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quinta-feira, 6 de março de 2014

O Homem sem Qualidades. Robert Musil. «… sem que, numa carta atenciosa, onde se misturavam a deferência e as recordações comuns, felicitasse o destinatário (com a cessação do CPD). … até que Sua Majestade, depois de o haver nomeado membro da Câmara dos Pares, lhe concedeu (a puridade, a mera utopia de fant…) a nobreza hereditária»

jdact

Onde, coisa estranha, nada acontece. Mesmo um homem sem qualidades pode ter um pai cheio de qualidades
«(…) Quando o homem sem qualidades regressara, pouco tempo antes, do estrangeiro, no fundo, fora apenas por insolência e por ter horror a apartamentos vulgares que alugara aquele pequeno castelo; este, outrora residência de Verão às portas da cidade, perdera a sua razão de ser quando esta o submergira para ficar reduzido, enfim, a uma parcela sem utilidade, à espera da subida dos preços, e que ninguém habitava. Em vista disso, a renda era mínima; mas foram precisas somas inesperadas e consideráveis para o resto, ou seja, para pôr tudo em ordem e adaptá-lo às necessidades actuais; isto transformou-se numa aventura que obrigou o homem sem qualidades a recorrer ao pai, coisa muito pouco agradável para alguém que, como ele, apreciava a independência. Ele tinha trinta e dois anos e o pai sessenta e nove. O velhote fiou aterrorizado. Não tanto por causa deste ataque inesperado, embora também por isso, mas porque detestava ser apanhado de surpresa, nem tão-pouco por causa da soma (~ 100€ que lhe roubaram) que tinha de pagar, pois no fundo felicitava-se pelo facto de o seu filho sentir a necessidade de ter um lar e uma vida regrada. Mas apropriar-se (de algo que uma velhinha doente precisa) de uma casa a que só se pode chamar castelo ou mesmo pavilhão feria os seus sentimentos mais profundos e inquietava-o como um mau agoiro.
Ele próprio começara (nas jotas) a vida como preceptor em casas boas, no seu tempo de estudante; mais tarde estagiara com um advogado (não seria as?) e mesmo então, quando já não havia necessidade disso, pois o seu próprio pai vivia bem nessa altura (ainda não havia predadores?) , continuara a trabalhar com ele. Em seguida, já assistente (de mota) e depois professor da Universidade, sentia-se recompensado. Sim, porque o cuidado com que mantivera essas relações fez que ascendesse, pouco a pouco, à categoria de conselheiro jurídico de quase toda a nobreza feudal do país (escrivão de puridade) muito embora já nesse tempo não precisasse de ajudas (pusera…). Mais ainda: muito depois de, com a fortuna assim adquirida, lhe ter sido possível competir com o dote de uma família de industriais renanos que lhe fora trazido pela mãe do seu fiilho, precocemente falecida (os desejos actuais, para com os velhinhos) mantinha, ainda as relações que travara na juventude e conservara durante a idade madura. Muito embora fosse um erudito (palpitante…), que gozava de prestígio, abandonou a jurisprudência, pasando a exercer apenas ocasionalmente uma actividade de peritagem extraordinariamente bem paga (pudera, fur…) porém todos os assuntos relacionados com o círculo dos seus antigos protectores (onde estão…na sepultura) continuaram a ser cuidadosamente anotados no seu diário, relatados com toda a minúcia, desde os pais aos filhos e aos netos, e não harvia função, casamento, baptizado ou aniversário sem que, numa carta atenciosa, onde se misturavam a deferência e as recordações comuns, felicitasse o destinatário (com a cessação do CPD). Também não eram menos pontuais as respostas breves, a agradecer ao caro amigo ou ao prezado camarada (o senhor?).
Deste modo o filho drescobriu desde a mocidade (jota) esse dom, tipicamente aristocrático, de um orgulho cujos cálculos são quase inconscientes, mas nem por isso menos infalíveis: saber medir com exactidão o grau de amabilidade necessária; o servilismo em face dos proprietários de cavalos, de domínios e de tadições, da parte de um homern que pertencia, apesar de tudo, à nobreza (será pobreza…) do espírito, sempre tivera o condão de o irritar (não será o povo). Mas se o pai não sentia isso, não era por cálculo, ma sim porque o seu instinto natural o fizera senhor de uma bela carreira: não só chegara a professor (escrivão de puridade), como também era membro de diversas academias e de vários comités científicos ou políticos e ainda possuidor de algumas comendas e ordens import'ntes, até que Sua Majestade, depois de o haver nomeado membro da Câmara dos Pares, lhe concedeu (a puridade, a mera utopia de fant…) finalmente a nobreza hereditária». In Robert Musil, Der Mann Ohne Eigenschaften, O Homem sem Qualidades, tradução de Mário Braga, Livros do Brasil, Colecção Dois Mundos, 1952.

Cortesia de LBrasil/JDACT

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O Homem sem Qualidades. Robert Musil. «A dama e o seu companheiro haviam-se aproximado também e, por cima das cabeças e das costas inclinadas, contemplavam o homem estendido. Então, pouco à-vontade recuaram um passo (só?...)»

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Onde, coisa estranha, nada acontece
«(…) São perguntas como esta que fazem muitas vezes a si próprios, na rua, os espíritos curiosos. De resto, eles resolvem-se de maneira também curiosa, isto é, esquecemo-las imediatamente, desde que, no espaço de cinquenta metros, não consigamos recordar-nos onde é que já vimos aquelas caras. As duas pessoas a que me refiro pararam de súbito ao avistarem um aglomerado de gente. Momentos antes qualquer coisa se desviara, num movimento oblíquo; qualquer coisa dera meia volta em derrapagem: um enorme camião metera travões a fundo, e por isso encontrava-se agora parado, com uma das rodas sobre o passeio. Imediatamente, como abelhas em volta da entrada do cortiço, as pessoas haviam-se aglomerado em redor de um pequeno espaço livre. Via-se o motorista, a descer do engenho, branco como um papel, a explicar o acidente com gestos desastrados. As pessoas que se haviam aproximado fitaram-no primeiro, depois mergulharam a vista cautelosamente nas profundezas da cova em que um homem, com aparência de morto, tinha sido deitado à beira do passeio. Segundo a opinião geral o desastre fora causado pela sua distracção. Uma após outra, as pessoas ajoelhavam-se junto dele, no desejo de fazerem qualquer coisa; desapertaram-lhe o casaco, tornavam a apertá-lo, tentavam sentar o ferido, deitavam-no de novo; na verdade, apenas pretendiam ocupar o tempo enquanto a polícia não vinha prestar-lhe os seus socorros autorizados e competentes.
A dama e o seu companheiro haviam-se aproximado também e, por cima das cabeças e das costas inclinadas, contemplavam o homem estendido. Então, pouco à-vontade recuaram um passo. A dama sentiu na boca do estômago um mal-estar que ela tomou por piedade, era uma espécie de irresolução paralisante. Após ficar calado um momento, o cavalheiro declaro-lhe: - os carros pesados que utilizamos no nosso país têm um campo de travagem demasiado extenso. A dama, sentindo-se consolada com esta frase, dirigiu-lhe um olhar agradecido. Sem dúvida já ouvira o termo uma vez ou duas, mas ignorava o que fosse o campo de travagem, e nem isso a interessava; bastava-lhe que aquele horrível incidente pudesse ser integrado dentro de uma ordem qualquer e transformar-se num problema técnico que de algum modo lhe pudesse dizer respeito. De resto ouvia-se já o alarme estridente da ambulância e a rapidez da sua intervenção tranquilizou todos os que se encontravam à espera. Estas instituições sociais são admiráveis! Ergueram o sinistrado para o estenderem na maca e empurraram esta para dentro do carro. Alguns homens envergando uma espécie de farda encarregaram-se dele e o interior da ambulância, pelo que se podia divisar, tinha um ar tão limpo e ordenado como uma enfermeira. Lá partiram e todos ficaram com a impressão, de resto justificada, que acabava de ter lugar um acontecimento legal e regulamentar». In Robert Musil, Der Mann Ohne Eigenschaften, O Homem sem Qualidades, tradução de Mário Braga, Livros do Brasil, Colecção Dois Mundos, 1952.

Cortesia de LBrasil/JDACT

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Homem sem Qualidades. Robert Musil. « As cidades, tal como os seres humanos, reconhecem-se pelo ritmo do andar. Esse mesmo viajante, ao abrir os olhos, veria confirmada a sua impressão graças à natureza do movimento das ruas…»

jdact

Onde, coisa estranha, nada acontece
«Estava assinalada uma depressão sobre o Atlântico; deslocava-se de oeste para leste, ao encontro de um anticiclone situado por cima da Rússia, e não manifestava qualquer tendência a evitá-lo, seguindo para o norte. Os isotermos e os isóteros cumpriam as suas obrigações. A relação entre a temperatura do ar e a temperatura média anual, a do mês mais frio e a do mês mais quente, e as suas variações mensais periódicas, era normal. O nascer e o pôr do Sol e da Lua, as fases desta, de Vénus e do anel de Saturno, bem como muitos outros fenómenos importantes, decorriam conformes às previsões dos anuários astronómicos. A percentagem de vapor na atmosfera atingira o máximo e a humidade relativa era fraca. Por outras palavras, se quiséssemos utilizar uma fórmula ultrapassada, mas indiscutivelmente sensata, diríamos que se estava em presença de um belo dia de Agosto do ano de 1913.
Do fundo das ruas estreitas surgiam carros na claridade das praças sem profundidade. A massa escura dos peões divisava-se em filas nebulosas. Nos pontos em que os direitos mais fortes da velocidade cruzavam a pressa flutuante destes, essas filas tornavam-se mais espessas, em seguida escoavam-se rapidamente e não tardavam a retomar, após algumas hesitações, a sua pulsação normal. Uma amálgama de sons indescritíveis criava um ruído agudo, com arestas ora cortantes ora esbatidas da qual sobressaía aqui um bico, ali um estilhaço, que logo se perdiam em notas mais claras. Só por este ruído, embora não se lhe pudesse definir a singularidade, qualquer viajante poderia reconhecer, de olhos fechados, que se encontrava em Viena, capital e residência do Império. As cidades, tal como os seres humanos, reconhecem-se pelo ritmo do andar. Esse mesmo viajante, ao abrir os olhos, veria confirmada a sua impressão graças à natureza do movimento das ruas, muito antes de ter obtido a prova por meio de qualquer pormenor característico. Mas ainda que se tratasse de pura imaginação, que importância teria isso? Só depois da época dos nómadas, quando era preciso conservar na memória o local das pastagens, é que se passou a dar vulto ao sítio onde nos encontramos.
Seria importante esclarecer por que razão, quando falamos de um nariz vermelho, nos contentamos com a afirmação bastante imprecisa de que ele é vermelho, quando seria possível descrevê-lo com precisão até ao milésimo de milímetro por meio dos comprimentos de onda; e por que motivo, em contrapartida, a propósito dessa entidade muito mais complexa que é a cidade onde nos encontramos, queremos sempre saber ao certo de que urbe se trata. É assim que perdemos de vista outras questões mais importantes. Não devemos pois atribuir nenhum significado especial ao nome da cidade, Como todos os grandes centros, este era feito de irregularidade e de mudança, de coisas e de assuntos que se sucedem uns aos outros, recusando-se a caminhar a passo, entrechocando-se: intervalos de silêncio, caminhos de passagem, ampla pulsação rítmica, eterna dissonância, eterno desequilíbrio dos ritmos; numa palavra, uma espécie de líquido em ebulição em qualquer recipiente feito da substância duradoira das casas, das leis, das prescrições e das tradições históricas.
É evidente que as duas personagens que neste momento subiam uma das artérias mais animadas dessa cidade não tinham a mínima consciência disto. Pertenciam sem dúvida a uma classe privilegiada, os seus fatos, o seu aspecto, a sua maneira de falar eram distintos; assim como usavam as iniciais bordadas na roupa interior, sabiam, não exteriormente, mas sim no mais recôndito da sua consciência, quem eram e que o seu lugar se situava, numa capital de Imperio. Admitindo que essas duas personagens se chamavam Arnheim e Hermeline Tuzzi, o facto afigurava-se pouco viável visto que Madame Tuzzi se achava, em Agosto, em Bad-Aussee na companhia do marido e que Arnheim estava ainda em Constantinopla; punha-se pois a questão: quem eram eles?»

In Robert Musil, Der Mann Ohne Eigenschaften, O Homem sem Qualidades, tradução de Mário Braga, Livros do Brasil, Colecção Dois Mundos, 1952.

MLCT
Cortesia de LBrasil/JDACT

domingo, 9 de dezembro de 2012

Obra poética de Ruy Belo. Aquele grande rio Eufrades. «A poesia deste homem caminhava entre o peso da superfície ocasional do mundo e devaneios de sentido onde o real confrontado se trespassava de mais que real, onde o mundo adivinhava e temia e recuava face a um outro mundo»

jdact e cortesia de wikipedia

Sepulcro dos dias
Eu sei que tu me esperas pela boca do dia
redondo sobre ti como um desejo
e que quando toda a paisagem for vã
hás-de proteger-me com tua chuva de linhas.

E no entanto paramentado com ideias de circunstância
talvez eu me olhe em outros espelhos e admita
conceitos arejados como tapetes esquecido
de que tu continuas a subir do sepulcro dos meus dias
como o primeiro orvalho que a donzela
contente por ter a possibilidade de ser vista de fora
recebe na cara ao abrir a janela.

Mas se amanhã me olhares o teu olhar levantará
nuvens de séculos sobre o meu caminho de pó.
As folhas são pelo menos tão naturais como as palavras
e a radical árvore onde te imolaram tinha sido
embora trabalhada vegetal e verde.

 
Imóvel viagem
Coisas gloriosas se têm dito de ti
árvore mais verde de quantas há não há na vida
praia prometida no fundo dos mais belos
dos menos intencionais dos mais
inexplorados olhos.
E só para ti senhor não haver
lugar na cidade nem mãos com que te ungir.
Servissem-te ao menos meus dias de espaço
não tenho nada já para morrer
abrir-te os braços é tudo o que faço.

Passaste numa nuvem pelos costumados gestos
qual onda que recua roubaste-mos ao dia
aí teve princípio toda a salvação.

Havia-me colinas prometidas
e lagos redondos como a minha sede de cervo.
Mas reduzi-me à tua irregular geografia
ó foz deste rio irrequieto.
Não há nenhuma outra paisagem
mais do que a tua cruz simplificada.


Povoamento
No teu amor por mim há uma rua que começa.
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas.
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera.
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem.
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera.

Poemas de Ruy Belo, in ‘Obra Poética’

JDACT

sábado, 22 de janeiro de 2011

Camilo Castelo Branco: Teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica. De entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas

(1825-1890)
Lisboa
Cortesia de escavaremruinas

Camilo Ferreira Botelho Castelo Branco foi romancista, além de cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor.

Teve uma vida atribulada que lhe serviu muitas vezes de inspiração para as suas novelas. Foi o primeiro escritor de língua portuguesa a viver exclusivamente dos seus escritos literários. Apesar de ter de escrever para um público, sujeitando-se os ditames da moda, conseguiu ter uma escrita muito original.
Entre 1851 e 1890, e durante quase 40 anos, escreveu mais de 260 obras, com a média superior a 6 por ano, redigidas à pena, logo sem qualquer ajuda mecânica. Prolífico e fecundo escritor deixa obras de referência na literatura lusitana.

Cortesia de citi
Apesar de toda essa fecundidade, Camilo Castelo Branco, não permitiu que a intensa produção prejudicasse a sua beleza idiomática ou mesmo a dimensão do seu vernáculo, transformando-o numa das maiores expressões artísticas e a sua figura num mestre da língua portuguesa. De entre os vários romances, deixou um legado enorme de textos inéditos, comédias, folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas – tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos tais como:
  • Manoel Coco,
  • Saragoçano,
  • A.E.I.O.U.Y,
  • Árqui-Zero,
  • Anastácio das Lombrigas.
Camilo Castelo Branco teve uma vida atribulada, passional e impulsiva. Uma vida tipicamente romântica. Na sua adolescência formou-se lendo os clássicos portugueses e latinos, literatura eclesiástica e em contacto com a vida ao ar livre transmontana. Com apenas 16 anos (1841), Camilo casa com Joaquina Pereira de França e instala-se em Friúme (Ribeira de Pena). O casamento precoce parece ter sido resultado de uma mera paixão juvenil, não tendo resistido muito tempo.

Cortesia de casadecamilo
Apaixona-se por Ana Plácido, e quando esta se casa, tem, de 1850 a 1852, uma crise de misticismo, chegando a frequentar o seminário que depois abandona. Ana Plácido tornara-se mulher de um negociante de seu nome, Pinheiro Alves, um brasileiro que o inspira como personagem em algumas das suas novelas, muitas vezes com carácter depreciativo. Seduz e rapta Ana Plácido e, depois de algum tempo a monte, são capturados pelas autoridades e depois julgados. Naquela época o caso emocionou a opinião pública pelo seu conteúdo tipicamente romântico do amor contrariado, que se ergue à revelia das convenções e imposições sociais. Presos na cadeia da relação do Porto, escreveu Memórias do Cárcere, tendo conhecido o famoso delinquente Zé do Telhado. Depois de absolvidos do crime de adultério, Camilo e Ana Plácido passam a viver juntos, contando ele trinta e oito anos de idade.

Cortesia de quemousavence
Terá sido Camilo Castelo Branco, realista ou romântico?
A crítica tem apontado que se por um lado Camilo nos enredos das suas novelas, com as suas peripécias mais ou menos rocambolescas, está claramente numa filiação romântica por outro lado nas explicações psicológicas, na maneira como analisa os sentimentos e acções das personagens, pelas justificações e explicações dos acontecimentos, pela crítica a determinado tipo de educação, não pode ser considerado simplesmente como romântico.
http://www.gutenberg.org/browse/authors/c#a6699

Cortesia de CITI/Casa de Camilo/JDACT