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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Museu da Cidade. Lisboa: África de fora para dentro. «África, See You, See Me», exposição de fotografia no Pavilhão Preto


Cortesia de africanastudiesasnyuedu

A exposição, promovida pelo África.Cont, explora a experiência dos emigrantes africanos na Europa e oferece novas perspectivas e enquadramentos de análise em relação à sua presença na Europa. Através da fotografia, a exposição apresenta diversas histórias de emigrantes africanos, desde a sua viagem incerta de África para a Europa, até às múltiplas formas de envolvimento e criação de laços comunitários na Europa.
Com cerca de 100 obras que focam comunidades instaladas em Itália, França e Espanha, a exposição também dará particular relevo a alguns exemplos existentes em Portugal, onde o curador estabeleceu contactos com vários fotógrafos e associações que trabalham em áreas geográficas marcadas pela presença africana.
Debate sobre a exposição no dia 1 de Outubro, pelas 18:00 horas, no Museu, com a participação de Okwui Enwezor, Nuno Porto e Emilia Tavares.

Fotografia de Daniele Tamagni
Cortesia de littleblackbookofart
 
Exposição de fotografia. Pavilhão Preto, Museu da Cidade.
De 30 de Setembro a 28 de Novembro de 2010.
Curador: Prof. Awam Amkpa da New York University

Cortesia do Museu da Cidade/CMLisboa/JDACT

domingo, 29 de agosto de 2010

O Museu da Cidade: Projecto Integrado de Estudo e Valorização da «Cerca Velha» de Lisboa

Cortesia do Museu da Cidade

«Cerca Velha» de Lisboa
Localização: Vertente Sul da colina do Castelo.

Cortesia do MdaC

As descrições mais antigas deste importante sistema defensivo datam do séc. XI, altura em que a cidade de Lisboa se encontrava sob o domínio muçulmano. Os recentes trabalhos arqueológicos desenvolvidos ao longo do seu traçado comprovaram, no entanto, que alguns dos seus alinhamentos remontam ao período romano. Com uma extensão aproximada de 2 km, em parte demolida ou camuflada pelas construções, conserva ainda visíveis troços e torres de grande monumentalidade, sobretudo nos lanços oriental e ribeirinho. Durante séculos foi a única estrutura defensiva da cidade, moldando e condicionando a malha urbana que chegou até aos nossos dias. Continua a ser um elemento marcante na paisagem urbana actual, não só como um importante testemunho do passado mas também como um organismo vivo em constante interacção com as vivências daqueles que hoje habitam a cidade (por exemplo, o local das antigas portas continua a servir de ligação entre o espaço intra-muros e a área exterior).

Arco de Jesus, antiga porta do Furadouro
Cortesia do MdaC
Foi classificada como Monumento Nacional por Decreto de 16 de Junho de 1910, com a designação de Castelo de S. Jorge e restos das cercas de Lisboa.

Este projecto multidisciplinar, coordenado pelo Museu da Cidade e no qual participam diversos serviços da autarquia de Lisboa e outras entidades externas, apresenta uma base de investigação científica cujos resultados constituirão uma mais valia para a valorização/divulgação do monumento. Deste modo, de entre outros objectivos, pretende-se:
  • Estabelecimento de um programa de valorização da muralha que consistirá na criação de um percurso pedonal devidamente identificado com sinalética orientadora e informativa; instalação de suportes informativos complementares nos locais de maior complexidade interpretativa; encaminhamento do público para pontos estratégicos – Observatórios – onde poderão percepcionar o traçado da muralha muitas vezes apenas fossilizado na malha urbana actual; disponibilização de material de divulgação diverso;
  • Confirmar ou infirmar o traçado proposto na obra do Olisipógrafo Augusto Vieira da Silva; esclarecer a origem e cronologia dos traçados conhecidos e sua evolução; confirmar a origem e localização de algumas portas e a orientação dos principais eixos viários; contribuir para o conhecimento da estruturação e evolução da malha urbana;
  • Dar continuidade aos trabalhos multidisciplinares que o Museu da Cidade tem vindo a desenvolver desde 2001, alguns inseridos em obras municipais, outros realizados já no âmbito do estudo, conservação e integração da muralha para fruição pública. De salientar as acções conseguidas através do apoio de entidades privadas, cuja sensibilização e interesse por esta temática, tem vindo a crescer.
  Rua da Judiaria, troço de muralha com cubelo.
Modelação 3D da «Cerca Velha»
 reconstituição paleotopográfica da colina do castelo
Cortesia do MdaC
 
Cortesia do Museu da Cidade/JDACT

sábado, 15 de maio de 2010

O Museu da Cidade: Um museu de História. Objectivo de documentar e divulgar a cidade de Lisboa nas diferentes etapas da sua evolução urbanística

Cortesia do Museu da Cidade
Pensado em 1909, só viria a ser inaugurado em 1942 no Palácio da Mitra, o Museu da Cidade foi criado com o objectivo de documentar e divulgar a história de Lisboa nas diferentes etapas da sua evolução.
Em 1979 foi transferido para o Palácio Pimenta, local onde actualmente ainda se encontra instalado, com um programa museológico que traça um percurso cronológico da evolução da cidade, desde a ocupação do território durante a pré e proto-história até à Implantação da República em 1910, sendo dividido por períodos ou acontecimentos decisivos no desenvolvimento de Lisboa, nas suas mais diversas vertentes:
  • urbana;
  • económica;
  • política;
  • social e mental.
Sendo um Museu de História e estando organizado de forma multidisciplinar, possui um espólio muito vasto e diversificado que se destaca pelo seu valor documental, iconográfico e artístico, possibilitando uma apresentação da cidade na sua multiplicidade. É um museu de História, criado com o objectivo de documentar e divulgar a história de Lisboa nas diferentes etapas da sua evolução urbanística, económica, política, social e das mentalidades. Apresenta actualmente um programa museológico que traça um percurso cronológico da evolução da cidade, desde a ocupação do território durante a pré-história até à Implantação da República em 1910.
Do seu espólio destaca-se a colecção de artefactos mais antigos da ocupação humana do local, datados de 300 000 a.C. a 100 000 a.C.; as primeiras representações da cidade de Lisboa; os projectos para a inovadora obra de construção do Aqueduto das Águas Livres; os da edificação da baixa pombalina, surgida na sequência do Terramoto de 1755; terminando com O Fado, da autoria de José Malhoa, obra incontornável da pintura do século XX.

Actualmente em fase de conclusão, a reconstituição 3D da cidade em 1755 tem por base uma das obras mais emblemáticas do Museu da Cidade, a Maqueta de grandes dimensões, executada entre os anos de 1955 e 1959 por Ticiano Violante para a exposição Reconstrução da Cidade depois do Terramoto de 1755 (Palácio Galveias – 1955).
Iniciado em Junho de 2005, o projecto compreende a reconstituição virtual rigorosa da totalidade da maqueta, contemplando:
  •  Reconstituição 3D de 23 pontos notáveis: Terreiro do Paço, Paço da Ribeira, Alfândega, Terreiro do Trigo, Palácio Corte Real, Rossio, Palácio dos Estáus, Convento de S. Domingos, Hospital Real de Todos os Santos, Convento de Santo Antão o Novo, Convento de S. Francisco da Cidade, Convento do Carmo, Igreja de S. Roque, Convento de S. Bento da Saúde, Casa dos Bicos, Chafariz del Rei, Chafariz de Dentro, Sé, Convento da Graça, Convento de S. Vicente, Igreja de Sta Engrácia, Palácio das Necessidades e Rua Nova dos Ferros;
  •  A recriação animada em 3D de 5 cenas históricas relevantes / momentos do quotidiano do século XVIII;
  • A reconstituição 3D da totalidade da Maqueta – criação de panoramas que permitam a relação interactiva do utilizador com o objecto da Maqueta;
  • A criação de percursos pré-definidos que estabelecem um circuito pelos pontos notáveis.

Os conteúdos referidos serão adaptados a diferentes tipos de suporte:
  1.  Suportes multimédia interactivos a instalar em quiosques multimédia, touch screen, com visionamento VRML do objecto maqueta, mini-clips vídeo, jogos e passatempos para exploração individual; 
  2.  Suporte multimédia para projecção local, com vista à sua apresentação a grupos de visitantes;
  3.  DVD interactivo, baseado nos suportes instalados nos quiosques multimédia.
A concepção do projecto de reconstituição, o levantamento iconográfico e a investigação histórica, no âmbito da qual se procedeu ao cruzamento de fontes diversas (cartográficas, iconográficos, bibliográficas e manuscristas, entre outras), foram executados pelo Museu da Cidade, tendo servido de base de trabalho para a modelação tridimensional, em fase de conclusão pela empresa Sdesign_world – Agência de Design Global. Com recurso à visualização da cidade em 3D, à reconstituição de 23 pontos notáveis que documentam, na 1ª metade do séc. XVIII, algumas ruas, praças, igrejas, conventos, edifícios públicos e palácios, muitos deles desaparecidos ou alterados na sequência do Terramoto de 1755, complementadas com a reconstituição virtual de percursos que estabeleciam diferentes circuitos na cidade, será agora possível conhecer melhor a Lisboa barroca.
Após a conclusão deste projecto, está prevista a publicação de monografias relativas a cada um dos pontos notáveis que, para além de uma breve contextualização e resenha histórico-artística do edifício, englobará explicação de cada uma das fases do processo de reconstituição, tanto do ponto de vista científico, como do ponto de vista gráfico.

Com a devida vénia para o Museu da Cidade alguns monumentos da cidade de Lisboa antes do terramoto de 1755.


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Museu da Cidade/JDACT