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quarta-feira, 9 de março de 2011

Oliveira Martins. A corte de D. Manuel: Parte II. A Embaixada ao Papa. «Chegada a procissão em frente do castelo de Santo Ângelo, o papa, com os seus cardeais, apareceu na varanda a recebê-la; e o elefante, molhando a tromba, como hissope, numa bacia de água perfumada, aspergiu por três vezes...»

Cortesia de doportoenaoso

A Corte de D. Manuel
«Boa terça parte da população de Roma, por 30 mil pessoas, andava nas ruas para ver o desfilar do préstito; e ao rumor, aos vivas, às exclamações do povo, juntavam-se o estrondo das salvas de artilharia e o cântico metálico dos sinos de todas as igrejas, repicando e dobrando com furor. Chegada a procissão em frente do castelo de Santo Ângelo, o papa, com os seus cardeais, apareceu na varanda a recebê-la; e o elefante, molhando a tromba, como hissope, numa bacia de água perfumada, aspergiu por três vezes, primeiro o papa, depois o povo. Singular cerimónia, extravagante sacerdote!

À água abençoada de virtudes místicas, Roma preferia as essências do Oriente; e um elefante de Ceilão valia muito mais, para a sua curiosidade naturalista, do que o fúnebre acólito, à entrada da nave obscura do templo cristão. A Igreja triunfante era aclamada na varanda de Santo Ângelo.

Cortesia de jorieos

É verdade que D. Manuel pedia, ou afectava exigir, que se reformassem os abusos da cleresia, que se moralizassem os costumes, e intimava com Gil Vicente:

Feirai o carão que trazeis dourado,
Ó presidente do crucificado;
Lembrai-vos da vida dos santos pastore
Do tempo passado!

Mas se Leão X, o magnífico papa, não quis ouvi-lo, é fora de dúvida que o esplendor da embaixada traduzia mais o amor pagão da vida do que o fervor místico da pobreza virtuosa, da caridade humilde do cristianismo legendário.

Não foi mais feliz o rei na pretensão que tinha de intervir nas pendências internacionais da Europa, propondo a liga contra o Turco e advogando a ideia quimérica da Idade Média, em que se abrasava o misticismo espanhol. O rei levava nisto, porém, um motivo interesseiro, porque abater o sultão na Europa era libertar a sua Índia das esquadras dos rumos do Egipto. Ninguém já na Europa tinha ódio ao Turco; e D. Manuel podia ostentar a riqueza oriental, mas não podia impor a sua vontade à Itália, à França, à Alemanha, como o fez mais tarde Carlos V, o grande imperador.

Cortesia de avosices
Nem se fez o Concílio, nem se reformaram as coisas da Igreja, nem menos se pôs em obra a guerra contra os Turcos.

A embaixada ficaria como uma ópera magnífica, uma exibição deslumbrante da riqueza oriental, uma satisfação estéril da vaidade portuguesa, se o papa não acedesse às outras pretensões da coroa. Conseguiu-se o padroado pedido para a Ordem de Cristo, coisa fácil; obteve-se a colecta das terças dos rendimentos eclesiásticos; e além disso a cruzada, que o núncio trouxe, e na execução da qual, diz Damião de Góis:

«por mau resguardo, culpa e demasiada tirania dos oficiais dela, foi o reino muito avexado, e sobretudo a gente popular, a quem faziam tomar por força as bulas, fiadas por certo tempo, no cabo do qual, se não pagavam, lhes vendiam seus móveis e enxovais publicamente em pregão, por muito menos do que valiam: pela qual desumanidade os mais dos executadores desta cruzada houveram mau fim».

Não era, decerto, repetindo em casa o que já levantara as cóleras e indignações da Europa, que o rei podia obrigar o papa a reformar a Igreja; antes a venda das bulas trazia para Portugal o fermento de um protesto, que o espírito da nação não podia, é verdade, fazer levedar.

Cortesia de tertuliabibliofila

As questões religiosas, acordadas na Europa, tinham em Portugal um carácter particular. Na Península, a constituição acabada do poder monárquico, obra em que o rei D. Manuel trabalhou com afinco (na série de fenómenos que caracterizam a política centralizadora, iniciada por D. João II e seguida por D. Manuel, está em primeiro lugar o abandono das convocações de cortes nacionais), dava às nações uma coesão orgânica bastante para impedir as revoluções anárquicas da França e da Alemanha, a cuja sombra medrava o protestantismo; e essa circunstância favorecia as tendências, evidentemente católicas, do espírito colectivo. Por outro lado, a questão dos judeus complicava os problemas da reforma da religião, dando força à ortodoxia; porque o povo, sendo contra esses hereges, de uma espécie diversa, é verdade, encontrava, porém, nisto mais um motivo para condenar o género de heresia». In História de Portugal, Oliveira Martins, Europa-América edição nº 140823/5304, adquirido em Janeiro de 1993.

Cortesia de Europa-América/JDACT

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Oliveira Martins. A corte de D. Manuel: Parte I. A Embaixada ao Papa. «Era uma procissão magnífica, e o fausto espectaculoso do rei português conseguiu deslumbrar essa corte de Leão X onde se reuniam os primores da civilização da Europa...Um elefante recamado de xairéis preciosos levava, na sua torre, o cofre onde ía o pontifical oferecido por D. Manuel ao papa...»

Cortesia de leiloes

A corte de D. Manuel
«A conquista da Índia encheu de ambições o ânimo ostentoso do rei D. Manuel. Queria também figurar entre os primeiros soberanos da Europa, intervir de um modo conspícuo na política internacional, e para isso resolveu mandar a Roma uma embaixada, tão faustosa que deslumbrasse o mundo. Ao Salomão papal enviava o imperador de Sabá um tributo de cortesia, que era ao mesmo tempo um escudo de pretensões. Menos de quatro séculos andados tinham bastado para que o rei de Portugal, o antigo humilde vassalo da Igreja, se apresentasse hoje, não aos pés, mas em frente do trono papal, vestindo o manto roçagante de um império constelado pelas coroas do Oriente.
O rei de Portugal queria que se prosseguisse no Concílio de Latrão, na reforma dos abusos da Igreja, porque «desde o tempo do papa Alexandre VI havia na corte de Roma muita soltura de viver e se dava dissimuladamente licença a todo o género de vício, de maneira que grandes pecados se reputavam por veniais», diz Góis. «Amoestar o papa, continua, e pedir-lhe que quisesse pôr ordem e modo na dissolução de vida e costumes e na expedição de breves, bulas e outras coisas que em a corte de Roma tratavam, do que toda a Cristandade recebia escândalo», eis aqui a causa de uma embaixada anterior, e um motivo também da ostentosa missão de agora.

Cortesia de doportoenaoso
Queria, porém, mais el-rei que se lavrasse entre os príncipes cristãos uma liga contra o Turco; queria ainda que o clero português  contribuísse com uma colecta para as despesas da Índia; e que o padroado de todas as igrejas do Oriente ficasse à Ordem de Cristo, cujo mestrado andava com a coroa portuguesa. Sobretudo, o rei queria mostrar ao mundo o que valia e o que podia, ostentando a sua riqueza em Roma, aí onde o seu embaixador tinha de pagar tudo a peso de ouro, salvo os mártires. Miguel da Silva anunciava a oferta de uma canonização grátis.
A embaixada, confiada a Tristão da Cunha, partiu de Lisboa em Janeiro (1514), e foi recebida em Roma em Março. Era uma procissão magnífica, e o fausto espectaculoso do rei português conseguiu deslumbrar essa corte de Leão X onde se reuniam os primores da civilização da Europa.
Partiram, primeiro da porta del Populo, 300 cavalos guiados à rédea por outros tantos azeméis, vestidos de seda, e os cavalos cobertos por mantos de brocado com franjas de ouro. 
Seguia logo a turba da criadagem, e após ela os portugueses de Roma, seculares e eclesiásticos. Depois iam os parentes dos embaixadores, ostentando o luxo desvairado desses tempos: chapéus de plumas bordados de pérolas e aljôfar, grossos colares e cadeias de ouro cravejados de pedras preciosas, armas tauxiadas com embutidos e lavores, sedas, veludos, rendas, anéis; montando cavalos de raça, ornados de fitas e jaezes de preço.

Cortesia de jorieos
Eram mais de 50 os fidalgos; e atrás do brilhante esquadrão via-se, primeiro, uma companhia de besteiros de cavalo, depois os oficiais da casa do papa, com a sua guarda de honra de archeiros suíços e lanceiros gregos, a pé. A cavalo, os músicos da embaixada portuguesa e trombeteiros e charameleiros do papa, reunidos, abriam a segunda metade, mais singular, do préstito capitaneada pelo estribeiro do rei, Nicolau de Faria, que montava um cavalo cujos arreios eram esmaltados de ouro cravejado de pérolas.
Um elefante recamado de xairéis preciosos levava, na sua torre, o cofre onde ía o pontifical oferecido por D. Manuel ao papa; e um naire da Índia, vestindo os seus trajes de seda, ía governando o animal dócil «tão formoso, sendo mui feio, que era coisa gentil de se ver». Depois do elefante, num cavalo da Pérsia, montado por um caçador de Ormuz, ía deitada na anca uma onça domesticada. Estes animais, 2 leopardos em carros, encerrados em gaiolas, e o pontifical magnífico eram as páreas que, dos seus domínios orientais, o rei enviava ao papa. Morreu noutra viagem o rinoceronte, destinado a representar a África, mas foi depois empalhado para Roma; não chegando porém lá as quintaladas de cravo, de pimenta, de canela, de gengibre, de malagueta, carregação da nau que naufragou em Génova.

Cortesia de avosices
Depois das páreas, a embaixada formava um grupo deslumbrante de riqueza. Garcia de Resende, o secretário, era seguido pelo rei de armas de Portugal, com a sua cota vestida, e pelos maceiros do papa, que precediam os embaixadores. Tristão da Cunha a cavalo «tão posto e poderoso com seu chapéu de pérolas que matava todos de gentileza» vinha entre o duque de Bari e o governador de Roma; Diogo Pacheco entre o bispo Alberto Cáspio; e João de Faria entre o bispo de Nápoles e o sábio Guilherme Budeo, embaixador do rei de França. Depois seguiam os embaixadores de Castela e de Inglaterra, da Polónia, de Veneza e de Milão, de Luca e de Bolonha, cada um com  com seu bispo ao lado, e marchando em coluna, aos pares.
Havia séculos, desde o antigo Império, que a Itália não vira um elefante, e a novidade espantosa, correndo por toda a península, trouxera gente de muito longe. Havia quem estivesse em Roma desde meses esperando o grande dia, e as ondas do povo alastravam o chão ansiosas: «Não sei contar a V. A. por onde vim, que eu não via outra coisa senão gente, sempre gente». O dia amanhecera chuvoso, mas aclarou depois, e nas ruas, nos palanques, nos telhados das casas, nos balcões, por toda a parte, o negrume do povo se estendia a perder de vista». In História de Portugal, Oliveira Martins, Europa-América edição nº 140823/5304, adquirido em Janeiro de 1993.

Cortesia de Europa-América/JDACT

terça-feira, 6 de julho de 2010

Tristão da Cunha: O arquipélago foi descoberto em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha. Quinhentos anos depois do seu descobrimento, os portugueses ignoram-na olimpicamente, o que é uma tristeza

Cortesia de wikipédia
Tristão da Cunha é uma ilha no sul do Oceano Atlântico. É extremamente difícil aceder à ilha, devido ao seu isolamento e ao facto de ser rodeada por penhascos com mais de 600 metros de altura. É a ilha principal do arquipélago com o mesmo nome. Apenas a ilha principal é habitada. A ilha habitada mais próxima de Tristão da Cunha é a ilha de Santa Helena, 2420 km ao norte, e a cidade mais próxima é a Cidade do Cabo, 2800 km ao leste. Por este motivo, o local é conhecido como o lugar habitado mais remoto da Terra.

Cortesia de wikipédia
O nome Tristão da Cunha é usado para o arquipélago, que consiste:
  • Ilha de Tristão da Cunha;
  • Ilha Nightingale;
  • Ilha Inacessível;
  • Ilha de Gonçalo Álvares (Gough Island), a 350 km;
  • Ilha do Meio;
  • Ilha Stoltenhoff.
A ilha principal é bastante montanhosa. Alguma área plana fica situada na vila de Edimburgo dos Sete Mares (Edinburgh of the Seven Seas), capital e única área urbana da ilha. O ponto mais alto, The Peak (2010 m), fica coberto por neve no Inverno. Tristão da Cunha é um local de procriação do albatroz-errante (Diomedea exulans).

O arquipélago foi descoberto em 1506 pelo navegador português Tristão da Cunha, que deu o seu nome à ilha, mas que não pôde atracar devido aos penhascos existentes.

A primeira volta ao arquipélago foi feita pela fragata francesa L'Heure du Berger em 1767. Pesquisas inglesas foram depois feitas na ilha principal e uma primeira cartografia foi desenhada. A presença de água numa grande cascata de Big Watron e num lago no norte da ilha foi notada, e os resultados foram publicados por um hidrógrafo da Marinha Real Britânica em 1781. O primeiro colono permanente foi Jonathan Lambert, de Salem, Massachusetts, que chegou às ilhas em 1810. Declarou-as suas propriedade e renomeou-as Ilhas do Refresco (Refreshment). A sua soberania foi curta, pois morreu num acidente marítimo em 1812. Contudo, a grande riqueza que conseguiu com a venda de óleo de leão-marinho a navios de passagem está, supostamente, ainda escondida em algum lugar da ilha de Tristão da Cunha. Em 1815 os britânicos formalmente anexaram as ilhas, sobretudo como medida para assegurar que os franceses não as pudessem usar como base para uma operação de resgate para libertar Napoleão Bonaparte da sua prisão em Santa Helena. Até hoje, os habitantes de Tristão da Cunha continuam membros orgulhosos da Comunidade das Nações, tendo em 2005 a ilha recebido um código postal inglês (TDCU 1ZZ). Não existe aeroporto nem aeródromo, fazendo com que Tristão da Cunha "rivalize" com Pitcairn como a ilha mais inacessível da Terra.

(1460?-1540)
Cortesia de wikipédia
Quem foi Tristão da Cunha?
Foi um descobridor. Fidalgo das Cortes de D. João II e de D. Manuel, era filho de D. Catarina de Albuquerque e de Nuno da Cunha, camareiro-mor do infante D. Fernando. Nomeado vice-rei da Índia, em 1505, não chegou a assumir o cargo, por ter ficado temporariamente cego, acabando por ser substituído por D. Francisco de Almeida. Já recuperado, em 1506 chefiou a esquadra em que seguia para a Índia Afonso de Albuquerque. Nessa viagem descobriu, no Atlântico austral, o arquipélago que viria a ostentar o seu nome. Em seguida, fez o reconhecimento de Madagáscar, seguindo ao longo da costa de África, onde venceu os muçulmanos de Hoja e Brava, conquistando, pouco depois, a ilha de Socotorá aos árabes fartaques. Chegado à Índia, foi em socorro de Cananor, então cercada pelos muçulmanos, e participou nos combates de Calecute. Com grande quantidade de especiarias, pedrarias e aljofar, regressou ao reino em 1508.
Cortesia de wikipédia
Em 1513, recebeu a importante missão de chefiar a embaixada enviada por D. Manuel à Santa Sé, para prestar homenagem a Leão X, oferecendo-lhe vários produtos trazidos da Índia, a maior parte deles jóias. Partindo de Lisboa no início do ano seguinte, ficou célebre o exotismo dos presentes e a sumptuosidade do séquito, que incluía um elefante, além de outros animais. Sobreviveu a quatro dos seus filhos, todos mortos no Oriente ao serviço do reino.
«É o lugar que sempre quis conhecer. Quinhentos anos depois do seu descobrimento, os portugueses ignoram-na olimpicamente, o que é uma tristeza: o arquipélago formado pelas ilhas de Nightingale, Inacessível, Gough (antigamente, Diogo Álvares), do Meio, Stoltenhoff e a principal, Tristão da Cunha, faz parte dos meus sonhos de viajante. Descoberta em 1506 por Tristão da Cunha, navegador português que viria a ser o primeiro vice-rei da Índia, nomeado por D. Manuel, a ilha era considerada inacessível: penhascos altísssimos, falésias, enseadas desabrigadas, aspecto agreste. Imagino o espectáculo de há quinhentos anos. Ao contrário da imagem idílica, próxima do paraíso dos trópicos, a ilha devia ter um aspecto assustador. A falar verdade, também não devia ser coisa para o nosso navegador, habituado a pompas e grandezas – Tristão passou por Madagáscar, Moçambique, foi comandante de Afonso de Albuquerque (seu primo), antes de, sete anos depois, chefiar a monstruosa delegação que o nosso rei enviou ao papa Leão X, cheia de pedras preciosas, animais, escravos e plantas trazidas dos novos mundos. De certo modo, essa representação ao papa devia ser vista como um símbolo daquilo que os portugueses malbarataram e daquilo que eles inventaram: a riqueza e a grandeza. Nem riqueza nem grandeza existem em Tristão da Cunha hoje em dia. Leio, periodicamente, os jornais do arquipélago através da internet, sei quem parte e quem chega à ilha maior (coisas que vêm anunciadas na coluna social do “Tristan Times” – por exemplo, sabia que o mais novo habitante das ilhas se chama Jamie Kenneth Lewis Glass, nascido em Março passado? e que acaba de falecer Peter Swain, de 63 anos, que se deitou tranquilamente na noite de 22 de Maio, e que não mais se levantou?), conheço a maior parte das estampas – antigas – do albatroz classificado como Tristão da Cunha e sei de cor o horário de partidas e chegadas de navios que demandam o velho porto da ilha principal. Devo dizer-vos que durante o mês de Julho há navios regulares a sair e a entrar nos dias 7, 14, 21 e 25 (menos do que em Agosto, apenas a 11 e a 18). Mesmo assim, gostava muito de ir a Tristão da Cunha. É um dos meus projectos. Serei ornitólogo como a maior parte dos visitantes, que não procuram ali o calor ou a doçura das praias (Napoleão morreu em Santa Helena, no exílio, e não me parece que a visse como um paraíso), mas as manchas de neve de The Peak, o seu ponto mais alto. Coleccionarei selos de Tristão da Cunha, pois a filatelia é, a par da exportação de lagostas, a maior fonte de rendimento do arquipélago. Parece que, agora, a ilha já tem dois “pubs” com restaurantes acoplados. Será o ideal para ler meia dúzia de clássicos que tenho reservados para momentos de puro isolamento, enquanto os meus filhos frequentam a única piscina pública disponível. Os portugueses, que vivem de glórias passadas e da memória de colónias abandonadas, nunca ligaram muito às ilhas de Tristão da Cunha, cheias de penhascos e onde neva no Inverno. Quinhentos anos depois, ignoraram o feito. É por isso que eu quero mesmo ir a Tristão da Cunha». In Outro Hemisfério, Revista Volta ao Mundo, Julho 2006, Sérgio Aires
 
Cortesia da Revista Volta ao Mundo/wikipédia/JDACT