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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Encontro. IV Simpósio Ibero-Americano de História da Cartografia. Cartógrafos para toda a Terra. Produção e circulação do saber cartográfico ibero-americano. Agentes e contextos. «… sobre o ensino da especialidade em diferentes contextos nacionais ou culturais, quer para o âmbito relativo ao tratamento arquivístico e biblioteconómico dos mapas»


Cortesia da BNP

Encontro. De ontem (11) ao pf dia 14 do corrente mês. BNP. 

«Depois das edições de 2006 (Buenos Aires), 2008 (Cidade do México) e 2010 (São Paulo), cabe ao Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa (CEG/UL), em colaboração com o Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa (CHAM/UNL) e a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), organizar pela primeira vez na Península Ibérica uma edição daquele que é já um dos fóruns mais empenhados em investigar o papel da imagem na construção dos objectos geográficos, questão central da história e da teoria da cartografia contemporâneas.

O Simpósio de Lisboa é subordinado ao tema Cartógrafos para toda a Terra. Produção e circulação do saber cartográfico ibero-americano: agentes e contextos. Com a seleção deste tema pretendem-se três objetivos centrais. Em primeiro lugar, tirar amplo partido da circunstância de trabalharmos uma matriz cartográfica que consumou uma representação pioneira do espaço planetário, ao mesmo tempo que influenciou profundamente as grandes categorias espaciais imaginadas para organizar o conhecimento geográfico do mundo. Em segundo lugar, pretende-se estimular um inquérito alargado sobre as operações de produção, circulação e consulta dos objetos cartográficos, o qual comece por refletir a densidade dos contextos culturais e sociais que acompanham esta sucessão de etapas. Por último, ao se destacar a figura do cartógrafo quer-se suscitar a realização de inquéritos biográficos, aspeto desde logo decisivo para o esclarecimento das importantes questões relativas à identificação da autoria do mapa. As sessões deste IV Simpósio são organizadas em torno de 11 temas principais, que evitam deliberadamente circunscrever-se a uma arrumação de cariz geográfico ou cronológico. A maioria dos temas trata de questões alusivas à produção e circulação dos objetos cartográficos. Este eixo central é alargado quer para a reflexão sobre o ensino da especialidade em diferentes contextos nacionais ou culturais, quer para o âmbito relativo ao tratamento arquivístico e biblioteconómico dos mapas.

São também oferecidas duas sessões especiais que homenageiam dois investigadores de excelência desaparecidos do nosso convívio em 2011, mas cuja obra certamente inspirará as próximas gerações: a sessão dedicada ao Professor Mauricio de Almeida Abreu, sobre a cartografia dos espaços urbanos americanos; e a sessão dedicada ao Almirante Max Justo Guedes, que trará para o Simpósio o tema da cartografia náutica». In Biblioteca Nacional de Portugal.

Sítio web do Simpósio: http://4siahc.wordpress.com/
Cortesia de BNP/JDACT

sábado, 14 de maio de 2011

Fundação Gulbenkian: Exposição Colectiva de Fotografia e Vídeo. «Fronteiras – Encontros de Fotografia de Bamako. Fronteiras foi a grande exposição panafricana que os Encontros de Bamako apresentaram em 2009, com direcção artística de Michket Krifa e Laura Serani»


Cortesia de fcg 

Fronteiras – Encontros de Fotografia de Bamako é o título da exposição colectiva de fotografia e vídeo que o Programa Gulbenkian Próximo Futuro inaugura no pf dia 13 de Maio 2011, Sábado, nas Galerias de Exposições Temporárias da Sede da Fundação Gulbenkian. No mesmo dia, realizam-se as primeiras quatro Grandes Lições do Próximo Futuro para este ano.

Produzida em 2009, no âmbito da última edição dos Encontros de Bamako [Mali] – Bienal Africana de Fotografia, a mostra Fronteiras reúne cerca de 180 fotografias e vídeos, naquela que será «a maior exposição de fotografia africana alguma vez mostrada em Portugal», diz António Pinto Ribeiro, comissário do Programa Gulbenkian Próximo Futuro. Nesta exposição são apresentados trabalhos de artistas de todos os países africanos, incluindo do Norte de África, «uma parte do continente africano que habitualmente, nas nossas representações de África, é excluído», diz o comissário. Assim, encontramos artistas do Egipto ou de Marrocos. Mas também o trabalho de várias fotógrafas e obras com recurso à fotografia de cor, que durante muitos anos foi quase interdita, pois «os históricos da fotografia africana consideravam que a fotografia a sério deveria fazer-se a preto e branco», explica. Esta exposição conta ainda com obras em suporte vídeo, algumas de natureza mais narrativa, outras mais impressionistas. Contam histórias pessoais, ficções de histórias possíveis, histórias de viagens, ou de enclausuramento. O tema do visto é recorrente, mas também há auto-retratos.


Cortesia da fcg

Fronteiras foi a grande exposição panafricana que os Encontros de Bamako apresentaram em 2009, com direcção artística de Michket Krifa e Laura Serani. Para as duas curadoras, «a questão das Fronteiras é eminentemente actual e paradoxal num mundo onde, por um lado, se proclama e se pratica o desaparecimento das fronteiras políticas e económicas e, por outro, são erigidos muros para protegê-las». As obras que compõem esta exposição apresentam assim diversas interpretações e representações das questões sociopolíticas, culturais e identitárias que envolvem as fronteiras e as suas realidades complexas. São trabalhos que falam de fluxos migratórios, quer em direcção à Europa, quer dentro do próprio continente africano, onde as fronteiras são tão ou mais intransponíveis do que as que separam os outros continentes.

Cortesia de fcg
A exposição Fronteiras – Encontros de Fotografia de Bamako poderá ser visitada até 28 de Agosto, nas Galerias de Exposições Temporárias da Sede da Fundação Gulbenkian.

Grandes Lições
A 13 de Maio, o Próximo Futuro apresenta ainda um conjunto de quatro Grandes Lições que se realizam ao longo do dia, no Auditório 2, e que serão proferidas por Breyten Breytenbach, Patrick Chabal, Kole Omotoso e Yudhishtir Raj Isar». In Fundação Calouste Gulbenkian.

Cortesia da Fundação Gulbenkian/JDACT

quinta-feira, 25 de março de 2010

CGUL: Encontros informais de Meteorologia

O CGUL/IDL promove semanalmente encontros informais entre os membros do grupo de meteorologia. O objectivo é dar a cada um dos participantes a oportunidade de ver a sua investigação discutida pelos seus colegas. As sessões começam com uma pequena apresentação pelo orador do dia. A intervenção deve ser interactiva e não deverá exceder os 20 min, podendo ser mais curta. O tema poderá ser baseado em resultados recentes obtidos pelo orador, bem como a discussão de um paper recente sobre assuntos intimamente ligados com os seus interesses científicos. Em seguida procede-se a um período de perguntas e respostas, onde a assistência tem oportunidade de expressar a sua opinião. As sessões, embora se pretendam algo técnicas, são abertas a todos os interessados, mas só terão oportunidade de falar as pessoas que se inscreverem na lista de participantes. Segundas-feiras às 12h00, sala 1.3.33A
JDACT