quinta-feira, 11 de março de 2010

Teatro Nacional de São João: Mulheres ao Espelho

A 27 de Março celebra-se o Dia Mundial do Teatro. Aldina Duarte vai estar presente no TNSJ.
Diz quem a conhece que é uma apaixonada do fado, uma mulher estudiosa e investigadora do fado tradicional. Mulheres ao Espelho (2008) confirma Aldina como uma fadista singular. Na publicidade do evento, o TNSJ afirma que é autora e intérprete maior de palavras que projecta num horizonte eminentemente poético, e isto por si só justificar o facto de comemorarem o Dia Mundial do Teatro na companhia de Aldina Duarte.
E que um concerto sugestivamente intitulado Mulheres ao Espelho aconteça depois de uma récita de Antígona (tragédia grega de Sófocles, representada em 422 ou 421 a.C) é tudo menos uma coincidência, ou um mero capricho dos deuses. Quando confessa que vale a pena tentarmos negociar as nossas revoltas com os nossos amores, Aldina reflecte Antígona no seu espelho.
Na mesma noite e no mesmo palco, duas princesas prometidas fascinadas pelo combate político entregam-se inteiras a esta estranha forma de vida a que chamamos destino.
Teatro Nacional São João/iporto/JDACT

Antero de Quental: O Pensamento Social

Antero de Quental (1842-1891) nasceu na Ilha de São Miguel, Açores. A sua vida foi dedicada à poesia, à filosofia e à política. Formou-se em Direito na cidade de Coimbra, onde as ideias do socialismo surgiram com maior ênfase. Com a ajuda de Oliveira Martins. em 1869, fundou o jornal A República. No ano de 1872 passa a editar a revista O Pensamento Social conjuntamente com José Fontana.
A filosofia de Antero é inseparável da sua poesia, onde de forma mais sistemática procurou desenvolver todo um percurso poético-filosófico desde a dúvida religiosa até à universalidade dos seres de inspiração oriental. Reagindo contra o naturalismo e o positivismo que predominavam no seu tempo procurou, no final da vida conceber uma filosofia centrada na consciência e na liberdade. Nas obras poéticas destacam-se os Sonetos (1886) e os Raios de Extinta Luz (obra póstuma, 1892). Segundo alguns críticos literários, há nos sonetos sinais do estilo e da temática de Camões e de Bocage. Os sonetos de Antero têm teor clássico, quer na musicalidade, quer na análise de questões universais que afligiam o homem.
Soneto dedicado a Florbela Espanca:
A charneca está de novo em flor
E o coração novamente em labaredas
As aves dançam soltas sem temor
E os passos tomam um rumo em novas veredas.

Vestiu-se para ti de primavera,
 Fechou na alma os sinais de solidão
Foi mágoa noite, choro, foi-se uma era
É alegria, riso, multidão.

Vem! A vida voltou a abrir portas
Onde apenas se pensava existir dor,
Soluça o rouxinol em horas mortas.

Mas nasce o Sol e tudo ganha cor,
Lírios cardos, junquilhos e papoilas,
Porque a charneca está novamente em flor.

Sonetos completos de Antero de Quental/JDACT
http://pt.wikisource.org/wiki/Os_sonetos_completos_de_Antero_de_Quental
Óleo de Domingos Rebelo (Imagem de Antero)

Domingos Bomtempo: Um Requiem para Camões


Domingos Bomtempo (Lisboa, 1775 – Lisboa, 1842) foi um pianista clássico, compositor e pedagogo português. O Requiem à memória de Camões é considerado a obra-prima por excelência de João Domingos Bomtempo, o compositor português mais destacado do século XIX, e a mais importante missa de mortos composta na Europa no primeiro quartel de oitocentos. Este requiem é talvez o mais importante composto entre o Requiem de Mozart (1791) e o de Berlioz (1837). É indiscutivelmente a mais importante obra coral sinfónica oitocentista da música portuguesa.
A Orquestra Nacional do Porto e o Coro Casa da Música (sala Suggia) vão apresentar este concerto no pf 26 de Março.
iporto (agenda cultural Jan-Mar 2010)/JDACT



Fernando Pessoa: O Livro do Desassossego

No passado mês de Fevereiro, a Casa da Música (no Porto) apresentou um espectáculo cénico com música e vídeo com base no Livro do Desassossego de Fernando Pessoa. O vídeo mostrava os bairros de Lisboa que Pessoa percorria. Um flash surgiu na minha mente: voltar à página 31 do Livro do Desassossego, edição 1060 de Setembro de 2008 de Richard Zenith. Não é uma leitura fácil, necessitando ler e voltar a reler as páginas anteriores para «entrar» no pensamento do poeta. É uma das obras mais emblemáticas de Pessoa, em que os estudiosos não estão de acordo: ora os seus aurores são Vicente Guedes e Bernardo Soares, ora pertence a Pessoa e a Bernardo Soares.
A inspiração chega de formas imprevisíveis. Uma imagem entrvista, uma frase entreouvida, um cheiro que desperta uma lembrança, uma conversação, uma notícia no jornal, uma repentina ideia surgida na cabeça... um quadro, uma sinfonia, um simples poema:
Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão.
Olhei-o como quem olha
Grãos de areia ou uma folha.
Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;
Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
«O meu estado de espírito obriga-me agora a trabalhar bastante... Mas tudo são fragmentos, fragmentos, fragmentos».
A obra genial de Fernando Pessoa, a obra-prima, a sua obra essencial é um livro de sonhos, quiçá, um modo de vida. É uma mistura entre o pensador e o poeta, entre o homem cerebral e o homem sensível...
Aconselho a sua leitura!  

domingo, 7 de março de 2010

Maria Rosa Colaço: A importância da leitura

Maria Rosa Colaço (Torrão, 1935-Lisboa, 2004), foi professora, jornalista e escritora. Foi das poucas autoras de literatura portuguesa que conseguiu congregar multidões, sobretudo das camadas mais jovens. Autora de um dos livros mais vendidos em Portugal no século XX – A Criança e a Vida. 
Maria Rosa Colaço publicou dezenas de outros títulos para crianças e adultos. Espanta-Pardais é unanimemente aclamado como a maior obra infantil da literatura portuguesa do século XX. 
A odisseia poética do Espanta-Pardais apostado em ser pessoa real, Maria Primavera e o Pássaro Verde são personagens inesquecíveis, e as suas aventuras na Estrada-Larga ficaram na memória de muitas gerações de leitores.
MLCT.

Maria de Lourdes Pintasilgo: Vulto da democracia

Maria de Lourdes Pintasilgo (Abrantes, 1930-Lisboa, 2004), foi a única mulher que desempenhou o cargo de primeiro-ministro em Portugal, tendo chefiado o V Governo Constitucional, em funções de Julho de 1979 a Janeiro de 1980, um governo de gestão incumbido de preparar as eleições legislativas intercalares. Nas palavras de António Reis, a sua governação foi caracterizada por uma liderança dialogante e uma preocupação constante em prol da justiça social.
Dotada de um estilo carismático, foi dinamizadora de importantes movimentos sociais e cívicos, resultantes da sua preocupação com o aprofundamento da democracia. 
JDACT.

Guilhermina Suggia: «A Paganina»


Guilhermina Suggia (Porto, 1885-1950) revolucionou o instrumento em técnica, posição e sonoridade. Abriu as portas profissionais do violoncelo às mulheres, até então quase fechadas. De facto, o considerável gasto de energia exigido para manejar a envergadura do violoncelo, acrescido do facto de as boas maneiras da época obrigarem a colocar o instrumento de um ou outro lado do corpo obrigando a uma significativa contorção do dorso, tornavam o instrumento ainda mais inacessível às executantes femininas.( Note-se que ainda em 1930 o violoncelo era tido como um instrumento indecoroso para as mulheres, sendo então proibida a contratação de violoncelistas mulheres pela própria orquestra da BBC).
Para Guilhermina Suggia, o violoncelo é o mais extraordinário de todos os instrumentos, considerando-o ela o único que tem a possibilidade de suster um baixo por um longo período e a possibilidade de cantar uma melodia praticamente em qualquer registo.



JDACT/Imagem: Quadro de August John, Tate Gallery.

Dia Internacional da Mulher: 8 de Março

Neste dia, do ano de 1857, as operárias têxteis de uma fábrica de Nova Iorque entraram em greve, ocupando a fábrica, para reivindicarem a redução de um horário de mais de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias foram fechadas na fábrica, declarou-se um incêndio, e 130 mulheres morreram queimadas. Em 1910, numa conferência internacional de mulheres realizada na Dinamarca, foi decidido, em homenagem àquelas mulheres, comemorar o 8 de Março como "Dia Internacional da Mulher". De então para cá o movimento a favor da emancipação da mulher tem tomado forma, tanto em Portugal como no resto do mundo.
Clara Eissner (1857-1933), foi uma revolucionária desde a mais tenra juventude, nos anos 70 do século passado, e assim permaneceu até o final dos seus dias. Em 1889, participa no Congresso de Fundação da II Internacional em Paris onde apresenta o relatório sobre o trabalho socialista entre as mulheres e é eleita secretária do Secretariado Feminino daquela organização. 
O nome de Clara Zetkin está ligado ao surgimento do movimento de luta das mulheres, em particular das mulheres operárias, como movimento de massas em escala internacional. Em 1910, o II Congresso de Mulheres Socialistas aprova, por proposta da própria Clara Zetkin, a realização de um dia de luta internacional da mulher e defender os direitos políticos das mulheres.
O dia 8 de Março é, desde 1975, comemorado pelas Nações Unidas como Dia Internacional da Mulher.
Em Portugal, Elisa Augusta da Conceição Andrade (a primeira médica), Regina Quintanilha (a primeira advogada), Ilda Moura (a primeira meteorologista).
JDACT/Wikipédia, a enciclopédia livre. 

Maria do Rosário Pedreira: A poeta e editora

Não sei por que razão o mundo se inquieta
quando estamos sozinhos. Talvez não saiba
que esgotámos os olhos no rigor dos espelhos
e que, por isso, não somos capazes de traçar
um caminho senão para o evitarmos. Na verdade,

se cai a noite, estiolam-se as aventuras entre nós –
o teu silêncio respira longamente, às vezes
paira sobre as dunas do meu corpo a conspirar,
como um tear de nuvens a fiar tempestades
ou um vento salgado a prometer naufrágios;
mas nunca converte o assomo numa história.

Não sei porque se aflige tanto o mundo
se ficamos sozinhos. Talvez ignore
que nós não somos mar de nenhuma praia,
que escolhemos poupar às falésias as cicatrizes
das ondas; e tudo para não aprendermos
o verdadeiro nome das feridas.

Maria do Rosário Pedreira (n. 1959), tem publicado vários trabalhos de ficção, poesia, ensaio, crónicas e literatura juvenil, procurando a transmissão de valores humanos e culturais. O seu livro de poesia «A Casa e o Cheiro dos Livros» institui a casa como o lugar feminino que acumula esperas, o cheiro dos livros, os restos do amor, os gatos que aí se resguardam da chuva.
bibliotecáriodebabel.com/JDACT 

Sophia de Mello Breyner: A poesia e o mar


Para Sophia, a poesia é uma incessante perseguição do real, do concreto, e a sua explicação com o universo: «A minha convivência com as coisas, a minha participação no real, o meu encontro com as vozes e as imagens», sublinha. Essência e transparência coincidem no esplendor dos seus poemas. Coincidem, fundem-se, são inseparáveis: o essencial e o elemental numa expressão límpida e misteriosa, os versos sílaba a sílaba esculpidos, de ritmo encantatório, de elegância e belezas fascinantes. Com uma tal dignidade de dicção, que às vezes parece de uma distância olímpica - e afinal é a de alguém tão no meio de nós.
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 1919 - Lisboa, 2004).
José Vasconcelos/JDACT

De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua,
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

Cheiro a terra as àrvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Tim Flannery: O Clima, Parte I

Provavelmente chegará o dia em que as influências humanas se irão sobrepôr aos elementos naturais. Alguns exemplos disso foram já demonstrados pelo desequilíbrio na natureza com implicações ambientais de dimensões assustadoras como furacões, chuvas torrenciais, vagas de calor e todo o tipo de fenómenos que estão fora do nosso controle e vitimam milhões de pessoas todos os anos. Cada um de nós, de uma forma mais ou menos consciente está neste momento a contribuir decisiva e irreversivelmente para as alterações climáticas do futuro. Ao avaliar o impacto da acção humana na situação ambiental, traça o caminho para o modo de vida contemporâneo, sem pôr em causa o equilíbrio do ambiente e a sobrevivência das próximas gerações. O destino do clima está nas nossas mãos. (O Clima, parte I)
Tim Flannery/JDACT

Bonifrates: O imaginário

Em cada ser humano há sempre a criança escondida que nunca nos abandona e que em todas as etapas da vida se manifesta. Solta-se no Ser a “criança”, quando se avivam emoções, motivadas por diversificadas situações que dão origem a reacções libertadoras de características infantis, pacíficas, explosivas e que em nós existem como que “adormecidas”.
Não é por acaso que é usual ouvir-se: «Depois de velhos voltamos a ser crianças!»
Quem não se lembra de pelo menos uma vez ter brincado com um boneco, independentemente de ser rapaz ou rapariga? Ao brincar, joga-se e a importância dos jogos com bonecos está na possibilidade que a criança tem de “se imaginar na realidade permanecendo no imaginário”. (Bonifrates_2002)
O brinquedo só é jogo enquanto se pode tornar o receptáculo do imaginário e do desejo. O fantoche é para a expressão dramática o que o boneco é para o jogo espontâneo da criança. É um suporte e não existe nele nenhuma realidade limitativa em si mesmo. Ele é aquilo que lhe atribuem, transporta consigo imagens e símbolos, risos e medos, sonhos ou realidades. Possibilita uma expressão livre onde a criança pode partir para o mundo imaginário sugerido pelo «Fantoche».
MLCT/Com a colaboração de JDACT

José Cardoso Pires: A Palavra, a Memória e o Mundo

José Cardoso Pires (1925-1998) nasceu em Vila de Rei, freguesia de S. João do Peso. A sua experiência da vida boémia, da rua e da noite, resultou num conhecimento que transpôs para alguns dos seus livros. Fez trabalhos com jornalista e redactor de publicidade até se dedicar à vida de escritor. Trabalhou em registos tão diversos como o cinema e o teatro. Os seus romances mais emblemáticos foram O Delfim (1968), Balada da Praia dos Cães (1982) e Alexandra Alpha (1987); como sátira, publicado em 1972, o Dinossauro Excelentíssimo; como ensaio a Cartilha do Marialva.
José Cardoso Pires é um ícone na literatura contemporânea portuguesa. Tem uma vasta obra literária. Em 1997 foi galoardo com o prémio Pessoa e, em 1998, com um prémio de reconhecimento por toda a sua obra literária. A sua obra tornou-se diversificada, mas sempre dentro de uma preocupação de intervenção crítica e da procura de identidade do homem. 
Em 1963 foram fundidos os dois livros Os Caminheiros e Outros Contos e Histórias de Amor, com prefácio do autor, dando origem ao livro de contos intitulado Jogos de Azar.
JDACT

Fernando Lopes Graça: Um compositor do Ribatejo

Fernando Lopes Graça (Tomar 17/12/1906 - Parede 27/11/1994) é um dos melhores compositores do século XX. Sobre a cidade de Tomar escreveu: «o monumento completa a paisagem, a paisagem é o quadro digno do monumento, a luz é o elemento transfigurador e glorificador da união quase consubstancial da natureza com a arte». Admirador do compositor húngaro Béla Bartók que valorizava a música tradicional popular, foi a sua fonte de inspiração. Lopes Graça fez arranjos musicais de peças populares com a finalidade de as divulgar e de lhes realçar a expressividade segundo a sua própria sensibilidade. Foi regente do Coro da Academia dos Amadores de Música. Compôs inúmeras canções de «resistência», as "Heróicas" que representaram ânimo para muitos políticos.
O seu espólio está no Museu da Música Portuguesa (Monte Estoril). É autor de uma vasta obra literária incidente em reflexões sobre a música portuguesa e a música do seu tempo, mas maior ainda é a sua obra musical, da qual são assinaláveis os concertos para piano e orquestra, as inúmeras obras corais de inspiração folclórica nacional.
JDACT

Dórdio Gomes: Um pintor de Arraiolos


Simão César Dordio Gomes, nasceu na vila alentejana de Arraiolos a 26 de Julho de 1890. Estuda na Escola de Belas-Artes de Lisboa a partir dos 12 anos e teve como mestres Luciano Freire e de modo mais marcante Veloso Salgado. Em 1910 venceu o concurso para estudos no estrangeiro, legado Valmor, e parte para Paris onde trabalha na Académie Julien (atelier Jean-Paul Laurens).
Regressou a Portugal onde viveu no Alentejo entre 1912 e 1920, regressando de novo a Paris onde se estabeleceu até 1926. É desta altura que data uma das suas obras mais célebres, presente na colecção do Museu Soares dos Reis no Porto: Casas de Malakoff.
Entre 1933 e 1960 exerceu funções de professor na Escola de Belas-Artes do Porto. O suas teorias foram determinantes para a renovação do ensino, formando uma geração de artistas modernos que se destacam nas décadas seguintes. A vinda para o Porto, marcou uma nova fase na sua obra: abandona a luminosidade agressiva e contrastante com que pintava a paisagem alentejana e utiliza uma outra, mais suave e difusa.
Foi distinguido com inúmeros prémios e distinções no país e no estrangeiro.
Faleceu a 22 de Julho de 1976, na cidade do Porto.
JDACT
Imagens: looking4good.wordpress.com; images.google.pt 

quinta-feira, 4 de março de 2010

Municipium de Ammaia: Património Romano no Nordeste Alentejano


Com este trabalho de pesquisa de 2001, Municipium de Ammaia, Património Romano no Nordeste Alentejano, pretendo divulgar a área abrangente, a história, esplendor e ruína desta cidade, reportando-me ao tempo do domínio romano. Pôr a descoberto os vestígios desta herança do passado, que me propus pesquisar e compreender. Dar a conhecer tamanha riqueza é meu grande objectivo.
Associado ao conhecimento deste legado histórico, está a localização e Natureza envolvente. O espaço ocupado pela cidade, em pleno Parque Natural da Serra de S. Mamede, é duma beleza intacta, onde o ar é puro, a água cristalina e o nosso olhar se perde deliciando-se com a paisagem que nos transporta para o Sonho.
Um trabalho com estas características não pode dissociar-se da projecção pedagógica. Um profissional da educação tem a obrigação de tratar esta vertente junto dos seus alunos, com a finalidade de os educar para o modo como devem conhecer, respeitar e estimar o Património. De pequeno se começa, em jovem se consolida, em adulto entende-se e dá-se o contributo para a sua defesa.
MLCT/Marvão.
Imagem: Desenho do arqueólogo, Prof. Jorge Oliveira.

Cavalo Lusitano: O melhor cavalo de sela

Em meados do século XX o Puro Sangue Lusitano, volta a ser procurado como montada de desporto e de lazer, e como reprodutor pelas suas raras qualidades de carácter e antiguidade genética. Cavalo de "sangue quente" como o Puro Sangue Inglês e o Puro Sangue Árabe, o Puro Sangue Lusitano é o produto de uma selecção de milhares de anos, o que lhe garante uma "empatia" com o cavaleiro superior a qualquer raça moderna. O cavalo Lusitano é um cavalo com origem em Portugal Continental, com especial incidência nas zonas do Alentejo e Ribatejo. Os campinos têm uma predilecção especial por esta raça nos seus trabalhos de campo. O cavalo Lusitano é cada vez mais procurado por criadores de todo o mundo, graças às suas qualidades únicas. Como cavalo de Alta Escola, tem demostrado ser uma mais valia, já que a sua grande inteligência lhe permite uma aprendizagem rápida e constante. Como cavalo de sela e passeio, é extremamente dócil e participativo, pelo que é um cavalo muito bom para quem o procura apenas para lazer. Como cavalo de salto, é corajoso e tranquilo, o que lhe permite enfrentar qualquer obstáculo com a máxima confiança e sair para o seguinte com a mesma rapidez e elasticidade. Em adulto, o Lusitano pode atingir os 500 kg e uma altura de 1,60 m. As cores mais comuns são: ruço, preto, castanho, baio, alazão e o tordilho .
Seleccionado como cavalo de raça e de combate ao longo dos séculos, é um cavalo versátil, cuja docilidade, agilidade e coragem, lhe permitem hoje competir em quase todas as modalidades do moderno desporto equestre, confrontando-se com os melhores especialistas.
Coudelaria de Alter do Chão/ APSL/JDACT

Museu Berardo: Exposições

As obras de três importantes nomes da arte moderna e contemporânea, Judith Barry, Annemarie Schwarzenbach e Roberto Longo fazem parte do ciclo de novas exposições, temporárias, do Museu Berardo. 
A obra de Judith Barry (n. 1954, EUA, vive e trabalha em Nova Iorque) envolve performance, arquitectura, cinema, vídeo, instalação, fotografia, escultura e novos media (entre outros). A compreensão da sua obra pode ser entendida através de um vocabulário que se constitui como um glossário, que inclui “Percepção”, “Espaço”, “Duração” e “Contexto” e nos ajuda, num exercício de síntese, a abordar e a compreender a produção artística contemporânea.
Ao longo da sua breve vida (1908-1942) a suíça Annemarie Schwarzenbach, figura mítica da “literatura de viagens”, efectuou reportagens fotográficas numa deambulação permanente pela Europa, Médio Oriente, África e América do Norte. A exposição apresenta cerca de 200 fotografias acompanhadas de textos literários, jornalísticos e outra documentação original que ilustram toda a sua vida e obra. Naquela que é a primeira exposição internacional, e a mais abrangente da sua produção fotográfica, é dado ainda um especial destaque à sua passagem por Lisboa (1941-1942).
No panorama artístico americano contemporâneo, Robert Longo (n. 1953) demarca-se pela originalidade das técnicas e pela força expressiva das temáticas abordadas. Esta exposição reúne cerca de cinquenta obras representativas da carreira do artista, onde a subversão das imagens massificadas e o uso abundante da grafite e do lápis, impõem uma reflexão forte e dramática sobre o mundo contemporâneo.
Foi inaugurada no pp dia 1 de Março a exposição «Sem Rede», que exibe diversas obras da artista plástica Joana Vasconcelos. Trata-se da primeira exposição antológica de Joana Vasconcelos, composta por cerca de 35 obras.
Turismo de Lisboa/Museu Berardo/JDACT

quarta-feira, 3 de março de 2010

Enguia: Rainha do paladar

Em Março todos os caminhos vão dar ao concelho de Salvaterra de Magos. Porque em Março a enguia é a rainha do paladar. Fritas, de ensopado ou em caldeirada, até à enguia grelhada ou de fricassé, sempre bem acompanhadas pelos vinhos da região.
O programa é muito aliciante: cultura, exposições, desporto, de entre outras actividades.
CM Salvaterra de Magos/Programa/JDACT

terça-feira, 2 de março de 2010

Chopin: O bicentenário do nascimento


Ontem, dia 1 de Março, comemorou-se o bicentenário do nascimento de Fréderic Chopin (1810-1849). Filho de mãe polonesa e pai francês nasceu na povoação de Zelazowa Wola, junto a Varsóvia. Emigrou para França em 1830, onde residiu até à sua morte, aos 39 anos de idade. No ano de 1838 uniu-se à escritora Aurore Dupin (com o pseudónimo de George Sand)  mas romperam o seu relacionamento em 1847. Toda a obra de Chopin envolve o piano e fez uma revolução na música tradicional para piano, criando uma nova arte do teclado. Foi um génio de enlevo musical a nível mundial e a sua música conquista as mais distintas audiências. Segundo a literatura, manteve formas de dança popular como a mazurca polonesa e a valsa, sendo o primeiro compositor a escrever baladas como peças individuais.
A música de Chopin possui um tom romântico cheio de melancolia, quiçá, com alguma tristeza. Os ritmos e as harmonias «fogem da norma» existente na época, elevando a sua poesia a um encanto e a um «sabor» que os eruditos classificam de elegância num dos mais emblemáticos músicos do romantismo.
Para assinalar esta efeméride, a Orquestra Metropolitana de Lisboa concebeu o projecto Festival Chopin (em parceria com o Teatro Municipal de S. Luis) que irá decorrer entre os dias 16 e 19 de Junho.
Da sua vasta obra destacam-se as baladas, os prelúdios, as fantasias, as mazurcas, os nocturnos e os variados concertos para piano. Devemos escutar o Estudo Revolucionário (op. 10, nº 12), a Valsa Minuto (op. 64, nº 1) e o terceiro movimento da sonata Marcha Fúnebre, de entre outras obras.
JDACT