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segunda-feira, 24 de julho de 2023

Soror Isabel (1673-1752). Jorge Duque Fernandes. «As mulheres, afinal, estão também noutros textos, manuscritos e impressos, que jazem nas bibliotecas e arquivos, sem que, ao longo de séculos, a investigação sistemática lhes revelasse os nomes e as obras…»

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Com a devida vénia ao Doutor Jorge Duque Fernandes

«Na revalorização crescente da contribuição das mulheres para o saber e para a sociedade; e no questionar das razões que levaram à sua quase exclusão do discurso historiográfico, continuava, porém, a impor-se a omissão dos historiadores sobre as escritoras portuguesas. Os números assim o confirmam: nos manuais de história da literatura portuguesa publicados até hoje a percentagem das autoras referidas, anteriores ao século XX, varia entre os 3% e os 5%. Assim se explicará que os investigadores que trabalham sobre a autoria feminina portuguesa não se debrucem sobre aquelas escritoras, mas antes sobre as da contemporaneidade, cronologicamente situadas depois de 1900.

Considera-se mesmo que as autoras omissas na história da literatura portuguesa e, em consequência, a presença de autores do sexo masculino fez com que esta última fosse considerada a autoria literária por excelência. Isto explicará o desinteresse geral das instituições e academias em dedicar-se a projectos que visem as escritoras anteriores ao século XX. Vanda Anastácio aponta que: Tende-se a pensar que o que não se vê não existe. Que o que não foi dito se apagou, afogado em silêncio. Mas as mulheres estão muito presentes no discurso dos autores do passado, nomeadamente sobre o cultivo das virtudes e sobre os perigos que o saber induziria no seu sexo, suposto como propenso à fragilização daquelas.

As mulheres, afinal, estão também noutros textos, manuscritos e impressos, que jazem nas bibliotecas e arquivos, sem que, ao longo de séculos, a investigação sistemática lhes revelasse os nomes e as obras, por géneros, nomeadamente as que escreveram paratextos e reinvindicações de autoria, como a Senhora dona Filipa (1435-1497), filha do Infante Pedro, Duque de Coimbra, e da Infanta dona. Isabel, condessa de Urgel, autora do século XV, dona Leonor Noronha (1488-1563), Luísa Sigeia (1522-1560), Públia Hortênsia Castro (1548-1595), Soror Maria do Baptista (1570-1595), Soror Maria  Mesquita Pimentel (†1639), dona Joana Josefa Meneses, condessa da Ericeira (1651-1709), Teresa Margarida Silva Orta (1711-1792), Soror Benta do Céu (viva em 1766), Rita Clara Freire Andrade (1758-d. 1791), Francisca Possolo Costa (1783-1838) e dona Leonor Almeida Portugal Lorena Lencastre, marquesa de Alorna (1750-1839). E as que escreveram sobre mística, como Soror Mariana da Purificação (1623-1695), Soror Isabel do Menino Jesus (1673-1752), a autora que estudamos; e Soror Mariana Josefa Joaquina de Jesus (†1783). E as que foram autoras de regras de vida, de ditos, sentenças e máximas8, como a Senhora dona Maria (1538-1577), filha do Infante Duarte e da Infanta dona Isabel, duques de Guimarães, mulher de Alexandre Farnésio, duque de Parma e Piacenza; dona Joana Gama (†1586) e Soror Maria do Céu (1658-1753). E as que escreveram ficção narrativa, como Soror Madalena da Glória (n. 1672), Soror Maria do Céu (1658-1753), Soror Joana Josefa dos Serafins (1722), Maria Clara Júnior (1816) e, novamente, Francisca Possolo Costa. E as que escreveram memórias biografias e autobiografias, como a referida Soror Mariana da Purificação, Soror Antónia Margarida de Castelo Branco (1652-1717); de novo, Soror Benta do Céu, e dona Mariana Bernarda Távora, condessa de Atouguia (1722-d.1788). E as que escreveram prosa histórica, académica e de circunstância, como dona Maria Micaela Prazeres (1761) e dona Mariana Vitória Atalaia Colaço Castelo Branco (1783). E as que produziram no género epistolográfico, como a rainha dona Catarina (1507-1578), mulher de João III; a Infanta dona Maria (1521-1577), filha do rei Manuel I e da rainha dona Leonor; de novo, Luísa Sigeia, a Senhora dona Maria, duquesa de Parma; e dona Leonor Almeida Portugal Lorena Lencastre, marquesa de Alorna; Soror Violante do Céu (1658-1753), dona Joana Vasconcelos Meneses (c. 1625-1653), dona Isabel Castro, condessa de Assumar (1665-1724), dona Leonor Tomásia Távora, marquesa de Távora (1700-1759), Soror Maria Joana (1712-1724), Soror Feliciana Maria Milão (1632 ou 1639-1705), dona Filipa Noronha (séc. XVIII), rainha dona Mariana Vitória (1718-1781), mulher de José I; dona Teresa Josefa Melo Breyner, condessa do Vimieiro (1739-d.1793); e dona Joana Isabel Lencastre Forjaz (n. 1745)». In Jorge Duque Fernandes, Soror Isabel do Menino Jesus, Vida e Obra de uma Escritora Mística 1673-1752, Tese para obtenção do grau de Doutor em História, 2016, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Fundação para a Ciência e Tecnologia, SFEH/BD/79496/2011.

Cortesia de FCT/CMM/BMP/JDACT

JDACT, Jorge Duque Fernandes, História, Religião, Literatura, Caso de Estudo, 

sábado, 22 de julho de 2023

Soror Isabel (1673-1752). Jorge Duque Fernandes. «… não só por Soror Isabel do Menino Jesus, como pelas restantes autoras portuguesas, ainda pouco conhecidas. O mesmo poderemos dizer em relação aos místicos portugueses, de ambos os sexos…»

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Com a devida vénia ao Doutor Jorge Duque Fernandes

«Frequentes vezes, é este religioso apontado como autor da obra, o que convém rectificar, porque, de facto, ainda que possa ter orientado Soror Isabel do Menino Jesus na organização do volume, a autoria pertence a esta mulher, oriunda de uma família do chamado estado do meio, cuja alfabetização foi rápida e polémica, numa vila acandorada na Serra do Sapoio onde as mulheres, como por todo o reino, não sabiam sequer assinar. O volume contém, entre os seus diferentes textos, a sua Vida, que, tanto quando sabemos, é a primeira autobiografia espiritual de autoria feminina que se imprimiu em Portugal. O impresso saiu com uma bela estampa retrato de Soror Isabel, posando com o livro nas mãos, obra do refinado gravador francês Jean Baptiste Michel Le Bouteaux (1682-1764), activo no reinado de João V. Como supomos na nossa tese, tratar-se-á de um retrato autêntico, o primeiro de um autor do sexo feminino que terá saído com a sua obra impressa no nosso país.

A tese decorreu em estreita ligação com vários projectos sobre escritoras e redes culturais femininas na Europa, sediados no Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, coordenados por Vanda Anastácio, professora na mesma Faculdade, que nos orientou em todos os trabalhos; e contou com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), através da celebração de um contrato para a concessão de uma bolsa de doutoramento, a 13 de Março de 2013, com início da bolsa a 1 de Abril desse ano e fim a 31 de Março de 2016. Quase até à conclusão, foi co-orientada por Isabel Drumond Braga, professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Desenvolvida numa necessária interdisciplinaridade, sendo várias as áreas científicas que concorrem para a sua finalidade, a tese situa-se, sobretudo, no âmbito da História Moderna, debruçando-se sobre assuntos relacionados com a cultura portuguesa do período moderno, uma vez que o seu objecto é uma escritora dos séculos XVII e XVIII. Uma outra área é frequentemente visitada ao longo do texto, a da Teologia Espiritual, não porque a abordagem seja tão teológica quanto histórica, mas porque é necessário recorrer a vários conceitos daquela área, trata-se de abordar uma escritora mística, para alumiar minimamente a obra de Soror Isabel do Menino Jesus, que descreve numerosos fenómenos místicos e ensina um método de ascese, definido a partir da direcção espiritual que recebeu ao longo dos anos, das suas leituras de livros espirituais e, sobretudo, na sua própria prática; método clássico, numa escada de três vias espirituais: a via purgativa, a via iluminativa e a via unitiva, esta com três noites escuras, o ilapso e a união, ou morte mística. Os apontamentos teológicos que fazemos ao longo da tese, para além de tentarem uma simples aproximação ao contexto da espiritualidade da época moderna, e à própria autora, não aprofundado nenhum dos conceitos, convidarão, porém, a um estudo da obra desta mística portuguesa no âmbito teológico, o que não é da nossa competência. A nossa tese, é, aliás, uma abordagem estritamente limitada à sua finalidade e objectivos, atrás enunciados, e ainda pela ponderação do número de páginas. Tratar-se-á, ainda assim, da mais extensa abordagem que até hoje foi realizada à autora, o que não será de admirar, uma vez que o seu caso era semelhante aos de muitas outras autoras portuguesas que, entre o final do século XV e o início do século XIX, estão ainda esquecidas ou são praticamente desconhecidas.

No manuscrito autógrafo de Soror Isabel do Menino Jesus estão, na verdade, várias obras, e não apenas uma; ou, para dizer de um outro modo, estão trinta e nove textos distintos, correspondentes aos quatro géneros literários que praticou, não sabemos se exclusivamente: autobiografia espiritual (uma Vida); tratado (um Tratado Místico); súplica (uma Súplica ao Ministro Provincial); e epistolografia (vinte Cartas a um Religioso, quinze Cartas a uma Religiosa e uma Carta à Abadessa e Religiosas). Estes textos foram passados a limpo e acrescentados pela autora num só volume, com intenção de o legar ao seu prelado, o referido provincial, prevendo-se a sua impressão, que, entretanto, já a autora não viu, por morrer antes de se concluírem os trâmites necessários, a 5 de Outubro de 1752. O volume sairia cinco anos depois, em 1757, bastante atrasado em relação àquela intenção, o que supomos ser devido, não a desconfianças acerca da idoneidade da sua autora ou aos seus escritos, como se pensa, mas ao facto de o manuscrito estar em Lisboa no dia 1 de Novembro de 1755, tendo sobrevivido ao terramoto e suas réplicas. O mau estado em que ficou o Convento de São Francisco de Xabregas, cabeça da Província dos Algarves da Ordem seráfica, terá imposto ou demoras à impressão, porque a prioridade seria reconstruir a casa.

Não nos é possível conhecer muito acerca da recepção que teve o livro, mas é certo que os poucos exemplares que se conservam ou deixaram notícias passaram pelas mãos de religiosos e religiosas, e de pessoas seculares. O advento das Luzes em Portugal poderá ter influindo sobre o interesse por estas obras de espiritualidade, mas não conseguiu cortar o curso dos exemplares, cujo número saído da oficina desconhecemos, porque esses poucos que nos chegaram continuaram a ser lidos. Também a extinção das Ordens religiosas, iniciada em 1834, não logrou apagar a presença da autora e dos seus textos, pelo menos no seu convento, onde a última religiosa sobreviveu quase até ao século XX e onde a comunidade de mulheres e meninas que ali estava recolhida continuou a recordá-la.

A sua campa, situada no coro baixo do extinto convento, terá continuado a ser venerada até aos anos 30, porque a sua fama sanctitatis atravessou os séculos, embora cada vez mais ténue.

Reconhecer a importância desta autora, através de estudos, foi um desafio abraçado por outros, ainda antes de a termos escolhido como objecto da nossa tese. É nossa esperança que este contributo permita agora consideráveis avanços e, assim, estimule o interesse dos mesmos e de outros investigadores, não só por Soror Isabel do Menino Jesus, como pelas restantes autoras portuguesas, ainda pouco conhecidas. O mesmo poderemos dizer em relação aos místicos portugueses, de ambos os sexos, dos quais até agora pouco se sabe.

O Estudo da Arte

Ao abrir Uma Antologia Improvável. A Escrita das Mulheres (Séculos XVI a XVIII), na qual colaborámos, a sua organizadora, Vanda Anastácio, lança uma questão pertinente: Será possível escrever uma História da Literatura Portuguesa anterior a 1900 que inclua as mulheres? Ou, dito de outro modo: será possível falar de escritoras antes da contemporaneidade?.

Esta questão parece ter despertado o interesse de vários investigadores desde o início da década de 90 do século passado, em Portugal e no Brasil, que se viram, no entanto, confrontados com a escassez de dados acerca da leitura e da escrita das mulheres nesse período». In Jorge Duque Fernandes, Soror Isabel do Menino Jesus, Vida e Obra de uma Escritora Mística 1673-1752, Tese para obtenção do grau de Doutor em História, 2016, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Fundação para a Ciência e Tecnologia, SFEH/BD/79496/2011.

Cortesia de FCT/CMM/BMP/JDACT

JDACT, Jorge Duque Fernandes, História, Religião, Literatura, Caso de Estudo,

Soror Isabel (1673-1752). Jorge Duque Fernandes. «A segunda fonte é o livro impresso em 1757, cinco anos depois da morte da autora, a partir do manuscrito autógrafo, cujo título abreviado, na tese, é Vida da Serva de Deos….»

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Com a devida vénia ao Doutor Jorge Duque Fernandes

«A presente tese, elaborada para a obtenção do grau de Doutor em História, especialidade de História Moderna, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tem por finalidade contribuir para o conhecimento das escritoras portuguesas anteriores ao ano de 1900, designadamente das que professaram em Ordens religiosas e escreveram sobre matérias espirituais. O seu primeiro objectivo é gizar a trajectória de vida de Soror Isabel do Menino Jesus (1673-1752), no século Isabel Fernandes, natural de Marvão, no Alto Alentejo, religiosa professa da Ordem de Santa Clara, no Convento de Santa Clara de Portalegre, falecida com fama de santidade e prestígio de mestra do espírito, depois de ali ter vivido quase cinquenta anos, tendo sido mestra da Ordem e abadessa. O seu segundo objectivo é analisar os textos da autora, os quais versam exclusivamente sobre ascética e mística: trinta e seis cartas, uma autobiografia, uma súplica e um tratado. A sua obra propõe um caminho espiritual segundo as escolas místicas franciscana e carmelita, pelas três vias do espírito (purgativa, iluminativa e unitiva) e por três noites escuras; e insiste na castidade, à qual chama ciência das virtudes. Realiza-se, pois, um estudo de caso, com enquadramento na ortodoxia católica, por ter sido neste campo que a autora escreveu, recebendo pareceres positivos da sua Ordem e da censura. A obra foi impressa em 1757, cinco anos depois da sua morte, organizada por frei Martinho de São José, seu confessor, com uma estampa-retrato da autora, aberta por Jean Baptiste Michel Le Bouteaux. O manuscrito autógrafo que lhe deu origem julgava-se perdido, após extravio pela época da extinção do convento, em 1834, mas foi encontrado à venda numa livraria alfarrabista, em Lisboa, em 2013, sendo então adquirido pela Câmara Municipal de Marvão. Este documento, do qual se apresenta transcrição, foi a primeira fonte da tese, à qual se juntaram muitas outras, manuscritas e impressas, concorrendo para recolocar a autora no conhecimento geral das escritoras portuguesas e também dos místicos de Portugal, dos quais pouco se sabe». In RESUMO

 

Introdução

A presente tese, elaborada especialmente para a obtenção do grau de Doutor em História, especialidade em História Moderna, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tem por finalidade contribuir para o conhecimento das escritoras portuguesas anteriores ao ano de 1900, designadamente das que professaram em Ordens religiosas e escreveram sobre matérias espirituais. O seu primeiro objectivo é gizar a trajectória de Soror Isabel do Menino Jesus (1673-1752), no século chamada Isabel Fernandes, uma religiosa professa da Ordem de Santa Clara, no Convento de Santa Clara de Portalegre, que morreu com fama de santa e prestígio de mestra do espírito, depois de ali ter vivido quase cinquenta anos, sendo eleita para o ofício de mestra da Ordem e para o de abadessa.

Esta autora, hoje pouco conhecida, à data da sua morte deixou um manuscrito em vias de impressão, o que se deu já postumamente. O nosso segundo objectivo é analisar os textos de Soror Isabel, os quais versam exclusivamente sobre ascética e mística. Esta análise é qualitativa, tendo em conta um enquadramento na ortodoxia católica pós-tridentina, por ter sido dentro deste campo que a autora escreveu, recebendo pareceres positivos da sua Ordem religiosa e da censura. Trata-se de um estudo de caso numa dupla dimensão: quanto à sua vida, na sua Parte II (primeiro objectivo geral) e quanto à sua obra, na Parte I e na Parte III (segundo objectivo geral).

Centramo-nos em duas fontes principais: por um lado, no que Soror Isabel do Menino Jesus escreveu sobre si mesma e, em especial, sobre o seu domínio empírico da ciência ascética e mística, ou seja, os seus textos, a sua obra; e, por outro, no que sobre ela escreveram os seus contemporâneos, em especial aqueles que a conheceram ou observaram o seu comportamento, ou que consultaram testemunhas oculares. A nossa primeira fonte é, assim, o manuscrito autógrafo de Soror Isabel, intitulado postumamente Vida da Venerauel Madre Izabel do Menino Jezus. Falecida em 5 de Outubro de 1752, hoje conservado nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Marvão. Este manuscrito foi extraviado do cartório do convento antes do fim de 1858, vindo a ser por nós encontrado à venda já em 2013, numa livraria alfarrabista de Lisboa.

Trata-se efectivamente de um autógrafo, que, para além de outras características que o indiciam, apresenta a assinatura da autora por trinta e seis vezes, em diferentes páginas, sendo identificável com a assinatura de Soror Isabel do Menino Jesus em numerosos documentos daquele cartório. Pela sua relevância, transcrevemos integralmente o manuscrito e apresentamo-lo em anexo (Anexo I). Dele colhemos abundantes citações, ao longo da tese.

A segunda fonte é o livro impresso em 1757, cinco anos depois da morte da autora, a partir do manuscrito autógrafo, cujo título abreviado, na tese, é Vida da Serva de Deos…. Dissertamos sobre este impresso, mas, dele, nunca citamos os textos da autora, que, verificámos, correspondem aos do manuscrito, salvo na actualização da ortografia e na atribuição de pontuação, decisões do seu editor, o padre João Evangelista da Cruz Costa. Citamos, sim, os textos que os acompanham, nomeadamente a Advertencia, os pareceres da Ordem e dos censores; e, em especial, um Prologo, Progressos, Fim, e Prostestaçaõ, da autoria de frei Martinho de São José, que foi confessor da autora e era então o ministro provincial da Província do Algarves da Ordem de São Francisco, o qual interveio directamente na organização do livro, em vida da autora». In Jorge Duque Fernandes, Soror Isabel do Menino Jesus, Vida e Obra de uma Escritora Mística 1673-1752, Tese para obtenção do grau de Doutor em História, 2016, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, Fundação para a Ciência e Tecnologia, SFEH/BD/79496/2011.

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