Mostrar mensagens com a etiqueta Os selos 2008 dos CTT. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Os selos 2008 dos CTT. Mostrar todas as mensagens

domingo, 3 de abril de 2011

Os selos 2008 dos CTT: Meios de Comunicação. «...demonstra a assimilação do «Mundo dos Correios» pelo imaginário das crianças. ...Pré-Escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico»

Cortesia de ctt 

Com a devida vénia aos CTT.

«Em 2007, os CTT renovaram o protocolo de parceria com o Plano Nacional de Leitura (PNL), uma iniciativa do Ministério de Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministério dos Assuntos Parlamentares, cujo objectivo é elevar os níveis de literacia dos portugueses.

Cortesia de ctt
Os CTT e o PNL lançaram, assim, mais uma vez, o desafio a várias escolas do país, convidando-as a participar no programa «Onde te leva a imaginação?». Neste âmbito uma das iniciativas propostas foi o desenvolvimento da actividade «Onde te leva um selo?», em que as crianças tinham a oportunidade de conceber um selo.

Cortesia de ctt 
Em 2008 foi lançada a temática «Meios de Comunicação». Os trabalhos recebidos são bem demonstrativos da clara noção que as crianças têm do panorama deste sector, onde a proliferação de meios e canais é uma realidade. Por outro lado, a reiterada evocação dos símbolos dos CTT demonstra a assimilação do «Mundo dos Correios» pelo imaginário das crianças.

O júri, constituído por membros dos CTT e do PNL, avaliou os trabalhos dos concorrentes segundo critérios pré-estabelecidos baseados na qualidade estética e na criatividade revelada pelos participantes, tendo premiado um desenho por cada grau de ensino: Pré-Escolar, 1º e 2º Ciclos do Ensino Básico.

Cortesia de ctt 
Para além de outros prémios, à semelhança do ano passado, os vencedores têm, assim, a oportunidade de ver as suas obras de arte concretizadas em selo». In CTT, selos de 2008.

Cortesia de CTT
JDACT

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os selos 2008 dos CTT: Ideário Repúblicano. «O direito à assistência pública e outros direitos sociais consagrados na Constituição tiveram uma realização muito limitada, nomeadamente no ensino e na saúde pública...»

Cortesia de ctt

Ideário Repúblicano
«O ideário republicano em Portugal passou sobretudo pelo projecto de uma nova cidadania e foi profundamente marcado pelas grande clivagens da viragem para o século XX:
  • a redefinição dos símbolos nacionais num clima de mobilização nacionalista,
  • a laicidade do Estado,
  • o aprofundamento do parlamentarismo ou o alargamento da participação,
  • dos direitos políticos e sociais marcaram os programas políticos dos fundadores da Iª República.
Os republicanos participaram também no mais abrangente magma cultural dos ideais de modernização da sociedade portuguesa, que chega aos finais do século XIX com enormes factores de atraso: uma fraca e incipiente industrialização, uma altíssima taxa de analfabetismo ou uma ruralidade muito marcante.

Cortesia de leiloes

Implantada a República, em 1910, muito deste ideário não seria cumprido ou, mesmo que levado a cabo no plano legislativo, só se realizaria efectivamente muitas décadas mais tarde. No plano da participação política, por exemplo, o sufrágio universal só se concretizará com o 25 de Abril de 1974, contrastando com as medidas de laicidade do Estado, como o registo civil obrigatório, implementado logo em 1911. O «direito à assistência pública» e outros direitos sociais consagrados na Constituição tiveram uma realização muito limitada, nomeadamente no ensino e na saúde pública, grandes bandeiras da elite política da época.



Cortesia de ctt

Se muito da natureza republicana dos símbolos e das instituições políticas nacionais sobreviveu aos 16 anos da Iª República, os grandes projectos de modernização da sociedade portuguesa foram sendo concretizados de forma bem diferente do que foi sendo pensado no início do século XX». In António Costa Pinto.

Cortesia dos CTT/JDACT

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os selos 2008 dos CTT: O Direito da Criança à Educação. «Este princípio preconiza o acesso à educação das crianças de todo o mundo, independentemente da sua raça, crença ou estatuto socio-económico, possibilitando-lhes assim o desenvolvimento de competências intelectuais...»

Cortesia de caleida

Com a devida vénia aos CTT.

O Direito da Criança à Educação
«O direito à educação é um dos direitos fundamentais de todas as crianças, no âmbito do seu desenvolvimento, direitos estes adoptados pela ONU em 20 de Novembro de 1989, aquando da criação da Convenção sobre os Direitos da Criança.

Cortesia dos CTT
Este princípio preconiza o acesso à educação das crianças de todo o mundo, independentemente da sua raça, crença ou estatuto socio-económico, possibilitando-lhes assim o desenvolvimento de competências intelectuais, que futuramente possam ser utilizadas em beneficio próprio da sua individualidade e do senso de responsabilidade social e moral.

Cortesia dos CTT
Os CTT – Correios de Portugal têm desenvolvido ao longo do tempo diversas iniciativas no âmbito da dinamização da escrita e da leitura, contribuindo de um modo significativo para a educação das crianças do nosso país. Neste âmbito, em 2006, os CTT realizaram um protocolo com o Plano Nacional de Leitura, o qual visa fomentar o gosto pela escrita e leitura, aumentar competências e saberes da população em idade escolar, elevando os níveis de literacia do nosso país.

Cortesia dos CTT
A preocupação com a educação é assim uma aposta estratégica dos CTT, bem materializada nesta emissão, que pretende assinalar alguns aspectos fundamentais deste direito concedido a todas as crianças do mundo, tais como: a responsabilidade primária dos pais na educação, a escola como espaço privilegiado de aprendizagem e de desenvolvimento lúdico-pedagógico e a gratuitidade da educação». In CTT

Cortesia dos CTT


Cortesia dos CTT/JDACT

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Os selos 2008 dos CTT: Priolo - Açores. «... ocorre principalmente na área de vegetação nativa onde ainda encontra as plantas que lhe fornecem alimento, como o Azevinho e a Uva-da-serra. O Priolo é actualmente considerado o passeriforme mais ameaçada da Europa»

Cortesia dos CTT

Com a devida vénia aos CTT

Priolo - Açores 
«O Priolo é uma ave endémica de São Miguel. Em todo o mundo o Priolo apenas pode ser encontrado nesta ilha, na área mais oriental e montanhosa, concelhos de Povoação e Nordeste, encontrando-se entre as aves mais ameaçadas do Mundo, com uma população estimada inferior a 400 aves.
O Priolo é uma espécie protegida pela Directiva Europeia das Aves estando incluída em várias listas de animais ameaçados, quer ao nível nacional (Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal), quer ao nível internacional (IUCN Red List of Threatened Animals), razão pela qual foi criada a Zona de Protecção Especial (ZPE) Pico da Vara/Ribeira do Guilherme (Sítio da Rede Natura 2000), que abrange toda a área de distribuição da espécie, visando a sua protecção e conservação. A BirdLife International considera o Priolo como uma espécie «globalmente ameaçada de extinção». O Priolo é actualmente considerado o passeriforme mais ameaçada da Europa.


Cortesia dos CTT 
Na área da ZPE ocorrem vários habitats de interesse comunitário incluídos na Directiva Habitats, salientando-se as Laurissilvas Macaronésicas, que constituem o habitat preferencial do Priolo. Este tipo de habitats encontra-se actualmente extremamente ameaçado, estando reduzidos a bolsas de vegetação em zonas montanhosas de maior altitude no leste da ilha. Várias destas espécies vegetais são endémicas dos Açores e estão elas próprias ameaçadas (ex: Ginja-do-mato, Sanguinho, Cedro-do-mato).
O Priolo ocorre principalmente na área de vegetação nativa onde ainda encontra as plantas que lhe fornecem alimento, como o Azevinho e a Uva-da-serra. Esta vegetação representa apenas 20% da área total da ZPE (perto de 1000 ha) estando extremamente ameaçada pela progressiva invasão de diversas espécies de plantas exóticas, sendo as mais agressivas: a Cletra, a Conteira, o Incenso e o Gigante. Se não fossem tomadas medidas, a expansão destas espécies resultaria a curto prazo no desaparecimento das últimas manchas de floresta nativa e consequentemente na extinção do Priolo.


Cortesia dos CTT
O Projecto LIFE Priolo iniciado em 2003 tem como objectivo criar as condições necessárias para evitar a extinção do Priolo. O Projecto, financiado pelo Programa LIFE da Comissão Europeia e por fundos do Governo Regional dos Açores, é coordenado pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves que tem como parceiros a Câmara Municipal do Nordeste, a Universidade dos Açores, a Direcção Regional dos Recursos Florestais, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e a Royal Society for the Protection of Birds (Birdlife no Reino Unido).


Cortesia dos CTT
Todos trabalham com o objectivo de recuperar o habitat do Priolo, a floresta de Laurissilva, controlando a expansão das plantas prejudicais e permitindo à floresta nativa recuperar, para desta forma aumentar os recursos alimentares para o Priolo e assim evitar o seu desaparecimento». In CTT

Cortesia dos CTT/JDACT

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Os selos 2008 dos CTT: Pontes e Obras de Arte. «Uma ponte é uma manifestação cultural. Pode-se dizer que se trata de uma escultura com função utilitária: escultura porque se refere ao plano das formas e utilitária para proporcionar a circulação entre dois pontos desunidos»

Cortesia dos CTT 

Com a devida vénia aos CTT.
Pontes e Obras de Arte
«Uma ponte é uma manifestação cultural. Pode-se dizer que se trata de uma escultura com função utilitária:
  • escultura porque se refere ao plano das formas;
  • utilitária, porque a sua razão de existência é de natureza pragmática - proporcionar a circulação entre duas margens ou dois pontos desunidos.
Ponte da Arrábida, Porto


Cortesia dos CTT
A ponte da Arrábida foi um dos projectos mais inovadores do século passado, não só a nível nacional como a nível mundial. A sua história e construção é feita de polémica e de coragem. Na altura da construção, a ponte com um vão de 270 metros (este vão foi durante algum tempo um recorde mundial no que se aplicava a estruturas semelhantes em betão armado) em forma de elipse chamou a atenção de engenheiros de todo o mundo, que vieram de todos os cantos do planeta assistir ao presumível desabamento da obra do engenheiro Edgar Cardoso. Acontece que a obra não desabou (ainda hoje se mantêm de pé), o que deixou incrédulos os mais reputados técnicos de engenharia civil da altura.
Esta é a história da velhinha ponte da Arrábida, finalizada em 1963, o período em que Edgar Cardoso obteve mais prestígio internacional.

Ponte 25 de Abril, Lisboa


Cortesia dos CTT

Inaugurada a 6 de Agosto de 1966 e desde então ex-libris de Lisboa, a Ponte 25 de Abril é uma Ponte pênsil rodo-ferroviária que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada, constituindo um elemento fundamental do sistema de transportes do País. Logo a seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974, o seu nome original, Ponte Salazar, foi mudado para o actual Ponte 25 de Abril. O seu custo rondou, preços à época da sua construção, o valor de 11 milhões de Euro.
A grandeza e a imponência da Ponte 25 de Abril está bem expressa no facto de, à data da sua inauguração, ser a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América. Passados quarenta anos, após a sua inauguração, ocupa agora, o 66º lugar, a nível mundial.

Ponte de Santa Clara, Coimbra

Cortesia dos CTT 
A travessia do rio Mondego, em Coimbra, foi objecto, ao longo dos séculos, de diversas pontes construídas em locais semelhantes. Em 1132, D. Afonso Henriques mandou erigir uma nova ponte e o mesmo fez D. Manuel, quatro séculos depois. É desta última a primeira de que há registo gráfico, quer em gravuras, quer em fotografias. Mas também essa foi demolida em 1873. E assim, em 1946 começou a ser projectada a actual, uma ponte metálica de tabuleiro inferior. A 30 de Outubro de 1954 foi inaugurada uma nova ponte sobre o rio Mondego em Coimbra, a Ponte de Santa Clara, emblema inequívoco da cidade de Coimbra.
Ponte da Amizade, Minho/Galiza


Cortesia dos CTT
A nova travessia sobre o rio Minho, que liga Vila Nova de Cerveira a Goián (no município galego de Tomiño) foi inaugurada em Junho de 2004. Foi apelidada de «Ponte da Amizade», nome proposto para simbolizar o relacionamento entre portugueses e espanhóis. Em betão armado pré-esforçado e com 430 metros de comprimento, concretizou uma ambição desde há muito desejada pelas populações locais, uma vez que complementa o circuito viário entre o Minho e a Galiza.
Ponte do Mosteirô sobre o Rio Douro, Porto

Cortesia dos CTT
Quem viaja pelas margens do Douro, na zona da Albufeira do Carrapatelo, ou circula numa das embarcações que ali passam nos circuitos turísticos, não pode ficar insensível à beleza incomum da Ponte de Mosteirô. A elegância e a leveza daquela notável estrutura de betão, tornada diáfana pelo reticulado de vigas, são acentuadas pela curvatura do tabuleiro que se lança sobre o rio, apoiada nos dois pilares extremos da velha ponte. Construída pela Empresa Industrial do Norte, foi dinamitada pela Monarquia em 1919, restaurada em 1927 e reabilitada pela Estradas de Portugal, já em 2008.

Ponte sobre o Rio Arade, Portimão


Cortesia dos CTT
Inaugurada a 12 de Setembro de 1991 a ponte sobre o rio Arade, é uma notável obra de engenharia. Com 842 metros de extensão, trata-se de uma ponte do tipo atirantado com um vão central e dois laterais, apoiada apenas nos seus extremos e integralmente suspensa das torres. A ponte foi totalmente construída em betão armado pré-esforçado, sendo os tirantes constituídos por cordões de aço. Esta ponte constitui um eixo fundamental no desenvolvimento económico da zona estuaria do Arade, e dinamiza uma área geográfica de grande interesse estratégico e económico e de singular beleza territorial». In EP, Estradas de Portugal.



Cortesia dos CTT/Estradas de Portugal/JDACT

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os selos 2008 dos CTT: Faróis de Portugal. A mais antiga referência histórica a faróis portugueses aponta para o ano de 1515 e refere-se ao farol instalado no convento do cabo de S. Vicente, antecessor do que hoje ali existe, que aloja, por sinal, a óptica de maior dimensão alguma vez usada entre nós

Cortesia de CTT
Com a devida vénia aos CTT.

«Diferentemente do que sucede com os mareantes, que neles vêem sobretudo uma ajuda à navegação, os faróis são para o observador desinteressado ou ocasional uma fonte de mistério, que facilmente convoca toda a espécie de mitos e lendas.
A verdade é que se trata de construções humanas, cuja vida foi desde o início votada a preservar a de quem anda no mar — ontem por necessidade apenas, hoje também por prazer.
É provável que existissem primitivos faróis correspondendo, em certos locais da costa, aos «fachos» de que há memória antes do primeiro quartel do século XVI, mas deles não subsistem registos fidedignos para lá da toponímia.

Cortesia de CTT
A mais antiga referência histórica a faróis portugueses aponta para as proximidades de 1515 e refere-se ao farol instalado no convento do cabo de S. Vicente, antecessor do que hoje ali existe, que aloja, por sinal, a óptica de maior dimensão alguma vez usada entre nós.
Os traços dominantes destes antepassados dos actuais faróis eram o aproveitamento de edificações pré-existentes ou acidentes naturais, o carácter efémero ou sazonal do seu funcionamento, a falta de abrigo para a luz, produzida por uma qualquer chama, e a sua guarda e manutenção por religiosos ou confrarias de marítimos. Um exemplo é o de Nossa Senhora da Guia, em Cascais, que data provavelmente de 1537. Há que notar, contudo, que já se haviam construído estruturas propositadamente concebidas para o efeito, como a torre de S. Miguel-o-Anjo, junto à foz do rio Douro, erigida em 1528.

Cortesia de CTT
O século XVII não trouxe desenvolvimento da farolagem digno de nota, se exceptuarmos a primeira luz que existiu na ermida de Nossa Senhora da Luz, próxima da foz do rio Douro, em 1680. Data de 1758, em plena gestão pombalina, a primeira iniciativa formal, centralizada, de se criarem novos faróis de funcionamento permanente, em número de seis. É assim que no século XVIII nascem os do cabo Carvoeiro, do cabo da Roca, de S. Julião, do Bugio e do cabo Espichel.
Contudo, foi sobretudo a partir do século XIX que a sinalização marítima conheceu entre nós um desenvolvimento sem precedentes.

Cortesia de CTT
Ainda assim, esse acerto do passo com as restantes nações marítimas não só foi lento, como francamente assimétrico: a instalação dos faróis da Madeira e dos Açores caracterizar-se-ia por um atraso ainda mais marcado. Ao consultarem-se as datas de construção de edifícios especificamente destinados a servir de faróis e já dotados de lanterna abrigando uma óptica, podemos avaliá-lo cotejando a data da colocação do mais antigo do continente português, precisamente o que sucedeu ao primitivo de Nossa Senhora da Luz (1761) com a do primeiro a iluminar a Madeira (ponta de S. Lourenço, de 1870) ou com o decano dos instalados no arquipélago dos Açores (ponta do Arnel, de 1876).
A organização dos faróis passou, muito esquematicamente, por três fases. Confiada inicialmente a corporações marítimas ou confrarias de religiosos, passaria em 1758 a depender de organismos oficiais civis (transferiu-se sucessivamente da Junta do Comércio para o Ministério da Fazenda, em 1833, e posteriormente para o das Obras Públicas), acabando por ser entregue à Marinha, situação que se mantém desde 1892.


Cortesia de CTT
A gestão profissionalizada e a introdução de aperfeiçoamentos técnicos no âmbito das origens luminosas, dos sistemas ópticos, das fontes de energia, da mecânica e dos meios de comando e controlo determinaram as grandes transformações que se deram no período decorrido entre o estabelecimento do primeiro e a inauguração do último grande farol português, que foi o da ponta dos Rosais, na ilha de S. Jorge, em 1954. Como este, uns quantos não resistiram aos caprichos da natureza e hoje são apenas pálida sombra do que foram, ruína ou simples memória.
A maioria dos faróis continua, porém, a existir, adaptando-se progressivamente às necessidades dos seus utilizadores, quer dispondo de faroleiros residentes, quer funcionando autonomamente.
Em qualquer caso, retratá-los é, precisamente, trazê-los à memória; por outras palavras, mantê-los vivos». In Selos 2008 dos CTT.

Com a amizase de RR.
Cortesia dos CTT/JDACT

domingo, 10 de outubro de 2010

Os selos 2008 dos CTT: Vultos da História e da Cultura. Mira Fernandes. «O seu trabalho de investigação debruçou-se sobre o Cálculo Tensorial aplicado à Geometria Diferencial e à Relatividade, tendo publicado dezenas de trabalhos»


Cortesia dos CTT

Vultos da História e da Cultura

Com a devida vénia aos CTT, selos 2008.
Ilustração: André Carrilho, design: Atelier Acácio Santos, papel: 110g/m2, picotagem: 13 ¾ x Cruz de Cristo, formato: 30,6 x 40 mm, impressão: offset, impressor: Cartor


Cortesia dos CTT
José de Mascarenhas Relvas (1858-1929)
Natural da Golegã, grande lutador pela causa republicana, José Relvas proclamou, no dia 5 de Outubro de 1910, a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a instauração da República Portuguesa. Licenciado pelo Curso Superior de Letras, apresentou como prova final do curso a tese intitulada O Direito feudal. Escreveu ainda outros trabalhos relacionados com questões económicas, para além de artigos sobre arte. Foi ministro das Finanças no Governo Provisório da República (1910-11), ministro plenipotenciário em Madrid (1911-14), e chefe do governo português (1919). Coleccionador de arte, dedicou-se a agrupar, classificar e estudar criteriosamente um extenso acervo de obras que legou por testamento ao município de Alpiarça, juntamente com a sua residência, para que fosse conservada como museu mantendo a designação de Casa dos Patudos.

Cortesia dos CTT
Manoel Cândido Pinto de Oliveira (1908)
Natural do Porto, o mais velho realizador do mundo no activo cumpre, este ano (2008), 100 anos de vida. Começou por ganhar notoriedade como desportista, mas cedo envereda pelo cinema, primeiro como actor e finalmente como realizador. Em 1931 estreia o documentário mudo Douro, Faina Fluvial e, em 1942, Aniki-Bóbo - a sua primeira longa-metragem-, ambos muito mal recebidos pela crítica da época. Com uma actividade surpreendente Manoel de Oliveira, que desde então não parou de filmar, é reconhecido no estrangeiro e em Portugal. Dos muitos palmarés que lhe têm sido atribuídos, salientam-se, entre outros, os de festivais tão importantes como os de Cannes, de Veneza e de Montreal. Aos 100 anos de idade, com quase 80 de actividade e cerca de 50 filmes realizados (entre curtas e longa-metragens), Manoel de Oliveira continua a surpreender críticos e amantes da 7ª arte.

Cortesia dos CTT
Padre António Vieira (1608-1697)
Comemora-se este ano, (2008) o quarto centenário do nascimento de uma das figuras mais notáveis da história de Portugal. Padre jesuíta, missionário, diplomata, orador, António Vieira é considerado um dos maiores prosadores da língua portuguesa. Escreveu cerca de 200 sermões que abrangem não só a temática teológica, mas também as da moral, da filosofia e da política, revelando uma profunda capacidade de análise dos vícios e das fraquezas humanas. Como missionário defendeu os direitos dos indígenas do Brasil, onde passou parte da sua vida. Como diplomata argumentou, junto das cortes europeias, a causa da Restauração e a legitimidade de D. João IV como rei de Portugal. Defendeu judeus e cristãos-novos, denunciando ao Papa as práticas cruéis do Santo Ofício. Homem de vastíssima cultura, pregador eloquente, o Padre António Vieira foi, sem dúvida, um homem à frente do seu tempo.

Cortesia dos CTT
Aureliano Lopes de Mira Fernandes (1884-1958)
Professor universitário e matemático, Aureliano Fernandes nasceu no Concelho de Mértola. Licenciou-se na Faculdade de Matemática de Coimbra, em 1910, e doutorou-se no ano seguinte na mesma faculdade. Foi nomeado professor catedrático do Instituto Superior Técnico em 1911, onde se manteve até à sua jubilação, em 1954. Nesta instituição ensinou Matemáticas Gerais, Cálculo Diferencial, Integral e das Variações, e Mecânica Racional. Cumulativamente, foi professor de Análise Matemática no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e sócio correspondente da Real Academia de Ciências de Madrid, fundou, em 1943, a Junta de Investigação Matemática. O seu trabalho de investigação debruçou-se sobre o Cálculo Tensorial aplicado à Geometria Diferencial e à Relatividade, tendo publicado dezenas de trabalhos. Manteve contacto assíduo com alguns dos mais notáveis matemáticos do seu tempo, tendo aprendido russo e latim, línguas que escrevia e falava fluentemente.

Cortesia dos CTT
Ricardo Jorge (1858-1939)
Médico e escritor, nasceu no Porto onde completou os estudos na Faculdade Médico-Cirúrgica. Professor universitário, teve uma carreira brilhante, sendo nomeado, em 1895, lente da cadeira de Higiene e Medicina Legal. Defendeu a reforma do ensino médico, foi co-fundador da Revista Científica, e publicou, em 1884, o volume Higiene Social Aplicada à Nação Portuguesa, que lançou uma nova perspectiva de abordagem das questões de saúde pública em Portugal. A carreira de investigador consagrou-o como epidemiologista e higienista. Em 1899 é nomeado inspector-geral de Saúde Pública e lente de Higiene na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Por sua iniciativa foi criado o Instituto Central de Higiene, cujas disposições e funcionamento, publicados em 1901, são da sua autoria. Apaixonado pela higiene e saúde pública foi delegado de Portugal no Office International d’Hygiène. Em 1913 funda os Arquivos do Instituto Central de Higiene. O seu nome foi dado ao Instituto que criou, em 1929, data da sua aposentação. Deixou uma vastíssima obra científica, mas também nos domínios da literatura e da arte, áreas onde exercia a actividade de crítico.

Cortesia dos CTT
Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992)
Natural de Lisboa, cresceu no seio de uma família que cedo estimulou o seu interesse pela pintura, pela leitura e pela música. Em 1928 vai para Paris onde estuda Escultura, que logo abandona para se dedicar à Pintura. Em 1930 casa-se com o pintor húngaro, Arpad Szènes, e em 1956 obtém a nacionalidade francesa. Pintora de temas essencialmente urbanos, a sua obra revela, desde muito cedo, uma preocupação com o espaço e a profundidade. Na década de 50 participa em inúmeras exposições em França e no estrangeiro. O estado francês adquire obras suas a partir de 1948, e em 1960 atribui-lhe a primeira de várias condecorações. Em Portugal, a Fundação Calouste Gulbenkian apresenta a sua obra em 1970, 1977 e 1988. Em 1983, a convite do Metropolitano de Lisboa, a sua obra Le métro (1940) é reproduzida em azulejos na estação da Cidade Universitária, com a colaboração do pintor Manuel Cargaleiro.


Cortesia dos CTT
 
Cortesia dos CTT/Selos de 2008/JDACT