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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Jazz. Poesia. Encantamento. «O céu é feito de terra mas terra de alma terra angélica que amanhece em corpo de estrela. Os bichos do céu são na eternidade mortos que estão vivos. Mortos que nunca morrem»

Cortesia de wikipedia, jdact


«É triste a cor castanha-suja, lavrada da terra.
O azul-puro transparente só na nevada da serra.
Mas é no vale que medram as sementes da vida.
Ao alto a natureza é nua, triste e despida».

JDACT

Jazz. Universalidade. Poesia. «Os conjuntos de estrelas são mitos. As constelações são estórias da terra pintadas a Luz no firmamento. Formas que correm mas imóveis. Estrelas de sangue mas em incorpóreo azul»

Cortesia de wikipedia,jdact 
«As tuas coxas de firme e elástico contorno
e de doces energias,
que cálice de segredos rompe a sua dureza vertical?
Que sombra de apertadas e nocturnas pestanas
lhes empresta essa agilidade comprometida?
Peixe que só tem a água do amor»


JDACT

Jazz. Poesia. Encantamento. «Há no céu uma floresta cheia de seiva. E a flora luxuriante verde e húmida que alimenta uma fauna misteriosa. São tudo formas imaginadas mas formas vivas que não morrem»

Cortesia de wikipedia, jdact


«Arco na noite
gato preto dispara lentamente
o cinzento colorido
das suas estrelas de nervos.
O teu corpo de mulher
dispara o sal puro
e a maciez da espuma
do arco branco da areia da praia».

JDACT

Jazz. Arte. Poesia. «O céu é um vale de terra com flores e animais mas flores que nunca murcham e animais que não vertem sangue. Nem dor nem morte. Nesse redenho da noite passeiam-se capricórnios e touros peixes e licornes, crescem rosas e dálias»

Cortesia de joaochichorro, jdact

«Quando a minha cabeça e o meu coração forem
como dois irmãos,
se derem as mãos,
poderei navegar nas rotas que sonhei
tornar real o que aprendi e sei».


JDACT