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sábado, 16 de abril de 2011

Irene Némirovsky: «Em 2004 a obra póstuma, Suite Française (Suite Francesa), foi galardoada com o Prémio Renaudot, um conceituado do panorama literário francês. A primeira vez que este prémio distinguiu um escritor a título póstumo»

(1903-1942)
Kiev
Cortesia de clubdelecturaunedes

Irene Némirovsky, escritora de origem ucraniana nascida  no seio de uma família judaica-ucraniana com interesses na banca, e falecida no campo de concentração «maldito» nazi de Auschwitz, na Polónia.
Durante a infância, passou várias vezes férias na costa francesa, na zona de Biarritz. Entretanto, por motivos políticos o regime soviético começou a perseguir o pai de Irene.
Em 1919, já depois de ter vivido em São Petersburgo, exilou-se com a família em Paris. Estudou literatura na Universidade da Sorbonne, onde se licenciou em Letras. Entretanto começou a escrever contos que publicava numa revista literária. Em 1923 lançou o seu primeiro romance, Le Malentendu, que havia escrito aos 18 anos.

Em 1929, lançou o primeiro romance David Golder e tornou-se num dos nomes mais estimados do meio literário de Paris. Posteriormente escreveu Le Bal (O Baile), Le Vin de Solitude e Jézabel.
Contudo, quando a Alemanha invadiu a França durante a Segunda Guerra Mundial, muitos dos que admiravam Irene passaram a ignorá-la por ela ser judia. Mas o facto é que, no início do conflito, Irene se tinha convertido ao catolicismo.
Irene Némirovsky foi detida em Julho de 1942 pela Gestapo, a polícia política do regime «maldito» nazi, apesar dos apelos em contrário do embaixador alemão em Paris e do Marechal Pétain. Assim, foi enviada para o campo de concentração de Auschwitz, na Polónia. A escritora viria falecer no campo de concentração nazi a 17 de Agosto desse ano.

Cortesia de sololibros
Da família só se salvaram duas filhas, Denise e Elisabeth, que foram entregues a uma mulher católica, que as escondeu. Na sua mala Denise levou os manuscritos da mãe. Só em 1954 abriu a mala e teve coragem de ler o que a mãe escrevera. Entre os manuscritos, encontrava-se Suite Française, publicado apenas em Setembro de 2004. Esta obra conta o êxodo dos judeus de Paris em 1940. O livro está dividido em dois romances:
  • um sobre a fuga dos judeus,
  • o segundo sobre a ocupação nazi, e já foi considerado o mais importante documento literário do pós-guerra desde os diários de Anne Frank.
Em 2004 a obra póstuma de Irene Némirovsky, Suite Française (Suite Francesa), foi galardoada com o Prémio Renaudot, um dos mais conceituados do panorama literário francês.
Foi a primeira vez que este prémio distinguiu um escritor a título póstumo».
In Infopédia. Porto Editora, http://www.infopedia.pt/$irene-nemirovsky.

Cortesia de Infopédia/JDACT

sábado, 12 de março de 2011

Annelisse Maria Frank. Anne Frank. «Ela e a sua família (mãe Edith, irmã Margot e pai Otto Frank), juntamente com mais 4 pessoas viveram 25 meses, durante a II Guerra Mundial, num anexo de quartos por cima do escritório do pai, em Amsterdão, denominado Anexo Secreto. Morre aos 15 anos de idade num maldito campo de concentração nazi»

(1929-1945)
Frankfurt am Main, Hesse, Alemanha
Cortesia de thingsthatinspiree

Annelisse Maria Frank, mais conhecida como Anne Frank, uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto, que morreu aos 15 anos de idade num maldito campo de concentração. Tornou-se mundialmente famosa com a publicação póstuma do seu diário, no qual relata as experiências durante o período em que a sua família se escondeu da perseguição aos judeus da Holanda.
O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947 e é actualmente um dos livros mais traduzidos em todo o mundo.

Ela e a sua família (mãe Edith, irmã Margot e pai Otto Frank), juntamente com mais 4 pessoas (Peter, Pfeffer,sr. e sra. van Pels) viveram 25 meses, durante a II Guerra Mundial, num anexo de quartos por cima do escritório do pai, em Amsterdão, nos Países Baixos, denominado Anexo Secreto.
 
Cortesia de eppsnet
Enquanto vivia no Anexo Secreto, Anne escrevia no seu diário, a que deu o nome de Kitty. No diário escrevia o que sentia, pensava e o que fazia. Kitty e, logo depois Peter eram seus únicos amigos dentro do Anexo Secreto. Os longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabaram ao ser denunciada aos nazistas e deportada para os malditos campos de concentração nazis.




















O local onde a família de Anne Frank e outras 4 pessoas viveram para se esconder dos nazis tornou-se um famoso museu após a publicação do diário. Há uma reprodução das condições em que os moradores do Anexo Secreto viviam, sendo apresentada a história dos 8 habitantes e das pessoas que os ajudaram a esconderem-se durante a guerra. Um dos itens apresentados ao público é o diário escrito por Anne, que viria a tornar-se mundialmente famoso após a sua morte, devido à iniciativa de seu pai, Otto. Hoje é um dos mais famosos símbolos do Holocausto.

Cortesia de joedreschwordpress
Dos 8 habitantes do Anexo, o único sobrevivente após a guerra foi Otto, pai de Anne, que veio a falecer em 1980.
Cortesia de Anne Frank's History/you tube/JDACT