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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Poesia. Revolta. Pedro Barroso. «… mantenham com cuidado as árvores e estradas pr'a gente poder ver, p'ra gente circular que eu basta-me saúde e o sonho tão distante e a boca perturbante que tu me sabes dar e a festa de viver e o gozo e a paisagem…»

jdact

Poema do lavrador. De palavras aos políticos
não me perguntem coisas daquelas que eu não creia
não me perguntem coisas daquelas que não sei
remeto para os senhores as decisões do mundo
tais como governar, fazer decretos lei

no meio da tempestade no meio das sapiências
se poeta nasci, poeta morrerei
nem homem de gravata nem homem de ciências
apenas de mim próprio, e pouco, serei rei

das decisões do mundo lerei o que entender
que dentro de mim mesmo às vezes nasce um rio
e é esse desafio que nunca hei-de esquecer
e é essa a diferença que faz o meu feitio

mas digam por favor de onde nasce o sol
que eu basta-me o calor - para lá me voltarei
e saibam já agora que se eu lavrar a terra
me bastará que chova que o resto eu o farei
e digam por favor se o céu inda nos cobre
e bastará o azul
que em ave me tornei


mantenham com cuidado as árvores e estradas
pr'a gente poder ver, p'ra gente circular
que eu basta-me saúde e o sonho tão distante
e a boca perturbante que tu me sabes dar

e a festa de viver e o gozo e a paisagem
desta curva do Tejo, soprando a brisa leve
e na tranquilidade assim desta viagem
parar-se o tempo aqui, eterno, fresco e breve

que eu voo por toda a parte mas noutro horizonte
e vivo as coisas simples e rio-me da ambição
e ao fim de tanto ver, escolherei um monte
de onde assistirei, sorrindo, ao vosso enfarte

da ânsia de possuir, da ânsia de mostrar,
da ânsia da importância, da ânsia de mandar

e digam por favor de onde nasce o sol
que eu basta-me o calor - para lá me voltarei
e saibam já agora que se eu lavrar a terra
me bastará que chova que o resto eu o farei
e digam por favor se o céu inda nos cobre
e bastará o azul
que em ave me tornei
Poema de Pedro Barroso

JDACT

sábado, 19 de maio de 2012

Arqueologia e Património Construído na Região do Alto Tejo Português. «Os mais antigos acampamentos do homem pré-histórico, no Paleolítico Inferior e no Paleolítico Médio, podem ser encontrados nos terraços do Tejo, junto a Vila Velha de Ródão. Na Fonte das Virtudes e na Foz do Enxarrique o Homem de Neandertal deixou fortes marcas da sua presença nesta região»


Gravura antiga das Portas do Ródão
Cortesia de wikipedia

Um olhar diacrónico sobre o território humanizado
«A região da Beira Interior Sul é banhada pelo grande rio peninsular, o Tejo. É um território de contrastes geo-ambientais, onde, para além do grande rio, se inscrevem algumas das mais altas serras do distrito de Castelo Branco, bacias aluvionares, superfícies planálticas e, consequentemente, ecossistemas variados, embora alteradas pelo Homem ao longo de milénios.
Sendo uma zona de trânsito obrigatório entre o Norte e o Sul do território continental e entre o interior da Meseta e o litoral era previsível que o homem que por aqui tivesse passado e se tivesse fixado, desde as épocas mais remotas, de um forma permanente e rica de interacções culturais. A arqueologia deste território e o diversificado património que ainda nele se conserva, embora muito delapidado nos últimos trinta anos, comprovam essa perspectiva.
Os mais antigos acampamentos do homem pré-histórico, no Paleolítico Inferior e no Paleolítico Médio, podem ser encontrados nos terraços do Tejo, junto a Vila Velha de Ródão. Na Fonte das Virtudes e na Foz do Enxarrique o Homem de Neandertal deixou fortes marcas da sua presença nesta região.
Bem perto, para montante e jusante das Portas de Ródão, ao longo de cerca de 40 km de margens do Tejo e seus afluentes, entre os concelhos de Nisa e Vila Velha de Ródão situou-se um dos mais expressivos santuários póspaleolíticos ao ar livre, de toda a Europa. Trata-se de um conjunto de mais de 30 000 figuras, geométrico-simbólicas, representações de homens e de animais, em grande parte submersas pela albufeira de Fratel, ilustrando um pensamento mágico-religioso já muito complexo.

Idanha a Velha

As comunidades responsáveis por essas obras de arte gravadas na pedra enterraram os seus mortos em sepulturas megalíticas (antas e mamoas) de que se conservam algumas centenas principalmente no sul de Idanha-a-Nova, em Proença-a-Nova e em Nisa. Estes monumentos encontram-se entre as mais antigas obras de “arquitectura” conservadas nesta região. Da etapa seguinte da presença humana, durante as Idade do Bronze e do Ferro, conhecem-se principalmente povoados situados em pontos elevados, como o Monte de São Martinho (Castelo Branco), nos picos graníticos da área de Monsanto (Idanha-a-Nova) ou no extremo de cristas quartzíticas como em São Miguel (Nisa) ou no Muradal (Oleiros), locais por excelência de controlo da paisagem e da mobilidade das gentes. Os achados de armas ou jóias metálicas, em bronze, em prata ou ouro, fazem aparição por toda a região, evidenciando a importância dos objectos de prestígio naquelas comunidades.
A região tem a particularidade de se situar em plena nação lusitana, abrangendo os territórios de dois importantes populi, os Igaeditani e os Tapori. E segundo os historiadores clássicos, as bodas de Viriato ter-se-ão realizado algures neste último território, onde viveria Astolpas o seu sogro. Mas, é certamente com a Romanização que ocorre o mais profundo processo de ordenamento deste território e de exploração dos seus recursos naturais, até à exaustão. Na complexa e hierarquizada rede de povoamento que então se estabelece emerge a velha Egitânia (Idanha-a-Nova), importante cidade, sede de civitas cujo esplendor chega até aos tempos medievais e que contém a maior concentração de inscrições da Península. Entretanto muitos outros vestígios, nomeadamente de vilas, se encontram por toda a campina de Idanha e Castelo Branco, e neste último concelho, especialmente no triângulo sagrado situado entre São Martinho, Senhora de Mércoles e Santa Ana.
Por toda a região, constroem-se inúmeras obras de engenharia que sobrevivem, por vezes com uso quase até à actualidade, como pontes, calçadas (como as de Alpedrinha), barragens. Exploram-se as melhores terras de aluvião. Da Idanha-a-Nova a Nisa e a Oleiros exploram-se minerais metálicos, a céu aberto ou em galeria, e ouro de aluvião cuja marca mais impressiva se encontra no vasto Conhal (Nisa) situado a jusante das Portas de Ródão.

Arte rupestre

Com a queda do Império atravessam-se tempos conturbados até à consolidação do Reino de Portugal. Esta será durante muito tempo uma terra de fronteira entre os reinos cristãos e muçulmanos, onde as ordens militares, do Templo, do Hospital e de Cristo, vão dar um contributo definitivo à construção de uma nova realidade cujos símbolos e instrumentos, do novo poder, são os inúmeros castelos da Raia que pontuam locais estratégicos em quase todos os concelhos do sul da Beira.
Com o advento da contemporaneidade há uma outra realidade que percorre e irmana todos estes concelhos. São as invasões militares vindas de leste, nos séculos XVIII e XIX. Os exércitos invasores entravam na Idanha deixando rasto de conflitos, pilhagens e destruições por toda a região, onde ainda se ouvem inúmeros relatos, sob a forma de lendas e sítios com história. Chegados à muralha natural constituída pelas serras das Talhadas, do Muradal e dos Álvelos ainda se podem ver fortes e baterias posicionados sobre as zonas de passagem obrigatória na rota para Lisboa. De entre estes merecem destaque as fortificações da Ponte do Alvito, na fronteira entre Proença-a-Nova e Castelo Branco e os de Vila Velha de Ródão, protegendo a passagem do rio na área das Portas». In Associação de Estudos do Alto Tejo, Arqueologia e Património Construído na Região do Alto Tejo Português, PDF.

Cortesia de AE do Alto Tejo/JDACT

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uma Boa Notícia: Central Nuclear de Almaraz parou produção por altas temperaturas na bomba de refrigeração

Cortesia de wikipedia


Óptimo! Uma boa notícia.


«A central nuclear de Almaraz, que fica a 100 quilómetros de Portugal, em Cáceres, comunicou ao conselho de segurança nuclear espanhol que parou a produção de um reactor devido à presença de "altas temperaturas" numa das bombas de refrigeração. Segundo a agência espanhola EFE, esta decisão surge como medida preventiva, "e antes que se alcance um valor que pare automaticamente o reactor", os responsáveis da central decidiram parar programadamente a produção de electricidade.
Segundo um comunicado da central nuclear de Almaraz, "os sistemas de segurança actuaram correctamente e a central encontra-se parada".
Esta paragem, informou a central, "não coloca em risco nem as pessoas nem o meio ambiente" e classifica-se, "de forma preliminar", como nivel 0 na escala internacional de sucedidos nucleares. A central nuclear de Almaraz, na Província de Cáceres, funciona desde o início dos anos 80 junto ao Rio Tejo e faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre. Uma eventual explosão na central nuclear de Almaraz, obrigaria à «progressiva» retirada da população da zona de Portalegre». In Rádio Portalegre, 23.10.11


Cortesia de R. Portalegre/JDACT

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Rio a Dentro. Rio Tejo. Natureza. «Apreciar os «volumosos» ninhos das águias pesqueiras. Contactar com os cavalos da Coudelaria Alter Real, os Puros Lusitanos, que se encontram num «mouchão», ilhas onde só as aves habitam, onde pernoitam e nidificam»

Cortesia de ruiletra

«A menos de 40 minutos de Lisboa, fica um dos lugares mais encantadores do país. Trata-se do rio Tejo. Pode navegar-se silenciosamente a bordo do Rio-a-Dentro, confortável e dotado de boa visibilidade. Os promotores escolhem o mais bonito troço do rio Tejo, onde as margens são verdejantes, serpenteando por entre ilhas, praias e bancos de areia». Apreciar de perto as mais diversas espécies de aves, as elegantes garças brancas, as mais corpulentas e cinzentas garças reais. Apreciar os «volumosos» ninhos das águias pesqueiras. Contactar com os cavalos da Coudelaria Alter Real, os Puros Lusitanos, que se encontram num «mouchão», ilhas onde só as aves habitam, onde pernoitam e nidificam.





jdact

Segundo o RL, o rio Tejo todos os dias é diferente e guarda sempre surpresas para quem navega nele. A cultura avieira é uma característica a preservar, onde o barco é a peça central da sua actividade piscatória, que se detecta nas variadas bóias que assinalam as redes que se encontram no leito do rio.

A candidatura da cultura «avieira» a património nacional, é um projecto que está a ser dinamizado pelo Instituto Politécnico de Santarém/Escola Superior de Educação de Santarém, pela AIDIA, Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça e pela ANMPN, Associação Náutica da Marina do Parque das Nações.





jdact

Rio a Dentro levou-me a descobrir recantos deslumbrantes, quiçá, mágicos, a Natureza aqui tão perto. Canais navegáveis que desconhecia e cheios de beleza distinta, recantos da Natureza. O RL afirma que estes canais, entre a margem esquerda e as ilhas ou «mouchões», são raramente navegados por outros. Sente prazer em dar a conhecer estes «caminhos», afirma. Obrigado!

Com a amizade de RL.
JDACT

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Toledo. Rio Tejo: Cervantes descreveu Toledo como a «glória da Espanha». A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio Tejo. A Catedral é notável por sua incorporação de luz. O rio Tejo faz uma curva traçando quase um círculo completo

Cortesia de members.virtualtourist
Toledo foi a capital da Hispânia visigótica, desde o reinado de Leovigildo, até a conquista moura da Península Ibérica no século VIII. Sob o Califado de Córdoba, Toledo conheceu uma era de prosperidade. Após a decomposição do Califado de Córdoba em 1035, tornou-se capital do Taifa de Toledo.
A 25 de maio de 1085, Afonso VI de Castela ocupou Toledo e estabeleceu controle directo sobre a cidade moura. Este foi o primeiro passo concreto do reino de Leão e Castela na chamada Reconquista.

Toledo era famosa pela produção de aço, especialmente espadas, e a cidade ainda é um centro de manufactura de facas e pequenas ferramentas de aço. Após Filipe II de Espanha mudar a corte de Toledo para Madrid em 1561, a cidade entrou em lento declínio, do qual nunca se recuperou.
Cortesia de dsi.uclm
Cervantes descreveu Toledo como a «glória da Espanha». A parte antiga da cidade está situada no topo de uma montanha, cercada em três lados por uma curva no rio Tejo, e tem muitos sítios históricos, incluindo o Alcázar, a Catedral (a igreja primaz da Espanha), e o Zocodover, o mercado central. Do século V ao XVI cerca de trinta sínodos aconteceram em Toledo. O primeiro foi no ano 400. No sínodo de 589 o rei visigótico Recaredo declarou a sua conversão. No sínodo de 633, conduzido pelo enciclopedista Isidoro de Sevilha, decretou a uniformidade da liturgia em todo o reino visigótico e tomou medidas restritivas contra judeus baptizados que recaíssem na sua antiga fé. O concílio de 681 assegurou ao arcebispo de Toledo a primazia no reino da Espanha. O último concílio que ocorreu em Toledo, entre 1582 e 1583, foi conduzido em detalhes por Filipe II de Espanha.


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Toledo era famosa por sua tolerância religiosa e possuía grandes comunidades de judeus e muçulmanos, até que eles foram expulsos da Espanha em 1492; por isto a cidade tem importantes monumentos religiosos, como a sinagoga de Santa Maria la Blanca, a sinagoga de El Tránsito, e a mesquita de Cristo de la Luz.
No século XIII Toledo era um importante centro cultural sob o domínio de Afonso X, cujo cognome foi «El Sabio» pelo seu amor ao conhecimento. A escola de tradutores de Toledo tornou disponíveis grandes trabalhos académicos e filosóficos originalmente produzidos em árabe e hebraico ao traduzi-los para o latim, disponibilizando pela primeira vez uma grande quantidade de conhecimentos para a Europa.
A Catedral é notável por sua incorporação de luz, e nada é mais notável que as imagens por trás do altar, bastante altas, com figuras fantásticas em estuque, pinturas, peças em bronze, e múltiplas tonalidades de mármore, uma obra-prima medieval. A cidade foi local de residência de El Greco no final de sua vida, e é tema de muitas de suas pinturas, incluindo O Enterro do Conde de Orgaz, exibido na Igreja de Santo Tomé.

Cortesia de guaix.fis.ucm
O local onde está Toledo é considerado uma fortaleza natural. É uma rocha de granito, cercada de três lados pelo rio Tejo (o nosso rio «Grande» que vai desaguar no Oceano Atlântico na nossa linda cidade de Lisboa). O rio Tejo faz uma curva traçando quase um círculo completo. Para efeito de defesa o rio Tejo, e as encostas de montanha, funcionam como uma muralha e um fosso, como nos castelos medievais. Para defender o quarto lado, o único não protegido pela natureza, era fácil construir uma muralha. Toledo é uma cidadezinha pequena, apertada, encarapitada em cima de um morro. As ruas são estreitas, raramente passando de dois metros de largura. Andando por essas ruazinhas, semelhantes às que existem em tantas cidades medievais da Europa.

Cortesia de commons.wikimedia
O Alcázar significa um palácio fortificado. O de Toledo começou com o forte romano de 2.000 anos atrás, e cresceu e recebeu esse nome de Alcázar sob o domínio árabe. Em diversas ocasiões ele foi parcialmente destruído, mas sempre foi reconstruído.

Cortesia de Turismo Espanhol/JDACT

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Salvaterra de Magos: Câmara Municipal e ProTejo organizam «workshop» dedicado ao rio e à água (6 de Junho)

Cortesia da CMSalvaterra de Magos
A Câmara Municipal de Salvaterra de Magos e o ProTEJO - Movimento Pelo Tejo, realizam o Workshop «Água e Rios» no pf dia 6 de Junho de 2010, com início às 9 horas no Auditório do Centro de Interpretação e Educação Ambiental do Cais da Vala de Salvaterra de Magos.
Um Workshop pela ecologia onde serão transmitidas experiências de Educação, Formação e Sensibilização Ambiental sobre o tema «Água e Rios».

Tem como destinatários todos os municípios, escolas, empresas ligadas ao ambiente, rios e água, associações ambientalistas, sociais, culturais e desportivas, sendo esta 1ª edição preferencialmente dirigida aqueles que estão sedeados na área geográfica dos municípios de Azambuja, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Coruche, Salvaterra de Magos e Santarém.

«O rio Tejo dá-nos uma riqueza e património naturais singulares, diria mesmo únicos. A sua fauna e flora conseguem como por magia constituir cenários de beleza inigualável, muitas vezes únicos. Com a sua beleza e características inerentes a um dos principais cursos de água que cruza o nosso país, e fruto da sua navegabilidade, o Tejo permitiu ao longo dos tempos o desenvolvimento de muitas actividades, estruturantes para o próprio desenvolvimento das comunidades ribeirinhas, seja por força da vertente comercial, seja pela vertente piscatória. O «Movimento Pelo Tejo», abreviadamente designado por «ProTejo», procura a valorização de tudo isto. A valorização e defesa do rio Tejo e dos seus afluentes em várias vertentes, da ambiental à cientifica, passando pela cultural, social e patrimonial. É portanto um movimento com uma vertente formativa e educativa, que procura alertar e despertar consciências para a necessidade extrema de defesa, preservação e valorização de todo o património que compõe o rio tejo, em todas as suas vertentes.(...) A nossa estratégia turística passa desde sempre pelo Tejo, é um dos nossos grandes tesouros. Estou profundamente convicta de que à semelhança da importância histórica que o rio teve para o nosso concelho, desde meio preferencial de chegada da família real, à importante função que o Cais da Vala Real teve nas rotas comerciais para a capital, passando pela chegada da comunidade avieira ao concelho, o rio Tejo vai continuar a brindar-nos com muitas e estruturantes mais valias de desenvolvimento. Após a recepção do I Congresso Avieiro no nosso concelho, onde mais uma vez soubemos bem receber e mostrar o que de melhor temos feito na nossa actividade junto da comunidade avieira do Escaroupim e arranjos no Cais da Vala no âmbito do ValTejo, prosseguimos a nossa missão com a realização deste workshop, porque se trata efectivamente de uma missão, de continuarmos a trabalhar na valorização de todo um passado deste rio, mudando e trabalhando no seu presente, para que possamos continuar a contemplar o rio Tejo, em toda a sua amplitude, no futuro». In Câmara Municipal de Salvaterra de Magos
(http://www.cm-salvaterrademagos.pt/NR/rdonlyres/EAB8E119-9665-4C48-9386-D4F9A60A0EAA/0/Folheto_Agua_e_Rios.pdf)
CMSalvaterra de Magos/JDACT

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Portas de Ródão: Classificado como Monumento Natural

Portas de Ródão – vista para jusante
Cortesia wikipédia
As Portas de Ródão são uma formação geológica situada perto de Vila Velha de Ródão, resultante da intersecção do duro relevo quartzítico da Serra das Talhadas com o curso do rio Tejo. Neste local há um estreitamento do vale, obrigando a que o rio «corra» entre duas paredes escarpadas, que atingem cerca de 170 m de altura, fazendo lembrar duas «portas», uma a norte no distrito de Castelo Branco, Beira Baixa, e outra a sul no concelho de Nisa, distrito de Portalegre, Alto Alentejo.

O encaixe do rio Tejo começou por erosão remontante, há cerca de 2,6 milhões de anos, aproveitando acidentes tectónicos associados à falha do Ponsul, e decorreu em várias etapas, reflectidas em terraços fluviais e plataformas embutidas por erosão, mais visíveis na margem direita a montante das Portas.
O grande lago e as grandes profundidades imediatamente a jusante das Portas testemunham a imponência da queda de água que aqui terá existido antes de se atingir a actual fase de equilíbrio.

Cortesia de Naturtejo
No topo da «porta norte», que é facilmente acessível por estrada, situa-se o pequeno castelo do Rei Wamba. Deste local vislumbra-se um vasto panorama sobre o vale do Tejo a jusante das Portas, com o Conhal do Arneiro, na margem esquerda, e o povoado paleolítico de Vila Ruivas, na margem direita.
As Portas de Ródão são igualmente um local privilegiado de observação da avifauna, servindo de habitat à maior colónia de grifos de Portugal, assim como à cegonha-preta ou ao milhafre-real.

As «Portas do Ródão» constituem o ex-libris natural de Vila Velha de Ródão e Santana, onde o Tejo, o mais importante rio da Península Ibérica, corre entrincheirado, submisso, entre gigantes quartzíticos pré-históricos. Este lugar magnífico está classificado como Monumento Natural.
wikipédia/Revista do Município de Nisa (Abril 2010)/JDACT