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segunda-feira, 2 de março de 2015

Os Museus e o Património Cultural Imaterial. Ana Carvalho. « Poderão os museus contribuir para a salvaguarda do PCI? Quais os problemas que os museus enfrentam para realizar esta demanda? Estarão todos os museus capacitados para responder a este desafio?»

jdact

Estratégias para o desenvolvimento de boas práticas
«(…) De uma forma geral, pode dizer-se que a museologia tem centrado as suas funções (sejam elas a recolha, preservação, investigação, educação e exposição) nos objectos, omitindo em muitos dos casos as práticas que lhes estão associadas. No entanto, parece agora claro que os objectos por si só não traduzem todo o seu significado sem os contextos, as interpretações e as memórias a que estão ligados. Esta não é uma questão nova. Recorde-se aqui as experiências e contributos de George Rivière neste sentido. Todavia, nos últimos anos assistimos a uma revalorização do tema, já que muitas vezes as práticas não confirmam esta teoria. Assim, estamos hoje mais conscientes de que uma abordagem integrada que inclua tanto o património material como o imaterial nas colecções dos museus (ou fora dele) é um aspecto central na sua gestão. Reconhecido um campo de actuação aos museus cada vez mais alargado, nomeadamente responsabilidades no domínio do imaterial, importa reflectir sobre como lidar com um património que é por natureza complexo e cuja aproximação aporta diversos problemas. Poderão os museus contribuir para a salvaguarda do PCI? Quais os problemas que os museus enfrentam para realizar esta demanda? Estarão todos os museus capacitados para responder a este desafio? Finalmente, e partindo da premissa de que alguns museus poderão reunir condições para desenvolver trabalho nesta área, importa reflectir sobre possíveis estratégias que permitam dar visibilidade ao PCI através das diversas funções do museu. Em 2008, o Estado português ratificou a Convenção de 2003, comprometendo-se a reposicionar as políticas culturais do país em prol de uma maior atenção ao PCI. Neste sentido, e em estreita articulação como o direito internacional foi desenvolvida legislação específica para aprofundar aspectos que se prendem com a salvaguarda do PCI no território português, designadamente o Decreto-Lei n.º 139/2009 e respectivo desenvolvimento através da Portaria n.º 196/2010. E, por sua vez, assegurar a concretização de uma das condições impostas pela Convenção de 2003: a realização de um ou mais inventários no território nacional. Ainda que seja prematura uma avaliação das políticas, nomeadamente a implementação de um sistema de inventário que ainda não se encontra consolidado, reconhece-se as dificuldades de abordagem deste tema. Por um lado, a implementação de políticas culturais que favoreçam práticas de preservação integradas do património tal como sublinha também a Convenção Quadro do Conselho da Europa para o Património Cultural, conhecida pela Convenção de Faro (2005) e que a Assembleia da República aprovou a 18 de Julho de 2008. Este documento estabelece o compromisso de criar políticas culturais menos sectoriais do ponto de vista do património, isto é a promoção de uma visão mais transversal da cultura, onde o lugar e importância das pessoas é central, bem como o papel da diversidade cultural. Outra dificuldade é assegurar o trabalho colaborativo com as comunidades nas políticas desenvolvidas, seja através dos inventários, seja através de outros projectos. Não obstante, acrescem as restrições orçamentais que limitam, em grande medida, as expectativas e desafios de uma política cultural que inclua a salvaguarda dos patrimónios (material e imaterial) de uma forma sustentável». In Ana Carvalho, Os Museus e o Património Cultural Imaterial, Estratégias para o desenvolvimento de boas práticas, Edições Colibri, CIDEHUS, Universidade de Évora, 2011, ISBN 978-9879-689-169-5.

Cortesia de EColibri/JDACT

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Os Museus e o Património Cultural Imaterial. Ana Carvalho. «… objecto uma reflexão em torno da salvaguarda do PCI. Deste projecto resultaram mais perguntas do que respostas, às quais importava dar um sentido. Face à inexistência de um debate profundo sobre esta matéria em Portugal…»

jdact

Estratégias para o desenvolvimento de boas práticas
«A salvaguarda do Património Cultural Imaterial (doravante PCI) é um tema que tem merecido particular destaque nos últimos anos nos fóruns internacionais, especialmente os promovidos pela UNESCO, motivando o interesse crescente de profissionais de várias áreas para a sua investigação e análise. Mas não só, o ICOMOS, o ICOM e a WIPO são também algumas das organizações envolvidas no debate e que se prolonga nos meios universitários. De certa forma, este era um campo tradicionalmente restrito aos antropólogos e sociólogos, mas pouco a pouco o debate expandiu-se com a participação de museólogos, historiadores, arquitectos, urbanistas, entre outros. Assistimos nas últimas décadas a um alargamento significativo do conceito de património cultural. A ideia de património estritamente focada nos monumentos e sítios foi sendo abandonada, passando por um processo evolutivo que introduz novas dimensões ou novos patrimónios. Por outro lado, ganhou expressividade uma perspectiva antropológica da cultura, mais interessada nos processos, em detrimento de uma visão centrada apenas nos objectos. Daqui resulta uma definição de património que se constitui por um conjunto de expressões, interligadas e complexas, apelando à diversidade cultural, da qual o PCI é um dos elementos essenciais. Vários foram os termos utilizados ao longo do tempo, alguns até com carácter pejorativo, mas a designação PCI ganhou recentemente mais expressividade, sobretudo na esfera política, como conceito operativo, introduzido pela UNESCO.
O PCI compreende um conjunto diverso de expressões e tradições que as comunidades e os grupos vão transmitindo de geração em geração, recriando-as ao sabor dos tempos. Trata-se de um património vivo que se vai expressando através da música, da dança, da oralidade, do teatro e dos objectos, fazendo parte de uma complexa teia de valores, sistemas do conhecimento e saberes que estão associados à vida humana. Considerado um pilar fundamental da diversidade cultural, o PCI está na base da(s) identidade(s) das comunidades. No entanto, estes conhecimentos raramente são documentados e, na maior parte das vezes, correm o risco de se perder indelevelmente, tendo em conta que se encontram muito condicionados pelos efeitos homogeneizadores da globalização. Este é um património que importa salvaguardar de modo a que continue a ser praticado e transmitido no seio das comunidades onde se insere. A par das preocupações vindas da antropologia em resgatar os vestígios de uma sociedade cujas práticas sociais e culturais tradicionais estão em vias de desaparecer e de um contexto político preocupado com os efeitos da globalização, surgem algumas movimentações relativamente à protecção deste património. A UNESCO tem preconizado muitas das iniciativas que colocaram o tema do PCI na ordem do dia, alimentando a discussão em torno da sua salvaguarda, dando-lhe assim amplo reconhecimento internacional. Exemplo disso é o culminar de um longo caminho percorrido em prol da protecção deste património, primeiro com a Recomendação para a Salvaguarda da Cultura Tradicional e do Folclore, em 1989, e, mais recentemente, com a adopção da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial em 2003 (doravante Convenção de 2003). Esta Convenção vem reconhecer a importância do PCI e completar, de certo modo, um espaço deixado pela Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural de 1972 (doravante Convenção de 1972), um instrumento jurídico mais direccionado para o património material.
Apesar do seu relativo sucesso, se assim se pode dizer, a Convenção de 2003 tem sido objecto de várias críticas. Muitos debates têm surgido em torno da sua implementação e dos princípios que lhe estão adjacentes. Mas a verdade é que a ratificação da Convenção pelos Estados-Partes, que actualmente já ultrapassa a centena, obriga a uma reflexão que cada país terá que necessariamente fazer em torno da formulação de políticas culturais de valorização do PCI. Afinal, essa é uma consequência directa da aceitação deste documento normativo. Assim, tal como a Convenção de 1972 viria a mudar indiscutivelmente o panorama político de salvaguarda do património cultural, é comummente aceite que o mesmo se passará com esta nova Convenção. A motivação para desenvolver este tema nasce das interrogações que surgiram no decorrer do trabalho de campo realizado no contexto de um projecto de dois anos que teve como objecto uma reflexão em torno da salvaguarda do PCI. Deste projecto resultaram mais perguntas do que respostas, às quais importava dar um sentido. Face à inexistência de um debate profundo sobre esta matéria em Portugal e perante os desenvolvimentos introduzidos pela UNESCO a propósito da Convenção de 2003 e respectiva conjuntura actual, considerou-se oportuno aprofundar este tema e interligá-lo com os museus. No que respeita à museologia, é conhecido o apoio do ICOM à Convenção de 2003. Em documentos como a Carta de Shanghai (2002) ou a Declaração de Seoul (2004), o ICOM reconhece o papel dos museus na salvaguarda do PCI». In Ana Carvalho, Os Museus e o Património Cultural Imaterial, Estratégias para o desenvolvimento de boas práticas, Edições Colibri, CIDEHUS, Universidade de Évora, 2011, ISBN 978-9879-689-169-5.

Cortesia de EColibri/JDACT

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Museu da Casa Grande. Freixo de Numão. Didáctica da Arqueologia e Acção Educativa. Sandra Maria Naldinho. «… as manifestações e testemunhos significativos da civilização humana. Cada uma delas, ao surgir nos distintos momentos, responde a planeamentos teóricos concretos que nem sempre com resultados coincidentes»

Cortesia de wikipedia

Introdução ao Património Arqueológico. Conceito de Património Cultural
Património…, palavra que nos deixa uma sensação de desconforto, é um tema sobre o qual já se disse tudo e, ainda parece que está tudo por dizer. Talvez porque associamos a palavra a algo que se esvai, que se esgota, que se desvanecesse…, e que queremos desesperadamente recuperar na sua totalidade mítica, que é rigorosamente utópica, porque o que queremos salvar como património nunca existiu. In Vítor Jorge

«O conceito de património é para a maioria dos indivíduos um elemento abstracto, sobre o qual existe uma forte consciencialização da sua existência e da importância da sua preservação, mas que poucos conhecem e sabem defini-lo. Definir el Patrimonio no es fácil a pesar de que en una primera visión todo sabemos a qué nos estamos refiriendo, in Álvarez, O conceito de património surge pela primeira vez como uma concepção de passado que garantiria a continuidade de uma determinada cultura. Esta visão Romana, que considerava o património como um bem privado torna-se no renascimento um bem público, que adquire um estatuto de identidade nacional. O acesso ao conhecimento através desta concepção de património envolve indubitavelmente vários elementos combinados entre situações políticas, valores económicos e atitudes pessoais. Deste modo, o património transforma-se em valor, em capital, e como tal deve ser gerido. Porém, actualmente, face ao fenómeno da globalização e da expansão do conceito de património ligado ao facto de não serem os Estados os principais detentores destes bens, leva a que os Estados se tornem cada vez mais reguladores da qualidade da gestão. Para Ballart e Tresserras, La palabra patrimonio viene del latín; es aquello que proviene de los padres. Según el diccionario, patrimonio son los bienes que poseemos, o los bienes que hemos heredado de nuestros ascendientes. Lógicamente patrimonio es también todo lo que traspasamos en herencia. Entendemos que se trata fundamentalmente de objetos materiales como una casa, unos libros, unos utensilios o un trozo de tierra. De forma parecida podemos referirnos a derechos e obligaciones, es decir, a cosas menos tangibles. Incluso podemos hablar de patrimonio en uno sentido menos materialista, más abstracto o más espiritual. Nesta definição encontram-se todos os aspectos que exprimem o conceito e a realidade do património cultural (transmissão, herança, possessão, carácter material, imaterial e espiritual), mas também todas as chaves das variações terminológicas que engloba (dimensão histórica presente, dimensão material e imaterial e o âmbito cultural). Património histórico, património etnográfico, património arqueológico, património industrial, …, todos estes termos referem-se a uma mesma realidade, ou seja, as manifestações e testemunhos significativos da civilização humana. No entanto, cada uma delas, ao surgir nos distintos momentos, responde a planeamentos teóricos concretos que nem sempre com resultados coincidentes.
Relativamente às legislações dos diferentes países não parece existir um consenso sobre os critérios de bens culturais e valores culturais, muito menos sobre a sua protecção. A lei n.º 107/2001 de 8 de Setembro estabelece as bases da política e do regime de valorização do Património Cultural Português. Esta considera como património cultural todos os bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura portadores de interesse cultural relevante, devam ser objecto de especial protecção e valorização. Constituem, ainda, património cultural quaisquer outros bens que como tal sejam considerados por força de convenções internacionais que vinculem o Estado Português pelo menos para os efeitos nelas previstos. Neste sentido, e ao abrigo da Convenção da UNESCO do Património Mundial, Cultural e Natural, que tem por objectivo proteger os bens patrimoniais dotados de um valor universal excepcional, integram o património cultural não só o conjunto de bens materiais e imateriais de interesse cultural relevante, mas também quando for caso disso, os respectivos contextos que, pelo seu valor de testemunho, possuam com aqueles uma relação interpretativa e informativa. No intuito de unificar os critérios reguladores e terminológicos do Património, a UNESCO e o Conselho da Europa têm vindo a exercer fortes influências sobre os países aderentes. A UNESCO considera como Património Cultural: os monumentos, obras arquitectónicas, de escultura ou de pintura monumentais, elementos de estruturas de carácter arqueológico, inscrições, grutas e grupos de elementos com valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência; os conjuntos, grupos de construções isoladas ou reunidos que, em virtude da sua arquitectura, unidade ou integração na paisagem têm valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da ciência; e os locais de interesse, obras do homem, ou obras conjugadas do homem e da natureza, e as zonas, incluindo os locais de interesse arqueológico, com um valor universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico. Deste modo, a UNESCO tornou-se nestes últimos (quase) quarenta anos num organismo internacional de referência, que orienta as concepções e actuações na matéria do Património Cultural agora entendida numa perspectiva mais universal. Em Novembro de 1972, inaugurou a Lista do Património Mundial. Trata-se de uma lista que proporciona prestígio, favorece o turismo e, ao mesmo tempo, estabelece um compromisso de protecção para estes bens patrimoniais. A inauguração desta lista deriva da Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural que surgiu depois de um tratado conhecido com o mesmo nome e cujo propósito é a identificação de bens culturais e naturais de extraordinário valor universal». In Sandra Maria Euzébio Naldinho, Museu da Casa Grande. Freixo de Numão. Didáctica da Arqueologia e Acção Educativa, Master Erasmus Mundus em Quaternário e Pré-história, Instituto Politécnico de Tomar, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Ano académico 2006/2007.

Cortesia de IPT/UTM/JDACT

domingo, 1 de julho de 2012

Fortificações de Elvas classificadas como Património Mundial. Público. «… a entrada das fortificações na lista do património cultural da humanidade sensibilize agora o Ministério da Defesa, proprietário do Forte da Graça, jóia da arquitectura militar do século XVIII e peça central da candidatura, para a preservação daquele conjunto»



Cortesia da cme

«As fortificações de Elvas, que atravessam séculos da história militar e da cidade, foram classificadas ontem (30 de Junho) como Património Mundial pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Palco decisivo das guerras de fronteira que se seguiram à Restauração, em 1640, as estruturas agora classificadas constituem a maior fortaleza abaluartada da Europa (reconhecido pela forma em estrela), sendo formada, para além do castelo, pelas fortalezas secundárias de Santa Luzia e da Graça. Fundadas no reinado de Sancho II e construídas sobre uma estrutura muçulmana, foram incluídas na Lista Indicativa do Património Mundial da UNESCO em 2009.
As fortificações, através das quais se atravessa o período mouro e medieval, bem como as inovações renascentistas e, pelas modernizações regulares das estruturas, o avanço do tempo até ao século XIX, são "um dos mais importantes casos de sobreposição de funções e de evolução das concepções estratégicas e militares ao longo da História", referia a proposta então enviada à Comissão Nacional da UNESCO.
A decisão foi tomada pelo Comité do Património Mundial, que está reunido até dia 6 de Julho em São Petesburgo, na Rússia. A candidatura da classificação das fortificações abrangia vários monumentos, os fortes de Santa Luzia, do século XVII, e da Graça, do século XVIII, três fortins do século XIX, as três muralhas medievais e a muralha do século XVII, além do Aqueduto da Amoreira. Era a única candidatura portuguesa entre as 33 que a UNESCO tinha sobre a mesa.


“Esta classificação não tem só um grande significado para mim e para todos aqui em Elvas, tem um grande significado para o país", disse o presidente da Câmara Municipal de Elvas, [...]. "Não é todos os dias que um órgão como a UNESCO diz que temos à porta de casa um bem que é único e de valor universal”, completou. O presidente [...] espera que a entrada das fortificações na lista do património cultural da humanidade sensibilize agora o Ministério da Defesa, proprietário do Forte da Graça, jóia da arquitectura militar do século XVIII e peça central da candidatura, para a preservação daquele conjunto.
O projecto de candidatura começou a ser preparado em 2004 e decorreu sem sobressaltos, segundo a vereadora da Cultura. [...] “Foi um trabalho intenso que implicou uma forte componente de preservação do património mas também de educação”, explicou, falando do centro interpretativo do complexo formado pelas fortificações, inaugurado em Outubro do ano passado, e nos painéis informativos criados para os bens agora classificados». In Público (2012/Junho/30).

Cortesia do PÚBLICO/JDACT

domingo, 27 de novembro de 2011

Fado. UNESCO. Lisboa. Carlos Zel. Cuca Roseta. «Durante mais de 30 anos de carreira, Zel levou a sua voz e a sua forma de cantar o fado pelo mundo fora, nomeadamente, a Espanha, França, Holanda, Escócia, …»

Carlos Zel
Cortesia de maluda






Cuca Roseta
Cortesia de culturasapo






JDACT

Fado. UNESCO. Lisboa. Ana Moura. Fernando Maurício. «Uma ribatejana. Actualmente uma das fadistas mais conceituadas de Portugal, pelo seu excelente timbre de voz, beleza e enorme simpatia»

Ana Moura
Cortesia de musicadaterranova






Fernando Maurício
Cortesia de fotolog






JDACT

Fado. UNESCO. Lisboa. Fernando Farinha. Mafalda Arnaut. «Dos seus poemas decerto o que mais êxito teve foi “ Belos Tempos” na música do fado “Loucura” de Júlio de Sousa. Alfama casas velhinhas, parecem querer dizer segredos umas às outras sem a gente perceber»

Fernando Farinha
Cortesia de fotolog





Mafalda Arnaut
Cortesia de topatudo






JDACT

Fado. UNESCO. Lisboa. Teresa Tarouca. Alfredo Marceneiro. «O Salão dos Bombeiros de Oeiras foi palco da estreia de Teresa, que cantou o fado com apenas 13 anos. Oriunda de uma família ligada à música, é prima afastada de Tereza de Noronha e prima de frei Hermano da Câmara»

Teresa Tarouca
Cortesia declubefansteresatarouca






Alfredo Marceneiro
Cortesia deindexofmp






JDACT

Fado. UNESCO. Lisboa. Carlos Ramos. Carminho. «Perguntaram-me pelo fado, eu conheci: era um boémio, era um vadio que andava na Mouraria. Talvez ainda mais magro que um cão galgo e a dizer que era fidalgo...»

Carlos Ramos
Cortesia de cnmusica






Carminho
Cortesia de cadernosdeviagens






JDACT

O Fado. UNESCO. Lisboa. Teresa de Noronha. Manuel da Câmara. «A sua dicção, a sua maneira de se expressar, a forma como dominava as figurações intrincadas como os 'pianinhos e os roubados' tornou-a criadora de um estilo muito próprio, que fez escola»

Teresa de Noronha
Cortesia de wikipedia






Manuel da Câmara
Cortesia de novagente






JDACT

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O monte Saint-Michel. Bastides. «A arquitectura prodigiosa do monte e sua baía constituem o ponto turístico mais frequentado da Normandia e um dos primeiros da França. A história da Abadia do monte Saint-Michel remonta, crê-se, ao ano 708»


Cortesia de wikipedia

«O monte Saint-Michel, é uma pequena ilha rochoso na embocadura do rio Couesnon, no departamento da Mancha, na França, onde foi construído um santuário em homenagem ao arcanjo São Miguel. O seu nome antigo é «Mons Sancti Michaeli in periculo mari». Este mosteiro, fortificado no século XIII, integra um conjunto com mais três cidades cujas fortificações e desenvolvimento são notáveis:
  • Aigues-Mortes (1270-1276), ponto de reunião dos Cruzados rumo à Terra Santa,
  • Carcassone, célebre por suas defesas,
  • Avignon, sede alternativa da Cristandade (1309-1377).
Estas cidades fortificadas, denominadas "bastides" marcavam a fronteira dos reinos ao final da Idade Média, servindo como elementos de defesa e dando ao povo novas oportunidades sociais. Foram construídas mais de 300 só na França entre os anos de 1220 e 1350.
Recordo o caso da vila de Nisa, no Alto Alentejo.



Cortesia de wikipedia

Além das "bastides", foram projectadas e construídas em toda a Europa, de Portugal à Polônia, e nomeadamente no sudoeste da França, entre 1136 e 1270, numerosas "villeneuves" (cidades novas), que muito contribuíram para o nascimento e consolidação de uma classe social burguesa.


Cortesia de wikipedia

A arquitectura prodigiosa do monte Saint-Michel e sua baía constituem o ponto turístico mais frequentado da Normandia e um dos primeiros da França, com cerca de 3 200 000 visitantes por ano. Uma estátua de São Miguel colocada no topo da igreja-abadia culmina a 170 metros de altura. Diversos prédios e habitações do sítio são, a título individual, classificados como monumentos históricos (a igreja paroquial desde 1909, por exemplo) ou inscritos no inventário suplementar de monumentos históricos.

A história da Abadia do monte Saint-Michel remonta, crê-se, ao ano 708, quando Aubert, bispo de Avranches, mandou construir no monte Tombe um santuário em honra a São Miguel Arcanjo. No século X os monges beneditinos instalaram-se na abadia e uma pequena vila foi-se formando aos seus pés. Durante a Guerra dos Cem Anos, entre França e Inglaterra, o Monte Saint-Michel foi uma fortaleza inexpugnável, resistindo a todas as tentativas inglesas de tomá-la e constituindo-se, assim, em símbolo da identidade nacional francesa. Após a dissolução das ordens religiosas ditadas pela Revolução Francesa de 1789 até 1863 o Monte foi utilizado como prisão. Declarado monumento histórico em 1987, o sítio figura desde 1979 na lista do Património Mundial da UNESCO.

Cortesia de wikipedia

O monte era ligado ao continente através de um istmo natural que era coberto pelas marés altas. Ao longo dos séculos a planície alagável em torno foi sendo drenada para criação de pastagens, reduzindo a distância do rochedo à terra, e o rio Cousenon foi canalizado, diminuindo seu aporte de água e acelerando o assoreamento da baía. Em 1879 o istmo foi reforçado e tornou-se uma passagem seca perene. Em 2006 o governo francês anunciou um projecto para tornar novamente o monte uma ilha com a construção de barragens, devendo ser completado em 2012». In Wikipedia e Tutismo da Normamdia.

Cortesia da Wikipedia/JDACT

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ludwik L. Zamenhof: O Esperanto. «Em 1954, a UNESCO passou a reconhecer formalmente o valor do Esperanto para a educação, a ciência e a cultura. Em 1985, novamente a UNESCO recomendou aos países membros a difusão do Esperanto»

Primeira edição do Unua Libro, em russo
Cortesia de wikipedia

Ludwik Lejzer Zamenhof vivia em Białystok, actualmente na Polónia, onde moravam muitos povos e falavam-se muitas línguas, dificultando a compreensão nas mais quotidianas situações, motivando Zamenhof a criar uma língua auxiliar neutra, a fim de solucionar o problema.
Durante a adolescência, criou a primeira versão da «lingwe universala», uma espécie de Esperanto arcaico. Entretanto, Zamenhof foi para Moscovo estudar medicina.
O primeiro livro sobre o Esperanto foi lançado em 26 de julho de 1887, em russo, contendo as 16 regras gramaticais, a pronúncia, alguns exercícios e um pequeno vocabulário. Logo depois, mais edições do Unua Libro foram lançadas em alemão, polaco e francês. O número de falantes cresceu rapidamente nas primeiras décadas, primordialmente no Império Russo e na Europa Oriental, depois na Europa Ocidental, nas Américas, na China e no Japão. As primeiras revistas e obras originais em Esperanto começaram a ser publicadas.

Cortesia de gentesdoaltominho
Em 1905 aconteceu o I Congresso Universal de Esperanto, em Bolonha-sobre-o-Mar, na França, juntando quase mil pessoas, de diversos povos.
Todo o movimento esperantista avançava a passos largos e seguros, mas com o evento das duas guerras mundiais o movimento teve um recuo assustador:
  • as tropas comandadas pelo «maldito» Hitler perseguiam e matavam os esperantistas na Alemanha e nos países dominados,
  • as tropas de Estaline faziam o mesmo na Rússia,
  • a família de Zamenhof foi gradualmente dizimada,
  • no Japão e na China, a perseguição ao Esperanto também ganhou proporções assustadoras.
Após a II Grande Guerra, o esperanto reergueu-se. Em 1954, a UNESCO passou a reconhecer formalmente o valor do Esperanto para a educação, a ciência e a cultura. Em 1985, novamente a UNESCO recomendou aos países membros a difusão do Esperanto.

Cortesia de cordovaluis
Após 1995, com a popularização e disseminação da NET, o movimento esperantista ganhou uma nova força propulsora. O Esperanto é utilizado em viagens, correspondência, intercâmbio cultural, convenções, literatura, ensino de línguas, televisão e transmissões de rádio.
O Esperanto é a língua «planejada» mais falada. Ao contrário da maioria das outras línguas, o Esperanto saiu dos níveis de projecto e semilíngua.

Cortesia de wikipedia/JDACT

domingo, 17 de abril de 2011

Lituânia: Vilnius e Castelo de Trakai. «Uma agradável mistura de temperaturas, de estilos, de gente, fria e quente, como o tempo. Os lituanos são conhecidos como os latinos do Bálltico e o centro histórico de Vilnius, foi classificado Património Mundial pela UNESCO»

Cortesia de lithuaniatoris

Apesar de ser capital de um país da União Europeia, Lituânia, Vilnius não é um destino popular. Uma cidade pacata e agradável, com aspecto de aldeia grande graças à abundância de zonas arborizadas.


Vilnius.
«Uma agradável mistura de temperaturas, de estilos, de gente, fria e quente, como o tempo. Os lituanos são conhecidos como os latinos do Bálltico e o  centro histórico de Vilnius, foi classificado Património Mundial pela UNESCO.  A cidade exibe um centro histórico fácil de percorrer a pé, onde as igrejas ou monumentos históricos se encontram a cada esquina:
  • da praça da catedral e pelas estreitas ruas dos séculos XV e XVI,
  • das Portas do Entardecer, que marcavam a estrada para Moscovo,
  • ao Bastião da Artilharia, do século XVII, com um museu de armas no interior, percorremos ruas pavimentadas a pedra fachadas seculares,
Mas a grande maioria dos monumentos históricos são igrejas, numa manifestação de fé só comparável com a dos polacos, os vizinhos do Sul.
Cortesia de manualdoturista
Castelo de Trakai
Quem visita Vilnius aproveita para ir a um lugar encantador, entre floresta e lagos:
  • o castelo de Trakai, antiga capital do país.
Estendendo-se numa pequena península entre dois lagos, a aldeia é especialmente conhecida pelo castelo situado numa ilha no extremo da povoação. Passadiços de madeira levam-nos sobre as águas do lago Galvé até o castelo dos nossos sonhos de criança, feito de tijolos vermelhos, com a sua ponte levadiça sobre um fosso, as torres perfeitas de telhados cónicos, pátios e salas escuras e misteriosas. Data do século XV, mas foi restaurado nos anos 50 e alberga agora o museu do castelo. É possível alugar barcos para contornar o exterior e apreciar a beleza do lago e dos bosques, enquadramento que o transformam num castelo de Avalon, saído das águas.

Cortesia de wikipedia/JDACT

Mosteiros de Metéora. Grécia: «Estão construídos no topo de espectaculares rochedos de arenito que ficam a nordeste da planície da Tessália, perto do rio Peneios e dos montes Pindo, na Grécia central. Em Metéora existem ainda 6 mosteiros»

 
Cortesia de bocaberta 

Metéora, ou seja, «rochas suspensas» ou «colunas do céu» é o segundo maior complexo de mosteiros na Grécia, logo a seguir ao Monte Athos. Fica próximo de Kalabáka, no centro-norte da Grécia.
Os mosteiros estão construídos no topo de espectaculares rochedos de arenito que ficam a nordeste da planície da Tessália, perto do rio Peneios e dos montes Pindo, na Grécia central. Em Metéora existem ainda 6 mosteiros. O maior pico em que se localiza um mosteiro tem 549 metros. O menor, a 305 metros.

 
Cortesia de bocaberta
Apesar de ser desconhecida a data de fundação de Metéora, crê-se que os primeiros eremitas se estabeleceram em cavernas no século XI. No final deste e início do século XII, formou-se um estado monástico rudimentar centrado à volta da Igreja de Theotakos, mão de Deus, que ainda hoje existe. Os monges eremitas, procurando um refúgio seguro à ocupação otomana, encontraram nos rochedos inacessíveis de Metéora um refúgio ideal.
Foram construídos mais de 20 mosteiros, mas hoje em dia apenas existem 6.
  • Megalos Meteoros (Grande Meteoro ou Mosteiro da Transfiguração),
  • Varlaam,
  • Agios Stephanos (Santo Estêvão),
  • Haguia Triada (Santíssima Trindade),
  • São Nicolau Anapausas,
  • Roussanou.
O acesso aos mosteiros era feito por guindastes e apenas em 1920 foram construídas escadas de acesso. Dos 6 mosteiros, cinco são masculinos e um é feminino.

Cortesia de bocaberta
Em 1988, este monumento com montes e vales revestidos com florestas que têm a presença de animais selvagens como o lobo e a víbora foi classificado Património Mundial pela UNESCO.

Cortesia de wikipedia/JDACT

Dia Internacional dos Monumentos e Sítios: «Água: Cultura e Património». Évora, de hoje até 3ª Feira (17 a 19 de Abril de 2011)

Cortesia da cmevora 

De hoje até ao pf dia 19 de Abril (3ª Feira) a cidade de Évora comemora o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios «Património Mundial», que se assinala a 18 de Abril, é subordinado este ano ao tema «Água: Cultura e Património» e a Câmara Municipal de Évora preparou um programa especial de actividades culturais com vista à participação da população.


O programa das comemorações em Évora inicia-se hoje, domingo, com uma visita às Termas da Villa Romana da Tourega. A visita realiza-se em regime de boleias partilhadas e esta iniciativa conta com o apoio do Grupo de Caminheiros de Évora.
A Unidade Museológica CEA preparou também um Peddy Papper Património da Água, no dia de amanhã, segunda-feira, dirigido aos jardins-de-infância. Pelas 9:30 o Peddy Papper decorre no Jardim-de-infância «Obra de São José Operário», e depois às 10:30 e às 14:15 na Associação da Creche e Jardim-de-infância de Évora.


Cortesia de flickr
O projecto infantil «Todos p`ro nabo e nabo p`ra todos» também se irá deslocar aos jardins-de-infância nos dias 18 e 19 de Abril, pelas 10 horas. Esta actividade é dirigida a crianças com 3 e 4 anos e é desenvolvida pelo Núcleo Museológico da Casa da Balança.
A terminar as comemorações realiza-se uma visita guiada ao Aqueduto da Água de Prata, no dia 18 de Abril, com partida marcada no parque de estacionamento da Porta da Lagoa às15 horas, numa iniciativa do Posto de Turismo Municipal e da Direcção Regional da Cultura do Alentejo.


O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios «Património Mundial» foi criado pelo ICOMOS a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte. Esta comemoração tem como objectivo sensibilizar o público para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua protecção e conservação.

Cortesia da CMÉvora/JDACT