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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

A Terra Oca. Raymond Bernard. «O aviador deve ter ido além do Pólo Norte, no interior do mesmo território mais quente que o Almirante Byrd visitou, e que fica dentro da abertura polar»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

A Descoberta do almirante Byrd

«(…) Em volta dos quatro lados do oásis, que era de forma aproximadamente quadrada, Bunger viu neve e gelo brancos, eternos e sem fim. Dois dos lados do oásis se elevavam a quase trinta metros da altura e consistiam de grandes paredões de gelo. Os outros dois tinham um declive mais suave e gradual. A existência de um tal oásis, na longínqua Antártica, uma terra de gelo perpétuo, indicaria condições mais quentes, que existiriam se o oásis estivesse na abertura polar sul, que leva ao interior mais quente da terra, como no caso dos territórios mais quentes, com terra e lagos, que o Almirante descobriu além do Pólo Norte, e que estavam, provavelmente, dentro da abertura polar norte. De outra maneira, não se pode explicar a existência de um tal oásis, de território não gelado, no meio do continente Antártico, com quilómetros de espessura de gelo. O oásis não podia ser o resultado de actividade vulcânica, porque sua área era de cerca de setecentos e setenta quilómetros quadrados, demasiado grande, portanto, para ser afectada pelo calor vulcânico. Uma melhor explicação é a de correntes de ar quente vindas do interior da Terra.

Assim, Byrd no Ártico e Bunger na Antártica, fizeram ambos descobertas semelhantes, de áreas de terras mais quentes, além dos Pólos, mais ou menos na mesma época, no princípio de 1947. Entretanto, eles não foram os únicos a fazerem tal descoberta. Há algum tempo um jornal de Toronto, no Canadá, The Globe and Mail, publicou uma fotografia de um vale verde, tirada por um aviador, na região ártica. Evidentemente, o aviador fotografou do ar e não tentou aterrar. O aviador deve ter ido além do Pólo Norte, no interior do mesmo território mais quente que o Almirante Byrd visitou, e que fica dentro da abertura polar. Esta fotografia foi publicada em 1960. Como confirmações adicionais da descoberta de Byrd, há relatos de indivíduos que afirmaram terem entrado pela abertura polar norte, como muitos exploradores árticos o fizeram sem o saber, e penetrado longe o bastante por ela até alcançar o Mundo Subterrâneo, no interior oco da Terra. O dr. Nephi Cottom, de Los Angeles, declarou que um dos seus pacientes, um homem de ascendência nórdica, lhe contou a história seguinte:

Vivia perto do Círculo Ártico, na Noruega. Num Verão, eu e um amigo resolvemos fazer uma viagem de barco juntos, e ir tão longe quanto pudéssemos para o norte. Assim, armazenamos provisões de boca para um mês, num pequeno barco de pesca, e nos fizemos ao mar, com vela e também com um bom motor de popa. No fim de um mês tínhamos viajado bem longe, para o norte, além do Pólo e numa estranha e nova região. Ficámos muito espantados com o clima de lá. Quente, e às vezes as noites eram tão cálidas que quase não se podia dormir. (Exploradores árticos que foram ao norte longínquo têm feito narrativas semelhantes, de clima quente, às vezes o bastante para fazer com que tirem suas roupas mais pesadas, o Autor). Depois, vimos algo tão estranho que ficamos ambos assombrados. Em frente do mar aberto e quente, em que estávamos, vimos o que parecia uma grande montanha. Naquela montanha, num determinado ponto, o oceano parecia estar desembocando. Confusos, continuamos naquela direcção e rios encontramos navegando num vasto e profundo vale, que levava para o interior da Terra. Continuamos navegando e vimos então o que nos surpreendeu ainda mais, um sol brilhando dentro da Terra! O oceano, que nos tinha levado para dentro do interior oco da Terra, gradualmente transformou-se num rio. O rio ia, como descobrimos mais tarde, através de toda a superfície interna do mundo, de uma extremidade à outra. Ele pode ir, se se o segue toda a vida, do Pólo Norte até ao Pólo Sul. Vimos que a superfície interna da terra é constituída, como a outra o é, de terra e água. Há abundância de luz solar e muita vida, tanto animal quanto vegetal. Navegamos mais e mais, para dentro desta região fantástica, fantástica porque tudo era de tamanho grande em comparação com as coisas do lado de fora. As plantas são grandes, as árvores enormes e, finalmente, chegamos até aos gigantes. Eles viviam em lares e cidades, da mesma maneira como o fazemos na superfície da Terra. Usavam um tipo de condução eléctrica, semelhante a um monotrilho, para transportar as pessoas. Corria ao longo das margens do rio, de cidade para cidade. Vários dos habitantes do interior da Terra, gigantes enormes, descobriram nosso barco no rio e ficaram muito surpresos. Entretanto, foram bastante amistosos. Fomos convidados a jantar com eles, nos seus lares, e assim separei-me do meu companheiro, seguindo ele com um gigante para o lar deste, e eu indo para a casa de outro gigante. Meu amigo gigantesco me levou para a sua casa, apresentou-me a sua família, e fiquei completamente aterrorizado ao ver o tamanho enorme de todos os objectos do seu lar. A mesa de refeições era colossal. Foi posto na minha frente um prato com uma quantidade tão grande de comida que poderia me alimentar, abundantemente, por uma semana. O gigante me ofereceu um cacho de uvas e cada uva do tamanho de um dos nossos pêssegos. Provei uma e achei bem mais doce do que qualquer uma que tivesse comido do lado de fora. No interior da Terra todos os frutos e hortaliças são bem mais gostosos e saborosos do que os que temos na superfície externa da Terra. […] In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Mistério, Terra, Literatura, 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

As Mansões Secretas da Rosacruz. Raymond Bernard. «Nobre cidade que se faz tristeza para o triste, alegria para o alegre, corrente para o escravo ou liberdade para o livre, tu esposas as aspirações de teu visitante…»

Cortesia de wikipedia e jdact

«(…)

Amsterdão

Estranha cidade onde paira a sombra de Rembrandt, onde envelhecem sem envelhecer os históricos canais, onde o mar obstinado vem morrer contra o dique da obstinação humana, cidade de tradição que um grande mestre da Rosacruz do passado, Gustave Merinck, atravessou com suas lembranças, jamais o fluxo cosmopolita dos negócios que a invadem apagará a história que impregna os muros veneráveis de teus bairros antigos e mesmo que, em algum dia lúgubre, a Natureza em cólera te submergisse para sempre nas ondas torturadas do adversário, o sábio perpetuaria tua lembrança no templo sagrado da secreta sabedoria! Nobre cidade que se faz tristeza para o triste, alegria para o alegre, corrente para o escravo ou liberdade para o livre, tu esposas as aspirações de teu visitante e sabes até ser decepção para o decepcionado! Oh, como eu queria que o adepto verdadeiro, do lado de cá do presente, perscrutasse a eterna presença de todos aqueles que deixaram em ti a marca da alta sabedoria, pois não reservas teus segredos apenas para o clarividente que, com um olhar, apaga o inelutável moderno para melhor ver adiante! Para mim, já eras riqueza abrindo teus cofres repletos de jóias de alquimia. Agora, és mais ainda para mim, porque doravante associo Maha à tua lembrança...

O Hotel Carlton, de Amsterdão, fica próximo do centro da cidade e dá para uma rua movimentada, do lado de arcadas cuja razão de ser nos intriga. À minha chegada, fico sabendo que, contrariamente ao que me assegurou a minha agência, nenhum quarto foi reservado em meu nome. Diante da importância do encontro marcado neste hotel, chamo a agência de Paris ao telefone. Conseguirei a ligação...

Após uma hora de espera e, mal terminei, o recepcionista precipita-se na minha direcção para me informar que minha reserva foi encontrada e que um quarto estará à minha disposição…, amanhã! Como meu encontro está marcado para as dezassete horas, não protesto, e o porteiro encontra-me facilmente um quarto para a noite no Hotel Suíço, na Kalverstraat Nem mesmo abrirei minha bagagem, tanto me apresso em voltar ao local do esperado encontro. No dia seguinte, ao meio-dia, estou instalado no Hotel Carlton e, às 16h30min, estou sentado no pequeno hall, os olhos fixados na porta que deve, daí a pouco, trazer Maha.

Ei-lo! Vejo-o transpor a grande porta envidraçada... Aí está ele diante de mim, e eu diante dele, que permanece de pé, sem me dar conta de que devia fazer um esforço para levantar-me. Como é impressionante sentir, de repente, que se está em algum lugar sem lá ainda estar, que um mundo nos cerca e que não percebemos mais nada..., mais nada, a não ser uns olhos de extrema palidez, nos quais todo o nosso ser se abandona, não para esquecer, mas para conhecer..., e viver! E esse sorriso de uma infinita bondade..., um encorajamento, um apelo à confiança, à humildade, à simplicidade! Em alguns segundos irrompem na minha consciência as impressões passadas: Lisboa..., Istambul, a cripta deslumbrante. Tudo é uma coisa só. Quanto tempo dura este estado? Alguns segundos, menos ainda..., eu sei e, afinal, que me importa? Podem noções como o tempo e o espaço ter significado diante da eternidade simbolizada por esse que aí está? Ele não faz nenhum gesto e não dá o sinal que, há algum tempo, eu aguardava». In Raymond Bernard, As Mansões secretas da Rosacruz, 2000, Editora Zéfiro, 2000, ISBN 978-972-895-800-8.

Cortesia de EZéfiro/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Literatura, 

As Mansões Secretas da Rosacruz. Raymond Bernard. «Que existe de surpreendente que alguns tenham podido, por breves instantes, comunicar-se com tais representantes e pôr-se no mesmo diapasão do mais alto deles?...»

Cortesia de wikipedia e jdact

«Revi Maha e, durante nossos encontros em Amsterdão e Viena, não pude evitar, enquanto o esperava, de pensar na volumosa correspondência recebida dos leitores de Encontros com o Insólito. Maha os impressionara e, ao ler tantas cartas, eu sentia a certeza de que, se minha descrição tivesse podido acompanhar, um pouco que fosse, a inolvidável impressão que emana desse ser extraordinário, a descrição, por si só, seria suficiente para comunicar aos outros as emoções que eu sentira. Parecia que, no momento da leitura, um vínculo subtil se estabelecia entre os leitores e Maha. Para muitos, ele não era mais apenas verdadeiro; passava a ser a sua verdade, aquela que está escondida no mais profundo de cada ser e que, às vezes, sob o estímulo imprevisto de uma narração, se eleva, gloriosa, diante de uma consciência deslumbrada. A verdade é uma, sob os múltiplos aspectos de que se reveste no mundo do fenómeno, e é quase um lugar-comum declarar que ela está em cada um de nós. Ora, seres como Maha situam-se no plano da verdade pura, e esse plano está em acordo com o universo da permanência que o homem traz para sempre em si próprio. Assim, não me surpreendia absolutamente constatar que alguns não viam em Maha um estranho, mas, ao contrário, digamos uma noção conhecida, encontrada com toda a sua força e seu vigor em si próprios, como se, de repente, as palavras, as frases, a narração os fizessem tomar consciência de um vínculo jamais rompido. Além disso, a missão planetária do Alto Conselho, do A..., diz respeito a todos os homens. Que existe de surpreendente que alguns tenham podido, por breves instantes, comunicar-se com tais representantes e pôr-se no mesmo diapasão do mais alto deles?...

Revi Maha e, apenas a esta lembrança, sua imagem me parece muito próxima; tenho a sensação, sem igual, de sua presença e meu ser estremece com a emoção habitual, jamais embotada por este excepcional contacto. Não sei se observaram, nos Encontros com o Insólito, que ele me parecia ter uns quarenta anos, nos retratos que eu observara em Copenhague e em Lisboa. Quando o vi pessoalmente, pela primeira vez, supus que chegara aos cinquenta, e esta impressão subsistiu em Istambul. No entanto, na incerteza, nada mudei na minha narração. Em Amsterdão, pareceu-me mais jovem, em Viena, mais idoso. Não sei como o encontrarei, dentro em breve, em Lisboa, em Madrid e, um pouco mais tarde, em Atenas. Talvez que, terminando esta obra pela descrição destes novos encontros, o que terei a dizer me faça esquecer uma descrição inoportuna! Contarei aqui, de novo, a minha impressão totalmente subjectiva. Se me pedissem para descrever Maha, seria tentado a responder: Ele tem olhos, e verdadeiramente não posso, mesmo agora, usar de mais precisão sem correr o risco de cometer o erro de uma explicação falsa. Creio que os olhos de Maha reflectem um mundo, um universo. Ele poderia comunicar-se unicamente com o olhar e, apesar da infinita bondade que deles emana, as preocupações talvez dêem à pureza de seus olhos claros uma expressão diferente; de forma que, segundo as circunstâncias, parece ter mais ou menos idade. É, parece-me, a explicação da impressão que dá quanto à idade. Além disso, que podem significar noções como o aspecto físico ou o comportamento externo para semelhantes seres! Para eles, isso não tem interesse e, para quem tem o privilégio de ter-se encontrado com eles, poderia haver outra inalterável lembrança que o facto de ter estado em sua presença, no seu meio magnético e de ter ouvido sua mensagem..., a mensagem!

Creio ser útil fazer aqui uma advertência que estava implícita nos Encontros com o Insólito. Houve, antes da última guerra mundial e, depois dela, até por volta dos anos 50, um personagem bizarro que se atribuía o nome de Maha Chohan. Falou-se dele na França e nos Estados Unidos, onde a imprensa lhe dedicou alguns artigos irónicos. Esse pseudo-rei do mundo não pretendia nada menos que pôr a mão em organizações tradicionais autênticas, por motivos dificilmente confessáveis. Foi rapidamente desmascarado e enviado de volta às suas quimeras; mas, tão curioso quanto pareça, conservou alguns discípulos iludidos. Dele, de qualquer modo, ninguém mais fala. Naturalmente, não há nenhum termo de comparação entre o pseudo-Maha Chohan e o autêntico Maha. O rei do mundo não procura, seguramente, nenhuma publicidade e não se expõe à multidão sobre um estrado, sustentado por artigos e comunicados. Poucas pessoas encontraram Maha sabendo que ele era Maha. O chefe do Alto Conselho dissimula sua identidade verdadeira e sua função. Ele não trombeteia sua santa condição como o fez esse aventureiro do oculto de que falamos, paramentando-se de uma qualidade prestigiosa e recolhendo, aliás, como fruto de sua audácia, mais que a reprovação, o ridículo. Revi Maha... Maha apenas e, de repente, revi novamente o contacto de Amsterdão, depois o de Viena, esperando, para breve, Lisboa, Madrid, Atenas enfim...» In Raymond Bernard, As Mansões secretas da Rosacruz, 2000, Editora Zéfiro, 2000, ISBN 978-972-895-800-8.

 Cortesia de EZéfiro/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Literatura,

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

A Terra Oca. Raymond Bernard. «Cada um dos lagos tinha mais de 5 quilómetros de comprimento. A água era mais quente do que a do oceano, como Bunger descobriu aterrando com seu hidroavião num dos lagos. Cada lago tinha uma praia de declive suave»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

A Descoberta do almirante Byrd

«(…) A bússola devia ser giroscópica não somente no plano horizontal, mas também no plano vertical (depois que se penetrasse na abertura polar). Deverá haver uma orientação positiva para a frente, que não possa ser posta em dúvida. Todos sabem que uma bússola giroscópica horizontal, como as usadas actualmente, faz com que o avião ganhe continuamente em elevação, enquanto progride, e a Terra se curva para baixo. De acordo com a nossa teoria, de uma depressão polar, quando o avião entrar nesta, a bússola giroscópica deverá indicar um ganho em elevação muito maior devido à Terra se curvar para dentro no Pólo Norte. Então, se o avião continua num curso para norte, o ganho em altitude continuará cada vez mais à proporção que o avião siga, e se tentar manter a mesma altitude, se curvará para dentro do interior oco da terra.

As declarações seguintes de Giannini, em resposta à carta de alguém que leu a seu respeito, na revista Fiying Saucers, de Palmer, são muito interessantes: O escritório em Nova York, das Pesquisas Navais dos EUA, concedeu permissão ao autor para transmitir, pelo rádio, uma mensagem de boa viagem ao Contra-Almirante Richard Everlyn Byrd, da Marinha dos EUA, na sua base ártica, em Fevereiro de 1947. Naquele tempo, o falecido Almirante Byrd anunciou pela imprensa que gostaria de ver a terra além do Pólo. Aquela terra além do Pólo é o centro do grande desconhecido. Depois disto, o Almirante Byrd e uma força naval executaram um voo de sete horas, sobre 2.730 quilómetros de terras, que se estendiam além do Pólo Norte, o teórico fim da Terra. Em Janeiro de 1947, antes do voo, este autor foi capaz de vender uma série de artigos de jornal para um sindicato nacional de notícias, somente por ter assegurado ao director do sindicato que Byrd iria, de facto, além do imaginário ponto do Pólo Norte. Como resultado do conhecimento prévio do autor da então comumente desconhecida terra que se estendia além dos pontos dos Pólos, e depois que os artigos do sindicato foram cedidos à imprensa, o autor foi objecto de investigações pelo escritório da Inteligência Naval dos EUA. Aquela investigação foi devida ao facto da confirmação definitiva de Byrd, das teorias revolucionárias do autor. Mais tarde, em Março de 1958, o autor fez uma palestra, pelo rádio em Missouri, explicando a importância da descoberta da terra além do imaginário ponto do Pólo Norte, da teoria arcaica.

[…]

Às observações acima, de uma concentração de discos voadores no Ártico, correspondem observações similares de Jarrold e Bender, de uma concentração na Antártica, onde é admitido por especialistas em discos voadores haver uma base, de onde são vistos subir e retornar. Entretanto, de acordo com a teoria deste livro, o que ocorre realmente no Ártico e Antártica é que os discos voadores emergem e tornam a entrar nas aberturas polares, que levam ao interior da Terra, seu verdadeiro lugar de origem. Aime Michel, na sua teoria da linha recta provou que a maioria dos voos dos discos voadores é realizada na direcção norte-sul, o que é exactamente o que deveria acontecer se as suas origens fossem polares, das aberturas norte e sul. Em Fevereiro de 1947, quase na mesma ocasião em que o Almirante Byrd fez a sua grande descoberta de terra além do Pólo Norte, foi feita outra constatação no continente Antártico, o do Oásis de Bunger. Esta descoberta foi feita pelo Capitão-de-Corveta David Bunger, que estava pilotando um dos seis grandes aviões de transporte usados pelo Almirante Byrd, para a operação Highjump, da Marinha dos EUA (1946/47).

Bunger estava voando terra adentro, da Barreira de Gelo de Shackleton, perto da Costa da Rainha Mary, na Terra de Wilkes. Ele e sua equipa estavam a cerca de seis quilómetros da linha da costa, onde ficava o mar aberto. A terra que Bunger descobriu era livre de gelo. Os lagos eram de muitas cores diferentes, variando do vermelho ferruginoso ao verde e azul escuros. Cada um dos lagos tinha mais de 5 quilómetros de comprimento. A água era mais quente do que a do oceano, como Bunger descobriu aterrando com seu hidroavião num dos lagos. Cada lago tinha uma praia de declive suave». In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Mistério, Terra, Literatura,

A Terra Oca. Raymond Bernard. «A citada declaração de Palmer, de que as linhas aéreas comerciais não passam sobre o Pólo Norte, parece razoável em vista das novas descobertas soviéticas relativas ao Pólo Norte Magnético…»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

A Descoberta do almirante Byrd

«(…) Comentando as declarações de Giannini, a respeito da impossibilidade de seguir directo ao norte, sobre o Pólo Norte, alcançando o outro lado do mundo, o que aconteceria se a Terra fosse convexa e não côncava nos Pólos, escreve Palmer, na sua revista Flying Saucers: Muitos leitores afirmam que os voos comerciais continuamente cruzam o Pólo e voam para o lado oposto da Terra. Isto não é verdade, embora os funcionários das empresas aéreas, quando perguntados, possam dizer que o seja. Eles fazem manobras de navegação que, em todos os casos, eliminam automaticamente um voo além do Pólo em linha recta. Pergunte aos pilotos destes voos polares. Peça-lhes que indiquem um voo transpolar, no qual possa comprar uma passagem, que realmente cruze o Pólo Norte. Examinando a rota dos voos através da área do Pólo Norte, achamos sempre que passam em volta do Pólo ou pelo seu lado e nunca directamente através dele. Isto é estranho. Seguramente que um voo anunciado como passando directamente sobre o Pólo Norte atrairia muitos passageiros, que gostariam de passar por tal experiência. Entretanto, estranhamente, nenhuma linha aérea oferece tal voo. As rotas aéreas sempre passam num lado do Pólo. Porquê? Não será porque, se fossem directas através do Pólo, em vez de aterrar no lado oposto da Terra, o avião penetraria naquela terra além do Pólo, o centro do Grande Desconhecido, como o Almirante Byrd a denominou?

Palmer sugere que uma tal expedição, que viaje directamente para o norte e continue na mesma direcção depois de alcançar o ponto do Pólo Norte (que ele acredita estar no centro da concavidade polar e não em terra sólida) deveria ser organizada, repetindo a rota do Almirante Byrd, até que seja alcançado o interior oco da Terra. Isto, aparentemente, nunca foi feito, a despeito de que haja, nos arquivos da Marinha dos Estados Unidos, dados dos voos das descobertas do Almirante Byrd. Talvez a razão para isto seja que a nova concepção geográfica da formação das regiões polares, que precisa ser aceita antes que possa ser apreciada a verdadeira significação das descobertas do Almirante Byrd, não foi aprovada pelos chefes da Marinha que, em consequência, deixaram o assunto de lado e se esqueceram dele.

A citada declaração de Palmer, de que as linhas aéreas comerciais não passam sobre o Pólo Norte, parece razoável em vista das novas descobertas soviéticas relativas ao Pólo Norte Magnético, segundo as quais não é um ponto e sim uma linha comprida, e que acreditamos ser circular, constituindo a borda da concavidade polar, de tal maneira que qualquer ponto desta circunferência possa ser chamado de Pólo Norte Magnético, porque ali a agulha da bússola se volta directamente para baixo. Se este é o caso seria então impossível aos aviões cruzar o Pólo Norte, que está no centro da depressão polar e não na superfície da Terra, como estaria de acordo com a teoria de uma Terra sólida e de uma formação convexa no Pólo. Quando os pilotos, de acordo com a leitura da bússola, acreditam que alcançaram o Pólo, alcançaram realmente a borda da concavidade polar, onde está o verdadeiro Pólo Magnético Norte. Referindo-se ao livro de Giannini, Palmer comenta: O estranho livro, escrito por Giannini, apresentou a única possibilidade pela qual pode ser provado, definitivamente, que a Terra tem uma forma singular no Pólo Norte, como acreditamos que tenha também no Pólo Sul, não necessariamente com um orifício que se estenda toda a vida, mas como um biscoito redondo que tenha crescido tanto no cozimento que o buraco seja somente uma depressão profunda em cada extremidade, ou como um gigantesco pneu de automóvel, montado numa roda compacta, com calotas côncavas. Nenhum ser humano jamais voou directamente sobre o Pólo Norte e continuou na mesma direcção. Seu editor acha que isto devia ser feito, e imediatamente. Temos os aviões para isto. Seu editar deseja certificar-se se um tal voo daria em algum dos países que estão em volta do Pólo, necessariamente no ponto oposto exacto ao de partida. A navegação devia ser feita não pela bússola ou por triangulação em mapas existentes, mas somente pela bússola giroscópica, num curso recto, desde a decolagem até ao momento de aterrar». In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Mistério, Terra, Literatura, 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A Terra Oca. Raymond Bernard. «Antes da sua partida de São Francisco, ele fez uma importante declaração pelo rádio de que esta é a mais importante expedição na história do mundo. A subsequente penetração de terras, além do Pólo…»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

A Descoberta do almirante Byrd

«(…) Que continha esta revista para ocasionar a sua supressão desta maneira, por forças invisíveis e secretas? Continha um relato de vôo do almirante Byrd além do Pólo Norte, em 1947, cujo conhecimento já havia sido suprimido previamente, excepto pela sua menção no livro de Giannini, Worlds Beyond the Poles. A edição de Dezembro de 1959 de Flying Saucers foi obviamente considerada tão perigosa pelas forças secretas que tiveram uma razão especial para retirá-la do mundo e conservá-la secreta. Nesta edição de Flying Saucers as declarações abaixo foram citadas, do livro de Giannini:

Desde 12 de Dezembro de 1929 que expedições polares, da Marinha dos EUA, determinaram a existência de extensões indefinidas de terras, além dos pontos polares. Em 13 de Janeiro de 1956, quando este livro estava sendo preparado, uma unidade aérea dos EUA penetrou numa extensão de 3.690 quilómetros, além do Pólo Sul, o presumido fim da Terra. Aquele vôo foi sempre sobre terra, água e gelo. Por razões muito substanciais o vôo memorável foi escassamente notificado pela imprensa.

Os Estados Unidos e mais tarde trinta outras nações prepararam expedições polares inéditas, para o período 1957/58, a fim de penetrarem na Terra, que agora ficou provado se estender além de ambos os pontos polares. Minha revelação original, da então desconhecida terra que fica além dos Pólos, em 1926/28, foi intitulada pela imprensa como mais ousada do que qualquer coisa que Júlio Verne jamais concebeu. Então Giannini citou as declarações do almirante Byrd que apresentamos acima. Fevereiro de 1947: Gostaria de ver a terra além do Pólo. Aquela área além do Pólo é o centro do grande desconhecido. Contra-Almirante Richard E. Byrd, da Marinha dos Estados Unidos, antes do seu vôo de sete horas sobre as terras além do Pólo Norte.

13 de Janeiro de 1956:

Em 13 de janeiro, membros da expedição dos Estados Unidos realizaram um vôo de 3.690 quilómetros da base de McMurdo Sound, que fica 640 quilómetros a oeste do Pólo Sul, e penetraram por uma extensão de terras de 3.690 quilómetros, além do Pólo, Notícia do rádio, confirmada pela imprensa em 5 de Fevereiro.

13 de Março de 1956:

A presente expedição descobriu uma vasta terra nova, almirante Byrd, depois de voltar da Terra além do Pólo Sul.

1957: Aquele continente encantado no céu, terra de mistério eterno, almirante Byrd.

O mundo científico não deu atenção ao livro de Giannini. A estranha e revolucionária teoria geográfica que apresentou foi ignorada e dada antes como excêntrica do que como científica. Todavia, as declarações do almirante Byrd somente podem fazer sentido se tal concepção da existência de terra além dos Pólos, como reivindicado por Giannini, for aceita. Giannini escreve:

Não há um fim físico das extremidades norte e sul da Terra. A Terra não pode ser circunavegada no sentido norte e sul, no verdadeiro significado da palavra. Entretanto, certos vôos em volta do mundo têm contribuído para a interpretação popular errada de que a Terra foi circunavegada no sentido norte-sul. Sobre o Pólo Norte, voltando às Zonas Temperadas do Norte, sem fazer um giro de 180 graus, jamais pode ser conseguido, porque não há um fim da Terra ao norte. O mesmo é verdadeiro em relação ao Pólo Sul. A existência de mundos além dos Pólos tem sido confirmada por explorações navais dos Estados Unidos durante os últimos trinta anos. A confirmação é substancial. O mais antigo explorador do mundo, o contra-almirante Richard Evelyn Byrd, chefiou a memorável expedição governamental àquela terra sem fim, além do Pólo Sul. Antes da sua partida de São Francisco, ele fez uma importante declaração pelo rádio de que esta é a mais importante expedição na história do mundo. A subsequente penetração de terras, além do Pólo, numa extensão de 3.690 quilómetros, de 13 de Janeiro de 1956, provou que o almirante Byrd não tinha exagerado». In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

JDACT, Raymond Bernard, Mistério, Terra, Literatura,

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

A Terra Oca. Raymond Bernard. «… a publicação de informações relativas à grande descoberta de novas terras pelo almirante Byrd, terras estas que não estão em qualquer mapa?»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

A Descoberta do almirante Byrd

«(…) Uma descoberta tão importante, que Byrd chamou de a mais importante na história do mundo, devia ter sido conhecida por todo mundo, se as informações a ela concernentes não tivessem sido suprimidas tão completamente que ficaram quase totalmente esquecidas, até serem mencionadas no livro de Giannini, Worlds Beyond the Poles, publicado em Nova York, em 1959. De modo semelhante, o livro de Giannini não foi objecto de propaganda pelo editor e permaneceu desconhecido. No final do mesmo ano de 1959, Ray Palmer, o editor da revista Flying Saucers, tornou pública a descoberta do almirante Byrd, da qual tomou conhecimento pela leitura do livro de Giannini. Ficou tão impressionado que, em Dezembro daquele ano, publicou esta informação na sua revista, que é vendida aos jornais de todos os Estados Unidos. Verificou-se então uma série de incidentes estranhos, indicando que forças secretas estavam conspirando para evitar que as informações contidas na edição de Dezembro da revista Flying Saucers, transcritas do livro de Giannini, se tornassem públicas. Quais são essas forças secretas que tinham uma razão especial para suprimir a publicação de informações relativas à grande descoberta de novas terras pelo almirante Byrd, terras estas que não estão em qualquer mapa? Obviamente, são as mesmas que suprimiram a publicação, excepto de uma curta notícia na imprensa, logo depois que Byrd fez a sua grande descoberta e antes que Giannini publicasse a sua declaração, a primeira em muitos anos, em 1959, doze anos depois que a descoberta foi feita.

O anúncio, feito por Palmer das descobertas de Byrd, no Ártico e na Antárctica, foi a primeira publicidade em grande escala, desde o tempo em que foram feitas e brevemente anunciadas, e é muito mais significante do que as citações e declarações do livro de Giannini, que não foi devidamente anunciado e teve uma venda muito limitada. Por esta razão, logo que a edição de Dezembro de 1959 de Flying Saucers estava pronta para ser enviada aos assinantes e distribuída aos editores, ela foi misteriosamente removida de circulação, evidentemente pelas mesmas forças secretas que suprimiram a publicação desta informação, desde 1947. Quando o caminhão chegou do impressor para entregar as revistas ao editor, elas não estavam no caminhão! Um telefonema do editor (sr. Palmer) ao impressor descobriu que não havia recibo provando que o despacho tinha sido efectuado.

Como as revistas tinham sido pagas, o editor exigiu que o impressor recolocasse as matrizes na impressora e tirasse as cópias devidas. Entretanto, estranhamente, as matrizes não estavam disponíveis e tinham sido tão danificadas que a reimpressão não pôde ser feita. Entretanto, onde estavam os milhares de revistas que haviam sido impressas e tinham misteriosamente desaparecido? Porque não havia recibo do despacho? Se estivesse perdido e as revistas tivessem sido remetidas para um endereço errado, apareceriam em algum lugar. Entretanto, nunca apareceram! O resultado é que 5.000 assinantes não receberam a revista. Um distribuidor, que recebeu 750 exemplares para vender, foi dado como desaparecido e 750 revistas desapareceram junto com ele. Estas revistas lhe foram enviadas com o pedido para serem devolvidas se não fossem entregues. Elas não retornaram. Uma vez que a revista desapareceu completamente, foi publicada de novo, vários meses mais tarde, e enviada aos assinantes». In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

A Terra Oca. Raymond Bernard. «Que temos aqui? Temos o vôo bem autenticado do almirante Richard E. Byrd a uma terra além do Pólo, que ele tanto desejava ver porque era o centro do grande desconhecido, o centro do mistério»

Cortesia de wikipedia e jdact

Aquele Continente Encantado nos Céus, Terra de Eterno Mistério! Gostaria de ver aquela terra além do Pólo (Norte). Aquela área além do Pólo é o Centro do Grande Desconhecido! In Richard Byrd

 A Descoberta do almirante Byrd

«(…) Palmer conclui que esta nova área de terras, que Byrd descobriu e que não está em qualquer mapa, existe dentro e não no lado de fora da Terra, uma vez que a geografia do lado de fora é muito bem conhecida, enquanto a de dentro (do interior da depressão polar) é desconhecida. Aquela foi a razão pela qual Byrd a chamou de a Grande Desconhecida. Depois de discutir a significância do uso, por Byrd, dos termos além em vez de através dos Pólos, para o outro lado das regiões Ártica e Antártica, Palmer conclui que o que Byrd mencionou foi uma área de terras desconhecidas, dentro da concavidade polar e se comunicando com o interior mais (incute da Terra, o que explica sua vegetação e vida mimai. Ela é desconhecida porque não está na superfície externa da Terra e por isso não é registada em qualquer mapa. Escreve Palmer:

 Em Fevereiro de 1947, o almirante Richard E. Byrd, que é o homem que mais contribuiu para tornar conhecida a área do Pólo Norte, fez a declaração seguinte: Gostaria de ver a terra além do Pólo. Aquela área além do Pólo é o centro do grande desconhecido. Milhões de pessoas leram esta declaração nos jornais. Milhões se emocionaram com os vôos subsequentes do almirante ao Pólo e a um ponto 2.730 quilómetros além dele. Milhões ouviram as descrições do vôo, irradiadas e também publicadas nos jornais. Que terra era esta? Olhe no seu mapa. Calcule a distância de todas as terras conhecidas, que mencionamos antes (Sibéria, Spitzbergue, Alasca, Canadá, Finlândia, Gronelândia e Islândia). Uma boa porção delas está bem dentro do alcance de 2.730 quilómetros. Entretanto, nenhuma parte delas está a 320 quilómetros do Pólo. Byrd não voou sobre terra conhecida. Ele próprio a chamou a grande desconhecida. Grande ela o é na verdade! Pois depois de 2.730 quilómetros sobre terra, quando foi obrigado a voltar, em virtude das limitações do seu suprimento de gasolina, não tinha chegado ao seu fim! Ele devia estar de volta à civilização, mas não estava. Devia ter visto apenas oceanos cobertos de gelo, ou no máximo oceanos parcialmente desobstruídos. Ao contrário, estava sobre montanhas cobertas por florestas! Florestas! Incrível! O extremo limite norte das terras de florestas está localizado bem para baixo, no Alasca, Canadá e Sibéria. Ao norte daquele limite nenhuma árvore existe! Em toda a volta do Pólo Norte, não existem árvores dentro de um raio de 2.730 quilómetros!

Que temos aqui? Temos o vôo bem autenticado do almirante Richard E. Byrd a uma terra além do Pólo, que ele tanto desejava ver porque era o centro do grande desconhecido, o centro do mistério. Aparentemente, o seu desejo foi satisfeito ao máximo e, todavia, hoje esta terra misteriosa não é mencionada em qualquer lugar. Por quê? Foi aquele vôo de 1947 uma ficção? Mentiram todos os jornais? Mentiu o rádio do avião de Byrd?

Não, o almirante Byrd voou além do Pólo. Além? Que quis dizer o almirante quando usou aquela palavra? Como é possível ir além do Pólo? Façamos algumas considerações. Imaginemos que fomos transportados, por algum meio miraculoso, ao ponto exacto do Pólo Magnético Norte. Chegamos lá, instantaneamente, sem saber de que direcção viemos. Tudo o que sabemos é que devemos seguir do Pólo para Spitzbergue. Que direcção tomamos? Para o sul, naturalmente! Mas, que sul? Todas as direcções, a partir do Pólo Norte, vão para o sul! Este é na realidade um problema simples de navegação. Todas as expedições ao Pólo, quer as de avião, de submarino ou a pé tiveram que enfrentar este problema. Ou têm de retornar sobre as suas pegadas ou descobrir que direcção sul é a que devem tomar para chegar onde quer que tenha sido determinado. O problema é solucionado tomando qualquer direcção e nela continuando por cerca de 30 quilómetros. Então se pára, determina-se a posição pelas estrelas e se a correlaciona com a bússola (que então já não aponta para baixo, mas em direcção ao Pólo Norte Magnético) traçando então o nosso curso no mapa. É então simples seguir para Spitzbergue, dirigindo-se para o sul. O Almirante Byrd não seguiu este procedimento tradicional de navegação. Quando alcançou o Pólo continuou por 2.730 quilómetros. De toda maneira, continuou num curso para o norte, depois de cruzar o Pólo. E, fantasticamente, consta dos registos que o conseguiu, ou não teria visto aquela terra além do Pólo, a qual, até hoje, se esquadrinharmos os registos dos jornais, livros, rádios e televisão, e os verbais, jamais foi visitada outra vez! Aquela terra, nos mapas de hoje, não pode existir. Entretanto, como ela existe, a única conclusão possível é a de que os mapas de hoje são incorrectos, incompletos e não representam a situação verdadeira do Hemisfério Norte. Assim, tendo localizado uma grande massa de terra no Norte, inexistente nos mapas de hoje, nina terra que é o centro do grande desconhecido, isto só pode ser interpretado como significando que os 2.730 quilómetros de extensão, atravessados por Byrd, são apenas uma parte dela».

In Raymond Bernard, A Terra Oca, 2008, Editorial Minerva, 2008, ISBN 978-972-591-725-1.

Cortesia de EMinerva/JDACT

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