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terça-feira, 20 de março de 2012

Música. Igor Sravinsky. «A Sagração da Primavera", também conhecida por "Le Sacre du Printemps" é um bailado em dois actos que conta a história da imolação de uma jovem, que deve ser sacrificada como oferenda ao deus da Primavera num ritual primitivo. A obra que marca o início do “modernismo”»


Cortesia de forums


"A Sagração da Primavera", também conhecida por "Le Sacre du Printemps" é um bailado em dois actos que conta a história da imolação de uma jovem, que deve ser sacrificada como oferenda ao deus da Primavera num ritual primitivo, a fim de trazer boas colheitas para a tribo. Música de autoria do russo Igor Stravinsky, coreografia de Vaslav Nijinsky cenografia do arqueólogo e pintor Nicholas Roerich.
A obra estreou-se no dia 29 de Maio de 1913 no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris.
Música largamente considerada como uma das maiores, mais influentes e mais reproduzidas composições da história da música do século XX sendo um ícone de toda a música erudita por ter sido a obra que marca o início do “modernismo”. Considera-se que ela inovou em quase todos os aspectos musicais correntes na época: estrutura rítmica, orquestração, timbre, forma, harmonia, uso de dissonâncias, e particularmente uma valorização da percussão acima da harmonia e melodia como nunca tinha ocorrido antes.



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JDACT

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Bela Poesia: Ruy Belo. «... Já todos nós esquecemos a casa dos pais ela enche de dias as nossas mãos vazias... multiplicando-lhe a ausência que importa se onde pomos os pés é primavera?»

Cortesia de nescritas

Povoamento
No teu amor por mim há uma rua que começa
Nem árvores nem casas existiam
antes que tu tivesses palavras
e todo eu fosse um coração para elas
Invento-te e o céu azula-se sobre esta
triste condição de ter de receber
dos choupos onde cantam
os impossíveis pássaros
a nova primavera
Tocam sinos e levantam voo
todos os cuidados
Ó meu amor nem minha mãe
tinha assim um regaço
como este dia tem
E eu chego e sento-me ao lado
da primavera
Ruy Belo
 
Elogio da Amada
Ei-la que vem ubérrima numerosa escolhida
secreta cheia de pensamentos isenta de cuidados
Vem sentada na nova primavera
cercada de sorrisos no regaço lírios
olhos feitos de sombra de vento e de momento
alheia a estes dias que eu nunca consigo
Morde-lhe o tempo na face as raízes do riso
começa para além dela a ser longe
A amada é bem a infância que vem ter comigo
Há pássaros antigos nos límpidos caminhos
e mortes como antes nunca mais
Ei-la já que se estende ampla como uma pátria
no limiar da nossa indiferença
Os nossos átrios são para os seus pés solitários
Já todos nós esquecemos a casa dos pais
ela enche de dias as nossas mãos vazias
A dor é nela até que deus começa
eu bem lhe sinto o calcanhar do amor
Que importa sermos de uma só manhã e não haver em volta
árvore mais açoitada pelos diversos ventos?
Que importa partirmos num desmoronar de poentes?
Mais triste mesmo a vida onde outros passarão
multiplicando-lhe a ausência que importa
se onde pomos os pés é primavera?
Ruy Belo
 
JDACT

domingo, 14 de março de 2010

Equinócio da Primavera: 20 de Março de 2010, às 17h32min (hora legal)

(20 de Março de 2010, 17h 32min)

A palavra Equinócio vem do Latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa «noites iguais», ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol, alvorada, é o instante em que metade do círculo solar está acima do horizonte e o pôr do Sol, crepúsculo ou ocaso, o instante em que o círculo solar se encontra metade abaixo do horizonte. Com esta definição, o dia e a noite durante os equinócios têm igualmente 12 horas de duração.
Os Equinócios ocorrem nos meses de Março e Setembro. Definem as mudanças de estação. No Hemisfério Norte, a Primavera inicia-se em Março e o Outono em Setembro. No Hemisfério Sul dá-se o contrário, a Primavera começa em Setembro e o Outono em Março.
As datas dos equinócios variam de um ano para outro. Assim, num ano comum, tendo 365 dias e portanto mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso devido à intercalação do dia 29 de Fevereiro. Ao longo de cada sequência de três anos comuns, as datas tendem a adiantar-se um pouco menos de seis horas a cada ano.  Devido à órbita da Terra, as datas em que ocorrem os Equinócios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol, periélio, «viaja» mais velozmente do que quanto está mais longe, afélio.
Para comemorar esta data, o início da Primavera, deixo uma sugestão:
De várias formas o Oriente, à semelhança do Ocidente, celebra a chegada da Primavera.
Como exemplo, na Índia existe o Holi (festival das cores indiano) e, no Japão, o Hanami (observação das cerejeiras em flor). O Museu do Oriente desafia grandes e pequenos a irem fazer uma batalha de cores, como forma de darem as boas-vindas à Primavera. Como únicos requisitos, pedem que levem boa disposição e roupa usada… Vão ter outras surpresas… Por isso, não deixem de ir celebrar a chegada da estação mais florida do ano.
JDACT