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sábado, 4 de junho de 2022

O Legado de Madalena. Laurence Gardner. «… porque razão a Igreja de Roma virou as costas para essa mulher devotada, difamando seu nome por séculos? Será que os bispos realmente acreditam que uma pecadora deva ser necessariamente uma prostituta…»

Cortesia de wikipedia e jdact

A Primeira dama

«Nos Evangelhos do Novo Testamento, várias companheiras de Jesus são citadas em sete ocasiões. Em seis delas, Maria Madalena é o primeiro nome. Na sétima citação, a mãe de Jesus está em primeiro lugar e, em noutra citação, Maria Madalena está sozinha. Na sua relação com Jesus, ela é apresentada como uma mulher que o servia, e aparece pela última vez no Evangelho como a primeira pessoa a falar com Jesus após a sua ressurreição no sepulcro. Na literatura do início da Era Cristã, fica evidente que Maria Madalena ocupava um lugar especial na vida de Jesus e nos corações dos seus seguidores. Posteriormente, entretanto, os bispos da Igreja decidiram que Maria deveria ter sido uma prostituta, aparentemente porque uma das referências bíblicas classifica-a como uma pecadora. O facto, na mente dos bispos, indicava uma mulher de virtude livre. Porém, no versículo seguinte do Evangelho é dito que Maria tinha sido uma mulher importante e uma das pessoas que apoiavam Jesus. Posteriormente, na visão do Evangelho, Maria Madalena é vista como uma pessoa próxima da mãe de Jesus, que a acompanhou na crucificação. Antes disso, é dito que Jesus amou Maria. Portanto, porque razão a Igreja de Roma virou as costas para essa mulher devotada, difamando seu nome por séculos? Será que os bispos realmente acreditam que uma pecadora deva ser necessariamente uma prostituta, ou isso foi simplesmente uma desculpa para algo que eles preferiam ocultar?

Nas próximas páginas, consideraremos o abrangente legado de Maria Madalena, suas descrições bíblicas, suas aparições em Evangelhos não canónicos, sua vida conforme foi registada pelos narradores, sua situação clerical e académica, suas descrições no mundo das belas-artes e sua relevância no mundo de hoje. A posição de Maria é, sob muitas formas, única; apesar de seu aparente papel de apoio na história cristã, ela surge como uma das principais figuras. Como é afirmado em alguns dos Evangelhos que foram excluídos do Novo Testamento, Maria Madalena foi a mulher que conhecia tudo sobre Jesus. Foi aquela a quem Cristo amou mais que a todos os seus discípulos e ela foi, também, o apóstolo favorecido com o conhecimento, a visão e a percepção muito mais amplos que Pedro.

Meu primeiro encontro com Maria Madalena ocorreu na década de 1980. Eu estava fazendo uma restauração e era consultor de conservação do Fine Art Trade Guild, em Londres. Um quadro intitulado Penitent Magdalene (Madalena Arrependida) chegou para limpeza e reparos uma obra italiana do século XVIII de autoria de Franceschini Marcantonio, da escola de Bolonha. Numa tentativa de restauração anterior, o quadro havia sido grosseiramente afixado (forrado) numa outra tela que tinha de ser removida. Como parte de um curso de preservação de pinturas, eu estava correndo contra o tempo e escrevi os detalhes dessa restauração em particular no Guild Journal. Mas, nesse estágio, meus interesses estavam nos aspectos físicos do processo de restauração, não no tema do quadro. Só mais tarde, quando estava analisando as fotografias do trabalho concluído, foi que comecei a pensar sobre certas características da imagem. Madalena foi retratada com jóias e um espelho, e, ainda assim, o quadro foi intitulado Penitent Magdalene, o que me pareceu bem incoerente.

Segurando os cabelos com uma das mãos e um brinco de pérola com a outra, ela parecia bastante feliz, e nada indicava que ela estivesse arrependida. Então, porque o título? Descobri, verificando a procedência do quadro, que seu título registado, Penitent Magdalene, foi mais um tipo de classificação do que um título dado pelo artista. Para ele, o quadro tinha sido apenas um retrato estilizado de Maria Madalena. Os géneros são comuns no mundo da arte dos retratos daquela época, Apesar de os artistas frequentemente assinarem ou personalizarem suas pinturas, normalmente não davam títulos a elas. Títulos românticos geralmente eram atribuídos, mais tarde, pelos proprietários, pelas galerias e pelos comerciantes títulos em que os artistas talvez jamais houvessem pensado. A Mona Lisa, de Leonardo da Vinci, é um bom exemplo. Ela é conhecida por esse nome no mundo que fala inglês, mas na França (onde hoje permanece, no Louvre) é conhecida como La Joconde e na Itália, como La Gioconda. Um outro exemplo recente é o quadro de James AM Whistler, intitulado por ele como Arrangement in Grey and Black (arranjo em cinza e negro), mas que desde sua morte tem sido apelidado de Whistler’s Mother.

Os quadros de Jesus caem em categorias similares e raramente o contrário. Eles começam com A Natividade, que é subdividida em temas como A Adoração dos Pastores e Adoração dos Magos. Continuam com os retratos Madona e a Criança e as cenas de O Descanso na Fuga para o Egipto. Depois há descrições de Jesus, Apresentação no Templo, seguidas por várias outras cenas importantes em todo o seu mistério até à crucificação, ressurreição e subsequente ascensão». In Laurence Gardner, O Legado de Madalena, Conspiração da Linhagem de Jesus e Maria, Revelações sobre o Código Da Vinci, 2005, Editora Madras, ISBN 978-853-700-022-9.

Cortesia de EMadras/JDACT

JDACT, Laurence Gardner, Religião, Maria Madalena, 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Laurence Gardner. A Linhagem do Santo Graal. «Com o passar dos séculos, uma contínua conspiração governamental e da Igreja tem prevalecido acima do legado messiânico»

Cortesia de wikipedia e jdact

«A Linhagem do Santo Graal é uma notável realização na área de pesquisa genealógica. São raros os historiadores familiarizados com factos tão bombásticos quanto os expostos neste livro. As revelações são absolutamente fascinantes e, sem dúvida, serão apreciadas por muitos como verdadeiros tesouros de iluminismo. Nelas se encontra a história vital daquelas questões fundamentais que ajudaram a dar forma à Igreja Cristã na Europa e nos Estados das Cruzadas. Talvez algumas pessoas considerem de natureza herética alguns aspectos deste livro. É direito de qualquer indivíduo acalentar tal visão, uma vez que as exposições inerentes são um tanto alheias à tradição ortodoxa. Contanto, permanece o facto de que Chevalier Labhràn penetrou as profundezas dos manuscritos disponíveis e dos dados arquivais de qualquer domínio convencional. O conhecimento desvelado resultante é apresentado de maneira muito articulada, interessante e apaixonante. Esta obra traz uma incrível visão dos séculos de alianças governamentais estratégicas, junto a engodos e intrigas inerentes. Durante cerca de dois mil anos, os destinos de milhões de pessoas têm sido manipulados por personalidades singulares, frequentem ente caprichosas, que pervertem as aspirações espirituais de nossa civilização. Com riqueza de detalhes, o autor removeu as constrições do interesse tendencioso para relatar numerosas histórias suprimidas de nossa herança. Fazendo isso, ele ressuscita a história politicamente silenciada de uma dinastia real resoluta que a Igreja há muito se esforça por extinguir, para garantir interesses próprios. Agora, nesta nova era de entendimento, que a verdade prevaleça e que a Fênix resulta mais uma vez». In Prefácio

«Após a Revolta dos Judeus em Jerusalém, no I século da era cristã, os senhores romanos teriam destruído todos os registos a respeito do legado de David da família de Jesus, o Messias. A destruição, porém, nunca foi completa, e alguns documentos relevantes foram guardados pelos herdeiros de Jesus, que trouxeram a herança messiânica do Médio Oriente para o Ocidente. Como confirma a Enciclopédia Eclesiástica de Eusébio, bispo de Cesareia, esses herdeiros eram chamados de Desposyni (antigo termo grego para do Mestre), um título sagrado reservado exclusivamente para aqueles da mesma descendência familiar de Jesus. Eles tinham o legado sagrado da Casa Real de Judá, uma linhagem dinástica existente ainda hoje. No decorrer deste livro, estudaremos a extraordinária história dessa linhagem soberana, desvendando um detalhado relato genealógico do Sangue Real Messiânico (o Sangréal) em descendência directa de Jesus e seu irmão Tiago. Contudo, para abordarmos esse tema, teremos de considerar primeiramente as histórias bíblicas do Antigo e do Novo Testamento sob uma perspectiva diferente daquela normalmente transmitida. Não estaremos reescrevendo a história, mas remodelando relatos conhecidos, levando a história de volta à sua base original, em vez de perpetuar os mitos de estilo estratégico daqueles cujos interesses são tendenciosos. Com o passar dos séculos, uma contínua conspiração governamental e da Igreja tem prevalecido acima do legado messiânico. Essa tendência aumentou quando a Roma Imperial desviou o curso do Cristianismo para servir a um ideal alternativo, e continua até ao presente. Muitos eventos históricos aparentemente não relacionados foram, na verdade, capítulos da mesma e contínua supressão da linhagem. Das guerras judaicas do 1º século d.C., passando pela Revolução Americana do século XVIII e além, as maquinações têm sido perpetuadas por governos europeus e ingleses, em colaboração com a Igreja Católica Romana e a Igreja Anglicana. Nas suas tentativas de restringir o direito nato real de Judá, os Altos Movimentos cristãos instalaram vários regimes próprios, tal como a própria Casa de Hanover, da Grã-Bretanha, SaxeCoburg, Gotha. Essas administrações foram forçadas a apoiar doutrinas religiosas específicas, enquanto outras foram depostas por pregar a tolerância religiosa. Agora, na entrada de um novo milénio, é hora de reflexão e reforma no mundo civilizado, e para a realização dessa reforma é apropriado considerar os erros e os sucessos do passado. Para essa finalidade, não há registo melhor do que o existente nas crónicas do Sangréal. A definição Santo Graal apareceu pela primeira vez na Idade Média, como um conceito literário, baseado (como veremos mais adiante) numa série de erros de interpretação por parte de escrivães. O termo derivava imediatamente como uma tradução de Saint Grail e das antigas formas San Graal e Sangréal. A antiga Ordem do Sangréal, uma Ordem dinástica da Casa Real Escocesa de Stewart, era directamente aliada à continental Ordem Europeia do Reino de Sion, e os cavaleiros de ambas as Ordens eram adeptos do Sangréal, que define o verdadeiro Sangue Real (o Sang Réal) de Judá: a A Linhagem do Santo Graal.

[…]

In Laurence Gardner, A Linhagem do Santo Graal, 1996, 2001, Editor Madras, ISBN 978-857-374-882-6.

Cortesia de EMadras/JDACT

JDACT, Laurence Gardner, Literatura, Religião,

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «Aparentemente, como o leite de mães naturais contém a enzima telomerase, a recentemente chamada enzima da imortalidade…»

jdact

A Pedra do Paraíso. Doadora de Vida

«(…) Porém, o mfkzt certamente melhorou suas vidas de algum modo e muito provavelmente estendeu a sua expectativa de vida para além do comum. A esse respeito, ele é similar à enigmática Fonte da Juventude dos romances populares da Idade Média. Com esse conceito presente, a lógica da associação de Hathor com o Templo de Serâbit se torna clara, pois ela própria era vista como doadora de vida. Para os egípcios, Hathor representava a deusa babilónica Ishtar e tinha atributos de maternidade similares aos de Ísis, a Grande Mãe. Hathor era definida como Rainha do Oeste e Senhora do Mundo Subterrâneo, para onde se dizia que ela carregava aqueles que conheciam os feitiços certos. Ela era a venerada protectora das mulheres, a dama do sicómoro; a dama da turquesa, deusa do amor, dos túmulos e da canção. Era do leite de Hathor que os faraós supostamente ganhavam a sua divindade, tornando-se eles próprios deuses. Diziam que eles se alimentavam do leite de Hathor, assim como os reis babilónicos se alimentavam do leite de Ishtar.

Aparentemente, como o leite de mães naturais contém a enzima telomerase (a recentemente chamada enzima da imortalidade), o mfkzt (o leite simbólico de Hathor) devia, de alguma maneira, aumentar a produção dessa enzima. De facto, cientistas modernos descreveram a telomerase como a fonte da juventude. Como relatado na revista Science, junto com relatos de estudos da equipa e os do Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas, determinou-se que a telomerase possui raras propriedades antienvelhecimento. Células corporais saudáveis são programadas para se dividir muitas vezes durante a vida, mas esse processo de divisão e replicação é finito, de forma que um estado de não-divisão acaba por ser atingido. O potencial de divisão é controlado por borlas no final dos cordões de DNA (como as pontas de plástico em cadarços de ténis); essas borlas são os telómeros. Quando cada célula se divide, um pedaço de telómero se perde. O processo de divisão cessa quando os telómeros se reduzem a um comprimento óptimo e crítico.

Não há replicação de novas células e tudo o que se segue é a deterioração, o envelhecimento. Experiências de laboratório com amostras de tecido provaram que a aplicação da enzima genética telomerase pode prevenir o encurtamento dos telómeros quando da divisão e da replicação das células. Dessa forma, as células podem continuar a se dividir muito além de sua programação naturalmente restrita (assim como células cancerosas, que conseguem a imortalidade por serem ricas nessa substância). A telomerase não aparece normalmente em tecido corporal normal, mas, além de estar presente em tumores malignos, também é aparente em células reprodutivas masculinas maduras e femininas em desenvolvimento. Parece, portanto, que em algum lugar dentro de nossa estrutura de DNA (presumivelmente no que comumente se chama junk DNA) está a habilidade genética de produzir essa enzima anti-envelhecimento, mas o potencial de alguma forma foi desviado. Como recentemente mencionado por Robert F. Newbold, do Departamento de Biologia e Bioquímica da Universidade Brunel, de Londres, o isolamento (clonagem molecular) desse gene possibilitará a determinação de sua delicada integridade estrutural numa ampla variedade de doenças humanas malignas; portanto, possibilita o estabelecimento de seu papel como alvo importante na desaceleração no desenvolvimento do câncer humano». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

JDACT, Esoterismo, Laurence Gardner, Religião, Cultura e Conhecimento,

segunda-feira, 23 de março de 2020

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «Nesse estágio da pesquisa, outra valiosa substância associada com o Serábit entrou na equação: o ouro. Num dos tabletes de pedra próximos à entrada da caverna de Hathor…»

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«(…) Por falta de outra explicação, considerou-se que o pó branco e as pedras cónicas eram provavelmente associados com uma forma de rito sacrificial, mas era um Templo egípcio e o sacrifício animal não era prática egípcia até a era ptolomaica tardia. Além disso, não havia restos de ossos ou qualquer outra matéria estranha dentro do pó que ficava nos armazéns recentemente expostos; ele era perfeitamente branco e nada adulterado. Petrie afirmou no seu relatório: embora tenha cuidadosamente procurado essas cinzas em dezenas de amostras, separando-as cuidadosamente, não pude encontrar nenhum fragmento de osso ou de qualquer outra coisa. Já que tanto o pó branco quanto o mfkzt eram indefiníveis e ainda pareciam ambos de grande importância, talvez eles fossem a mesma coisa. Mas como um pó poderia ser descrito como uma pedra, e como ele poderia ser uma chave para desvendar um campo de dimensão sobrenatural? Além disso, o que poderia ter a ver com pão e luz?
Nesse estágio da pesquisa, outra valiosa substância associada com o Serábit entrou na equação: o ouro. Num dos tabletes de pedra próximos à entrada da caverna de Hathor, encontrou-se uma representação de Tutmoses IV na presença de Hathor. Diante dele, havia dois suportes de oferendas com flores de lótus encimando-os e, atrás, um homem trazendo um objecto cónico, descrito como pão branco. Outra estela detalha, o pedreiro Ankhib oferecendo dois pães cónicos ao rei; há representações similares em todo o complexo do Templo. Uma das mais significativas representações é um retrato de Hathor e Amenhotep III. A deusa, completa com seus chifres de vaca e o disco solar, segura um colar numa mão, enquanto oferece o emblema da vida e do domínio ao faraó com a outra. Atrás dela está o tesoureiro Sobekhotep, que segura um filão cónico de pão branco. É importante saber que o tesoureiro Sobekhotep é descrito em muitas inscrições do Templo como o homem que trouxe a nobre Pedra Preciosa a sua majestade. Além disso, diziam que era o Grande conhecido real e o Grande dos segredos da Casa do Ouro.
Embora difícil de compreender, o tesoureiro real da 18ª. dinastia era retratado apresentando objectos cónicos descritos como pão branco, sendo também o prestigioso guardião da Casa do Ouro. Mas, de acordo com os registos, Petrie não encontrou ouro no Templo de Serâbit no Monte Horebe. Na verdade, a Egypt Exploration Society especificou no seu relatório que não havia indícios de mineração de ouro no Sinai, mas isso não prova que o ouro nunca houvesse sido levado para lá. Também é provável que o ouro que pudesse ter sido deixado no Templo em épocas distantes houvesse sido furtado por invasores beduínos, séculos antes da chegada de Petrie, assim como muitos dos túmulos do Egipto foram vandalizados e furtados antes dos dias da arqueologia.
Muito interessante nesse início é que os antigos egípcios não chamavam o Sinai por seu nome; chamavam a península de Bia e, nesse contexto, as peças do quebra-cabeça começam a juntar-se. Lembrando que o Templo era dedicado à deusa Hathor e que o tesoureiro da casa do ouro era chamado o Grande, podemos considerar a estela do tesoureiro delegado Si-Hathor, do Reino Médio (actualmente pertencente ao Museu Britânico). A inscrição nessa pedra relata, nas palavras de Si-Hathor: visitei Bia quando era criança; incitei os grandes a lavar ouro. (Há um ponto de interrogação após a palavra lavar, indicando que os tradutores não estavam completamente certos do hieróglifo ou daquilo que os grandes fizeram com o ouro)». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «A palavra campo é também usada para descrever regiões em que forças operativas, como a gravidade e o magnetismo, são activos»

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«(…) Havia varetas de um material duro, não identificado e, no pórtico, duas pedras cénicas de cerca de 6 polegadas (15 cm) e 9 polegadas (22,5 cm) de altura respectivamente. Os exploradores ficaram bastante perplexos com isso, mas se espantaram ainda mais com a descoberta de um cadinho de metalúrgico e uma quantidade considerável de pó branco puro escondido entre lajes cuidadosamente assentadas. Após o acontecimento, os egiptólogos começaram a discutir porque um cadinho teria sido necessário num Templo, debatendo ao mesmo tempo uma misteriosa substância chamada mfkzt (pode-se pronunciar Mufkuzt), que aparecia em dúzias de menções na parede de Serábit e em inscrições de estelas. Alguns diziam que mfkzt poderia ser cobre, enquanto outros preferiam a ideia da turquesa, já que ambos eram extraídos na região baixa além da montanha. Outros ainda supunham que talvez fosse malaquita, mas eram todos palpites sem base, pois não havia traços de nenhum desses materiais no sítio.
Se a mineração da turquesa foi uma função primária dos mestres do Templo durante tantos períodos dinásticos, seria de se esperar encontrar turquesas no sítio e, em abundância, dentro dos túmulos egípcios, mas não era assim. Durante o debate, determinou-se que pesquisas acerca do mfkzt haviam sido feitas anteriormente pelo filólogo alemão Karl Richard Lepsius, que descobrira a palavra mfkzt no Egipto, em 1845. Na verdade, a questão fora feita ainda antes pelo cientista francês Jean François Champollion que, em 1822, encontrou a chave para decifrar a Pedra de Rosetta e foi pioneiro na arte de compreender os hieróglifos egípcios. Algum tempo antes da expedição de Petrie, havia-se chegado à conclusão de que mfkzt não era bem turquesa, nem cobre, nem malaquita. Porém, determinou-se que a palavra significa alguma forma de pedra extremamente valiosa e considerada instável de algum modo. Diversas listas de substâncias consideradas preciosas pelos egípcios incluíam o mfkzt; mas, pelas virtudes das outras gemas, minerais e metais nessas mesmas listas, sabiam que não era nenhum deles. Após mais de cem anos de pesquisa e investigação, ao estudar as listas em 1955, o melhor que os egiptólogos puderam determinar era que o mfkzt era um produto mineral valioso.

A Pedra de Rosetta (actualmente no Museu Britânico) foi encontrada próximo de Alexandria, em 1799, pelo tenente Bouchard, quando da expedição napoleónica ao Egipto. A pedra basáltica negra de aproximadamente 196 a.C. traz o mesmo contexto textual em três diferentes escritas: hieróglifos egípcios, egípcio demótico (escrita cursiva quotidiana) e grego. Pela análise comparativa dessas escritas (sendo a linguagem grega prontamente familiar), o código hieroglífico foi revelado; pôde então servir de referência nos cartuchos faraónicos dos reis egípcios.

Não obstante, o primeiro registo histórico de mfkzt fora do Sinai é provavelmente o mais revelador de todos. Aparece de maneira muito diferente e muito mais descritiva nos Textos da Pirâmide, escritos sagrados que adornam a pirâmide da 5ª. Dinastia, túmulo do rei Unas, em Saqqara, esquematizando a sua ressurreição após a morte. Ali se descreve a localidade em que se diz que o rei morto vive eternamente com os deuses; é chamada Campo de Mfkzt. Outro lugar etéreo nomeado nos Textos da Pirâmide é o Campo de Iaru, A Dimensão dos Abençoados, e parece haver um ponto em comum entre ambos. A partir disso, determinou-se que o mfkzt não era apenas uma substância terrena valiosa, por vezes classificada como pedra; era também a chave para um campo indefinível, um estado dimensional alternativo do ser. A palavra campo é também usada para descrever regiões em que forças operativas, como a gravidade e o magnetismo,
são activos. Voltarei a tratar disso no devido tempo.

O Grande
Durante as investigações, outras causas de espanto para os cientistas eram as numerosas referências escritas a pão encontradas em Serábit e o hieróglifo tradicional para Luz (um ponto dentro de um círculo) representado no Relicário dos Reis. Claro, havia então o misterioso pó branco a considerar, muitas toneladas dele, segundo o que conta Petrie. Ao discutir a respeito do pó, sugeriu-se que talvez fosse resto de fusão de cobre; porém, como Petrie fez notar, a fusão não produz pó branco, mas deixa uma densa escória negra. Além disso, não havia suprimento de minério de cobre a uma distância de quilómetros do Templo. Em todo o caso, determinou-se que a fusão era realizada em vales distantes. Outros supuseram que o pó era cinza da queima de plantas para a produção de álcali, mas também não se encontraram resíduos de plantas». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

sábado, 11 de janeiro de 2020

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «Os Comedores de Lótus (ou Lotophagi, pronuncia-se Itofji) eram um povo fabuloso que ocupou a costa norte da África e aparentemente vivia de flores de lótus. Essas flores supostamente causavam o esquecimento e a indolência feliz»

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«(…) Actualmente, tenho acesso ao banco de dados de um museu que contém cerca de 114 itens especificados do Monte Serâbít. Embora individualmente registadas, numeradas e descritas, as relíquias foram mantidas no depósito por décadas. Catalogadas como vindas do Sítio: Egipto, Sinai, Serâbít el Khâdim, incluíam mesas de oferendas, estátuas, esteias e um altar, com vasos, amuletos, placas, varetas e ferramentas. Os diversos cartuchos e inscrições faraónicos denotam um quadro temporal que se estende desde a 4ª. Dinastia, através do Reino Médio (com ênfase particular na 12ª. Dinastia), o Novo Reino (especialmente a 18ª. Dinastia, época de Moisés) até à era Ramsida, culminando com a 20ª. Dinastia. Isso representa um uso operativo do Templo por cerca de 1500 anos. Dedicado à deusa Hathor durante sua vida operativa, o Templo de Serâbit parece ter cessado toda a sua actividade durante o século XII a.C., quando o Egipto caiu em declínio financeiro e sob a influência estrangeira, o que acabou levando ao governo grego dos ptolomeus.
Era, porém, inteiramente operacional antes das pirâmides de Gizé terem sido construídas, continuou em serviço durante as eras de Tutankhamon e Ramsés, o Grande, durante os magníficos períodos dos Comedores de Lótus e dos Deuses-Reis. Mas por que haveria um Templo egípcio de tanta importância centenas de milhas dos centros faraónicos, além dos golfos do Mar Vermelho, no cimo de uma montanha desolada?

Campo dos Abençoados
Com o risco de parecer repetitivo para aqueles que leram Génesis of the Grail Kings, vale reiterar alguns dos aspectos principais da descoberta de Petrie, adicionando alguns detalhes extras do debate que mais tarde ocorreu no Ocidente. A parte do Templo acima do solo foi construída em arenito retirado da montanha. Sua estrutura compunha-se de uma série de salas, santuários pátios, cubículos e câmaras adjacentes, com um muro em volta. Dentre essas, as principais características desenterradas eram a Sala de Hathor, o Santuário, o Relicário dos Reis e o Pátio do Pórtico. Em volta, havia pilares e estelas que simbolizavam os reis egípcios através das eras, enquanto alguns reis, como Tutmoses III, foram retratados muitas vezes em pedra altas e relevos nas paredes. Após limpar o sítio, Petrie escreveu: não há monumento conhecido que mais nos faça lamentar que não esteja em melhor estado de conservação.
A Caverna de Hathor foi cortada em pedra natural, com paredes internas rectas, cuidadosamente aplainadas. No centro havia um grande pilar de Amanemhet III (1841-1797 a.C.). Também estava retratado o seu camareiro-chefe, Khenemsu, e o seu porta-selos, Amenysenb. No fundo da caverna, Petrie encontrou uma esteia de calcário do faraó Ramsés I, uma laje em que Ramsés (tradicionalmente tido pelos egiptólogos como oponente do culto monoteístico a Aten do faraó Akenaton) descrevera a si mesmo, surpreendentemente, como o governante de tudo o que contém Aten. Também se encontrou um busto de Amarna representando a mãe de Akenaton, a rainha Tiye, com o seu cartucho na coroa.
Os Comedores de Lótus (ou Lotophagi, pronuncia-se Itofji) eram um povo fabuloso que ocupou a costa norte da África e aparentemente vivia de flores de lótus. Essas flores supostamente causavam o esquecimento e a indolência feliz. Na Odisseia, de Homero quando Odisseu desembarcou entre eles, alguns dos seus homens comeram desse alimento. Eles esqueceram os seus amigos e o seu lar e tiveram de ser arrastados de volta aos navios The Lotus Eaters, de Alfred, Lord Tennyson, tornou-se um clássico da poesia inglesa. Nos pátios e salas do Templo exterior, havia diversos tanques rectangulares e bacias circulares escavados em pedra, com grande número de bancos de altar curiosamente configurados, com a parte da frente rebaixada e superfícies em nível. Havia também mesas redondas, bandejas e pires, com vasos e taças de alabastro, muitos dos quais com a forma do lótus. Além disso, os recintos abrigavam uma boa colecção de placas esmaltadas, cartuchos, escaravelhos e ornamentos sagrados com desenhos de espirais, losangos e cestaria». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «Os diários de Petrie foram por ele compilados num livro bastante substancial intitulado Researches in Sinai. Foi publicado por John Murray, Londres, em 1906, mas não durou muito tempo…»

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«(…) Era uma prática padrão, mas infeliz, de os arqueólogos saquearem sítios arqueológicos na terra alheia, trazendo os seus troféus para museus no Ocidente. Esses incluíam não apenas itens portáteis, mas grandes estátuas, obeliscos e mesmo paredes inteiras de lugares como Egipto, Assíria e Babilónia. Os museus e galerias da Grã-Bretanha, da Europa e da América estão cheios de tais itens. Deve parecer lógico que, ao descrever algumas das mais importantes descobertas de Petrie no monte Serábit, eu devesse ter dado detalhes de onde aquilo poderia ser visto actualmente. O facto, porém, é que o butim de Serábit não foi fácil de localizar porque, embora alguns itens tenham ido parar em galerias públicas, muitos foram estrategicamente ocultados do escrutínio aberto. Entretanto, tenho prazer em dizer que consegui certo sucesso; uma lista de alguns museus em que os artigos de Serábit foram colocados pode ser vista em NR. Embora grande número de itens quebrados registados por Petrie não tenha sido removido por encarregados de museus após a expedição de 1904, foram furtados por outros, logo que se revelaram os detalhes da expedição. Consequentemente, não foram encontrados por uma expedição posterior da Universidade de Harvard em 1935.
A razão para muitos dos primeiros artefactos estarem guardados em segredo é que a descoberta de Petrie foi vista com grande desagrado na época; considerou-se que ela contradizia a narrativa do Êxodo dos acontecimentos na montanha sagrada. Foi ali que se disse que Moisés viu a sarça ardente, onde falou com Jeová, queimou o bezerro de ouro e recebeu as Tábuas da Escritura. Na prática, o relatório Petrie não desfigurava o relato bíblico de forma nenhuma; desafiava apenas a interpretação da Igreja da história e a maneira como ela vinha sendo ensinada. Essencialmente, a sua descoberta era contra os regulamentos do Egypt Exploration Fund. O estatuto de 1891 do Fund, Memorandum and Articles of Association, afirma que seus objectivos incluíam a promoção de inspecções e escavações com o propósito de elucidar ou ilustrar a narrativa do Antigo Testamento. Claro, isso significava o Antigo Testamento da forma como era tradicionalmente interpretado, não necessariamente como estava escrito.
Em seguida à morte da rainha Vitória, em 1901, e com o imperialismo britânico num pico de glória, os valores vitorianos ainda eram parâmetro quando Petrie fez sua descoberta em 1904. Esses valores, impostos na sociedade, poderiam hoje ser vistos como intimidações institucionais e não como conceitos válidos; foi preciso o rigor brutal da Primeira Guerra Mundial (dez anos depois) para que houvesse alguma nivelação de atitudes. Mas Petrie, apesar de ser o mais notável arqueólogo da época, sentiu o peso da desaprovação autoritária. Decidiu publicar as suas descobertas logo que voltou, mas viu o seu patrocínio do Egypt Exploration Fund ser cortado. Escreveu no seu relatório: todavia, tenho necessitado confiar no futuro..., no Egyptian Research Account e na British School of Archaeology in Egypt.
Os diários de Petrie foram por ele compilados num livro bastante substancial intitulado Researches in Sinai. Foi publicado por John Murray, Londres, em 1906, mas não durou muito tempo; hoje em dia é muito difícil encontrar cópias. Muito mais tarde, em 1955, a recém-formada e mais bem inspirada Egypt Exploration Sociey (em associação com a Oxford University Press) publicou a sua própria edição referente aos relevos e inscrições do Sinai. Esse trabalho em dois volumes tratava, num primeiro momento, das descobertas de Petrie, mas a segunda parte se concentrava nos manuscritos relacionados dos eminentes egiptólogos Alan H. Gardiner e T. Eric Peet. Eles aperfeiçoaram o trabalho de Petrie para a Society, transcrevendo, relatando e debatendo os hieróglifos e entalhes. Mas onde estavam os artefactos originais de Serâbit el Khâdim? Onde estavam todos os itens que Petrie e os outros haviam descrito? Transpira que, desde 1906, grande parte deles foi mantida atrás de portas trancadas, tendo pouquíssimos itens sido apresentados ao público. Segundo o que se pôde determinar, cerca de 463 artigos foram oficialmente removidos do Templo da montanha, tudo, desde grandes obeliscos e estelas a pequenas varas e tigelas. Felizmente, uma nova geração inteira de indivíduos é responsável pelos artefactos e, ao serem lembrados de sua existência (pois as barreiras do estilo vitoriano não são mais válidas), os curadores começam a mostrar algum entusiasmo a respeito». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «Construído sobre uma extensão de 230 pés (cerca de 70 metros), estendendo-se a partir de uma caverna escavada pelo homem, encontraram as ruínas de um antigo Templo…»

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«(…) A expedição de Petrie fora financiada pelo recentemente estabelecido Egypt Exploration Fund (actualmente a Egypt Exploration Society). Sua proposta era inspeccionar a antiga região mineira de cobre e turquesa da península do Sinai, entre os golfos de Suez e de Aqaba, acima do Mar Vermelho, a leste do Egipto. Era a terra da montanha bíblica de Moisés, a que o livro do Êxodo do Antigo Testamento (edição do rei Thiago) se refere como o Monte Horebe. O lugar estava mais correctamente representado como Monte Choreb na antiga Bíblia Septuaginta do século III a. C. Longe de serem aplicações nominais directas, as palavras Choreb e Horeb tinham grande significância nos dias de Moisés, como descobriremos logo.
Na sua forma original, o Antigo Testamento foi escrito num estilo hebreu que consistia apenas em consoantes. Paralelamente, surgiu uma tradução grega por volta de 270 a.C. devido ao crescente número de judeus helenistas falantes do grego. Ela se tornou conhecida como Septuaginta (do latim septuaginta, setenta) porque a tradução foi feita por 72 estudiosos. Alguns séculos depois, São Jerónimo elaborou uma versão latina da Bíblia, conhecida como Vulgata (por causa do seu uso vulgar ou comum), por volta do ano 385, para uso da Igreja Cristã (incluindo o Novo Testamento). Um Antigo Testamento hebraico revisto (no qual a Bíblia de hoje se baseia) foi introduzido por estudiosos masoréticos por volta de 900 d.C. Porém, foi a mais antiga e mais confiável Septuaginta utilizada para traduzir a versão autorizada de rei Thiago em língua inglesa, lançada em 1611.
Antes da incumbência de Petrie, a dificuldade que havia para se determinar a posição exacta do Monte Horebe era a extensão da cordilheira do Sinai e a pouca familiaridade dos habitantes locais (mesmo quando se preocupavam com história antiga) com a região elevada. No século IV d.C., uma ordem de monges cristãos fundara a missão do Monastério de Santa Catarina numa montanha voltada para o sul do Sinai e nomeara o lugar Gebel Musa (Monte de Moisés). Era, evidentemente, uma conclusão pouco acurada, uma vez que não correspondia às referências geográficas bíblicas. O Livro do Êxodo explica a rota tomada por Moisés e os Israelitas por volta de 1330 a.C., quando partiram da região de Goshen, no Delta Egípcio, tendo atravessado o Mar Vermelho em direcção à terra de Midiã (norte da actual Jordânia). Seguindo essa linha pelas regiões desérticas de Shur e Paran, a montanha sagrada de Moisés é encontrada erguendo-se a mais de 790 metros num alto planalto de arenito acima da Planície de Paran. Hoje ela é conhecida como Serâbit el Khâdim (a Proeminência do Khâdim); a expedição de Petrie escalou essa rugosa elevação. Não tinham expectativas particulares quanto ao lugar, mas era parte da inspecção, e eles subiram ao cume onde, para seu espanto, fizeram uma descoberta monumental.
Construído sobre uma extensão de 230 pés (cerca de 70 metros), estendendo-se a partir de uma caverna escavada pelo homem, encontraram as ruínas de um antigo Templo, com inscrições que o remetiam ao faraó da 4ª. Dinastia Sneferu, que reinara por volta de 2600 a.C.. Subsequentemente, Petrie escreveu: estava completamente enterrado e ninguém tomara conhecimento dele até que limpássemos o sítio. Talvez não tivessem ficado surpreendidos se encontrassem um altar semítico de pedra, mas tratava-se de um enorme Templo egípcio que, obviamente, tinha alguma importância. Na primeira vez em que discuti essa expedição, há alguns anos, não fazia ideia do interesse que ela provocaria em novos aventureiros. Desde aquela época, muitos leitores me escreveram após a cansativa subida, contando as suas visitas, ilustradas com maravilhosas fotografias das suas aventuras. A esse respeito, conquanto ninguém haja mencionado o facto na sua correspondência, talvez eu devesse ter esclarecido que, embora os vestígios do Templo ainda estejam acessíveis e impressionem pela sua localização incomum, muitos dos artefactos específicos, retratados nas fotografias e escritos de Petrie, não estão mais ali». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT

sábado, 28 de dezembro de 2019

Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada. Laurence Gardner. «A nossa história inicia-se no início do século passado, em Março de 1904, com o rei Eduardo VII na Grã-Bretanha e Theodore Roosevelt nomeado como presidente dos Estados Unidos da América»

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«Durante o século passado, (século XX) especialmente desde os dias de Albert Einstein, os cientistas têm procurado o Santo Graal da física moderna, que eles classificam como a teoria unificada do todo. Essa busca levou a algumas descobertas surpreendentes e à emergência de uma nova linguagem, que inclui supercordas, quarks e supercondutividade, junto com a consciência de planos de existência até então desconhecidos além de nosso familiar espaço-tempo. No campo da mecânica quântica, os cientistas recentemente confirmaram que a matéria pode, na verdade, estar em dois lugares ao mesmo tempo. Já se estabeleceu que, por meio do enredamento quântico, partículas separadas por milhões de anos-luz podem estar conectadas sem contacto físico. O espaço-tempo pode agora ser manipulado; o teletransporte está-se tornando uma realidade; anuncia-se o material anti gravitacional para o transporte aéreo e a ciência virtual levou à maior compreensão de ambientes hiperdimensionais. Ao discutir os atributos do ouro e da platina monoatómicos em Génesis of the Grail Kings, notei que não demoraria muito até que o potencial desses metais nobres fosse anunciado para células de combustível favoráveis ao ambiente. Sugeri que elas substituiriam o combustível fóssil para o transporte e outros fins práticos. Ao mesmo tempo, tratei do seu uso futuro na área médica, particularmente no campo do tratamento do cancro. Mais especialmente, consideramos os atributos anti gravitacionais dessas substâncias exóticas e as suas capacidades para superconduzir e literalmente atar o espaço-tempo.
Esses anúncios, por mais breves que tenham sido, consequentemente causaram maior interesse dos leitores e mais perguntas em entrevistas que qualquer outro assunto de minhas obras. Consequentemente, o tema pôde ganhar um livro para si. O facto verdadeiramente espantoso acerca do enigmático pó branco dos grupos metálicos do ouro e da platina de alto spin é que essa não é, na verdade, uma descoberta recente. Os antigos mesopotâmicos chamavam-no shem-an-na e os egípcios o descreviam como mfkzt, enquanto os alexandrinos e, mais tarde, químicos como Nicolau Flamel o veneraram como um dom do Paraíso, chamando-o de Pedra Filosofal. Em todas as fases da história, o pó de projecção sagrado teve reconhecido os seus extraordinários poderes de levitação, transmutação e teletransporte. Dizem que produzia luz brilhante e raios mortais, sendo ao mesmo tempo uma chave para a longevidade física activa. No mundo de hoje, o Instituto de Estudos Avançados descreve a substância como matéria exótica e seus poderes super-condutivos eram, segundo o Centro de Estudos Avançados, a mais notável propriedade física do Universo.
Fica evidente, porém, a partir dos indícios documentais da Antiguidade, que os atributos dos supercondutores e o desafio à gravidade eram conhecidos, se não compreendidos, num mundo distante de levitação sacerdotal, comunicação com os deuses e o fenomenal poder do electrikus. Na mitologia grega, a busca pelo segredo dessa substância estava no coração da lenda do Velo de Ouro, enquanto, em termos bíblicos, era o reino místico da Arca da Aliança, o baú dourado que Moisés trouxe do Sinai e que mais tarde foi abrigado no Templo de Jerusalém. Para nossa investigação pormenorizada do fenómeno do pó branco, a Arca da Aliança tem o melhor catalisador para relatar a história, uma vez que sua própria trajectória está intrinsecamente relacionada a ele. Segredos Perdidos da Arca Sagrada não se limita, porém, à demanda da Arca, embora tente determinar seu provável paradeiro. Mais precisamente, trata das funções e operações da Arca desde o período mosaico, passando pelos Templários, até à redescoberta de sua ciência sagrada em anos recentes, com comentários das principais academias científicas do mundo.

A Casa do Ouro. A Montanha Sagrada
A nossa história inicia-se no início do século passado, em Março de 1904, com o rei Eduardo VII na Grã-Bretanha e Theodore Roosevelt nomeado como presidente dos Estados Unidos da América. A Grande Guerra (1914-1918) era uma perspectiva futura ainda desconhecida; era uma época entusiástica de aventura e exploração. O capitão Robert Scott e a população de seu Discoverry estavam de volta à Inglaterra, vindos da Antártida, enquanto o arqueólogo britânico, sir WM. Flinders Petrie, e a sua equipa trabalhavam num platô rochoso e ventoso no deserto do Sinai». In Laurence Gardner, Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada, Editora Madras, 2004, ISBN-978-857-374-901-4.

Cortesia de EMadas/JDACT