domingo, 28 de março de 2010

O Barroco: Orquestra Divino Sospiro

Fundada pelo músico italiano Massimo Mazzeo, a Orquestra Barroca «Divino Sospiro» nasce da vontade e reunião de alguns músicos portugueses e residentes em Portugal, que no decurso dos anos foram desenvolvendo um trabalho de grande qualidade artística na área da interpretação da música antiga seguindo os princípios de fidelidade estilística e estética ao período barroco e clássico. Propõem um repertório constituído por compositores do universo musical deste período artístico.

Divino Sospiro é actualmente a orquestra residente do Centro Cultural de Belém em Lisboa, sendo este facto de fundamental e recíproca importância para o desenvolvimento em Portugal de uma realidade artística de alta qualidade a nível internacional. Conta regularmente com a direcção de Enrico Onofri que aceitou o convite para maestro oficial deste agrupamento.

Joana de Vasconcelos: Sem Rede, exposição antológica

É a primeira exposição antológica de Joana Vasconcelos em Lisboa. As suas esculturas são instalações com ar lúdico e crítico e de grande efeito visual, criadas muitas vezes através da introdução de desvios de funcionalidade de objectos que se podem assemelhar a peças de mobiliário ou equipamento.
A sua obra tornou-se mais conhecida do público português a partir de 2005, quando apresentou «A Noiva», (imagem em cima) um lustre feito com vinte mil tampões higiénicos femininos (na colecção António Cachola) e que foi escolhido como peça da entrada da Bienal de Veneza de 2005.
Joana de Vasconcelos expõe a sua colecção no Museu Berardo até 18 de Maio.
Sapato executado a partir de panelas tipicamente portuguesas, «Dorothy»
CCB/Comissariado Miguel Amado, Piso -1
JDACT

Castelo de Vide: A Semana Santa 2010

Mensagem:
«A Páscoa é o momento que determina a grande dimensão universal do acolhimento da religião, sobretudo a cristã, onde se valorizam símbolos do sagrado e do absoluto que conduzem a um espírito de paz, solidariedade, redenção e tolerância. 
A Semana Santa de Castelo de Vide é, por excelência, um Acontecimento. Um Acontecimento e um Testemunho. Um Testemunho extraordinariamente revelador desses símbolos que se desvendam e estão presentes nestes dias de culto e de espiritualidade.
Neste processo é essencial que no plano individual, independentemente da perspectiva religiosa de cada um possa ter, nos identifiquemos com aqueles princípios que norteiam o equilíbrio da vida e consolidam as ideias de Bem, Verdade e Beleza.
Fica aqui, pois, o convite a todos que independentemente do credo e da religião, queiram associar-se e participar nas celebrações desta Festa. A gande Festa anual que a nossa história e tradição elegeu de maior solenidade e de riqueza identitária de Castelo de Vide. Boas Festas. O Presidente da Câmara Municipal».
Para conhecer o Programa (Identidade, Religião, Cultura) visitar:

sábado, 27 de março de 2010

Portugal e WWF: Na Hora do Planeta 2010

Apagar as luzes por uma hora - a Hora do Planeta - é não só contribuir para a preservação do nosso Planeta, como fazer parte da maior plataforma voluntária de cidadãos contra as alterações climáticas.
Pelo segundo ano consecutivo, Portugal adere à Hora do Planeta e os resultados têm sido significativos.
Foram confirmadas oficialmente as cidades de Lisboa, Faro, Loulé, Águeda, Aveiro e Vila Nova de Famalicão. E todos os dias várias cidades e vilas do país procuram saber como aderir a este movimento. Todos querem ultrapassar os números atingidos no ano anterior.

Monumentos nacionais como: Cristo-Rei, Castelo de São Jorge, Museu da Electricidade e Padrão das Descobertas em Lisboa; Arco e Muralhas da Cidade de Faro; Biblioteca Manuel Alegre, em Águeda; ou o Mosteiro do Landim, em Vila Nova de Famalicão engrossam a lista de mais de 70 monumentos que em todo o mundo irão ficar às escuras em nome desta mensagem poderosa da WWF e da Hora do Planeta afim de sensibilizar e ajudar a manter o nosso Planeta Vivo!

A Hora do Planeta pretende ser a maior plataforma voluntária de alerta contra as alterações climáticas é, para já, a maior iniciativa de luta mundial, da rede do Instituto WWF, World Wildlife Fund, uma conhecida organização de conservação de natureza a nível mundial, a organização global de conservação. Reconhecida a nível internacional pelo seu trabalho ao nível da conservação da Natureza e protecção da Biodiversidade, a WWF actua em Portugal através do Programa Mediterrâneo, estando presente na conservação da nossa floresta, no combate às alterações climáticas e ao desperdício de água, promovendo ainda a iniciativa Hora do Planeta. Portugal aderiu pela primeira vez em 2009.
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Eleição: As 7 Maravilhas Naturais de Portugal

A votação para eleger as «7 Maravilhas Naturais de Portugal» já está aberta ao cidadão comum!
Um painel de personalidades portuguesas seleccionou as 21 candidaturas finalistas, a partir de 77 pré-finalistas.
Os nomeados são:
Categoria Florestas e Matas:
Floresta Laurissilva (Madeira), Mata Nacional do Buçaco (Centro), Paisagem Cultural de Sintra - Património da Humanidade (Lisboa e Vale do Tejo);
Categoria Grandes Relevos:
Paisagem Vulcânica da Ilha do Pico (Açores), Parque Natural da Arrábida (Lisboa e Vale do Tejo), Vale Glaciar do Zêzere (Centro);
Categoria Grutas e Cavernas:
Algar do Carvão (Açores), Furnas do Enxofre (Açores), Grutas de Mira de Aire (Centro);
Categoria Praias e Falésias:
Pontal da Carrapateira (Algarve), Portinho da Arrábida (Lisboa e Vale do Tejo), Praia do Porto Santo (Madeira);
Categoria Zonas Marinhas:
Arquipélago das Berlengas (Centro), Ponta de Sagres (Algarve), Ria Formosa (Algarve);
Categoria Zonas Aquáticas:
Não Marinhas: Lagoa das Sete Cidades (Açores) , Portas de Ródão (Centro), Vale do Douro (Norte);
Categoria Zonas Protegidas:
Parque Nacional da Peneda-Gerês (Norte), Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (Alentejo), Reserva Natural da Lagoa do Fogo (Açores).


A votação termina no pf dia 7 de Setembro. O sítio das 7 Maravilhas Naturais explica os modos como  expressar a sua opinião.
A cerimónia de declaração oficial das 7 Maravilhas Naturais de Portugal decorrerá na vila das Sete Cidades, ilha de São Miguel a 11 de Setembro de 2010.

As «7 Maravilhas Naturais de Portugal» é um evento criado pela New 7 Wonders Portugal, no Ano Internacional da Biodiversidade, que conta com a parceria institucional de: Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Liga para a Protecção do Ambiente, Quercus, GEOTA, National Geographic Portugal, Gingko.
http://www.7maravilhas.pt/
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João Garcia: «Rumo» ao cume do Annapurna, no Nepal.

João Garcia parte rumo ao cume do Annapurna, no Nepal. É a última das 14 montanhas com mais de 8000m que lhe falta escalar para alcançar a proeza de ser o primeiro alpinista português a conquistar os cumes mais altos de mundo.
João Silva Abranches Garcia é o montanhista português com maior currículo. Das 14 montanhas com mais de 8000 metros de altitude existentes no planeta já ascendeu a treze delas, sem recurso a garrafas de oxigénio e sem carregadores de altitude. A que lhe trouxe mais fama foi a ascensão ao Monte Everest (8848 metros de altitude), tendo sido o primeiro português a alcançar o seu cume, no dia 18 de Maio de 1999.
 
João Garcia já ascendeu a inúmeros cumes dos Himalaias, num total de 13 escaladas das 14 montanhas com mais de 8000 metros. Esses cumes são: 1993, Cho Oyo (8201 m); 1994, Dhaulagiri (8167 m); 1999, Everest (8848 m); 2001, Gasherbrum II (8035 m); 2004, Gasherbrum I (8035 m); 2005, Lhotse (8516 m); 2006, Kanchenjunga (8586 m), Shishapangma (8046 m); 2007, K2 (8611 m); 2008, Makalu (8463m), Broad Peak (8047m); 2009, Manaslu (8156m), Nanga Parbat (8125m).

No âmbito do projecto «À conquista dos picos do Mundo» com o apoio do Millennium BCP, João Garcia partiu para o Nepal onde tentará a ascensão do Annapurna, a ultima montanha que lhe falta escalar para terminar o seu Grand Slam.
Poderá acompanhar a expedição em http://sic.sapo.pt/joaogarcia
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Vasco de Lima Couto: O poeta e as «raízes» do Fado

(1923-1980)
Vasco de Lima Couto nasceu no Porto e foi um poeta, actor, encenador, declamador. Também trabalhou na rádio. Estreou-se como actor de teatro em 1947 e cinco anos mais tarde ingressou no Teatro Experimental do Porto, onde trabalhou como encenador em parceria com com António Pedro.
Passou pelo Teatro Experimental de Lisboa onde interpretou diversas peças. Publicou alguns livros entre os quais  «Recado Invisível» e «Bom Dia Meu Amor…».


É autor de inúmeras letras de fado que ainda hoje se cantam. São exemplo: «Disse-te adeus e morri»; «Que Povo é este, que Povo»; «Fado da madrugada»; «Minha mãe eu canto a noite».


Na vila ribatejana de Constância existe um museu monográfico dedicado a Vasco de Lima Couto e que reune o seu espólio. A actual Casa-Museu Vasco de Lima Couto é propriedade de José Ramoa Ferreira (década de 70), o Zé Brasileiro, português de Braga dos versos de Vasco de Lima Couto. A Casa-Museu foi inaugurada em 1981.
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Imagem: Cortesia de Manuel Carvalho

Sismo em Sousel: Magnitude 4.1 (27/Mar/2010; 13h37 UTC)

Dados online. Estação de Messejana (MESJ)
Cortesia IDLuíz

O Instituto de Meteorologia informa que no dia 27-03-2010 pelas 13:37 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 4.1(Richter) e cujo epicentro se localizou a Leste de Sousel.
De acordo com a informação disponível, este sismo foi sentido, devendo em breve ser emitido novo comunicado com informação instrumental e macrossísmica actualizada.


Dados online. Estação de Lisboa (GGNV)
Cortesia IDLuíz
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Fado de Coimbra: Com a minha capa ao vento

Muito ligado às tradições académicas da respectiva Universidade, o fado de Coimbra é exclusivamente cantado por homens e tanto os cantores como os músicos usam o traje académico: calças e batina pretas, cobertas por capa de fazenda de lã igualmente preta.
Canta-se à noite, quase às escuras, em praças ou ruas da cidade. Os locais mais típicos são as escadarias do Mosteiro de Santa Cruz e da Sé Velha. Também é tradicional organizar serenatas, em que se canta junto à janela da casa da dama que se pretende conquistar.



Cortesia nadaniente
O fado de Coimbra é acompanhado igualmente por uma guitarra portuguesa e uma guitarra clássica, a «viola». A afinação e a sonoridade da guitarra portuguesa é executada em tom baixo por forma a projectar o som do instrumento nos espaços exteriores, que são o palco privilegiado deste Fado.
Os anos passam... e as saudades da Rua da Figueira da Foz...
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Alexandre O'Neill: A Vanguarda e Constância

(1924-1986)
 Alexandre Manuel Vahía de Castro O'Neill, descendente de irlandeses, foi um importante poeta do movimento surrealista.
Autodidacta, O'Neill foi um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa. É nesta corrente que publica a sua primeira obra, o volume de colagens «A Ampola Miraculosa», mas o grupo rapidamente se desdobra e acaba. As influências surrealistas permanecem visíveis nas obras dele, que além dos livros de poesia incluem prosa, discos de poesia, traduções e antologias. Não conseguindo viver apenas da sua arte, o autor alargou a sua acção à publicidade. É da sua autoria o lema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar».
Em 1951, no «Pequeno Aviso do Autor ao Leitor», inserido em Tempo de Fantasmas, Alexandre O'Neill demarcou-se como surrealista. A influência deste corrente manifesta-se em poemas como «Diálogos Falhados», «Inventário» ou «A Central das Frases» e na insistência em motivos comuns a muitos poetas surrealistas, como a «bicicleta» e a «máquina de costura».

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado).

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

A poesia de Alexandre O'Neill concilia uma atitude de vanguarda, (surrealismo e experiências próximas do concretismo), que se manifesta no carácter lúdico do jogo com as palavras, no seu bestiário, que evidencia o lado surreal do real, ou nos típicos «inventários» surrealistas. Os seus textos caracterizam-se por uma intensa sátira aos «donos» de Portugal, destruindo a imagem de um «proletariado heróico» criada pelo neorealismo, a que contrapõe a vida mesquinha, a dor do quotidiano, vista no entanto sem dramatismos, ironicamente, numa alternância entre a constatação do absurdo da vida e o humor como única forma de se lhe opor.
Escolhas como a solidão, o amor, o sonho, a passagem do tempo ou a morte, conduzem ao medo (bem patente no trabalho simbólico do rato em «O Poema Pouco Original do Medo» ou a revolta, de que o homem só poderá libertar-se através do humor, contrabalançado por vezes por um tom discretamente sentimental, revelador de um certo desespero perante o marasmo do país (meu remorso, meu remorso de todos nós). Este humor reflecte a própria organização social, pela integração nela operada do calão e da gíria.
Tinha uma atracção especial pelo fado, nascendo muitos poemas como «Gaivota», musicado por Alain Oulman para a voz de Amália Rodrigues. Foi crítico de televisão sob o pseudónimo de A. Jazente. Recebeu o prémio da Associação de Críticos Literários em 1982.



Cortesia de mjrscorreia
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sexta-feira, 26 de março de 2010

Vinicius de Moraes: Um «poetão» diplomata

(1913-1980)
Cortesia consciarte



Vinicius de Moraes nasceu na cidade do Rio de Janeiro e foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o poetão (para mim), embora ficasse conhecido com o cognome de «poetinha», notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boémio, fumador e apreciador de bebidas alcoólicas (uísque). De acordo com as revistas «cor de rosa» era conhecido por ser um grande conquistador. Vinicius casou por nove vezes.
A obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetão teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.
No final de 1968 foi afastado da carreira diplomática tendo sido aposentado compulsivamente pelo AI-5. No entanto, a Câmara dos Deputados aprovou, no pp mês de Fevereiro de 2010, a promoção póstuma do poeta ao cargo de «ministro de primeira classe» do Ministério dos Negócios Estrangeiros, equivalente a embaixador, que é o cargo mais alto da carreira diplomática.
 Do encontro entre Vinícius e Tom nasceria uma das mais fecundas parcerias da música brasileira, que a marcaria definitivamente. Os dois compuseram a trilha sonora, que incluía «Lamento no Morro», «Se Todos Fossem Iguais A Você», «Um Nome de Mulher», «Mulher Sempre Mulher» e «Eu e Você» e foram lançadas em disco por Roberto Paiva, Luiz Bonfá e Orquestra. Além destas canções, a dupla Vinicius e Tom compuseram, entre outros clássicos, «A Felicidade», «Chega de Saudade», «Eu Sei Que Vou Te Amar», «Garota de Ipanema», «Insensatez», entre outras belas canções.
«Chega de Saudade» foi uma canção fundamental do movimento Bossa Nova, especialmente porque o álbum contou com a participação de um jovem tocador de violão, caracterizado por um novo ritmo, que marcou dum modo definitivamente a Bossa Nova e qua a tornou famosa a nível mundial. João Gilberto foi o homem do violão. A importância do disco «Canção do Amor Demais» foi referência para Chico Buarque e Caetano Veloso, de entre outros.
Vinicius de Moraes continua a ser um vulto da música brasileira. Um poetão embaixador.

 
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Goa: O «Oriente» de Ana de Amsterdam. O Encantamento da Índia


Cortesia de mysticalmomentsindia

Goa faz-me recordar três famílias a que estou ligado por laços de amizade, a família Rebelo (a Isabel, a Celina e ...), a família Fonseca ( o Álvaro José que já fez a viagem...) e a Família Monteiro. Além disso, há um amigo comum, o Duarte, que tantas palavras me transmite em relação a «Ana de Amsterdam».

Na actualidade, podemos revisitar Goa através do Magazine Goa Contacto. Trata-se de um programa produzido e apresentado por uma equipa de jovens luso-falantes de origem indiana que nos vão dar a conhecer os sinais e a presença da cultura e da língua Portuguesa em Goa. O programa apresenta episódios com temas de interesse para os portugueses na diáspora que incluem, entre outros, a relação histórica indo-portuguesa, o legado de Portugal em termos linguísticos, culturais e religiosos em Goa e noutros territórios indianos anteriormente portugueses e, ainda, o perfil de personalidades importantes nessas comunidades cujo modo de vida continua a reflectir o período de permanência dos portugueses na Índia. Goa passa, assim, a ter uma janela para o mundo e para toda a comunidade portuguesa através da emissão quinzenal deste novo magazine na RTP Internacional.

«Apesar da urbanização crescente, a cidade ainda conserva muitos edifícios de traça colonial portuguesa (especialmente, nos bairros de S. Tomé e das Fontainhas), a maioria a necessitar de urgentes trabalhos de conservação, sob pena de verem ruir as suas características varandas de madeira. E, a cada esquina, encontram-se verdadeiros tesouros. As paredes do átrio do edifício onde está instalado o Instituto Menezes Braganza, conservam belíssimos painéis de azulejo que retratam várias cenas dos Lusíadas, como a chegada de Vasco da Gama à Índia. Pangim tornou-se na capital administrativa de Goa, em 1843, mas a Velha Cidade de Goa continuou a ser o centro religioso do antigo território português. Com cerca de 300 mil habitantes, nos seus tempos áureos (século XVI), era maior que Madrid e tão populosa como Lisboa. Embora nada subsista das ruas desta cidade, à excepção da imponência das suas igrejas, é difícil de acreditar que a chamada «Roma do Oriente» rivalizasse com a capital do reino, como diziam os cronistas da época: «quem viu Goa, não precisa de ver Lisboa». Hoje, é Património Mundial da Humanidade.
As praias de Goa correspondem ao cenário de postal ilustrado com muitos coqueiros e vegetação luxuriante, de areia escura e grossa.
De Anjuna, sempre referenciada pelo seu mercado de artesanato e pelos «hippies». As praias de Ozran e Vagator. Toda a costa Norte está marcada por pequenos cruzeiros brancos. Lá no alto, o Forte de Chapora ainda impressiona pela sua imponência e posiçãoo estratégica. Foi construído pelos portugueses em 1717, sobre as ruínas de um antigo bastião erigido pelos sultões árabes».
Texto adaptado de Alexandre Coutinho
Os padrões não bastam. O elemento de surpresa necessário na escrita, significa que a nossa atenção é atraída para padrões que sejam novos ou inesperados. Em suma, foi através da faculdade da escrita que evoluímos para a espécie ponderada e bem sucedida que hoje somos, capazes de resolver problemas e de ter raciocínio rápido. Obrigado Ana de Amsterdam.
JDACT

Dia Mundial do Teatro: José Morais e Castro

(1939-2009)

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida,
Estes são os imprescindíveis
Bertold Brecht

O Dia Mundial do Teatro assinala-se, amanhã, sábado, dia 27. Por todo o País realizam-se iniciativas que assinalam a efeméride. Para mim recordo, também, o José Morais e Castro com o seu trato afável e bom diálogo no restaurante «Solar dos Presuntos» com a D. Graça, o Sr Evaristo, o Pedro e o Agostinho.
A mensagem para o ano de 2010 (Dame Judi Dench):
O Dia Mundial do Teatro é para nós a ocasião de celebrar o Teatro na multiplicidade de suas formas. Fonte de divertimento e inspiração, o teatro contém em si a capacidade de unificar as inúmeras populações e culturas que existem pelo mundo. Mas ele representa muito mais do que isso, ao oferecer-nos possibilidades de educação e informação. O Teatro acontece no mundo inteiro, e não apenas nos seus espaços tradicionais : os espectáculos podem ser realizados numa pequena aldeia da África, no sopé de uma montanha da Arménia, em uma pequena ilha do Pacífico. Ele não tem necessidade de um espaço e de um público. O teatro possui esse dom de nos fazer rir, de nos fazer chorar, mas ele deve, também, fazer-nos reflectir e reagir. O teatro é fruto de um trabalho de equipe. São os actores que vemos, mas existe um número espantoso de pessoas escondidas, todas elas tão importantes quanto os primeiros e cujas diferentes e específicas competências permitem a realização do espectáculo. A eles se deve uma parte de todo o triunfo ou sucesso alcançado. O dia 27 de Março é a data oficial do Dia Mundial do Teatro. Mas cada dia deveria poder ser considerado, de diversas maneiras, como uma jornada do teatro, pois cabe-nos a responsabilidade de perpetuar esta tradição de divertimento, de educação e de edificação dos públicos, sem os quais não poderíamos existir.

José Morais e Castro foi um actor, encenador, advogado e um intelectual ao serviço da cultura e do povo português. Destacou-se pela sua actividade enquanto advogado e grande figura da cultura portuguesa. Nas artes do espectáculo, Morais e Castro estreou-se profissionalmente no Teatro do Gerifalto. Passou pelo grupo Cénico de Direito e integrou o Teatro Moderno de Lisboa. Em 1968, é co-fundador do Grupo 4 no Teatro Aberto. Representou autores como Peter Weiss, Bertolt Brecht, Max Frisch, Peter Handke e Boris Vian. Contracenou com Mário Viegas na peça «À espera de Godot» de Samuel Beckett. Em 2004, interpretou «O Fazedor de Teatro» com Joaquim Benite na Companhia de Teatro de Almada que lhe valeu a Menção Honrosa da Crítica.
José Morais e Castro fez parte da Direcção da Casa do Artista, do qual foi sócio fundador.
JDACT

quinta-feira, 25 de março de 2010

Internet: Entre as 237 candidaturas ao Nobel da Paz 2010

A Internet pode receber um dos galardões mais prestigiados do mundo. Está incluída nas 237 candidaturas ao Nobel da Paz de 2010.
Este prémio distingue personalidades que desempenhem actividades relevantes para encontrar e contruir a Paz neste mundo moderno. Entre os candidatos estão os nomes dos três responsáveis pela criação da Internet: Larry Roberts, Vint Cerf e Tim Berners-Lee.
A nomeação foi impulsionada pela versão italiana da revista de tecnologia Wired por ter contribuído para o «diálogo, debate e consenso»
A lista final será decidida pelo Comité Nobel Norueguês, que anualmente entrega o galardão do Prémio Nobel da Paz. O anúncio do vencedor está marcado para o dia 8 de Outubro de 2010.
JDACT

Chile: O sismo de 27 de Fevereiro de 2010

No pp dia 27 de Fevereiro, às 6 h e 34 min de Lisboa, um sismo de magnitude 8.8 (M=8,8), de acordo com as determinações provisórias das redes internacionais de vigilância sísmica, atingiu gravemente a América do Sul, e em particular o Chile.
A imagem em cima assinala o registo em 3 estações sismológicas do IDLuiz.

Cerca de 8 horas depois do sismo, as redes de comunicações ainda estavam inoperacionais e a dimensão real do desastre era desconhecida. Um tsunami com 2.6 metros de amplitude atingiu Valparaíso, tendo o sistema de alerta do Pacífico emitido de imediato os boletins correspondentes, colocando em alerta mais de 50 países da Bacia do Pacífico:
Cortesia de Miguel Miranda, Prof. Dr.

De acordo com Jorge Miguel Miranda, Presidente do IDL, um sismo de magnitude (M=8.8) corresponde a um dos maiores sismos que já atingiu a Terra, de dimensão comparável com a do sismo de 1755.
À medida que o tsunami progride nas águas do Pacífico, o Sistema de Alerta Precoce do Pacífico, é capaz de assimilar as medidas realizadas pelos sensores submarinos recalculando, com precisão crescente, os impactos nas próximas horas.
Os sistemas de alerta precoce de tsunamis estão já operacionais em muitos locais do mundo e demonstram eficácia crescente. Não sendo possível controlar o fenómeno natural, é contudo possível diminuir os seus efeitos, proteger as populações e minimizar os prejuízos em vidas e bens. Muito mais se pode fazer, quando os gestores das infra-estruturas de comunicações, energia, água, saúde e emergência forem capazes de utilizar a informação fornecida pelos sistemas de alerta para iniciar procedimentos de defesa e resposta.
JDACT/Jorge Miguel Miranda/IDL

CGUL: Encontros informais de Meteorologia

O CGUL/IDL promove semanalmente encontros informais entre os membros do grupo de meteorologia. O objectivo é dar a cada um dos participantes a oportunidade de ver a sua investigação discutida pelos seus colegas. As sessões começam com uma pequena apresentação pelo orador do dia. A intervenção deve ser interactiva e não deverá exceder os 20 min, podendo ser mais curta. O tema poderá ser baseado em resultados recentes obtidos pelo orador, bem como a discussão de um paper recente sobre assuntos intimamente ligados com os seus interesses científicos. Em seguida procede-se a um período de perguntas e respostas, onde a assistência tem oportunidade de expressar a sua opinião. As sessões, embora se pretendam algo técnicas, são abertas a todos os interessados, mas só terão oportunidade de falar as pessoas que se inscreverem na lista de participantes. Segundas-feiras às 12h00, sala 1.3.33A
JDACT

Joanne Simpson: A primeira mulher a obter um Doutoramento em Meteorologia

(1923-2010)
Cortesia da NASA
Joanne Simpson, foi uma pioneira em inúmeras áreas da meteorologia tropical e a primeira mulher a obter um Doutoramento (PhD) em Meteorologia. Entre os inúmeros prémios que lhe foram atribuidos destaca-se o Rossby Award atribuído pela American Meteorological Society. Os seus interesses científicos extendiam-se desde os ciclones tropicais, à convecção, modificação do tempo (técnicas de cloud seeding) e aplicações de satélites à meteorologia.
Joanne Simpson, with a photo of Hurricane Betsy, 1998
 (USA TODAY).
No início de sua carreira, Joanne Simpson desenvolveu um modelo para o estudo das nuvens e demonstrou o mecanismo dos furacões (hurricanes). Os seus estudos no âmbito da Meteorologia Geral vieram a demonstrar o que impulsiona as correntes atmosféricas nos trópicos.  Durante os últimos 24 anos trabalhou para a NASA.
Possuía uma mente aberta e um modo de trabalhar invulgar para encontrar novos dados no estudo da atmosfera.
JDACT/NASA
http://earthobservatory.nasa.gov/Features/Simpson/simpson.php

Vera Castro: Homenagem à cenógrafa e pintora

(1947-2010)
Vera Castro com uma das suas criações para a produção Dom Quixote, pela CN de Bailado
António Pedro Ferreira
Vera Castro nasceu em Angola e foi uma artista plástica de enorme sensibilidade e delicadeza no trato. Na dança, no teatro, nas artes plásticas, na ópera e nos figurinos, nos cenários, na pintura. Vera Castro leccionou na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC). 
De Olga Roriz a Ricardo Pais, passando por João Lourenço, José Wallenstein, Né Barros, Jorge Listopad, Filipe La Féria, Cucha Carvalheiro ou Rui Lopes Graça, Vera Castro trabalhou com os mais conhecidos encenadores, coreógrafos e compositores na cenografia e figurinos. Em 1993, o seu trabalho na peça «Estrelas da Manhã» mereceu-lhe o Prémio da Crítica de Cenografia.
Os desabafos do encenador Ricardo Pais: «Com pena minha só trabalhou comigo como figurinista e não como cenógrafa no Teatro D. Maria II e no Teatro Nacional São Carlos. Sempre me fez inveja o trabalho que fez para a Olga Roriz. Os figurinos de Isolda, 1990, Ballet Gulbenkian, em memória de Madalena de Azeredo Perdigão, são inesquecíveis. A amizade que nos uniu desde o primeiro dia de regresso a Portugal após o 25 de Abril é tão grande quanto a admiração que tenho hoje por ela».
O Ministério da Cultura manifestou a sua «maior consternação pelo falecimento da artista plástica Vera Castro, cuja actividade criativa foi amplamente reconhecida pelos mais prestigiados profissionais na área da dança, do teatro e da ópera em Portugal, destacando a sua actividade na docência, no âmbito da qual muito contribuiu para a qualificação de novos profissionais das artes».
Olga Roriz, amiga de Vera Castro há cerca de três décadas, sente ainda o peso dos figurinos de Isolda. «Foi o nosso momento de união profissional, foram aqueles belíssimos fatos – ainda hoje me falam daquela peça com os fatos vermelhos», recorda a coreógrafa.
Sendo sobretudo figurinista de teatro, Vera Castro vestiu Isolda de forma «mais preciosa», comenta Olga Roriz. A peça regressou na temporada 2008/9, desta feita ao Teatro Camões, pela mão da Companhia Nacional de Bailado, e para isso a coreógrafa andou, com Vera Castro, à procura dos fatos desaparecidos e a recolher outros para os repôr em cena. «Se tivesse trabalhado com outro figurinista, ir retirar o peso dos fatos, a dificuldade que era dançar com eles. Pesavam quilos, eram uma sensação de segunda pele e uma mais-valia à coreografia. Eram quase armaduras, dancei com eles e impunham-se na coreografia e na personagem», enfatiza.
Vera Castro também desenvolveu trabalho na área da pintura e o seu trabalho está na colecção do Ministério da Cultura e em colecções particulares.

A morte de Vera Castro foi anunciada pela ESCT em comunicado, onde se escreve que é «um momento de grande perda para a cultura em Portugal».
JDACT/Jornal Expresso

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jorge Buescu: Coriolis vai à casa de banho

Qualquer estudante que começa a aprender as leis da Mecânica Clássica rapidamente trava conhecimento com a forma que essas leis assumem num referencial em rotação. Estuda a força centrífuga, bem como a mais subtil força de Coriolis. Também ficará fascinado quando aprender que o físico francês Foucault utilizou a força de Coriolis para uma demonstração experimental da rotação da Terra, ao suspender na cúpula dos Invalides, em Paris (1851), um enorme pêndulo de 67 metros e verificar que o plano de oscilação desse pêndulo rodava lentamente sob o efeito da força de Coriolis, por outras palavras, que a Terra roda relativamente ao plano. Com este dispositivo, conhecido por pêndulo de Foucault, encerram-se séculos de discussão: demontra-se, à superfície da Terra, a rotação do nosso planeta - sem o auxílio do Sol, das estrelas ou de satélites.
A força de Coriolis é responsável poe efeitos subtis à superfície da Terra, imprimindo efeitos rotacionais a movimentos rectilínios. A circulação em torno de um centro de baixas pressões faz-se no sentido anti-horário no Hemisféro Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul. Na balística é impossível ignorar a força de Coriolis: os mísseis são realmente desviados por ela.
Continuando, no HN a força de Coriolis imprime um desvio para a direita, no HS para a esquerda. Tal como nos movimentos atmosféricos, este efeito fará com que a água que escoa de um lavatório ou de uma banheira gire no sentido anti-horário no HN e no sentido horário no HS. Deste modo, a força de Coriolis está presente até nas nossas casas de banho!
Há apenas um pequeno problema: este efeito da força de Coriolis... não existe! É mais um «mito urbano científico». Há várias experiências que se podem fazer em casa, mas a conclusão é sempre a mesma: a força de Coriolis não tem nada a ver com o sentido de escoamento da água de uma banheira ou lavatório. Coriolis não vai à casa de banho. Trata-se de uma força fictícia, isto é, que um observador estacionário sobre a superfície da Terra tem de introduzir para compensar o facto de esta rodar sobre si própria. Ou seja, em mil segundos (mais de 15 minutos) a força de Coriolis imprime à água que se escoa uma velocidade de rotação, em sentido anti-horário no HN, de um milímetro por segundo.
Há várias histórias. Local: Quénia. Um habitante local, 10 metros a norte do Equador, enche uma bacia com água e mostra ao turista que ao esvaziá-la, a água escoa no sentido horário. De seguida, anda 20 metros para sul, ultrapassando o Equador, e repete a acção no HS. Agora a água escoa no sentido anti-horário!
No entanto, houve manha por parte do habitante local, que trocou tudo.
Por efeito de Coriolis a água deveria escoar no sentido anti-horário no HN e no sentido horário no HS, exactamente o oposto do que aconteceu. O que funcionou mesmo não foi Coriolis mas as hábeis mãos do habitante local.
Jorge Buescu (Da falsificação de euros aos pequenos mundos)/GRADIVA-Publicações/3ª edição/Abril de 2005/Depósito legal nº 225 100/2005/editor Guilherme Valente/Adaptação de JDACT

Fundação Cidade de Ammaia: Vencedora do Prémio Vasco Vilalva 2009


O projecto Recuperação e valorização das ruínas romanas da Cidade de Ammaia, um monumento nacional esquecido, promovido pela Fundação Cidade de Ammaia, é o vencedor do Prémio Vasco Vilalva para a recuperação e valorização do património de 2009. Das nove candidaturas apresentadas, o Júri premiou este projecto por unanimidade, destacando «a grande relevância histórica, patrimonial e técnico-científica do projecto de recuperação e valorização de um sítio arqueológico ímpar no panorama nacional».
O Prémio Vasco Vilalva, no valor de 50 mil euros, atribuído anualmente pela Fundação Calouste Gulbenkian para distinguir acções meritórias na área da defesa do património, foi entregue no pp dia 9 de Março no Auditório do Parque Natural da Serra de São Mamede – Quinta dos Olhos d’Água, em Marvão.

A Cidade Romana de Ammaia terá sido fundada em finais do séc. I a.C. e terá sobrevivido enquanto unidade urbana durante seis séculos. Situadas a curta distância da vila de Marvão, estas ruínas formam um dos exemplares mais significativos da civilização romana no Norte Alentejano. Com o intuito de as salvaguardar, foi constituída legalmente em 1997 a Fundação Cidade de Ammaia, proprietária dos terrenos onde se localiza grande parte da área que as ruínas ocupam. A coordenação científica dos trabalhos arqueológicos tem estado desde então a cargo da Universidade de Évora, e como resultado dessa intervenção é hoje possível observar nas ruínas de Ammaia um importante conjunto monumental que inclui o Forum, principal centro da vida política, económica, social e religiosa da região, bem como um complexo termal com diversas estruturas associadas.
No sítio arqueológico foi instituído o Museu Monográfico da Cidade de Ammaia, que apresenta duas exposições com materiais recolhidos ao longo do tempo na cidade. Paralelamente aos trabalhos de escavação e de musealização, a Fundação procedeu também, com o apoio do Museu Nacional de Arqueologia, à implantação de um Laboratório de Conservação e Restauro, equipado com a mais recente tecnologia e que faz com que esta estrutura seja uma das mais bem fornecidas actualmente no nosso país. Este laboratório permitirá efectuar a conservação de praticamente todos os achados da Ammaia e estar aberto a outras entidades, mesmo para o desenvolvimento de trabalhos ligados à formação.
A Fundação Cidade de Ammaia tem tido uma intervenção sobretudo de âmbito local e regional, mas também a nível nacional e internacional, através do estabelecimento de diversas parcerias com instituições públicas e de ensino. No futuro, a Fundação pretende ainda implementar uma rede ligada ao património arqueológico, demonstrando o papel que a cidade de Ammaia teve na época romana, permitindo estabelecer uma visão territorial que abarca grande parte do território do Norte Alentejano.
MLCT/JDACT/Fundação Calouste Gulbenkian