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sábado, 11 de junho de 2011

El Niño/Oscilação Sul (ENSO, em inglês): Estado de Alerta de ENSO. Advertência Final de La Niña. «Espera-se que continuem, pelo menos, no Verão de 2011 no Hemisfério Norte»

Cortesia de noaa

Estado de Alerta de ENSO: Advertência Final de La Niña.
Sinopse: Condicões de ENSO-neutral se desenvolveram. Espera-se que continuem, pelo menos, no Verão de 2011 no Hemisfério Norte.
Uma transição de La Niña a condições de ENSO-neutral ocorreram durante o mês de Maio de 2011 como foi indicado pelas anomalias, geralmente pequenas, na temperatura da sub-superfície do oceano (SSTs em inglês) através do Oceano Pacífico Equatorial a leste da Linha de Variação.(Fig. 1). Os últimos valores semanais do índice de El Niño (Fig. 2) mostraram SSTs próximo da média no centro e leste-central do Pacífico Equatorial (índice de +0.7°C do Niño-1+2).



Figuras 1 e 2
Cortesia noaa

As anomalias do conteúdo calórico da sub-superfície oceânica (temperaturas médias nos 300m superiores do oceano, Fig. 3) permaneciam elevadas, mas relativamente constantes durante o mês, reflectindo uma grande área de temperaturas acima da média em profundidade (Fig. 4). Consistentemente com outras transições a condições de ENSO-neutral, as anomalias na circulação atmosférica continuavam mostrando alguns rasgos consistentes com La Niña, ainda que más débil. La convecção aumentou sobre o leste da Indonésia e esteve suprimida sobre o centro do Pacífico Equatorial (Fig. 5).



Figuras 3, 4 e 5
Cortesia noaa

As tendências actuais observadas, junto com os prognósticos da maioria dos modelos de ENSO, indicam que as condições de ENSO-neutral continuarão durante o Verão de 2011 no Hemisfério Norte (o índice do Niño-3.4 entre –0.5°C y +0.5°C; Fig. 6). A partir de então, a maioria dos modelos e todos os multi-modelos (identificados por uma linha grossa) predizem a continuação de ENSO-neutral durante o resto do ano de 2011». In NOAA, 9 de Junho de 2011.

Figura  6
Cortesia de noaa

Cortesia de NOAA/JDACT

terça-feira, 10 de maio de 2011

Tim Flannery. O Clima está nas Nossas Mãos: «A parte El Niño do ciclo começa com um despertar de ventos tropicais, permitindo que a superfície tépida da água flua novamente para Oriente, subjugando a fria «Corrente Humboldt» e libertando humidade para a atmosfera. À medida que os gases com efeito de estufa aumentam na atmosfera, começaremos a viver condições do tipo El Niño com mais frequência»



Cortesia de southwestclimatechange


Portões mágicos, El Niño e La Niña
«O efeito do aquecimento global no clima da Terra é um pouco como colocar um dedo em cima de um interruptor de luz. Por um momento nada acontece mas, se aumentarmos a pressão, há um ponto em que subitamente algo muda e num estalido dá-se a passagem de um estado a outro.
A climatologista Julia Cole refere-se aos saltos do clima como «portões mágicos» e defende que, desde que as temperaturas começaram rapidamente a subir na década de 1970, o nosso planeta testemunhou dois desses acontecimentos, em 1976 e em 1998.

Em 1998, surgiu uma ligação do portão mágico ao ciclo El Niño-La Niña, um ciclo com a duração de 2 a 8 anos e que traz consigo eventos climáticos extremos à maior parte do mundo. O nome El Niño, que em castelhano se refere «a Cristo criança», foi inventado por pescadores peruanos que se aperceberam de uma corrente tépida que com frequência se fazia sentir nas suas zonas de pesca na altura do Natal. La Niña significa a menina e refere-se a um período de arrefecimento no oceano ao largo da América do Sul.



Cortesia de wikipedia
Durante a fase de La Niña, os ventos sopram na direcção do Ocidente atravessando o Pacífico, empurrando a superfície morna da água em direcção à costa australiana e às ilhas a norte desta. Com as águas tépidas levadas para Ocidente, a fria «Corrente Humboldt» pode emergir percorrendo a costa do Pacífico da América do Sul, transportando consigo nutrientes que alimentam a pescaria mais prolífera no mundo, a anchoveta.

A parte El Niño do ciclo começa com um despertar de ventos tropicais, permitindo que a superfície tépida da água flua novamente para Oriente, subjugando a «Humboldt» e libertando humidade para a atmosfera, o que leva a que os habitualmente áridos desertos peruanos fiquem alagados. A água mais fria emerge agora no distante Pacífico ocidental. Ela não se evapora tão prontamente como a água tépida, portanto a seca atinge a Austrália e o Sueste Asiático.
Quando um El Niño é suficientemente intenso, pode devastar dois terços do planeta com secas, inundações e outros fenómenos climáticos extremos.




Cortesia de wikipedia
O ano El Nino de 1997-98 foi baptizado pelo Fundo Mundial para a Natureza, actual WWF, como «o ano em que o mundo se incendiou». A seca dominou uma grande parte do planeta. Em todos os continentes lavraram incêndios, mas foi nas normalmente húmidas florestas tropicais do Sueste Asiático que os mesmos atingiram o seu auge. Aí, 10 milhões de hectares arderam, dos quais metade eram floresta tropical antiga. Na ilha do Bornéu, perderam-se 5 milhões de hectares, uma área quase do tamanho da Holanda.
Muitas das florestas ardidas nunca recuperarão dentro de uma escala de tempo significativa para os seres humanos. E provável que o impacto na fauna única do Bornéu nunca venha a ser totalmente conhecido.

À medida que os gases com efeito de estufa aumentam na atmosfera, começaremos a viver condições do tipo El Niño com mais frequência.
Eventos do tipo El Niño severo podem alterar permanentemente o clima. O evento de 1998 libertou energia térmica suficiente para fazer subir a temperatura global em cerca de 0,3ºC. Desde então, as águas da zona central do Pacífico Ocidental atingiram com frequência os 30ºC, enquanto o «jet stream» se desviou para o Pólo Norte. O novo regime climático também parece tender a produzir mais El Niños extremos. Os investigadores que pretendem documentar a resposta da natureza às alterações do clima recorrem muitas vezes aos apontamentos tirados por observadores de pássaros, pescadores e outros observadores da natureza.

Cortesia de severewx.atmos
Alguns desses registos são muito extensos. Uma família inglesa registou a data em que ouviu os primeiros coaxares de rãs e sapos na sua propriedade, todos os anos entre 1736 e 1947. Antes de 1950 existe pouca evidência de qualquer tendência nestes registos mas, ao longo dos últimos 55 anos, emergiu um padrão muito forte em todo o planeta. As espécies mudaram-se para mais perto dos pólos, a uma média de cerca de seis quilómetros por década. Recuaram para as encostas de montanhas a uma média de 6,1 metros por década. Similarmente, a actividade de Primavera adiantou-se em cerca de 2,3 dias por década». In Tim Flannery, O Clima está nas Nossas Mãos, História do Aquecimento Global, Oficina do Livro-Estrela Polar, 2008, ISBN 978-972-8920-93-0.

Cortesia de Oficina do Livro/JDACT

sábado, 7 de maio de 2011

El Niño, Oscilação sul, ENSO: Estado de Alerta de ENSO, advertência de La Niña. Espera-se que se desenvolvam condições de ENSO-neutral durante os meses de Maio a Junho de 2011 e que continue durante o Verão no Hemisfério Norte

Cortesia de noaa

El Niño, Oscilação sul, ENSO
Centro de Previsões Climáticas/NCEP/NWS
Estado de Alerta de ENSO, advertência de La Niña

Sinopse: Espera-se que se desenvolvam condições de ENSO-neutral durante os meses de Maio a Junho de 2011 e que continue durante o Verão no hemisfério norte.

Cortesia de noaa

Durante o mês de Abril de 2011, La Niña continuou a enfraquecer devido a um aumento na anomalia da temperatura da superfície e subsuperfície do Oceano Pacífico equatorial. Os últimos índices semanais do El Niño reflectem temperaturas da superfície do mar (SST) abaixo da normal no Pacífico central e leste central (-0,6ºC na região de El Niño 4 e Niño 2.4), e temperaturas da superfície da superfície do mar cerca da normal e acima da normal na parte leste do Oceano Pacífico (-0,1ºC na região do El Niño 3 e +0,8ºC na região El Niño 1+2), figuras 1 e 2.


Figuras 1 e 2
Cortesia de noaa
As anomalias do conteúdo calórico da subsuperfície oceânica (temperaturas normais nos 300 metros do oceano, figura 3) aumentaram levemente, figuras 4 e 5.

Figura 3

Figuras 4 e 5
Cortesia de noaa
Além disto, as anomalias nos vento de leste nos níveis baixos e de oeste nos níveis altos da troposfera persistiram na região. Colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem um a debilidade da La Niña, mas com uma continuação nos impactos globais.
As tendências observadas, são iguais aos prognósticos de quase todos os modelos matemáticos de ENSO, indicando que La Niña continua a enfraquecer nos próximos meses, com a indicação de ENSO neutral para MAIO-JUNHO-JULHO de 2011, fig 6.

Figura 6
Cortesia de noaa
 
Cortesia de NOAA/NCEP/NWS/JDACT

sábado, 11 de dezembro de 2010

La Niña: Estado de Alerta de ENSO. Advertência de La Niña. Os modelos físico-matemáticos prevêm que persista até à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte

Cortesia da NOAA 

Durante o mês de Novembro de 2010, as condições de La Niña foram demonstradas pelas temperaturas da superfície do mar (SST) abaixo da normal nas águas do Oceano Pacífico Equatorial. No segundo mês consecutivo, foram poucas as variações nos índices com valores entre -1,3ºC e -1,7ºC.

Cortesia da NOAA

O conteúdo calórico da superfície da superfície do oceano (temperatura nos 300 m iniciais) permaneceu bem abaixo do normal em associação com uma termoclinicidade mais superficial do que o normal no Pacífico Central e Oriental.


Cortesia da NOAA

Persiste o aumento dos ventos alísios de leste nos níveis baixos e anomalias nos ventos de oeste nos níveis altos sobre o Pacífico Equatorial. Colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem que as condições da La Niña variam de moderada a forte.

Cortesia da NOAA

Consistente com quase todos os modelos físico-matemáticos da ENSO, prevê-se que a La Niña atinja o ponto máximo durante Dezembro-Janeiro e que continue até à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte. Após este cenário, o futuro da La Niña tem muitas incertezas.

Cortesia da NOAA


Cortesia do Centro de Previsões Climáticas/NOAA/JDACT

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

La Niña: Estado de Alerta de ENSO. Advertência de La Niña.

Cortesia de NOAA

El Niño/Oscilação Sul (ENSO). Discussão e prognóstico.
Comunicado de hoje, 4 de Novembro de 2010

Sinopse: Prevê-se que a La Niña presista até, pelo menos, à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte.
La Niña continuou durante o mês de Outubro de 2010, segundo as temperaturas abaixo do normal da superfície do mar (SST) na maior parte do Oceano Pacífico (ver Fig. 1). Todos os valores semanais dos índices de SST permanecerão quase sem variações, com um valor de –1.4oC no final do mês (ver Figs 2, 3 e 4).
 A convecção permaneceu em crescendo sobre a Indonésia e diminuiu sobre a parte oeste e central do Pacífico Equatorial (ver Fig. 5). Este acontecimento uniu-se ao continuado aumento dos ventos alisios de Leste nos níveis baixos e anomalias nos ventos de Oeste nos níveis altos sobre a região oeste e central del Pacífico Equatorial Leste e Central. Colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem as condicões da La Niña.

Consistente com quase todos os modelos de previsão de ENSO (ver Fig. 6), prevê-se que La Niña continue até à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte.
Alguns modelos, incluindo o modelo do NCEP, sugerem que La Niña poderá persistir até ao Verão de 2011 no Hemisferio Norte. Todavia, nada está garantido despois da Primavera no Hemisfério Norte devido às discrepâncias entre os modelos e a pequena fiabilidade dos modelos durante esse período.







Cortesia da NOAA

Cortesia de NOAA/Centro Nacional de Meteorologia Previsão Service Climate/JDACT

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

La Niña: Deverá manter-se até ao primeiro trimestre de 2011. De acordo com o relatório da NOAA, as condições da La Niña poderão mesmo intensificar-se durante os próximos 4 a 6 meses.

Cortesia de NOAA

El Niño/Southern oscillation (ENSO), diagnostic discussion, issued by Climate Prediction Center/NCEP.7 October 2010. ENSO Alert System Status: La Niña Advisory

Synopsis: La Niña is expected to last at least into the Northern Hemisphere spring 2011.
La Niña continued during September 2010 as reflected by the large expanse of below-average sea surface temperatures (SSTs) across most of the equatorial Pacific Ocean (Fig. 1). All weekly Niño SST index values were between –1.3oC and –1.8oC at the end of the month (Fig. 2). In addition, the subsurface heat content (average temperatures in the upper 300m of the ocean, Fig. 3) remained below-average, reflecting a shallower-than-average thermocline in the central and eastern Pacific (Fig. 4). Convection remained enhanced over Indonesia and suppressed over the western and central equatorial Pacific (Fig. 5). This pattern was linked to a continuation of enhanced low-level easterly trade winds and anomalous upper-level westerly winds over the western and central equatorial Pacific. Collectively, these oceanic and atmospheric anomalies reflect the ongoing La Niña.
Consistent with nearly all of the forecast models (Fig. 6), La Niña is expected to last at least into the Northern Hemisphere spring 2011. Just over half of the models, as well as the dynamical and statistical averages, predict La Niña to become a strong episode (defined by a 3-month average Niño-3.4 index of –1.5oC or colder) by the November-January season before beginning to weaken. Even though the rate of anomalous cooling temporarily abated during September, this model outcome is favored due to the historical tendency for La Niña to strengthen as winter approaches.
Likely La Niña impacts during October-December 2010 include suppressed convection over the central tropical Pacific Ocean, and enhanced convection over Indonesia. The transition into the Northern Hemisphere fall means that La Niña will begin to exert an increasing influence on the weather and climate of the United States. Expected U.S. impacts include an enhanced chance of above-average precipitation in the Pacific Northwest, and below-average precipitation across the southern tier of the country. Also, La Niña can contribute to increased Atlantic hurricane activity by decreasing the vertical wind shear over the Caribbean Sea and tropical Atlantic Ocean (see the August 5th update of the NOAA Atlantic Seasonal Hurricane Outlook). Conversely, La Niña is associated with suppressed hurricane activity across the central and eastern tropical North Pacific.

Sinopse: Prevê-se que La Niña dure até à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte.
La Niña continuou durante o mês de Setembro de 2010 que se reflecte na ampla extensão  da temperatura da superfície do mar (SSTem inglês) abaixo da normal através da maior parte do Oceano Pacífico.

Figure 1. Average sea surface temperature (SST) anomalies (ºC) for the week centered on 29 September 2010. Anomalies are computed with respect to the 1971-2000 base period weekly means (Xue at al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).
Cortesia de NOAA
Todos os valores semanais dos índices da SST estiveram entre –1.3oC y –1.8oC até aos finais do mês de Setembro.

Figure 2. Time series of area-averaged sea surface temperature (SST) anomalies (°C) in the Niño regions [Niño-1+2 (0°-10°S, 90°W-80°W), Niño 3 (5°N-5°S, 150°W-90°W), Niño-3.4 (5°N-5°S, 170°W-120°W), Niño-4 (150ºW-160ºE and 5ºN-5ºS)]. SST anomalies are departures from the 1971-2000 base period weekly means (Xue et al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).
Cortesia de NOAA
O conteúdo calórico da subsuperfície (temperaturas médias nos 300 m superiores do oceano, permaneceu abaixo da média, reflectindo o acontecimento no Pacífico Central e Oriental. A convecção permaneceu em crescendo sobre a Indonésia e suprimida sobre o oeste e centro do Pacífico Equatorial.  A todo este cenário juntou-se o aumento nos ventos alísios de leste nos níveis baixos e anomalias nos ventos de oeste nos níveis altos sobre o oeste e centro do Pacífico Leste e Central. Colectivamente, estas anomalias oceânicas e atmosféricas reflectem as condições de La Niña.
Figure 3. Area-averaged upper-ocean heat content anomalies (°C) in the equatorial Pacific (5°N-5°S, 180º-100ºW). Heat content anomalies are computed as departures from the 1982-2004 base period pentad means.
Figure 4. Depth-longitude section of equatorial Pacific upper-ocean (0-300m) temperature anomalies (°C) centered on the week of 30 September 2010. The anomalies are averaged between 5°N-5°S. Anomalies are departures from the 1982-2004 base period pentad means.
Figure 5. Average outgoing longwave radiation (OLR) anomalies (W/m2) for the four-week period 5 – 30 September 2010. OLR anomalies are computed as departures from the 1979-1995 base period pentad means.
Cortesia de NOAA
Consistente com quase todos os modelos dos prognósticos, prevê-se que La Niña dure até pelo menos à Primavera de 2011 no Hemisfério Norte. Metade dos modelos, dinâmicos e estatísticos, indicam que La Niña tende para um episódio relevante para o período que medeia Novembro-Janeiro antes de começar a enfraquecer.
Esta discussão é um esforço da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o Serviço Nacional de Meteorologia de NOAA e as instituições filiadas. As condições oceânicas e atmosféricas são actualizadas semanalmente.
Figure 6. Forecasts of sea surface temperature (SST) anomalies for the Niño 3.4 region (5°N-5°S, 120°W-170°W). Figure courtesy of the International Research Institute (IRI) for Climate and Society. Figure updated 14 September 2010.
Cortesia da NOAA
De acordo com este relatório, as condições da La Niña poderão mesmo intensificar-se durante os próximos 4 a 6 meses. Como sabeis, o evento La Niña é caracterizado por temperaturas do oceano anormalmente frias no Pacífico Tropical Central e Oriental, o que é o oposto do evento El Niño, que se caracteriza por temperaturas do oceano anormalmente quentes. Ambos os eventos podem durar 12 meses ou mais e perturbar os padrões normais de precipitação tropical e da circulação atmosférica, tendo impactos generalizados sobre o clima em várias partes do globo.

Cortesia de NOAA/National Weather ServiceClimate Prediction Center/JDACT

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

La Niña: A maioría dos modelos preveêm o desenvolvimento das condicões de La Niña, anomalías de SST menor ou igual a 0.5°C na região de El Niño-3.4 durante o mês Agosto e até princípios de 2011

Cortesia de NOAA
As condições de La Niña são prováveis que se desenvolvam durante o mês de Agosto de 2010.

Durante o mês de Julho de 2010, as anomalías positivas da temperatura da superficie do oceano equatorial (SST pelas siglas em inglês) continuavam a diminuir através do oceano Pacífico equatorial, com anomalías negativas expandindo-se através del Pacífico central y oriental, ver Fig. 1. Todos os índices de El Niño foram mais baixos comparados com os meses anteriores, ver Fig.2. O conteúdo calórico da subsuperficie do oceano, temperatura média nos 300m superiores do oceano, ver Fig.3, também permaneceu abaixo da médio durante o mês. As anomalías na temperatura da subsuperficie do oceano, tornaram-se negativas no Pacífico equatorial leste-central e estendem-se para a superficie através da metade leste da região, ver Fig.4. Os ventos alisios de leste nos níveis baixos e as anomalías nos ventos de oeste nos níveis altos prevaleceram sobre o Pacífico equatorial ocidental e central. Colectivamente, estas anomalías oceânicas e atmosféricas reflectem o desenvolvimento das condicões de La Niña.

A maioría dos modelos preveêm o desenvolvimento das condicões de La Niña, anomalías de SST menor ou igual a 0.5°C na região de El Niño-3.4 durante o mês Agosto e até princípios de 2011, ver Fig. 6
.
EL NIÑO/SOUTHERN OSCILLATION (ENSO) DIAGNOSTIC DISCUSSION
issued by CLIMATE PREDICTION CENTER/NCEP/NWS
5 August 2010
ENSO Alert System Status: La Niña Advisory

Synopsis: La Niña conditions are expected to strengthen and last through the Northern Hemisphere winter 2010-11.

During July 2010 La Niña conditions developed, as negative sea surface temperature (SST) anomalies strengthened across the central and eastern equatorial Pacific Ocean (Fig. 1). All of the Niño indices decreased with values less than -1.0°C in Niño 1+2, 3, and 3.4 regions at the end of the month (Fig. 2). The subsurface heat content (average temperatures in the upper 300m of the ocean, Fig. 3) continued to reflect a deep layer of below-average temperatures east of the Date Line (Fig. 4). Also convection was enhanced over Indonesia, while remaining suppressed over the western and central tropical Pacific (Fig. 5). Enhanced low-level easterly trade winds and anomalous upper-level westerly winds continued over the western and central equatorial Pacific. Collectively, these oceanic and atmospheric anomalies reflect the development and strengthening of La Niña conditions.

Nearly all models predict La Niña to continue through early 2011 (Fig. 6). However, there is disagreement among the models over the eventual strength of La Niña. Most dynamical models generally predict a moderate-to-strong La Niña, while the majority of the statistical model forecasts indicate a weaker episode. Given the strong cooling observed over the last several months and the apparent ocean-atmosphere coupling (positive feedback), the dynamical model outcome of a moderate-to-strong episode is favored at this time. Therefore, La Niña conditions are expected to strengthen and last through Northern Hemisphere Winter 2010-11.

Expected La Niña impacts during August-October 2010 include suppressed convection over the central tropical Pacific Ocean, and enhanced convection over Indonesia. Temperature and precipitation impacts over the United States are typically weak during the Northern Hemisphere summer and early fall, but strengthen considerably during late fall and winter. Also, La Niña can contribute to increased Atlantic hurricane activity by decreasing the vertical wind shear over the Caribbean Sea and tropical Atlantic Ocean (see the August 5th update of the NOAA Atlantic Seasonal Hurricane Outlook).

This discussion is a consolidated effort of the National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), NOAA’s National Weather Service, and their funded institutions. Oceanic and atmospheric conditions are updated weekly on the Climate Prediction Center web site (El Niño/La Niña Current Conditions and Expert Discussions). Forecasts for the evolution of El Niño/La Niña are updated monthly in the Forecast Forum section of CPC's Climate Diagnostics Bulletin. The next ENSO Diagnostics Discussion is scheduled for 9 September 2010. To receive an e-mail notification when the monthly ENSO Diagnostic Discussions are released, please send an e-mail message to: ncep.list.enso-update@noaa.gov. In Climate Prediction Center, National Centers for Environmental Prediction, NOAA/National Weather Service, Camp Springs, MD 20746-4304
Figure 1. Average sea surface temperature (SST) anomalies (°C) for the week centered on 28 July 2010. Anomalies are computed with respect to the 1971-2000 base period weekly means (Xue et al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).
Figure 2. Time series of area-averaged sea surface temperature (SST) anomalies (°C) in the Niño regions [Niño-1+2 (0°-10°S, 90°W-80°W), Niño 3 (5°N-5°S, 150°W-90°W), Niño-3.4 (5°N-5°S, 170°W-120°W), Niño-4 (150ºW-160ºE and 5ºN-5ºS)]. SST anomalies are departures from the 1971-2000 base period weekly means (Xue et al. 2003, J. Climate, 16, 1601-1612).
Figure 3. Area-averaged upper-ocean heat content anomalies (°C) in the equatorial Pacific (5°N-5°S, 180º-100ºW). Heat content anomalies are computed as departures from the 1982-2004 base period pentad means.
Figure 4. Depth-longitude section of equatorial Pacific upper-ocean (0-300m) temperature anomalies (°C) centered on the week of 27 July 2010. The anomalies are averaged between 5°N-5°S. Anomalies are departures from the 1982-2004 base period pentad means.
Figure 5. Average outgoing longwave radiation (OLR) anomalies (W/m2) for the four-week period 2 – 27 July 2010. OLR anomalies are computed as departures from the 1979-1995 base period pentad means.

Figure 6. Forecasts of sea surface temperature (SST) anomalies for the Niño 3.4 region (5°N-5°S, 120°W-170°W). Figure courtesy of the International Research Institute (IRI) for Climate and Society. Figure updated 16 July 2010.

Cortesia de NOAA/National Weather ServiceClimate Prediction Center/JDACT