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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Exposição plástica “Dog Life”. Portalegre. Barbara Walraven. «Partindo da sua relação com a natureza e com os amimais, a artista apresenta-nos, de forma irónica, uma reflexão sobre a irracionalidade da condição humana»


Cortesia de cmportalegre e wikipedia

«A Galeria de S. Sebastião em Portalegre, recebe até ao pf dia 10 de Março a instalação Dog Life que inclui um conjunto de esculturas e pinturas da autoria da artista plástica Barbara Walraven. Esta instalação apresenta um grupo de vinte e quatro personagens caninos reais, cujas representações individuais são complementadas com os retratos a aguarela e acrílico de cada um deles, contando a história das suas vivências individuais.
Ficamos a conhecer a vida de Boris, Luca, Grace, Rosa, Rita, Blacky; Billy entre muitos outros que inspiraram Barbara Walraven neste belo e desconcertante trabalho que atribui qualidades e defeitos de pessoas aos cães e mostra pessoas com vida de cão.
Barbara Walraven, utiliza formas modeladas com vidro trabalhado por processos que vão desde o vidro soprado ao full fusing e ao casting e combina-os com diversos tipos de tecidos. Partindo da sua relação com a natureza e com os animais, a artista apresenta-nos, de forma irónica, uma reflexão sobre a irracionalidade da condição humana. Segundo Barbara Walraven DOG LIFE retrata:
  • Pessoas com cabeças de cães e cães vestidos de pessoas. Dou a vida das pessoas aos cães e a dos cães às pessoas. Quem visitar a minha exposição terá que olhar, pensar e reflectir sobre as atitudes e sobre a sua própria vida. Por vezes temos atitudes que são próprias dos animais e por sua vez os animais parecem pessoas e só lhes falta falar!
Esta é uma exposição com sentido de humor e com uma grande componente irónica, muito diferente dos seus trabalhos habituais e que não vai deixar ninguém indiferente». In Alentejo, CM de Portalegre, portal.pt



Cortesia de Alentejo/JDACT

sábado, 7 de julho de 2012

Olhares. Fundação Robinson. Isabel Telo. «Barbara esteve na Fabrica Robison. Lá ficaram intimidade, inquietação, equilíbrio, o prazer da contínua procura, os rasgos de vidas com história. E ficou, consequentemente, a forte marca da memória...»



jdact e barbarawalraven

O Gesto Intuitivo e Espontâneo
«O olhar que vai muito além do que nos é permitido ver. O traço do movimento não reflectido. E a cor, inexplicavelmente, a dar sentido à procura incessante da nossa realidade mais escondida.
E numa pincelada harmoniosa, o equilíbrio natural que dá continuidade à atitude.
O mistério, que não sentimos mas que sabemos existir. A fantasia a desenhar as emoções. A relação que nos permite existir e fazer, e o risco da decisão pelo que se faz.
E este emaranhado de pequenas realidades brincam, numa espécie de extraordinário jogo, aparentemente imperceptível, que se levanta para mostrar quem realmente somos e o quanto queremos ser (e sentir).



Intimidade, beleza, fragilidade, sofrimento, alegria... e a partilha que permanece no encontro. O encontro connosco e com os outros. E a coragem do encontro, com aqueles que nunca saberemos quem são, mas a quem queremos falar de nós!
Foi neste contexto, que as chaminés emblemáticas da cidade de Portalegre, ali na "fábrica da cortiça", fizeram questão de acolher novos olhares, cheios de movimento colorido como a Barbara assim o quis. E ela sorri! Sorri, observando o que sentimos sempre como inacabado...
Barbara esteve na Fabrica Robison. Lá ficaram intimidade, inquietação, equilíbrio, o prazer da contínua procura, os rasgos de vidas com história. E ficou, consequentemente, a forte marca da memória...
Desde a Sala dos Arcos às Condutas e em tantos outros recantos, estava a pintura da Barbara como fazendo parte. Em "Thank you for the roses" as paredes velhas e gastas ganharam vida; em "tribute to Robinson" é a cortiça que, merecidamente protagoniza e recebe a alegria e o sentir da cor; em "fotografia" a vida humana que permite a existência e as pessoas; "dedicated to you" com o gesto da oferta e da disponibilidade; "psychosis" e o sofrimento que ondula nas condutas, a água e os tecidos e os rostos humanos que gritam em silêncio e a sensação do que não queremos para nós mas que é realidade para alguns; "vlo" e outras vidas reais, o significativo que muda de lugar, "under the water" dá-nos a imensidão, o infinito, a grandiosidade do mundo...e " a Fabrica" , que dizer da "fábrica" que as aguarelas da Barbara não tenham dito?!



Conhece ao pormenor cada canto e recanto da imensidão desta estrutura, e a diferença do seu olhar permitiu a cor da emoção, o desenho do sofrimento, o esboço da procura e da descoberta e mostrou o encanto de um lugar com história. Deu-lhe vida, a vida que este magnífico lugar merece.
O tempo que "perdeu" na Fábrica Robinson deu lugar a uma visibilidade diferente. Nas "chaminés emblemáticas" da cidade de Portalegre e em nós, a memória e o encanto do que se viu e sentiu permanecem. A Fábrica Robinson e Barbara Walraven conhecem-se desde sempre!». In Isabel Telo, Olhares, Gazes, Barbara Walraven, Fundação Robinson, Portalegre, Olhares de Pintores, nº 18, 2009.

Cortesia de F. Robinson/JDACT