2012

Cortesia de fcg

Pela primeira vez em Paris, será apresentada uma exposição com obras representativas de Paula Rego, entre 26 de Janeiro e 1 de Abril de 2012, nas novas instalações da Fundação Gulbenkian, no Boulevard de La Tour Maubourg.
Comissariada por Helena de Freitas, directora da Fundação Paula Rego, "Casa das Histórias", a mostra vai reunir cerca de três dezenas de obras que incidem sobre as duas últimas décadas de trabalho da artista (1988-2009). Longe de se assumir como retrospectiva, a exposição centra-se, antes, nas séries temáticas que mais contribuíram para o reconhecimento internacional da força e originalidade de Paula Rego. O destaque vai para as pinturas de grandes formatos (pastel), mas também inclui desenhos e gravuras.

Cortesia de karenvocalearnin

A mostra apresenta uma artista figurativa que domina a técnica e os recursos estéticos dos grandes mestres, desenvolvendo uma linguagem plástica que interpela o espectador, comovendo-o ou violentando-o. Tomando como modelo os grandes mestres, ou desenvolvendo a multiplicidade das suas fontes, através da citação de grandes autores literários, como Genet, Eça, Kafka ou Balzac, do cinema, do teatro ou da dança, e sobretudo procurando inspiração na crueza dos contos populares, Paula Rego assume-se, essencialmente, como contadora de histórias.

Cortesia de saatchigallerycouk

Nascida em Lisboa, em 1935, e tendo feito a sua formação em Londres, onde vive há várias décadas, Paulo Rego é uma das mais destacadas pintoras da actualidade. A exposição pode ser vista de segunda a sábado, das 9h às 18h no Boulevard de La Tour Maubourg, n.º 39, no Bairro dos Invalides». In FCGulbenkian.

Cortesia da FCG/JDACT

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Victor Willing: «Os quadros são únicos e têm uma presença como se fossem uma pessoa. Têm arquitectura, escultura, desenho, tudo». «Trabalhou sempre, até morrer»

(1928-1998)
Alexandria, Egipto
Cortesia da rtp

Cortesia da cm-cascais
A Casa das Histórias de Paula Rego, em Cascais, tem duas novas exposições. A artista plástica mostra um conjunto de trabalhos da década de 70, inspirada nos contos populares e nas suas «próprias histórias».
Ao mesmo tempo, o Museu mostra ao público, pela primeira vez, uma grande retrospectiva do trabalho de Victor Willing, o artista plástico inglês que foi seu marido.


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Paula Rego renova a Casa das Histórias com uma retrospectiva da obra do seu marido, o artista plástico britânico Victor Willing.
Uma exposição de 80 pinturas e desenhos, uma novidade em Portugal, país onde o pintor trabalhou e viveu. Entre 1957 e 1962, viveram na Ericeira, e nos anos seguintes, até 1974, com estadas em Londres. Em 1966 foi-lhe diagnosticada esclerose múltipla, uma doença que afectaria muito a vida do artista. 

«Victor Willing começou a pintar pensando que seria sempre um retratista, mas a verdade é que passou também por fases abstractas, expressionistas, gestuais, numa atitude original e independente. De personalidade solitária e com ideias fortes, era um artista diversificado tanto em técnicas como em temáticas e estilos que desenvolvia em séries longas e demarcadas. Um homem de talentos teóricos e intelectuais, com obra editada de crítica de arte. Uma pessoa que, como diz Paula Rego, «não era para brincadeiras...». In Miguel Matos, Folha de Sala.

A exposição ficará patente até ao pf dia 2 de Janeiro de 2011.

Cortesia de DN Cartaz/Folha de Sala/CMCascais/JDACT