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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Revista Nature. O buraco na camada de ozono chegou ao Árctico: «Os nossos resultados mostram que buracos no ozono Árctico são possíveis mesmo com temperaturas mais amenas do que na Antárctida”, diz o resumo do estudo, referindo-se ao facto de as temperaturas polares no Sul serem normalmente mais baixas do que no Norte»

Cortesia de nasa

Com a devida vénia a Ricardo Garcia

Estudo divulgado pela revista “Nature”. O buraco na camada de ozono chegou ao Árctico
«O chamado “buraco” na camada de ozono, que normalmente se forma sobre a Antárctida, está agora a ser observado também sobre o Árctico. Uma investigação publicada «online» pela revista “Nature” revela que, pela primeira vez desde que há medições do ozono, houve sobre o Pólo Norte uma rarefacção da camada de ozono comparável à que há normalmente no Pólo Sul. A camada de ozono protege a Terra da radiação ultra-violeta. Mas determinados gases – especialmente compostos sintetizados industrialmente contendo cloro e bromo – destroem as moléculas de ozono na alta atmosfera. Este fenómeno é mais acentuado na Primavera polar na Antárctida, entre Setembro e Novembro.
Dados analisados por uma equipa liderada por cientistas do Laboratório de Propulsão a Jacto, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelam que, no princípio deste ano, a redução na concentração de ozono estratosférico sobre o Árctico – a 18-20 quilómetros de altitude – superou os 80 por cento.

Cortesia de nature

“Os nossos resultados mostram que buracos no ozono Árctico são possíveis mesmo com temperaturas mais amenas do que na Antárctida”, diz o resumo do estudo, referindo-se ao facto de as temperaturas polares no Sul serem normalmente mais baixas do que no Norte. O estudo associa as baixas concentrações de ozono a longos períodos de frio no Árctico. “Os invernos na estratosfera do Árctico são muito variáveis, alguns são quentes, outros são frios. Mas nas últimas décadas, os invernos frios têm-se tornado cada vez mais frios”, disse Michelle Santee, uma das autoras principais do estudo, citada pela BBC. A causa principal do buraco na camada de ozono tem vindo a ser combatida desde o final da década de 1980, com tratados internacionais que baniram o uso de determinados compostos clorados, utilizados, por exemplo, em frigoríficos e extintores de incêndio. Mas apesar da sua fabricação e uso terem caído a níveis irrisórios, as suas concentrações históricas na estratosfera ainda não baixaram o suficiente. Na Antárctida, estima-se que a camada de ozono regressará aos seus níveis pré-industriais apenas por volta de 2050». In Ricardo Garcia, Público.

Cortesia de Público/JDACT

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Buraco do Ozone. Um pouco melhor. 16 de Setembro de 1987, Protocolo de Montreal: «Na Antártida, as coisas estão melhorando gradualmente. A United Nations Environment Programme (UNEP ) desenvolveu um canal dedicado no YouTube para historiar o Tratado de Montreal e as acções que são implementadas por ocasião do Dia Internacional»


Cortesia de youtube e unep

«Sabe-se que na atmosfera, a maior ocorrência de ozone natural se dá entre 30 e 50 km de altitude. No final do século XX foram constatadas formações e ampliações de buracos na camada de ozone, principalmente sobre o Pólo Sul. Acredita-se que grande parte do aumento do buraco da camada de ozone ocorre devido ao uso desenfreado de produtos à base de clorofluorcarbonos (CFCs) e hidrocarbonetos alifáticos halogenados (halons), que libertam gases destruidores do Ozone.
Devido às baixas temperaturas, o ozone tende a dissolver-se nas regiões polares, mais na Antártica do que no Ártico, seguindo o ciclo das estações.
O buraco de ozone é uma questão muito séria e os dados científicos mostram que a proibição de CFC encontrou rapidamente uma resposta política em todos os Estados do mundo. A United Nations Environment Programme (UNEP ) desenvolveu um canal dedicado no YouTube para historiar o Tratado de Montreal e as acções que são implementadas por ocasião do Dia Internacional, que este ano tem como tema «A oportunidade única de anular os HCFCs», gases que ocuparam o lugar dos CFCs e que a partir de 01 de Janeiro de 2015, também se prevê que seja anulada a sua produção. Os HCFC ainda estão a causar alguma polémica, como num recente estudo elaborado pela Suíça e Itália onde acusam de não se dizer a verdade sobre o óleo hidrogenado.



Cortesia de youtube e unep

Na Antártida, as coisas estão melhorando gradualmente. Em comparação com o tamanho máximo atingido em 24 de setembro de 2006 (29,6 milhões de km2), o buraco de ozone diminuiu para 22,6 milhões em 25 de Setembro do ano passado. Espera-se que os dados em 2011, que será conhecido entre a última semana de Setembro e o dia 01 de Outubro, vai levar a uma melhoria significativa. Em relação à quantidade de ozone presente, o mínimo foi atingido em 08 de Outubro de 2006 com 84 unidades Dobson (a unidade de medida da camada de ozone). No Árcticon no início de 2011, houve uma perda de ozone, inesperada, com um decréscimo de 40% entre o início do Inverno passado e o final de Março para confirmar que, apesar da proibição de CFCs, a vida longa desses gases afecta e afectará muito mais a camada de ozone. O “paciente”, está um pouco melhor, mas dizer que ele está fora de perigo e com capacidade de voltar para casa, talvez seja melhor esperar». In Wikipedia, WMO, UNEP, Corriere della Será, Paul Virtuani.



Cortesia de UNEP/WMO/You Tube/JDACT

Buraco do Ozone. Um pouco melhor. 16 de Setembro de 1987, Protocolo de Montreal: «Na Antártida, as coisas estão melhorando gradualmente. Em comparação com o tamanho máximo atingido em 24 de Setembro de 2006 (29,6 milhões de km2), o buraco de ozone diminuiu para 22,6 milhões em 25 de Setembro do ano passado»



Cortesia de wikipedia

 
«Uma vez que este caso é uma confusão a nível global, as Nações Unidas, em 1995, que instituiu o Dia Internacional para a preservação da camada de ozone. A escolha está ligada à data de 16 de Setembro de 1987, quando foi assinado o Protocolo de Montreal pelo qual os CFCs foram banidos, isto é, o principal gás culpado pela destruição da camada de ozone ou trioxigénio sobre os pólos, que foi ratificado por 196 países.

O ozone é uma molécula particular de oxigênio composta por três átomos de oxigênio ao invés do usual duas que respiramos. A Terra é cercada por uma camada natural de ozone na estratosfera e situa-se entre 15 e 32 km de altitude. A camada é tão rarefeita que se fosse comprimida à pressão atmosférica ao nívem médio do mar, teria uma espessura que não ultrapassaria os 3 mm. Esta camada tem a propriedade de absorver a radiação ultravioleta do Sol; por este motivo, sem a protecção do ozone, as radiações causariam graves danos aos organismos vivos que habitam à superfície do planeta Terra. É importante lembrar que não é o ozone em si o responsável pela protecção contra os raios ultravioletas, mas o ciclo ozone-oxigênio. Neste ciclo, há grande absorção da radiação solar, transformada em energia térmica na estratosfera. Os CFCs, conhecidos pelo efeito prejudicial à ozonosfera, por meio do cloro gasoso, têm o papel de paralisar o ciclo.

 



Cortesia de youtube e unep

O ozone (O3), é um gás à temperatura ambiente, instável, altamente reactivo e oxidante, diamagnético, O gás liquefaz à temperatura de -112° C, e possui ponto de congelamento a -251,4° C, é uma variedade alotrópica do elemento oxigénio (O), formada por três átomos deste elemento, unidos por ligações simples e duplas, sendo um híbrido de ressonância com comprimento médio de ligação de 0,128 nm , possui coloração azul pálida, atingindo coloração azul escura quando transita para o estado líquido. Ele está presente em pequenas concentrações naturalmente na estratosfera, parte de atmosfera que abrange aproximadamente dos 15 até 50 km de altura. Uma notável característica deste gás é a sua capacidade de absorver luz ultravioleta solar na faixa de 220-320 nm, (embora diferentes autores discordem ligeiramente sobre esse limite) o que o torna um ‘escudo’ natural da Terra, camada de ozone, para os seres humanos e a outras formas de vida, para o qual esses raios são nocivos. A produção não-catalítica natural de ozone ocorre com a colisão de uma molécula de O2 com um átomo de oxigénio. A sua destruição não-catalítica se deve ao facto dele absorver as radiações ultravioleta solar, sendo destruído por esse processo ou por reacções com átomos de oxigénio.

 


Cortesia de youtube e unep

A destruição catalítica do ozone ocorre devido a existência de átomos e moléculas, chamados de catalisadores, que reagem eficientemente com o ozone retirando um átomo de oxigénio de sua estrutura molecular. Exemplos de catalisadores: Cloro e Bromo. O buraco na camada de ozone é um fenómeno que ocorre somente durante uma determinada época do ano, entre Agosto e início de Novembro. Quando a temperatura se eleva na Antárctica, em meados de Novembro, a região ainda apresenta um nível abaixo do que seria considerado normal de ozone. No decorrer do mês, em função do gradual aumento de temperatura, o ar circundante à região onde se encontra o buraco inicia um movimento em direcção ao centro da região de baixo nível do gás. Desta forma, o deslocamento da massa de ar rica em ozone (externa ao buraco) propicia o retorno aos níveis normais de ozonificação da alta atmosfera fechando assim o buraco. A Organização Meteorológica Mundial (WMO) no seu relatório de 2006 prevê que a redução na emissão de CFCs, resultante do Protocolo de Montreal, resultará numa diminuição gradual do buraco de ozone, com uma recuperação total por volta de 2065. No entanto, essa redução será mascarada por uma variabilidade anual devida à variabilidade da temperatura sobre a Antárctica. Quando os sistemas meteorológicos de grande escala, que se formam na troposfera e sobem depois à estratosfera, são mais fracas, a estratosfera fica mais fria do que é habitual, o que causa um aumento do buraco na camada de ozone. Quando eles são mais fracos (como em 2002), o buraco diminui». In Wikipedia, WMO, UNEP, Corriere della Sera, Paul Virtuani.

Continua
Cortesia de UNEP/WMO/You Tube/JDACT